domingo, 28 de outubro de 2012

NÃO FOI FÁCIL FINTAR A TRADIÇÃO


















FICHA DO JOGO
























(Clicar no quadro para ampliar)

Mais uma vez, o FC Porto sentiu dificuldades para vencer no Estádio António Coimbra da Mota. Não foi fácil fintar a tradição. Os campeões nacionais não entraram bem na partida, começando por praticar um futebol lento, previsível e fácil de anular, quiçá, passe o exagero, numa réplica do estilo da equipa B.

Ao contrário, o Estoril Praia, com a lição bem estudada, apareceu desde o primeiro minuto, bem organizado defensivamente, com os seus jogadores muito solidários nas entreajudas e nas compensações,  quase sempre bem na ocupação dos espaços, muito pressionantes e agressivos, não dando por isso espaço de manobra para que o futebol portista pudesse fluir. A par disto tudo ainda sobrou tempo para de vez em quando ir à área portista criar dificuldades. Teve ainda o condão de aproveitar uma falha defensiva para se adiantar no marcador, logo aos 10 minutos. Na sequência de um canto, Licá ao primeiro poste tocou de cabeça, a bola foi embater na trave e perante a passividade da defesa portista surgiu Steven Vitória a tocar completamente à vontade para a baliza.

Os Dragões tiveram o comando da partida e mais posse de bola mas não os souberam aproveitar. Podem contudo queixar-se de algum infortúnio pois viram duas bolas esbarrar nos ferros da baliza estorilista.

No retorno dos balneários, finalmente o FC Porto encontrou a atitude certa e os espaços começaram a surgir. O jogo tornara-se de sentido único. A equipa da casa já não acertava com as marcações e a reviravolta no marcador aconteceu em apenas três minutos. Primeiro na sequência de um belo trabalho de Jackson Martinez que foi à linha cruzar com peso, conta e medida, para a entrada fulgurante de Silvestre Varela de cabeça fazer o golo do empate. Depois, na sequência de um livre marcado por João Moutinho, Jackson Martinez saltou mais alto que a concorrência e encaixou a bola nas redes, concretizando a remontada.

O Estoril ainda procurou num ou noutro lance criar perigo mas os campeões nacionais não mais perderam o domínio do encontro criando até mais dois ou três lances que poderiam ter matado o jogo.




















Realce para mais uma bela performance do avançado colombiano Jackson Martinez que voltou a ser o melhor jogador em campo e para o 1000º jogo do Presidente Pinto da Costa, justamente festejado com mais uma vitória.

2 comentários:

  1. Depois do clube do regime e o S.Braga, neste momento, os seus mais directos rivais, terem ganho e com o estímulo do jogo 1000 de Pinto da Costa no pensamento, o F.C.Porto tinha pela frente o historicamente difícil, Estoril Praia. De início com a mesma equipa que na última quarta-feira venceu o Dínamo de Kiev, Helton, Danilo, Maicon, Otamendi e Mangala, Fernando, Lucho e Moutinho, James, Jackson e Varela, o conjunto de Vítor Pereira, mais uma vez, apostou em complicar. Tal como no jogo da Champions, hoje no António Coimbra da Mota e mais uma vez num lance de bola parada, aos 10 minutos, canto, defesa a dormir e golo do Estoril.
    Em vantagem, sem ter feito nada para o merecer, a equipa de Marco Silva passou a jogar como gosta: defender atrás da linha da bola, marcar bem e sair rápido para o conta-ataque. Com o Estoril bem organizado, o F.C.Porto obrigado a correr atrás do prejuízo, dominou, mas sem grande clarividência, sem grande contundência, sem grande pressão, sem nunca ter colocado em perigo a baliza da equipa da linha, com excepção num lance que Otamendi falhou incrivelmente, com a baliza aberta e a um metro da baliza. Foi um bi-campeão lento, pouco criativo, com um meio-campo que nunca pegou no jogo, nunca se aproximou dos avançados, nunca fez jogar a equipa, nunca se conseguiu libertar da teia da equipa canarinha. E chegou o intervalo com a vantagem da equipa da casa, que se aceitava, mas que penalizava demasiado o conjunto azul e branco. O empate era mais justo.

