quinta-feira, 23 de maio de 2019

FC PORTO CAMPEÃO NACIONAL DE HÓQUEI EM PATINS






















O FC Porto sagrou-se campeão nacional de hóquei em patins ao bater no Dragão Caixa o Riba D'Ave, por 6-3, em jogo da 24ª jornada.

Trata-se do 23º título nesta modalidade. Parabéns a todos os que contribuíram para mais este triunfo.



quarta-feira, 22 de maio de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 284













FLORÊNCIO - Goleador Nº 284

Apontou 2 golos em 8 jogos oficiais com a camisola do FC Porto, na temporada de 1942/43, única ao seu serviço.

Florêncio Ribeiro do Paço foi um avançado que jogou fugazmente no Clube e de que se desconhecem os seus dados biográficos e profissionais.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 27 de Dezembro de 1942, no Campo da Constituição, frente ao Académico do Porto, em jogo da 10ª jornada do Campeonato Regional do Porto, com vitória por 7-3,  sagrando-se assim campeão regional.

Para o Campeonato nacional, Florêncio fez a sua estreia no dia 10 de Janeiro de 1943, no Campo das Salésias, Lisboa, frente ao Belenenses, com derrota por 4-0, em jogo a contar para a 1ª jornada.

Os sues dois golos foram obtidos no dia 14 de Março de 1943, no Campo da Constituição, precisamente contra o Belenenses, na 10ª jornada, na vitória portista por 3-1. Florêncio abriu o marcador aos 13 minutos e encerrou-o aos 75. Pelo meio marcaram José Pedro (40'), pelo Belenenses e Gomes da Costa (41') pelo FC Porto. 










Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

terça-feira, 21 de maio de 2019

FC PORTO CAMPEÃO NACIONAL DE ANDEBOL 2018/19































A equipa principal de andebol do FC Porto tornou-se hoje campeão nacional da modalidade ao bater o Madeira SAD por 29-20, em jogo realizado na Madeira.

Parabéns a quantos contribuíram para este êxito, o 21º da história do Clube.

sábado, 18 de maio de 2019

VITÓRIA CONTRA A FANTOCHADA E A INCOMPETÊNCIA
















FICHA DO JOGO



Na derradeira jornada da farsa de um campeonato, ferido de verdade desportiva a favor do clube do regime, o FC Porto ainda foi capaz de cumprir o prometido, que foi não atirar a toalha ao chão e fazer a sua parte, vencendo um clube grande na sua dimensão mas muito pequenino na sua atitude.

Era suposto assistir-se a um bom espectáculo de futebol, mas a equipa da capital do império falido preferiu portar-se como equipa banal e entrar na fantochada que costuma caracterizar equipas de terceiro ou quarto plano, com jogadores a comportarem-se como autênticos dementes.

Foi já sem praticamente hipóteses de chegar ao título que o FC Porto pisou pela última vez esta temporada o relvado do Dragão, com apenas uma alteração no onze titular. Pepe regressou à dupla de centrais, deslocando Éder Militão para a lateral em detrimento de Wilson Manafá, relegado para o banco de suplentes.























A equipa portista, consciente de que apenas lhe restava lutar pela vitória para cumprir a sua obrigação, tomou as rédeas do jogo, contra um adversário visivelmente muito repousado, de bloco baixo, nitidamente à procura de um jogo pouco ou nada intenso, recorrendo desde logo ao anti jogo, fielmente interpretado por um dos principais fantoches, o seu guarda-redes Renan Ribeiro. Do seu vasto reportório sobressaíram as variadas simulações de lesões, e principalmente a de uma agressão aquando da confusão, por volta dos 89 minutos, para além das incontáveis demoras na reposição da bola, tudo isto com a conivência de outra triste figura do encontro, o «vermelhusco»  e incompetente Fábio Veríssimo.

