quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

INCOMPETÊNCIA FATAL















FICHA DO JOGO

























CLASSIFICAÇÃO FINAL
















O FC Porto deu o adeus definitivo desta época à Champions League, em Madrid, conforme era espectável, dada a sua frágil participação, que os números na classificação bem ilustram.

Só quem vive no mundo da fantasia e da ilusão poderia acalentar a esperança de uma vitória em Madrid, que conjugada com a derrota do Zenit em Viena, que aconteceu mesmo, poderia recolocar a equipa na 2ª posição do grupo e consequente qualificação para os oitavos-de-final- da prova.

Estava na cara que o futebol que os Dragões têm vindo a produzir se encontra a milhas do nível mínimo exigido para figurar entre a elite da Europa. Mais uma vez, isso ficou demonstrado, agora no relvado do Vicente Calderón, frente a uma equipa do Atlético de Madrid, em evidente gestão de esforço e de plantel.

Diego Simeone, tinha a perfeita noção das actuais incapacidades dos azuis e brancos e por isso ofereceu estrategicamente o comando das operações à equipa portista, sabendo da fragilidade do seu futebol ofensivo e também que mais tarde ou mais cedo a defesa acabaria por entregar o ouro ao bandido.

A verdade é que à grande percentagem de posse de bola dos Dragões, correspondeu um futebol inconsequente, inofensivo, repetitivo e fácil de anular. É verdade que os campeões nacionais tiveram 4 bolas nos ferros e ainda falharam um penalty, mas a bem da verdade, a não ser o remate de Licá, já na segunda parte e a perder 2-0, que foi o único bafejado pelo azar, todos os outros falhanços ficaram à conta da incompetência que se estendeu ao primeiro golo dos colchoneros, pela permeabilidade de Maicon e Helton, que não fizeram o que deviam para o evitar. Helton, ainda se redimiu evitando dois golos quase certos.

O jogo acabou por ser mais do mesmo. Muita posse de bola, desta vez mais consentida que conquistada, ao contrário do jogo da 1ª volta, muita incapacidade para criar lances de ruptura, falta de criatividade, pouco jogo pelas alas, avançado quase sempre mal servido e jogadores nada confiantes nas suas capacidades, falhando sucessivamente os gestos mais básicos do futebol. A teimosia do treinador, na aposta de jogadores abúlicos e num sistema táctico que a equipa não assimila, ajuda em muito ao quadro actual, ou seja, equipa sem nível para jogar quaisquer das provas da UEFA.

Esta é pois uma equipa à imagem do seu treinador, que antes dos jogos tece os mais rasgados elogios aos adversários, como que a justificar antecipadamente os prováveis fracassos.













terça-feira, 10 de dezembro de 2013

ADEUS CAMPIONS LEAGUE, ATÉ JÁ LIGA EUROPA








Com as posições na classificação do grupo G, praticamente definidas, o FC Porto desloca-se ao reduto do Atlético de Madrid, que ainda não conheceu o amargo sabor da derrota, para cumprir calendário, tentar não voltar a perder (desportiva e financeiramente) e defender de algum modo o seu pretígio.













Mesmo que consiga vencer, tarefa muito difícil, tendo em conta o momento de instabilidade que a equipa atravessa, só uma surpresa vinda de Viena, possível mas muito pouco provável, recolocaria os Dragões no 2º lugar, com direito a continuar na prova.

A carreira portista tem sido de molde a não configurar essa possibilidade. Inserido num grupo em que inicialmente se previa uma luta a dois (FC Porto e Atlético Madrid), a verdade é que a indefinição do futebol dos Dragões fez ruir o sonho inicial, encontrando-se agora preste a cair para a Liga Europa, onde, por melhor que consiga fazer, não conseguirá recuperar os milhões que a passagem aos oitavos-de-final da CL lhe proporcionaria. Rombo no prestígio internacional, bem como no Orçamento, que foi projectado, para além dessa hipótese, também com a receita de maior número de vitórias, que não aconteceram.

Ora se em condições normais, é certa a necessidade da venda de algumas jóias da coroa, para equilibrar as contas, este falhanço nos objectivos inicialmente traçados, agravarão essa necessidade, pelo que até ao fecho da nova janela de transferências, seja mais que provável a cedência de alguns dos «craques».

Em termos meramente desportivos, Paulo Fonseca, que não pode contar com Carlos Eduardo e Kelvin, por não estarem inscritos, nesta prova, tem ainda uma outra contrariedade que ainda não se encontra completamente resolvida. A lesão de «El comandante» Lucho Gonzalez, que determinou a sua substituição, ao intervalo do jogo contra o Braga. Apesar de fazer parte do grupo que se deslocou a Madrid, não é certa a sua recuperação. Talvez esta dúvida explique a presença de 19 atletas, em vez dos 18 habituais. Fernando e Diego Reyes, são as novidades, em relação à convocatória anterior.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Champions League - Grupo G - 6ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio Vicente Calderón - Madrid - Espanha
DATA E HORA DO JOGO: Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013, às 19:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: Deniz Aytkin - Alemanha
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 34












JABURU - Goleador Nº 34

Apontou 54 golos em 68 jogos realizados com a camisola do FC Porto, durante as 3 épocas em que representou este Clube (1955/56 a 1957/58).

Jorge de Sousa Matos, conhecido no futebol como Jaburu, nasceu no dia 19 de Abril de 1933, no Rio de Janeiro.

No Brasil representou o Olaria A.C., o Fluminense F.C. e o América de Minas Gerais. Chegou ao Porto com 22 anos de idade, recomendado pelo treinador Dorival Knippel Yustrich.

Jaburu era um negrão enorme, bamboleante, de olhos vivos e um quase permanente sorriso de menino maroto ou de moleque simpático. Como jogador de futebol jingava e sambava com a bola, adorava recrear-se, atormentar os adversários com as suas habilidades. Era avisado, por isso exímio a evitar o choque. Alto e algo desengonçado, razão pela qual lhe chamavam Jaburu (nome de pássaro aquático do Brasil, pernalta e melancólico), era no entanto rápido, de finta curta e fácil e senhor de enorme versatilidade, que lhe permitia jogar tão bem com os pés como com a cabeça. Dotado de estampa atlética pouco comum nos jogadores portugueses da época,  rematava com grande violência, de curta e meia distância.























Estreou-se oficialmente com a camisola do FC Porto, no dia 18 de Setembro de 1955, na Covilhã,  frente ao Sporting local, em jogo da 1ª Jornada do Campeonato nacional, com um empate a duas bolas.

Jaburu foi um dos principais artífices da vitória no Campeonato nacional de 1955/56, depois de um largo jejum de 16 anos, ao apontar 23 dos 77 golos marcados pela equipa portista. Foi também importante na conquista da Taça de Portugal, dessa época, apontando 7 golos, contribuindo para a deliciosa dobradinha.










Como brasileiro de gema, adorava a gastronomia da sua terra e de forma muito especial, a bebida, estando disponível para a farra, mais do que seria recomendável. Jaburu era muito imaturo, portando-se quase como uma criança. Reconhecendo-lhe bem essa faceta, Yustrich tratava-o com um filho, castigando-o, quando era caso disso, como um menino que fazia uma diabrura e não como um adulto que prevaricava. Mantinha-lhe a rédea curta e assim o ia domesticando e motivando.

O treinador deixou o FC Porto na época seguinte e Jaburu não voltou a ser o mesmo. Como se tivesse ficado orfão, afundou-se na cachaça perdendo-se como jogador, até que em  Outubro de 1958 foi cedido, a preço de ouro (950 mil pesetas), ao Celta de Vigo.

Jaburu ainda voltou a jogar em Portugal, no Leixões em 1962 e 1963, mas era uma sombra do jogador que brilhou no FC Porto.

Regressado ao Brasil, perdeu-se-lhe o rasto até que se soube que a roda da desgraça o apanhara sem remissão. Alcoolizado, pobre pedinte, foi-se-lhe o tino e internaram-no num hospício. Anos mais tarde alguém disse que tinha morrido atropelado.

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):
1 Campeonato Nacional (1955/56)
1 Taça de Portugal (1955/56)

Fontes: FC Porto - 100 anos de história, de Álvaro Magalhães e Manuel Dias; Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

sábado, 7 de dezembro de 2013

OUTRO JOGO DE DUAS FACES















FICHA DO JOGO

























EQUIPA TITULAR





















Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Mangala, Maicon, Jackson Martinez, Herrera e Danilo; Em baixo: Defour, Lucho Gonzalez, Alex Sandro, Josué e Silvestre Varela.

Em perspectiva estava um jogo de grandes dificuldades que, em princípio podia não ajudar na recuperação anímica de que a equipa do FC Porto estava necessitada. 

Sem Fernando, a cumprir castigo, Paulo Fonseca apostou em Defour e Herrera, como médios mais recuados, mantendo o resto da estrutura. Os Dragões entraram no jogo demasiado ansiosos, visivelmente nervosos e muito pouco confiantes. Por isso, a exibição durante toda a primeira parte foi marcada pela habitual desorganização, pelo acumular de asneiras primárias, que passaram pela perda constante da bola, pelos inúmeros passes transviados, pelos defeitos na recepção da bola e pela falta de criatividade. O futebol assim jogado, saiu desligado, sem qualquer qualidade, e com escassos remates à baliza. O primeiro e único que pôs em perigo a baliza adversária, aconteceu já depois da meia hora de jogo, na sequência de um cruzamento de Alex Sandro, que Josué explorou convenientemente, primeiro recebendo e dominando bem a bola, evitando depois um adversário, para se enquadrar com a baliza e disparar forte para uma excepcional defesa de Eduardo. 























O nulo ao intervalo era pois o resultado mais justo, já que o Braga, embora mais ligado, nunca foi capaz de ameaçar com perigo a baliza de Helton.

No regresso para o segundo tampo, Lucho ficou no balneário entrando Carlos Eduardo para o seu lugar. Desde logo se percebeu a nova atitude dos Dragões. Mais rápidos, mais incisivos e mais perigosos. Por isso o golo não tardou a surgir. Alex Sandro novamente numa assistência, agora a Jackson Martinez, que bem colocado na área, recebeu e disparou de primeira, não dando hipóteses a Eduardo.






















Os azuis e brancos ficaram ainda mais confiantes e em consequência o seu futebol passou a ser mais fluido, ligado, bem pensado e bem executado, subindo para um nível condizente com as insígnias de campeão que ainda ostentam. Com Carlos Eduardo em destaque, as oportunidades para dilatar o resultado surgiram em catadupa. Depois de alguns desperdícios, o segundo golo surgiu como corolário lógico da superioridade territorial imposta pelos Dragões. Defour, de cabeça levantada, colocou primorosamente a bola nos pés de Varela, que dentro da área, sob a esquerda, deu um nó cego ao defesa bracarense, galgou até à pequena área, cruzou com peso, conta e medida, ao segundo poste, para a entrada vitoriosa de Jackson Martinez, que de cabeça não perdoou. 























O colombiano ainda ameaçou fazer o hat-trick, mas Eduardo não lho permitiu.

Vitória justa, em mais um jogo de duas faces, que terminou com o FC Porto muito mais próximo do que se pretende. Destaque para a boa entrada de Carlos Eduardo, para as boas assistências de Alex Sandro e Varela e para os golos de Jackson Martinez.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

SEREMOS CAPAZES DE SACUDIR A CRISE?








É a pergunta que se impõe, depois dos resultados e exibições comprometedoras, que transportaram a equipa portista de uma liderança confortável de 5 pontos, à 8ª jornada, para o actual terceiro lugar, com a desvantagem de dois pontos, em apenas 3 jornadas!





















Crise é a palavra mais correcta para definir esta cambalhota abrupta, tão inesperada quanto incompreensível. Afinal, os jogadores são os mesmos que já mostraram esta época, atributos capazes de levar a equipa aos objectivos desejados.

Paulo Fonseca, depois de ter posto o seu lugar à disposição e de ter visto a pronta rejeição da SAD, manifestando-lhe toda a confiança, vai dizendo que a equipa se encontra determinada e motivada para voltar rapidamente às vitórias.

Acontece que o próximo adversário é dos que tudo fará para garantir uma vitória no Dragão e por conseguinte, talvez não seja o ideal para que a turma azul e branca possa respirar de alívio.

Fernando, castigado, é a maior ausência de peso, na lista dos convocados para este jogo, que também não conta com o jovem Ricardo, preterido por opção técnica. Ghilas, recuperado de lesão e Kélvin estão de regresso.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 12ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Sábado, 07 de Dezembro de 2013, às 20:15 h
ÁRBITRO NOMEADO: Paulo Baptista - A.F. Portalegre
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 90

ÉPOCA 1996/97

As duas épocas excepcionais do FC Porto sob o comando de Bobby Robson, deram azo à cobiça do Barcelona, para onde o treinador inglês se transferiu, levando consigo o seu adjunto José Mourinho e o guarda-redes Vítor Baía.

Pinto da Costa meteu em ombros a difícil tarefa de substituir as pedras fulcrais dos últimos êxitos e como quase sempre saiu-se a contento. No novo ciclo que começava e se pretendia de continuidade de resultados, o Presidente escolheu António Oliveira como técnico principal que elegeu para adjuntos Joaquim Teixeira, André e Mlynarczik. Com um calendário muito carregado, tornava-se necessário reforçar a equipa, apetrechando-a de jogadores ambiciosos e dispostos a contribuir para manter o Clube na senda das vitórias.

Na baliza as novidades foram as entradas de Wozniak e Hilário (promovido a sénior), na defesa Lula rendeu Zé Carlos e entraram também Buturovic, Alejandro Diaz, Rui Óscar e Fernando Mendes, na linha média Wetl, Costa, Barroso, Sérgio Conceição e Zahovic e na frente Artur, Romeu e Jardel.




















O FC Porto cumpriu toda a primeira volta do campeonato sem conhecer o sabor amargo da derrota, tendo registado apenas dois empates, cedidos nas Antas (Setúbal - 1ª jornada e Estrela Amadora - 5ª jornada). As visitas a Alvalade e Luz foram coroadas de êxito com vitórias portistas por 1-0 e 2-1, respectivamente. No final da primeira metade a vantagem era já de 13 pontos.

A primeira das três derrotas surgiu à 21ª jornada frente ao Salgueiros (1-2), nas Antas, quando ninguém a esperava. Uma tarde negra para os Dragões que jogaram contra um adversário muito motivado, competente e feliz. Talvez ainda afectada por essa exibição menos conseguida, o FC Porto voltaria a perder pontos nas duas jornadas seguintes, cedendo um empate na Amadora (2-2) e nova derrota nas Antas contra o Sporting (1-2) que na altura fez reduzir a vantagem para sete pontos.

Na "mourolândia" renascia a esperança e na estação televisiva de Carnaxide exultava-se com esses resultados. Pôncio Monteiro foi disso testemunha pois era ele que galhardamente defendia o FC Porto no programa "Donos da Bola". Um programa criado para enxovalhar o bom nome do nosso Clube.

















Equipa titular que nas Antas empatou 2-2, frente ao Rio Ave: Da esquerda para a direita, em cima: Jardel, João Manuel Pinto, Barroso, Silvino, Jorge Costa e João Pinto; Em baixo: Fernando Mendes, Domingos, Paulinho Santos Drulovic e Sérgio Conceição.

Contudo, a equipa soube unir-se e recuperar forças para o assalto final rumo ao ambicionado e inédito Tri, dando resposta adequada e concludente às manobras insidiosas e patéticas de bastidores, concretizando o almejado objectivo a três jornadas do fim, no sempre difícil relvado do estádio de Guimarães. A deslocação antevia-se complicada, mas os Dragões mostraram a sua raça. Num empolgante desafio o FC Porto demonstrou quem era a melhor equipa do campeonato goleando o Vitória local por quatro golos sem resposta. Foi o delírio e o grito de raiva da população azul já enojada de tanta aleivosia.

Seguiu-se depois o jogo contra o Benfica, nas Antas e em clima de festa os portistas despacharam o seu rival com uns claros 3-1, sendo que o golo dos lisboetas foi de uma grande penalidade inventada pelo árbitro António Costa. O jogo da consagração foi nas Antas frente ao Gil Vicente. O FC Porto fechou o TRI com três golos, resultado sugestivo para gáudio do imenso público que encheu o Estádio para comemorar o feito histórico: A conquista do 1º Tricampeonato do Clube. Os Dragões concluíram o campeonato com o registo de 34 jogos, 27 vitórias, 4 empates, 3 derrotas, 80 golos marcados (melhor ataque) e 24 golos sofridos, somando 85 pontos, mais 13 pontos que o Sporting (2º) e mais 27 que o Benfica (3º). Jardel sagrou-se rei dos marcadores ao apontar 30 golos.

Na Taça de Portugal o FC Porto voltou a cair na meia-final, desta vez no estádio da Luz. Antes porém teve que eliminar alguns bons adversários. O primeiro confronto foi contra o Gil Vicente, em Barcelos, num jogo complicado que teve direito a prolongamento. Zahovic foi expulso aos 21 minutos, por acumulação de amarelos, tornando a tarefa portista mais trabalhosa. Depois de um afastamento prolongado, por lesão, o polaco Mielcarski entrou aos 115 minutos e, no primeiro remate que fez à baliza, resolveu o jogo a favor do FC Porto.

Seguiu-se nas Antas o Varzim. Desta vez não aconteceu o arrastar da incerteza, como em outros jogos. O FC Porto assumiu o favoritismo e construíram um resultado suficientemente dilatado (4-0) para não restarem dúvidas, quanto às ambições da equipa.
Os oitavos-de-final, levaram o FC Porto à Maia para defrontar o Salgueiros. A equipa portista não começou bem, ficando em desvantagem logo nos primeiros minutos do jogo. Os Dragões reagiram a preceito e o intervalo chegou com o resultado já favorável por 1-2. Na segunda metade do jogo, os azuis e brancos geriram bem o resultado, marcaram mais um golo e já no final da partida, consentiram o segundo golo do Salgueiros. Vitória final por 2-3.


O sorteio reservou para os quartos-de-final a deslocação ao Estádio 1º de Maio, em Braga, onde se esperava um confronto bem competitivo. As duas equipas não defraudaram essa expectativa e apresentaram um futebol de ataque, com espectáculo, emoção, à procura do golo como essência do jogo. Os dragões revelaram enorme confiança e construíram um jogo aberto, decidido e marcado pela positiva. Edmilson foi a seta apontada à baliza contrária e o homem do jogo ao marcar os dois golos da vitória portista. Resultado final 0-2 e passaporte carimbado para a próxima eliminatória.


Na meia-final, jogada na Luz, o FC Porto foi o primeiro a estar perto de marcar, perante um adversário inicialmente assustado e demasiado cauteloso, que se foi descomplexando com o decorrer do jogo.Acabou por ser mais eficaz na finalização e venceu por 2-0, terminando com o sonho portista.


A disputa da Supertaça Cândido de Oliveira, teve a honra de abrir a época. A 1ª mão disputou-se nas Antas contra o Benfica com uma magra vitória portista por 1-0, num jogo em que os Dragões foram mais criativos, perigosos e com maior apetência pela baliza, superioridade não traduzida no resultado final, deixando antever uma segunda-mão muito disputada.

A 2ª mão, jogada na Luz, na noite de 18 de Setembro de 1996, foi a da demonstração inequívoca da classe, do mérito, da grandeza, da capacidade, da organização e da superioridade de uma equipa e de um Clube, que contra: as campanhas destabilizadoras; os programas desportivos hostis, encomendados; a inveja sem pudor; as frustrações evidenciadas por quem se vê ultrapassado e ainda contra a maledicência e a mentira, infligiu ao clube do regime, na sua própria casa, uma goleada humilhante: 5-0!


O jogo foi transmitido em directo pela RTP1 e foi evidente o desconforto manifestado pelos comentadores de serviço, face a uma vitória e uma exibição arrasadoras. Foi a conquista do 8º troféu em dezasseis disputados.















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Fernando Mendes, Sérgio Conceição, Rui Barros, Zahovic e João Manuel Pinto;  Ao meio: Lula, Jardel, Reinaldo Teles (Director), Oliveira (Treinador), Paulinho Santos e Wozniak; Em baixo os marcadores dos cinco golos: Artur, Edmilson, Jorge Costa, Wetl e Drulovic;

Em termos europeus, coube ao FC Porto a representação portuguesa na Liga dos Campeões. Integrado no grupo D, com a companhia do AC Milan, IFK Gotemburgo e Rosemborg, o desempenho portista foi surpreendente. Terminou a fase de grupos em primeiro lugar, com 16 pontos, fruto de 5 vitórias e 1 empate. O segundo classificado ficou a 7 pontos!

A campanha começou em Milão, no estádio Giuseppe Meazza,  com uma saborosa vitória por 2-3. Numa noite memorável e histórica, o FC Porto esteve duas vezes a perder mas teve sempre talento e ambição para terminar o jogo em vantagem no marcador. Jardel foi o homem do jogo ao apontar 2 golos, ele que só entrou aos 61 minutos.



























Equipa titular que derrotou no Giuseppe Meaza o AC Milan. Da esquerda para a direita, em cima: Lula, Edmilson, Wozniak, Barroso, Jorge Costa e Aloísio; Em baixo: Sérgio Conceição, Fernando Mendes, Zahovic, Artur e Paulinho Santos.

Seguiu-se a visita dos suecos do IFK Gotemburgo, ao estádio das Antas. Num jogo emocionante em que as duas equipas entraram dispostas a arriscar, as oportunidades de golo sucederam-se,  com maior percentagem para os Dragões, pecando por escasso o resultado final (2-1 a favor do FC Porto).


























Equipa titular que defrontou o IFK Gotemburgo, nas Antas. Da esquerda para a direita, em cima: Jardel, Lula, Edmilson, Wozniak, Jorge Costa e Aloísio; Em baixo: Sérgio Conceição, Zahovic, Artur, Paulinho Santos e Rui Jorge.

Na 3ª jornada o FC Porto deslocou-se à Noruega para defrontar o Rosenborg. Terceira vitória consecutiva na prova, com golo de Jardel. A equipa portista manteve sempre uma supremacia clara, desperdiçou algumas boas oportunidades de golo e só aos 89 minutos conseguiu o golo da justa vitória.

Na jornada seguinte coube ao FC Porto receber os noruegueses. Mais uma vez a equipa esteve à altura dos acontecimentos, brindando o seu adversário com três golos sem resposta e somando a 4ª vitória consecutiva. Zahovic, Drulovic e Artur foram os autores dos golos.
























Equipa titular que venceu nas Antas, o Rosenborg. Da esquerda para a direita, em cima: Hilário, Zahovic, Edmilson, Jorge Costa, Aloísio e João Pinto; Em baixo: Drulovic, Rui Barros, Fernando Mendes, Artur e Paulinho Santos.

Na penúltima jornada, os azuis e brancos receberam a visita do AC Milan. Já com os oitavos assegurados, os Dragões procuravam garantir a primeira posição do grupo. Num jogo de campo inclinado pela desastrosa actuação do árbitro austríaco Gerd Grabher, que tudo fez para que a turma transalpina não saísse derrotada do estádio das Antas, o FC Porto não conseguiu melhor que um empate (1-1), cedendo os primeiros pontos.

Na 6ª e última jornada o FC Porto voltou às vitórias, conseguindo o quinto triunfo, desta vez em Gotemburgo, por 0-2, com golos de Jardel e Edmilson. Objectivo alcançado com distinção, pois à passagem aos oitavos somou o primeiro lugar destacado no grupo.

O mês de Março acabaria no entanto por ser fatídico quanto às aspirações portistas, que entretanto, tinham subido a fasquia, apesar do forte adversário em sorte. Nada mais nada menos que o todo poderoso Manchester United. Talvez amedrontados pelo ambiente de Old Trafford, os Dragões acabaram cilindrados por um futebol tipicamente britânico, onde tudo correu mal, falhando um golo quase certo no primeiro minuto do jogo. Derrota pesada por 4-0, que sentenciava o destino da eliminatória.






















Equipa titular que foi goleada em Old Trafford. Da esquerda para a direita, em cima: Hilário, Sérgio Conceição, Barroso, Jorge Costa, Edmilson e Aloísio; Em baixo: Drulovic, Zahovic, Costa, Artur e Paulinho Santos.

Na segunda mão, o FC Porto conseguiu de algum modo repor a sua verdadeira imagem, discutindo o jogo taco a taco, mas evidentemente, os minutos corriam a favor dos ingleses. Abundaram as oportunidades, mas faltaram os golos, daí o 0-0 final e o conformismo.





































(Clicar no quadro para ampliar)

Nos 49 jogos oficiais, relativos às 4 competições em que o FC Porto esteve envolvido, António Oliveira utilizou 29 atletas, aqui referenciados por ordem decrescente dessa utilização: Jardel e Paulinho Santos (44 jogos), Artur, Drulovic e Edmilson (42), Jorge Costa e Zahovic (39), Barroso, Aloísio e Sérgio Conceição (38), Rui Barros (36), Fernando Mendes (35), Hilário (26), João Manuel Pinto (25), Folha (20), Domingos (19), João Pinto (17), Rui Jorge e Mielcarski (15), Wetl (14), Wozniak (12), Silvino (10), Lula e Costa (8), Butorovic (5), Bino (4), Rui Óscar (2), Alejandro Diaz e Eriksson (1).

Fontes: Baú de Memórias, de Rui Anjos; Revista Dragões e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

DRAGÃO CATEDRÁTICO - SABIA QUE...
















... O FC Porto foi três vezes campeão nacional em igualdade pontual com o 2º classificado?


A igualdade pontual na última jornada do campeonato aconteceu por sete vezes, na história do futebol português. O FC Porto esteve envolvido em cinco delas, ficando  por duas vezes em desvantagem nos critérios de desempate.

A primeira igualdade aconteceu  na temporada de 1937/38, com Benfica e FC Porto a chegarem ao termo do campeonato, ambos com 23 pontos. O título foi atribuído ao clube de Lisboa, em vantagem nos resultados directos (3-1, nas Amoreiras e 2-2, no Lima). A turma portista era treinada por Mihaly Siska;

Em 1955/56, o FC Porto voltou a terminar empatado com o Benfica, mas desta vem em vantagem nos resultados directos (3-0, nas Antas e 1-1, na Luz). Dorival Yustrich era o treinador portista;

Em 1957/58, o empate pontual foi com o Sporting. Nova desvantagem portista nos confrontos directos (derrota em Alvalade, por 3-0 e vitória nas Antas, por 2-1), determinaram a atribuição do título aos leões. A turma portista era treinada por Dorival Yustrich;

Na temporada seguinte (1958/59), nova igualdade com o Benfica. Foi na temporada do célebre Inocêncio Calabote, que acabaria irradiado sete meses depois, por manipulação do resultado da turma lisboeta contra a Cuf, na última jornada do campeonato, enquanto o FC Porto lutava pelo título em Torres Vedras.  Empatados nos confronto directos (0-0 nas Antas e 1-1 na Luz), o 2º critério de desempate era a melhor diferença geral entre golos marcados e sofridos. Vantagem portista de 1 golo (81-22 contra 78-20), que Calabote não foi capaz de anular. Bela Guttmann era o treinador dos azuis e brancos;

Finalmente em 1977/78, a última igualdade pontual e de novo com o Benfica. Treinados pelo «Mestre» José Maria Pedroto, os Dragões puseram fim a um jejum de 19 anos. Mais uma vez empatados nos confrontos directos (0-0 na Luz e 1-1 nas Antas), o critério de desempate foi a melhor diferença geral entre os golos marcados e sofridos. Vantagem clara da turma azul e branca de 15 golos (81-21 contra 56-11).











Fontes: Bíblia do FC Porto, de João Pedro Bandeira e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar