sexta-feira, 10 de abril de 2015

O OBJECTIVO BEM DEFINIDO CHAMA-SE 3 PONTOS









No mês das grandes decisões, cabe ao FC Porto demonstrar as suas reais capacidades e ambições no sentido de cumprir o seu principal objectivo que é obviamente recuperar o título nacional. 

Sabendo de antemão da inexistência de qualquer margem de êrro, os Dragões têm que encarar todos os jogos, até final da época, como autênticas finais. Um eventual deslize deitará por terra todo o trabalho realizado até aqui.

A deslocação a Vila do Conde não vem no melhor momento, dado que antecede o jogo dos quartos-de-final, frente ao Bayern de Munique. A equipa terá que ser mentalmente forte para saber lidar com a situação, abstraindo-se ao máximo desse compromisso internacional, focando-se exclusivamente no seu adversário deste Sábado, o Rio Ave, que não vai ser pêra doce.

É pois mais um duro teste ao estofo da equipa e dos seus atletas.

Os regressos de Maicon e José Angel são as principais novidades na lista de convocados de Julen Lopetegui. Quintero (lesionado) e Martins Indi (por opção técnica) ficaram de fora.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2014/15 - 28ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DOS ARCOS - VILA DO CONDE
DATA E HORA DO JOGO: SÁBADO, 11 DE ABRIL DE 2015, ÀS 18:00 H
ÁRBITRO NOMEADO: VASCO SANTOS - A.F. PORTO
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV1

terça-feira, 7 de abril de 2015

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 98












JANKAUSKAS - Goleador Nº 98

Apontou 19 golos em 83 jogos realizados com a camisola do FC Porto, durante as duas temporadas ao seu serviço (2002/03 e 2003/04).

Edgaras Jankauskas nasceu no dia 12 de Março de 1975, em Vilnius, na Lituânia.

Tendo em conta que foi já objecto de apreciação individual neste blogue, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS ESTRANGEIROS», editado em 27 de Agosto de 2012, convido os estimados leitores a recordar aqui as incidências da sua carreira.

























Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

segunda-feira, 6 de abril de 2015

MÃO CHEIA NO REGRESSO ÀS VITÓRIAS
















FICHA DO JOGO


























O FC Porto voltou a conhecer o doce sabor da vitória, após dois resultados negativos (o empate frente ao Nacional e a derrota frente ao Marítimo, este para a Taça da Liga) e logo com uma goleada das antigas. Foram cinco, mas até podiam ter sido mais, os golos que coloriram o resultado final, fruto não de uma grande exibição, mas sobretudo da acção preponderante de três atletas, que sobressaíram de forma bem clara, contribuindo com os melhores lances do desafio, Quaresma, Danilo e Óliver Torres.

Julen Lopetegui fez alinhar o onze, que dados os condicionalismos, era o mais previsível. Fabiano, Danilo, Martins Indi, Alex Sandro, Herrera e Brahimi, recuperaram os seus lugares e os restantes mantiveram-nos.


























O jogo começou com as dificuldades do costume, principalmente na construção da manobra ofensiva portista, face à estratégia hiperdefensiva do Estoril que se limitou a baixar as suas linhas, abdicando ostensivamente até mesmo do contra-ataque.

Com grande parte dos jogadores portistas pouco inspirados, quer na criação de espaços como também no passe mais longo, o perigo só apareceu junto à baliza dos canarinhos, por duas ocasiões, a primeira aos 13 minutos, num cruzamento da esquerda de Brahimi a que Herrera acorreu tardiamente, perdendo o momento do remate e a outra um minuto depois, com Quaresma a solicitar a entrada de Brahimi na área e o argelino, depois de ter passado pelo defesa e com Vagner na sua frente, atirou contra as suas pernas.

A pressão ofensiva dos Dragões originou uma série de cantos a seu favor, sempre incrivelmente muito mal aproveitados, situação que deveria ser alvo de analise pela equipa técnica.

Quaresma, que foi durante todo o jogo, a figura mais esclarecida da formação portista, ensaiou aos 31 minutos uma incursão espectacular na área, seguida de remate, obrigando Vagner a uma grande defesa. No minuto seguinte, num trabalho muito parecido, o Harry Potter, depois de deixar para trás um defesa, levantou a cabeça e dirigiu um cruzamento teleguiado ao segundo poste, onde apareceu Óliver Torres a empurrar a bola de cabeça para as redes. Estava aberta a lata das sardinhas estorilista.





