O árbitro de Leiria teve de ser chamado à atenção do VAR para ir visionar uma falta de Borja sobre Jesús Corona, travado quando se preparava para ficar cara a cara com Renan, a merecer outro cartão que não o amarelo que começou por mostrar, emendando posteriormente a sua decisão, expulsando do jogador leonino, aos 19 minutos.

Se até essa altura o Sporting parecia uma equipa em risco de descer de Divisão, a partir de então passou a comportar-se como uma das Distritais.

Os jogadores portistas, apesar do empenho, não conseguiram encontrar forma de ultrapassar o muro lisboeta durante toda a primeira parte, apesar de um livre directo perigoso de Alex Telles e uma boa jogada de Marega mal finalizada.

Sérgio Conceição não estava satisfeito com o desenrolar da partida, deixando nos balneários Pepe e Otávio, entrando para os seus lugares Wilson Manafá e Brahimi.

A toada portista manteve-se ofensiva e dominadora mas quase sempre sem grande objectividade no remate. A equipa foi tentando não se deixar influenciar negativamente pelas várias provocações do seu rival, sempre disposto a criar motivos para quezílias, tentando construir lances para marcar. 

Mas seria a equipa que nada tinha ainda feito para fazer o golo, a primeira a marcar, gelando o Estádio do Dragão. Perdida de bola de Jesús Corona, contra ataque bem aproveitado e golo simples a dar uma expressão injusta ao resultado.

Os azuis e brancos sentiram esse golo e passaram alguns minutos de desorientação. Finalmente viram-se duas ou três jogadas do Sporting, bem delineadas e com classe, mas sem qualquer perigo.

Passado esse pequeno período o FC Porto recompôs-se e por Danilo Pereira esteve por duas vezes perto de concretizar, uma das quais a fazer a bola roçar a barra.

O golo da igualdade, acabaria por chegar, fruto de uma melhor coordenação atacante, por Danilo Pereira, na sequência de um canto cobrado por Corona. Soares saltou mais alto cabeceando para a frente e o médio portista, na emenda fez o golo também de cabeça.

A equipa sentiu que era o momento de virar o resultado e partiu com mais intensidade para o golo da vitória.

Aos 84 minutos, primeiro Aboubakar, que substituíra Alex Telles (75') e na recarga Herrera, viram os seus remates serem repelidos por Renan e André Pinto, respectivamente, adiando o golo da vitória portista.

Golo esse que chegaria três minutos depois, fruto de uma frenética cavalgada portista rumo à vitória. Novo canto de Corona, bola cabeceada por Felipe com emenda em pontapé acrobático de Herrera a fazer a bola beijar as malhas, com o fantoche a seguir com o olhar a sua trajectória. estava consumada a vitória mais que justa da única equipa sobre o relvado. As outras duas não passaram de simples, saloias e foleiras caricaturas.
























Este jogo não poderia acabar sem mais um motivo para discussão, muito mal resolvida pelo incompetente Fábio Veríssimo. Corona primeiro viu o amarelo e, depois do burburinho viu o vermelho directo.

O resultado não sofreu alteração, confirmando-se mais uma vitória que não chegou no entanto para o título de campeão nacional.

Nota final para a curiosa tarja mostrada pelos Super Dragões, no início da segunda parte, como homenagem aos novos campeões nacionais:


quarta-feira, 15 de maio de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 283













ANTÓNIO BAPTISTA - Goleador Nº 283

Concretizou 2 golos em 79 jogos oficiais de carácter nacional, com a camisola do FC Porto ao longo de 6 temporadas ao seu serviço (1937/38 a 1942/43).

António Baptista da Costa, nasceu no dia 1 de Janeiro de 1913, em Macieira de Cambra, freguesia do Concelho de Vale de Cambra. O seu percurso futebolístico começou no clube da sua terra natal, o Macieira de Cambra, transitando depois para o Vale de Cambra. Nas temporadas de 1935/36 e 1936/37 representou o Salgueiros.

Chegou ao FC Porto na época de 1937/38.

A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 31 de Outubro de 1937, contra o Leça num jogo da 1ª jornada do Campeonato Regional, mas nas provas de carácter nacional o seu primeiro jogo aconteceu no dia 27 de Fevereiro de 1938, no Estádio do Lima (Porto), frente ao Académico, em jogo a contar para a 6ª jornada da I Liga (Campeonato nacional), com vitória portista por 4-1.

Médio de formação, António Baptista não tinha uma boa relação com o golo, marcando apenas por duas vezes, em competições de carácter nacional (I liga, campeonato de portugal e taça de Portugal), conseguindo ainda mais 3 golos na competição regional (Campeonato do Porto), onde alinhou em 36 jogos nas seis temporadas.

Esses dois golos foram conseguidos na sua penúltima época de azul e branco vestido. O primeiro aconteceu no dia 1 de Março de 1942, no Campo do Lumiar (Lisboa), frente ao Unidos, em jogo da 7ª jornada do Campeonato nacional, com derrota por 4-2. Baptista foi o autor do último golo do desafio aos 90 minutos.

O seu último golo aconteceu no dia 22 de Março de 1942, no estádio do Lima (Porto), frente ao Académico, em jogo da 10ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista, por 4-2. Baptista foi o autor do terceiro golo, aos 65 minutos, desfazendo então a igualdade a dois.

Segue-se uma foto que ilustra uma das várias titularidades de António Baptista, colhida na temporada de 1939/40, na última jornada do campeonato nacional, em que o FC Porto se sagrou bicampeão nacional:

























A temporada de 1941/42 foi mesmo a de melhor rendimento pessoal, superando o número de utilizações, para além dos golos obtidos:















A sua carreira desportiva continuaria pelo Leixões e depois por clubes de menor expressão.

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):

2 Campeonatos nacionais (1938/39 e 1939/40)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

domingo, 12 de maio de 2019

VITÓRIA CLARA À ESPERA DE UM MILAGRE

















FICHA DO JOGO





























O FC Porto foi à Madeira vencer tranquilamente a equipa do Nacional, ficando à espera de um milagre para manter acesa a chama da esperança de revalidar o título.

Iker Casillas, de baixa pelas razões sobejamente conhecidas, Brahimi, por lesão e Herrera, por castigo, foram as 3 peças impedidas de dar o seu contributo. Óliver Torres e Otávio foram os preferidos, mantendo-se a aposta em Vaná, para defender a baliza portista.

Foi um jogo de claro domínio dos ainda campeões nacionais, frente a um adversário sem grandes argumentos, mas a precisar de pontos para não baixar de escalão. Talvez por isso o futebol praticado por ambas as equipas não tenha sido de grande qualidade, com nítido prejuízo para o espectáculo.

Salvaram-se alguns apontamentos e sobretudo os golos conseguidos, esses sim de rara beleza estética.

Foi por assim dizer um jogo de fim de estação, com vitória justa da equipa que mais fez por vencer.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

VITÓRIA GORDA EM JOGO DE FIM DE ESTAÇÃO
















FICHA DO JOGO




























Foi já com o conhecimento do resultado no toupeiral que a equipa do FC Porto pisou o relvado do Dragão para defrontar o CD Aves.

Tratava-se pois de um jogo para cumprir calendário e procurar não ceder mais pontos quer para o líder como para o perseguidor.

Primeira nota digna de nota, as justas homenagens a Iker Casillas, na altura ainda hospitalizado, a recuperar de um enfarte agudo do miocárdio, episódio que aconteceu durante o treino de Quarta-feira passada.











































Foi um jogo a que infelizmente não pude assistir no Estádio, por me encontrar ausente da cidade, mas que fui tentando acompanhar, ainda que sem grandes condições, pela transmissão televisiva, razão pela qual não me vou alongar em grandes considerações.

Pareceu-me um jogo de fim de temporada, com os jogadores portistas sem grandes motivações, cientes que já pouco ou nada podem fazer para inverter a tendência, quanto ao vencedor da prova. Futebol lento, pouco atractivo, pastoso, aqui e ali com alguns bons apontamentos, mas sobretudo com a preocupação de construir uma vitória para tentar garantir o segundo lugar.

Quatro golos sem resposta foi o resultado final, num jogo em que o adversário não colocou grandes complicações.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

YOUTH LEAGUE - FC PORTO CAMPEÃO!


















FICHA DO JOGO





























A equipa de Sub19 do FC Porto, sob o comando técnico do antigo atleta portista Mário Silva, cometeu a proeza de se sagrar Campeão Europeu, trazendo o troféu para Portugal, pela primeira vez, na história do futebol de formação.

A formação portista está longe de ser considerada, pela crítica portuguesa, uma escola de grande valor, ou não estivéssemos a falar de uma comunicação social maioritariamente alienada e hipotecada aos interesses do clube do regime, onde qualquer badameco, com algum jeito para jogar a bola é logo considerado uma estrela.

Mas o que nos interessa a nós portistas, é a competência dos nossos formadores e estes resultados que enchem de inveja os ditos alienados. 

Voltando ao feito azul e branco, depois de uma qualificação brilhante para a final four da prova, o FC Porto começou por bater os alemães do Hoffenheim, por 3-0, qualificando-se para a final.

Nesta final o técnico Mário Silva fez apenas uma alteração, em relação ao jogo com os alemães. O guarda-redes Diogo Costa assumiu a posição, depois de ter estado de prevenção pela equipa principal para o jogo de Vila do Conde, relegando para o banco Francisco Meixedo:





















Frente a um adversário categorizado, já vencedor desta prova por duas vezes, o FC Porto patenteou enorme capacidade, venceu e convenceu.

Durante toda a campanha foram utilizados 31 jogadores, os 18 que constam na ficha do jogo e ainda, Carlos Peixoto, João Gonçalo e Rafa Pereira (guarda-redes), Boris Enow, Cláudio Silva, Duarte Moreira, Juan Perea, Levi Faustino, Manuel Mané, Rodrigo Valente, Rúben Amaral, Diogo Bessa e Paulo Estrela.





















PARABÉNS AOS CAMPEÕES

sexta-feira, 26 de abril de 2019

SEGUNDA PARTE DEPLORÁVEL ENTREGA CAMPEONATO

















FICHA DO JOGO





























O FC Porto poderá ter hipotecado definitivamente a possibilidade de bisar o título nacional, ao permitir que o seu adversário de hoje, recuperasse de um resultado desfavorável de 0-2 na primeira parte, para uma igualdade frustrante, já no final da partida, naquilo que foram uns segundos 45 minutos de atitude arrogante, passiva e de futebol deplorável, a colocar-se bem a jeito para o que viria a acontecer.

Apenas com um impedimento, ou dois se metermos o guarda-redes Fabiano nesta equação, a primeira por castigo e a segunda por lesão, Sérgio Conceição operou duas alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior. Pepe voltou à sua posição de central, passando Militão para a lateral direita, relegando Wilson Manafá para o banco, enquanto lá na frente regressou Corona, em prejuízo de Soares, este a começar como suplente.























As deslocações ao Estádio dos Arcos, encerram por norma um conjunto de dificuldades, que os Dragões já se habituaram a encontrar. Estão bem avisados e procuram sempre preparar-se convenientemente para as ultrapassar.

Sem qualquer margem para errar, depois da derrota caseira contra a equipa do regime, os campeões nacionais encararam a partida com a responsabilidade que lhes era exigida. Tomar conta do jogo, obrigar o adversário a recuar e a cometer erros, foram os ingredientes principais para conseguirem uma vantagem de dois golos durante uma primeira parte bem conseguida.

O primeiro golo teve uma grande participação de Brahimi, já que foi ele que começou a jogada e a concluiu. O argelino recebeu a bola antes da linha de meio campo, foi avançando no terreno, lançou para a direita para a entrada de Otávio. O brasileiro ao chegar ao bico da grande área, levantou a cabeça e cruzou com conta, peso e medida, para a entrada oportuna de Brahimi, que livre de marcação não teve quaisquer dificuldades para de cabeça bater Léo Lima (18').

O segundo golo não se fez esperar muito. Lançamento da linha lateral efectuado por Corona, Militão cabeceou mais para dentro da área, Rúben Semedo aliviou como pode, a bola sobrou para Marega, que de imediato desferiu um remate letal. A bola roçou em Junio Rocha, acabando por enganar o seu guarda-redes (22'). O golo ainda chegou a ser atribuído ao defesa vilacondense, mas foi mais tarde emendado, no site da Liga Portugal, como sendo da autoria de Marega.

O FC Porto continuou a dominar o jogo, com alguma serenidade,  a criar oportunidades, mas a não conseguir concretizar e o intervalo chegou sem mais alterações no resultado.

No segundo tempo, a equipa do Rio Ave apareceu mais impetuosa e a acreditar que poderia reduzir o marcador. Já os jogadores do FC Porto, acharam que o jogo estava já resolvido e encararam este período como um passeio e uma boa altura para relaxar.

Puro engano! Os vilacondenses empertigaram-se, aproveitaram a arrogância portista e foram deixando avisos sérios.

Aos 49 minutos, Bruno Moreira apareceu dentro da área, livre de marcação, a cabecear... para fora!; Aos 52 minutos Nelson Dala rematou forte, obrigando Casillas a defender a dois tempos; Aos 73 minutos, Filipe Augusto rematou forte à barra; Aos 80 minutos Nuno Santos obrigou Casillas a defesa apertada. Tudo isto com a maior e enervante das passividades dos jogadores portistas, impávidos e displicentes.

A manutenção desta atitude acabaria por ser fatal. O resultado viria a ser reduzido aos 85 minutos. Bola reposta por Casillas com pontapé longo e ganha na linha de meio campo pelos jogadores do Rio Ave que com 3 toques, desmarcaram para a entrada, nas costas da defesa, de Nuno Santos que à saída do guardião portista teve a frieza de lhe picar a bola e fazer um golo de belo efeito.

Se o Rio Ave estava por cima no jogo, o golo ainda o espevitou mais. Acreditou que era possível fazer melhor e continuou a por em sobressalto a defensiva portista.

O golo do empate acabou por surgir sem qualquer surpresa ainda que tenha sido algo fortuito. A bola rematada por Ronan, sofreu um desvio no corpo de Alex Telles traindo Casillas que nada podia fazer para o evitar (90').

Castigo justo para uma segunda parte deplorável e indigna de quem representa este Clube. 

Com a cedência de mais estes dois pontos, o campeonato, se já estava inclinado para o toupeiral, fica agora praticamente decidido (estou convencido que o Braga não tem «estofo» para lhes roubar pontos).

quarta-feira, 24 de abril de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 282













NOISE - Goleador Nº 282

Apontou 2 golos em 5 partidas oficiais, de carácter nacional, com a camisola do FC Porto, durante as 3 épocas ao seu serviço (1925/26 a 1927/28).

António Oliveira, imortalizado para o futebol com a alcunha de «Noise», foi um atleta que representou o nosso clube numa fase em que as competições do nacional começavam a dar os primeiros passos, com a criação do Campeonato de Portugal, na temporada de 1921/22.

Os registos existentes dessa altura são bastante escassos e porventura pouco fidedignos, razão pela qual procurei cruzar informação das poucas publicações a que tive acesso.

Relativamente a este atleta, o que apurei foi que jogava a avançado, tendo participado, ao longo das três temporadas, em 13 jogos do Campeonato Regional do Porto, onde concretizou 5 golos, sagrando-se tricampeão regional.

























Essas vitórias no Campeonato Regional, serviram para apurar o FC Porto para o Campeonato de Portugal, onde aliás não viria a ser muito feliz. Três participações sem glória. Eliminado nas meias-finais pelo Marítimo (1925/26); Batido pelo Belenenses na 2ª eliminatória (1926/27) e afastado pelo Salgueiros na 2ª eliminatória (1927/28). 

Noise, estreou-se em competições nacionais com a camisola do FC Porto, no dia 9 de Maio de 1926, no Campo do Covelo, no Porto, frente ao Vila Real, com goleada portista por 10-0, em jogo da 1ª eliminatória do Campeonato de Portugal, embora tenha começado a envergar o emblema portista a partir de 11 de Outubro de 1925, quando alinhou frente ao Salgueiros, na 1ª jornada do Campeonato regional, com vitória azul e branca por 4-2.

Os seus dois golos foram obtidos no dia 4 de Março de 1928, frente ao Vila Real, em jogo da 1ª eliminatória do Campeonato de Portugal, com goleada portista por 13-1. 


















Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

sábado, 20 de abril de 2019

EVIDENTE DESGASTE NA BASE DE MENOR PERFORMANCE
















FICHA DO JOGO





























Foi com uma exibição pouco ou nada brilhante que o FC Porto superou um adversário muito concentrado, bem estruturado e agradavelmente competitivo, num jogo em que o desgaste provocado pela jornada europeia foi bem evidente.

Sérgio Conceição teve pouco tempo para preparar a equipa e sobretudo para a recuperar, quer física como animicamente, face à insensibilidade dos responsáveis da Liga de Clubes, de que de resto o técnico portista previamente se lamentou.

Com Pepe (nem sequer foi convocado) e Corona (suplente) debilitados fisicamente, a equipa titular sofreu essas duas alterações, colmatadas com as chamadas de Wilson Manafá e Soares.
























Face aos condicionalismos já apontados, o jogo desenrolou-se de uma forma geral, sem nenhum brilhantismo, com os jogadores portistas desinspirados, presos de movimentos, perante um adversário competente a defender e perigoso a contra atacar.

Foram mesmo os forasteiros a dar o primeiro sinal de perigo, chegando a introduzir a bola na baliza do FC Porto, mas num lance ferido de ilegalidade, por fora de jogo, prontamente assinalado pela equipa de arbitragem e confirmado posteriormente pelo VAR (9').

Na resposta, Soares esteve perto de fazer o golo, mas foi desarmado no último momento por Fábio Cardoso (12').

Seis minutos depois (18') os campeões nacionais viram coroado de êxito o seu maior pendor ofensivo. Uma boa triangulação entre Brahimi, Herrera e Otávio, colocou o brasileiro em situação privilegiada para marcar, o remate foi repelido pelo guarda-redes Marco, sobrando a bola para Marega, que no sítio certo fez a recarga vitoriosa.



A vencer, a equipa tendeu a adormecer o jogo e baixar o ritmo para poder de alguma forma entrar em gestão de esforço, só que a equipa açoriana nunca permitiu grandes poupanças, colocando sistemáticos problemas, a deixar em alerta os jogadores portistas.

A ilustração disso mesmo, foram as duas jogadas muito perigosas, de contra ataque, gizadas aos  23' e 41'. Na primeira com a bola a sair a rasar o poste de Casillas e o segundo com  o esférico a beijar as malhas, mas mais uma vez, com golo bem anulado, por fora de jogo.

Ficava no entanto o aviso de que para vencer este jogo, os azuis e brancos haveriam de suar e trabalhar sem descanso, porque felizmente e a bem da salutar transparência, os nossos responsáveis, ao contrário de outros, não compram nem mandam comprar resultados, nem jogadores adversários para facilitarem a vida.

No segundo tempo não houve golos, mas houve muita luta, muito empenho e muita raça, de ambas as equipas, para melhorarem o resultado. Os jogadores portistas tudo tentaram mas era notória a fadiga que lhes tolhia a performance. Corona e Fernando Andrade, chamados ao jogo, dispuseram de oportunidades flagrantes, mas a deficiente finalização fez com que o resultado não sofresse alteração.

No final mais uma vitória justa, muito valorizada por um adversário muito competitivo que tudo tentou pata roubar pontos.