    Na etapa complementar foi um F.C.Porto bem melhor, principalmente até aos últimos 20 minutos. Entrando forte, mais pressionante, a equipa de Vítor Pereira desmontou a boa organização adversária, obrigou-a a errar e em 3 minutos deu a volta ao resultado. Primeiro por Varela, após boa assistência de Jackson; e depois por Cha-Cha-Cha, que mais uma vez marcou. Em vantagem, não se pode dizer que o F.C.Porto adormeceu, passou apenas a controlar, mas após a perda do 3-1, aos 65 minutos, outra vez pelo ponta-de-lança colombiano, nunca mais a equipa portista foi a mesma. Foi um Porto incapaz de agarrar o jogo, circular a bola, encontrar as melhores soluções para dar a machadada final na equipa do Estoril. Com o resultado na diferença mínima e o F.C.Porto intranquilo e incapaz de matar o jogo, os pupilos de Marco Silva acreditaram e mesmo sem terem criado chances de golo, obrigaram a equipa portista a sofrer até ao fim para conseguir os 3 pontos.

    Tudo somado, vitória justa, mas sofrida do F.C.Porto no jogo 1000 de Pinto da Costa para o campeonato. A qualidade não foi muita, mas nada a dizer da atitude. Muita gente desinspirada e acusar o esforço de quarta-feira: Moutinho, Lucho, notoriamente, mesmo James; mais um golo muito mal sofrido - a rever a forma como estamos abordar os cantos e livres; Jackson voltou a ser o homem do jogo; e o Estoril continua a ser um osso duro de roer.

    Nota final:
    Muitos dragões na Amoreira, um facto que se regista e se aplaude.

    Abraço

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  2. Bom dia,

    A equipa tinha um duro teste pela sua frente.
    Num campo onde por tradição temos dificuldades, teríamos de dar provas que superávamos a pressão da vitória do Benfica em Barcelos.

    Tinha comentado na antevisão a esta partida, que erros defensivos semelhantes aos do último jogo diante do Dínamo de Kiev, não poderiam acontecer, mas sucedeu um que intranquilizou a equipa. Demos meia parte de avanço aos canarinhos, e podíamos ter deitado a liderança a perder.

    O Estoril é orientada por um jovem ambicioso, uma equipa bem estruturada e advinham-se muitas dificuldades.
    Jogou sem avançado fixo, num bloco sólido, recuando bem as linhas para em transições rápidas sair em contra-ataque.

    Ao entrarmos na partida apáticos, com o miolo pouco pressionante e sem intensidade de jogo, facilitamos a vida ao adversário e concedemos-lhe a oportunidade de lutar pelo resultado.

    Após o golo dos da casa, reagimos e Jackson e Otamendi poderiam ter empatado, mas o Estoril aguentava-se.

    O golo de vantagem dos canarinhos ao intervalo acabou por ser justo, e foi uma lição para os nossos atletas.

    Na segunda parte tivemos de puxar dos galões, e só com uma grande atitude e mais velocidade no jogo conseguimos a reviravolta.

    Com a pressão alta exercida sobre a defensiva contrária, o FC Porto foi intranquilizando os locais, e foi com naturalidade que chegamos ao empate e se percebeu que a reviravolta no marcador estava ali bem perto.

    Jackson, a figura do jogo teve uma arrancada à Hulk e assistiu Varela para o empate, e depois num excelente golpe de cabeça, após livre na meia direita, o colombiano apontou o golo da reviravolta.

    O colombiano poderia ter marcado por mais uma ocasião, mas teve uma perdida incrível após jogada de insistência com cruzamento de Fernando.

    Até final da partida foi o gerir do resultado com controlo da posse de bola.

    Do jogo devem-se retirar ilações para o grupo. Há que encarar os jogos e todos os adversários com seriedade e concentração competitiva.

    Abraço e boa semana

    Paulo

    pronunciadodragao.blogspot.pt

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