Aos 36 minutos, de novo Quaresma pela direita, levou a bola até à entrada da área, esperou a entrada de Danilo, colocou-lhe a bola em passe a rasgar, o defesa foi à linha, cruzou para a entrada de Aboubakar, que com tudo para fazer o golo, atirou contra as pernas de um defesa.

Já em tempo de compensação, mais uma vez Quaresma na direita, tirou a papel químico a jogada do primeiro golo, mas desta feita foi Aboubakar quem apareceu ao segundo poste a desviar com o pé direito, para o 2º golo, último lance da primeira metade.






















O segundo tempo começou com nova perdida de Brahimi. O argelino, bem servido já dentro da área, enquadrou-se com a baliza e tentou atirar ao ângulo superior direito, mas a bola saiu ligeiramente ao lado.

A pressão azul e branca manteve-se e o terceiro golo adivinhava-se, mais minuto menos minuto, acabando por surgir na conversão de uma grande penalidade a castigar rasteira a Brahimi. Quaresma cobrou e não falhou.






















Aos 68 minutos, o endiabrado Quaresma desmarcou Aboubakar, que seguia isolado para a baliza, mas o lance foi erradamente interrompido pela equipa de arbitragem por fora de jogo que não existiu.

Dois minuto depois, a jogada mais bonita de jogo, culminada com mais um belo golo. Danilo, tabelou sempre em progressão, com Quaresma, depois com Aboubakar, aparecendo na cara do guarda-redes, para o golo da noite.
























O último golo portista aconteceu aos 77 minutos, num roubo de bola de Quaresma, permitindo isolar-se, evitar o guarda-redes e atirar a contar.






















Só então o Estoril se soltou um pouco mais, já Julen Lopetegui tinha procedido às três alterações. Podia até ter marcado num lance em que Rúben Neves meteu a bola nos pés de um adversário que caminhou para abaliza, completamente isolado, mas o deixou-se  trair pelo deslumbramento acabando por adiantar a bola e permitir a defesa de Fabiano.

Até final, Hernâni, por duas vezes teve o golo nos pés, mas se na primeira Vagner lho negou com uma boa defesa, na segunda, o remate disparatado não coincidiu com a exímia desmarcação e bom posicionamento para facturar.

Vitória expressiva, num jogo de sentido único, em que a equipa portista começou por experimentar grandes dificuldade de penetração, alguma ineficácia no remate, mas que aos poucos foi encontrando as soluções mais adequadas para construir um resultado volumoso, que lhe garante a manutenção da diferença de 3 pontos para a liderança.

Sobre as boas prestações já falei no início da crónica, deixando para o fim algumas exibições muito pouco convincentes. Herrera esteve francamente mal. Lento a pensar e a executar, sem inspiração e quase sempre a jogar para trás. Brahimi foi outro elemento  de fraca produção. O argelino não está bem fisicamente e foi perdendo lances uns atrás dos outros. Não é mais o jogador entusiasmante daquilo que mostrou ser durante o primeiro terço do campeonato. São dois jogadores em claro sub rendimento, talvez a pedir descanso. 

domingo, 5 de abril de 2015

EQUIPA COM ESTOFO OU NEM POR ISSO?









O FC Porto vai encerrar a 27ª Jornada da Liga NOS, sabendo os resultados dos seus rivais. Assim, terá de vencer para manter os 3 pontos que o separavam da liderança, na jornada anterior e continuar na luta pelo objectivo principal da época. Se tal acontecer, verá a sua vantagem, em relação ao 3º lugar aumentar para oito pontos.

De resto, não passa pela cabeça de nenhum portista, que a sua equipa possa ceder pontos neste jogo, frente ao Estoril, ainda que todos saibamos que em futebol, todos os resultados são possíveis.

Depois de oito jogos sempre a vencer, com um empate pelo meio, em Basileia, e em alguns deles com brilhantismo, a verdade é que nos últimos três desafios, os Dragões manifestaram uma preocupante falta de argumentos, na vitória complicada frente ao Arouca, em casa, com menos um elemento, no empate comprometedor na Choupana e na desoladora derrota nos Barreiros, que determinou o afastamento da final da Taça da Liga.

Quererá isto dizer que a equipa está mesmo em queda livre ou tratou-se apenas de acidentes de percurso? A resposta a esta dúvida iremos ter precisamente amanhã, no Dragão, frente ao Estoril.

Julen Lopetegui que continua sem poder contar com a grande referência do ataque, Jackson Martinez, viu-se também privado do concurso de Maicon e Cristian Tello, os mais recentes lesionados que por isso não fazem parte das opções para este encontro. Em relação à anterior convocatória, então constituída por 21 atletas, ficaram também de fora Andrés Fernandez, José Angel e Campaña, por opção técnica, entrando agora Fabiano, Diego Reyes, Rúben Neves e Quintero.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS


O onze titular vai obviamente sofrer uma forte modificação, com mexidas em todos os sectores, sendo provável a entrada de seis elementos.

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: LIGA NOS 2014/15 - 27ª JORNADA
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DO DRAGÃO - PORTO
DATA E HORA DO JOGO: SEGUNDA-FEIRA, 6 DE ABRIL DE 2015, ÀS 20:00 H
ÁRBITRO NOMEADO: BRUNO ESTEVES - A.F. SETÚBAL
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SPORT.TV1

quinta-feira, 2 de abril de 2015

DRAGÃO «EMBRULHADO» NO GUARDANAPO, OUTRA VEZ!
















FICHA DO JOGO


























Decididamente a Ilha da Madeira transformou-se em local amaldiçoado, esta época, para o FC Porto. Em três deslocações, duas derrotas e um empate, é obra.

Creio que todos esperávamos muitas dificuldades, a avaliar pelas duas experiências negativas recentes, vividas no território insular, pelo que era suposto a equipa portista apresentar-se com mais alguma ambição.

Julen Lopetegui teve contra si o facto de ter tido bastantes atletas ao serviço das diferentes selecções, alguns sujeitos a longas viagens de regresso e por isso optou por fazer a gestão do esforço, fazendo mais mexidas no onze titular do que seria o ideal.

Danilo, Alex Sandro, Herrera, Brahimi e Cristian Tello, foram poupados ainda que nem todos tivessem dado a sua contribuição às suas selecções.




















O jogo começou equilibrado com as duas equipas a fazer o jogo pelo jogo, no sentido de chegaram ao golo, já que nesta fase a eliminar, só a vitória interessava a cada uma das formações, mas com o FC Porto a mostrar-se mais perigoso até chegar à vantagem no marcador, conseguida aos 32 minutos por Evandro, na sequência de uma recarga, após a marcação de um canto.  Quaresma marcou do lado direito do ataque portista, a bola foi afastada  de cabeça por um defensor do Marítimo, sobrando para a entrada da área onde surgiu Evandro a rematar sem preparação, forte e colocado, obtendo um golo de belo efeito.

O jogo parecia bem encaminhado, mas os Dragões não se mostraram com capacidade para travar a pronta reacção do adversário e cinco minutos depois, num lance ingénuo de Ricardo, que fez penalty perfeitamente escusado, chegou a igualdade.

Os Dragões sentiram-se então menos confortáveis e os erros sucederam-se, até que em cima do intervalo consentiram novo golo.

No segundo tempo a equipa da casa mudou a sua estratégia, baixando as suas linhas, defendendo com unhas e dentes a vantagem conseguida. 

Lopetegui fez alterações, ficou a jogar apenas com 3 defesas e já em desespero de causa Maicon foi-se colocar na dianteira, mas sem efeitos práticos. Os insulares defenderam a vantagem com arreganho e em abono da verdade o FC Porto raras vezes incomodou com perigo a baliza contrária.

Derrota merecida num jogo medíocre, frente a um adversário bem organizado, ambicioso e bem mais eficaz.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

NA ILHA, JÁ PERDEMOS E EMPATAMOS. ESTÁ NA HORA DA VITÓRIA









Estão de volta as competições de clubes e o FC Porto tem já amanhã mais um teste complicado, agora para a Taça da Liga, único troféu que ainda não figura no belo Museu do Clube.

Esta competição tem ficado no último lugar das prioridades portistas, mas tendo em conta que os Dragões foram eliminados prematuramente da Taça de Portugal, o grau da prioridade pode ter sido alterada, apesar dos próximos compromissos serem de alto risco.

Os responsáveis portistas sabem o que querem e eu acredito que tudo farão para fazer boa figura nesta deslocação à Madeira, destino que esta época tem sido de amargos de boca.

Para que tal não se repita, a turma portista terá de «dar o litro» e mostrar que os resultados anteriores averbados na Ilha, foram meros acidentes de percurso.

Julen Lopetegui optou por um conjunto de 21 jogadores, pela primeira vez esta época, quiçá para prevenir alguma eventual quebra física de algum dos elementos que chegaram mais tarde, depois dos jogos das selecções. 

Fabiano, José Angel, Campaña e Ricardo Pereira, constituem as novidades na lista dos convocados para este encontro, ficando de fora, em relação ao jogo anterior, Ricardo Nunes, Rúben Neves e Quintero.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















Nesta fase da prova é costume o onze inicial apresentar uma formação muito próxima da que evolui nas outras competições, pelo que, apesar da proximidade de outros compromissos e do desgaste eventual dos jogadores que foram utilizados pelas selecções, não me custa acreditar que o técnico portista não vá proceder a grandes mexidas.

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: TAÇA DA LIGA - MEIAS-FINAIS
PALCO DO JOGO: ESTÁDIO DOS BARREIROS - FUNCHAL
DATA E HORA DO JOGO: QUINTA-FEIRA, 2 DE ABRIL DE 2015, ÀS 19:45 H
ÁRBITRO NOMEADO: CARLOS XISTRA - A.F. CASTELO BRANCO
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: TVI

segunda-feira, 30 de março de 2015

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 97












ANTÓNIO FOLHA - Goleador Nº 97

Apontou 19 golos em 195 jogos realizados com a camisola do FC Porto, durante as 9 temporadas ao seu serviço (1991/92 e de 1993/94 a 200/01).

António José Santos Folha nasceu em 25 de Maio de 1971, em Vila Nova de Gaia. Começou a sua carreira de futebolista no clube da sua terra natal, o Canidelo, em 1981 na equipa de iniciados, tendo transitado no ano seguinte para as escolas de formação do FC Porto, onde percorreu todos os escalões, até chegar a sénior em 1989/90, época em que foi rodar para o Penafiel. Ainda como júnior, viria a ser uma das estrelas na vitória de Portugal, no Campeonato Mundial de Futebol Sub-20, em Riade (1989).






















Extremo, dotado de um pé esquerdo soberbo, senhor de finta curta, irrequieto, lutador, felino e rápido, augurava-se um futuro risonho para o jovem atleta, que sob a orientação do técnico brasileiro Carlos Alberto Silva, ganhou lugar no plantel principal na temporada de 1991/92, apesar de pouco utilizado.

A sua estreia oficial na primeira equipa aconteceu no dia 25 de Agosto de 1991, no estádio António Coimbra da Mota, na Amoreira, frente ao Estoril Praia, em jogo da 2ª jornada do Campeonato nacional, com vitória por 2-0.



Apesar do seu inegável talento, Folha teve sempre grandes dificuldades para se impor, não conseguindo nunca ter a regularidade desejada e assim manter um nível elevado para ser presença constante no onze portista, tendo mesmo feito algumas passagens, por empréstimo,  em Portugal (Gil Vicente em 1989/90 e 1990/91 e SC Braga em 1992/93); na Bélgica (Standard Liége, em 2001/01 e 2001/02) e na Grécia (AEK de Atenas, em 2001/02 e 2002/03).

Terminou a sua carreira de futebolista no Penafiel, onde jogou 2 temporadas (2003/04 e 2004/05), no fim  das quais passou a integrar a equipa técnica penafidelense como adjunto de Luís Castro.

Enquanto atleta, vestiu a camisola da Selecção nacional por 26 vezes e marcou seis golos (ver aqui).

Palmarés ao serviço do FC Porto (14 títulos):
6 Campeonatos nacionais (1991/92 mais o penta de 1994/95 a 1998/99)
4 Taças de Portugal (1993/94, 1997/98, 1999/00 e 2000/01)
4 Supertaças Cândido de Oliveira (1990/91, 1992/93, 1993/94 e 1997/98)

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar