quinta-feira, 31 de outubro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













SIMÕES - Goleador Nº 304

Concretizou 2 golos em 260 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo de 9 temporadas ao seu serviço (1974/75 a 1982/83).

Carlos António Fonseca Simões, nasceu no dia 28 de Julho de 1951, em Coimbra. Começou a sua carreira de futebolista nas escolas de formação da Associação Académica, da sua cidade natal, com uma passagem esporádica pelas camadas jovens do Sporting.

Foi mesmo  na equipa estudantil que passou a maior parte da sua formação e se tornou profissional de futebol, estreando-se na equipa principal na temporada de 1969/70, pelas mãos do treinador Juca.

As duas primeira épocas serviram de aprendizagem tendo sido pouco utilizado. A partir da época de 1971/72, começou a impor a sua classe, como defesa central e algumas vezes como lateral.

As suas competentes performances começaram então a despertar o interesse de outros emblemas e foi o FC Porto que logrou a sua contratação para fazer parte do plantel de 1974/75, sob a orientação técnica do brasileiro Aimoré Moreira que não acabaria a época, substituído por Monteiro da Costa.

























A sua estreia oficial ao serviço dos Dragões aconteceu no dia 18 de Setembro de 1974, no Estádio das Antas, frente aos ingleses do Wolverhampton, em jogo a contar para a 1ª mão, da 1ª eliminatória da Taça UEFA, com vitória portista, por 4-1.

Ao longo dos 9 anos de azul e branco vestido, Simões viria a tornar-se numa referência do sector defensivo, formando duplas de centrais muito coesas e consistentes. Rolando, Adelino Teixeira, Alhinho, Ronaldo e Freitas, foram alguns dos atletas que com ele brilharam no eixo da defesa portista. As suas exibições não passaram desapercebidas dos seleccionadores nacionais, Mário Wilson e depois Juca, que o utilizaram por 13 ocasiões, enquanto atleta do FC Porto (clicar aqui).

Apesar do seu excepcional jogo de cabeça, Simões nunca foi muito decisivo na área contrária, onde aparecia frequentemente para tentar o golo, nas jogadas de bola parada.

Ainda assim conseguiu inscrever o seu nome neste ranking de marcadores de golos portistas, ao apontar dois.

A sua estreia a marcar com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 4 de Janeiro de 1976, no Estádio das Antas, frente ao Benfica, em jogo da 15ª jornada do Campeonato nacional, com derrota por 3-2. Simões foi o autor do 2º golo portista, aos 40 minutos.

A sua fraca relação com o golo fez com que Simões só voltasse a festejar mais um da sua lavra no dia 5 de Janeiro de 1980, também no Estádio das Antas, frente a SC Espinho, em jogo da 15ª jornada (coincidência!) do Campeonato nacional, com vitória por 3-0. Simões fechava a contagem do marcador, aos 33 minutos.

Entre estes dois golos, Simões ficou ligado a um episódio que certamente marcou toda a sua carreira. Jogava-se a 28ª jornada e antepenúltima do Campeonato nacional, que o FC Porto comandava com o Benfica a morder os calcanhares. O seu rival era o adversário desse jogo. Vencer significaria carimbar o título, empatar manteria tudo na mesma e só a derrota poderia virar a tendência da corrida por um título que já escapava há 19 anos.

Estádio à pinha, na expectativa de festejar um saboroso triunfo. Três minutos de jogo e auto-golo de Simões! Balde de água fria! O defesa portista sentiu o abalo do infortúnio  mas não se deixou afectar, rubricando uma exibição segura. Ademir, a 7 minutos do fim reporia a igualdade e recolocaria a equipa nos trilhos do título, que se viria a confirmar duas jornadas depois.

A foto que se segue, refere-se a uma das imensas titularidades de Simões. Esta, colhida no dia 15 de Abril de 1979, no estádio do Bessa, em jogo da 23ª jornada do Campeonato nacional, frente ao Boavista, com vitória portista, por 2-1, resultado que contribuiria para a conquista do bicampeonato:























Depois de algumas épocas de grande fulgor, Simões começou a ser preterido, perdendo a titularidade, principalmente na sua última temporada de azul e branco.
















Contudo, o atleta sentia que ainda dispunha de capacidades para jogar em bom nível mais algumas temporadas, razão pela qual decidiu mudar de ares. A escolha recaiu nos algarvios do Portimonense, clube que representou por 4 temporadas (1983/84 a 1986/87), terminando a sua carreira na sua Académica, jogando mais duas temporadas (1987/88 e 1988/89).

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):

2 Campeonatos Nacionais (1977/78 e 1978/79)
1 Taça de Portugal (1976/77)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1980/81)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

MENOR BRILHO E EFICÁCIA

















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS TÁCTICOS



























Foi frente a um Marítimo hiper-lutador que o FC Porto perdeu dois pontos no estádio dos Barreiros, hoje com um relvado mal tratado a dificultar a manobra portista, a que se juntou uma arbitragem com dois critérios disciplinares, protagonizada pelo «complexado» Jorge Sousa, com tendência natural para prejudicar sistematicamente os azuis e brancos.

O treinador portista optou por apostar no mesmo onze que defrontou o Famalicão, apesar da do pouco tempo de intervalo entre estes dois jogos.


























Hoje a equipa mostrou-se muito menos lúcida e pouco prática. Frente a um adversário muito lutador, sempre com dois ou três jogadores em cima do portador da bola, recorrendo frequentemente à falta, quase sempre mal avaliadas pelo árbitro, os jogadores portistas sentiram uma enorme dificuldade para construir lances perigosos junto da baliza contrária. 

Pouco espaço, muita agressividade e boa organização defensiva do adversário, foram os principais obstáculos, a que se juntou o anti-jogo depois do excelente e feliz golo de Bambock, com a conivência do juiz da partida.

Os azuis e brancos tudo fizeram para reverter o resultado, mas diga-se em abono da verdade, sem grande inspiração e muito menos eficácia.

O melhor que conseguiram foi o golo do empate numa jogada que só é polémica na cabeça dos mal intencionados. A bola ultrapassou a linha de baliza de forma inequívoca e a alegada falta de Pepe sobre o guarda-redes Amir não existiu. O defesa portista saltou naturalmente para cabecear e foi o guardião que promoveu o contacto fora da pequena-área (área de protecção). A reacção de Amir foi a habitual de jogadores manhosos que não têm pejo em simular toques e agressões, para enganar os árbitros.

O lance foi verificado pelo VAR que o validou, garantindo o empate.

Sérgio Conceição fez as alterações que entendeu serem as mais aconselhadas para tentar a vitória, mas o golo acabaria por não chegar, apesar de uma ou duas boas oportunidades, não aproveitadas.

No final ficou o amargo de boca pelos pontos perdidos que afasta o FC Porto da liderança.

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

TRIUNFO CONSISTENTE
















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS TÁCTICOS



























Foi com uma exibição bastante consistente que o FC Porto bateu o Famalicão, líder do campeonato até então, assumindo o comando da prova em igualdade pontual com o clube da toupeirada, mails, padralhada e afins.

Depois de uma exibição confrangedora frente ao Rangers, a meio da semana, Sérgio Conceição tentou rectificar alguns dos problemas aí encontrados, promovendo duas alterações na equipa titular, mas com influência directa em três posições. Mbemba e Wilson Manafá apareceram como defesas direito e esquerdo, respectivamente, relegando para o banco Alex Telles enquanto Marega viu o jogo da bancada e viu também Jesús Corona ocupar a sua posição.


























A lição foi bem estudada com a equipa portista a assumir o comando do jogo, com alegria, rapidez, consistência, lucidez e ambição. Com estes ingredientes, conseguiu impedir o adversário de ter a bola e quando a tinha faltava-lhe os espaços, muito bem tapados pela alta pressão exercida logo na primeira fase de construção.

Não faltaram oportunidades para o FC Porto se adiantar no marcador, mas o Famalicão contou com a bela exibição do seu guarda-redes que foi adiando o inevitável, mas também com o menor acerto dos atiradores portistas.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Foi o que aconteceu em cima do minuto 45, numa combinação perfeita entre Corona e Luís Díaz, com o colombiano a bater Defendi e a adiantar os azuis e brancos no marcador.

O segundo tempo foi praticamente a cópia da primeira, com o FC Porto sempre no comando da partida, a desperdiçar oportunidades e a não dar quaisquer hipóteses de veleidades ofensivas ao seu adversário.

Soares (74') e Fábio Silva (88'), acabariam por conseguir dilatar o marcador, numa altura em que os jogadores famalicenses acusavam já algum desnorte e menor resistência.

Vitória bem conseguida com uma exibição bastante positiva, a fazer esquecer recentes de menor qualidade.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

EMPATE COM SABOR A DERROTA

















FICHA DO JOGO






























SISTEMAS TÁCTICOS



























Foi com mais uma exibição desconexa que o FC Porto voltou a ceder pontos, ao permitir o empate, complicando mais do que se imaginava o apuramento na fase de grupos da Liga Europa.

Sérgio Conceição voltou a apostar nas principais figuras do plantel fazendo regressar ao onze titular as peças habituais.

























Estranhamente, tal não foi suficiente para que a equipa conseguisse produzir o futebol que se julga estar ao seu alcance, bem pelo contrário. Cedo se percebeu as imensas dificuldades na construção, a falta de agressividade, a lentidão na reacção à perda da bola e na condução da bola, para além de uma manifesta falta de lucidez, acompanhada pela ausência de imaginação e criatividade, permitindo ao adversário o controle do jogo, no que diz respeito à manutenção das suas redes incólumes.

Foi assim quase toda a primeira parte, período em que a equipa portista,o melhor que conseguiu produzir foi um remate perigoso de cabeça de Zé Luís, a fazer a bola esbarrar no poste (33') e o golo de Luís Díaz (36'), este sim um gesto técnico digno de campeões.

Apesar da vantagem, os azuis e brancos não se mostravam confortáveis nem confiantes no jogo, permitindo aos escoceses um maior atrevimento atacante.

Morelos ameaçou aos 40 minutos atirando aos ferros de Marchesín e 4 minutos depois, em mais um descuido defensivo, o mesmo Morelos apontou o golo da igualdade.

Esperava-se uma reacção mais positiva da parte da equipa do FC Porto, no tempo complementar, mas se na primeira parte a exibição tinha sido já medíocre, que dizer da segunda metade.

Equipa desorganizada, sem princípios de jogo, previsível e ainda mais lenta, sem ideias, uma lástima. Disso se aproveitou e bem a equipa forasteira para tomar conta do jogo, imprimindo o ritmo que mais lhe convinha e ainda conseguir levar o pânico à baliza portista. Não fora a enorme e fenomenal intervenção de Marchesín (62') e o empate seria desfeito a favor do Rangers.

Sérgio Conceição percebeu que a equipa estava de rastos e meteu sangue novo. As entradas de Bruno Costa, Nakajima e Soares alteraram para melhor o rendimento portista e só nos últimos minutos a equipa conseguiu dar um ar da sua graça,  mais com o coração do que com a cabeça, perdendo duas boas oportunidades para chegar à vitória, ambas negadas pelo guardião contrário, a remates de Soares e Uribe, que com mais alguma frieza e classe poderiam ter garantido os três pontos.

A equipa não está a atravessar um bom momento. Tem jogadores influentes bastante abaixo das suas possibilidades e a pedir certamente descanso e muito banco. Sérgio vai ter de ser sagaz e dar oportunidades a quem quer suar a camisola e mostrar mais competência. Doutra forma, vão aparecer mais surpresas desagradáveis num futuro próximo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













LUÍS DÍAZ - Goleador nº 251

Leva já 4 golos marcados em 13 presenças oficiais, com a camisola do FC Porto, desde que começou esta temporada (2019/20).

Luís Fernando Díaz Marulanda, nasceu no dia 13 de Janeiro de 1997, em Barrancas, Colômbia.

Avançado internacional colombiano de 22 anos,  representava o Junior Barranquilla desde Julho de 2017, clube ao qual chegou proveniente do CF Barranquilla.

No Junior Barranquilla, Luís Díaz sagrou-se bicampeão colombiano e as performances individuais despertaram o interesse de Carlos Queirós, seleccionador nacional da Colômbia, que rapidamente começou a incluí-lo nas convocatórias dos Cafeteros. Antes de assinar pelo FC Porto, o avançado disputou a Copa América/2019.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 7 de Agosto de 2019, no FC Krasnodar Stadium, frente aos russos do Krasnodar, em jogo da 1ª mão da 3ª prè-eliminatória para a Champions League, com vitória portista por 1-0. Díaz começou o jogo no banco de suplentes e foi chamado ao jogo a partir do minuto 55.

Luís Díaz é um atleta talentoso de fino recorte técnico, actuando preferencialmente a partir das alas, fazendo da sua velocidade, boa visão de jogo, capacidade técnica e colocação da bola, as suas armas mais fortes. 

Apesar de jogar nas alas, o avançado colombiano aparece frequentemente em zonas de finalização, para fazer o gosto ao pé ou à cabeça.

Neste princípio de temporada já marcou os tais 4 golos, dois dos quais no último jogo contra o Coimbrões, que lhe permitiu dar um salto impressionante neste ranking de goleadores portistas, nada mais, nada menos que 81 posições! (de 332º para 251º).

A sua estreia a marcar, de Dragão ao peito foi também contra o Krasnodar, no dia 13 de Agosto de 2019, no Estádio do Dragão, no jogo da 2ª mão, com a surpreendente derrota por 2-3. Díaz estreou-se simultaneamente como titular e o seu golo foi obtido aos 76 minutos, fazendo renascer a esperança da continuidade na prova, o que não viria a acontecer.

São desse jogo as imagens que se seguem que ilustram precisamente essas duas estreias:














































Luís Díaz está cada vez mais entrosado e adaptado à equipa e aos métodos do treinador Sérgio Conceição e das treze participações conta com 8 titularidades, ainda que só duas a tempo inteiro.











Augura-se uma temporada de boas performances.

Fontes: Site oficial do FC Porto e arquivo do blogue

domingo, 20 de outubro de 2019

RESOLVER CEDO PARA EVITAR SURPRESAS
















FICHA DO JOGO




























SISTEMAS TÁCTICOS



























Foi com um arranque fulgurante que o FC Porto resolveu a eliminatória, marcando 3 golos em 12 minutos, face a um adversário bastante modesto e sem argumentos para contrariar a equipa favorita.

Sérgio Conceição aproveitou o ensejo para promover uma autêntica revolução no onze inicial. Foram 9 as alterações no xadrez habitual e ainda deu minutos a Aboubakar e Sérgio Oliveira, acabados de recuperar de lesões prolongadas. 

























Foi pois um jogo sem grande história competitiva e onde as principais expectativas eram a forma como alguns dos atletas portistas menos utilizados se davam ao jogo, aproveitando ou não esta oportunidade para mostrarem as suas aspirações e comprometimento e ainda o número de golos com que seria construída mais uma vitória.

A equipa do FC Porto entrou no jogo com a clara preocupação de resolver o mais depressa possível.  Intensidade, criatividade, rapidez e eficácia foram os condimentos utilizados para desbaratar a frágil defensiva contrária.

Depois de conseguido um resultado confortável, a equipa baixou o ritmo, controlou em posse e ainda fez mais dois golos, o último com marca de recorde, pelo menino do plantel, Fábio Silva, que se tornou no atleta mais jovem da história do Clube a marcar em jogos oficiais (17 anos e 3 meses), superando o anterior que pertencia a Rúben Neves (17 anos, 5 meses e 3 dias).

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

INTERNACIONAIS PORTISTAS (ESTRANGEIROS)













MAMADOU LOUM - INTERNACIONAL PORTISTA ESTRANGEIRO - Nº 83

Tem apenas uma internacionalização pela principal selecção do Senegal e essa enquanto atleta do FC Porto, efectivada no dia 26 de Março de 2019, em Dakar, num jogo amigável frente ao Mali de Moussa Marega, com vitória senegalesa por 2-1.

Mamadou Loum N'Diaye, nasceu no dia 30 de Dezembro de 1996 na cidade de Dakar, capital do Senegal.

Antes de chegar à selecção principal, Mamadou Loum destacou-se no Campeonato do Mundo de Sub-20, disputando  5 jogos, ajudando a sua equipa a chegar às meias-finais.

O seu percurso enquanto futebolista terá começado na temporada de 2014/15, representando as cores do Union Sportive Ouakam, da sua cidade natal, tendo saltado para a Europa para representar a equipa B do S.C. de Braga, durante as épocas de 2015/16 a 2017/18.

O médio defensivo representou o Moreirense F.C. na primeira metade da temporada de 2018/19, por empréstimo do Braga, antes de rumar ao FC Porto, onde acabaria por dar o seu contributo em apenas 3 jogos oficiais até ao final da época.

























Segue-se a imagem da selecção que defrontou o Mali, no dia de estreia de Loum. O médio portista é o nº 14, primeiro a contar da esquerda em baixo:



























O seleccionador do Senegal, Aliou Cissé, convocou-o para o recente jogo de preparação frente ao Brasil, disputado no passado dia 10 deste mês, em Singapura, mas não chegou a sair do banco.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













TAÍ - GOLEADOR PORTISTA Nº 302

Concretizou 2 golos em 29 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante duas temporadas ao seu serviço (1976/77 e 1977/78).

António Carlos de Sousa Laranjeira Lima (Taí), nasceu no dia 11 de Agosto de 1948, em Amarante.

Começou a jogar futebol aos 14 anos de idade, num pequeno clube da sua terra natal, o Salvadorense, transitando e distinguindo-se nos júniores do Amarante FC, antes de ingressar no Boavista FC, com 19 anos, na temporada de 1970/71, já como sénior.

Na equipa do Bessa, Taí evoluiu primeiro como médio, para acabar como defesa esquerdo, por influência do «mestre» José Maria Pedroto. Representou 6 épocas a fio (1970/71 a 1975/76) o clube axadrezado, tendo participado em 113 jogos oficiais, com 13 golos da sua lavra e conquistado 2 Taças de Portugal.

Acompanhou, na temporada de 1976/77, o seu treinador Pedroto, na mudança para o FC Porto.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 4 de Setembro de 1976, no Estádio das Antas, frente ao Portimonense, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 3-0.

Taí gostava de ir à frente para aparecer em zonas de finalização. Dizia ter propensão para o golo, mas no FC Porto essa tendência foi diminuída face ao sistema táctico utilizado. A sua principal função era defender bem e percorrer o seu corredor para cruzar ou assistir os seus companheiros mais adiantados.

Não deixou por isso, de inscrever o seu nome na lista de marcadores de golos portistas. Fez apenas dois, o primeiro dos quais, no dia 15 de Maio de 1977, no Estádio das Antas, frente ao Belenenses, na goleada portista por 8-0, jogo a contar para a jornada 28 do Campeonato nacional. Taí abriu o marcador à passagem do minuto 12.

Voltaria a marcar na jornada seguinte, no Estádio da Luz, frente ao Benfica, marcando o golo de honra aos 71 minutos, na derrota por 3-1.

Jogou e venceu a final da Taça de Portugal dessa temporada, somando o seu terceiro troféu consecutivo (dois anteriores pelo Boavista) e haveria de jogar também a da época seguinte (1977/78), na finalíssima contra o Sporting, apitada pelo «chinês» Mário Luís!

Nessa última época de FC Porto, Taí foi preterido em favor de Murça, tendo sido utilizado apenas pontualmente.

Segue-se uma das várias fotos possíveis, que ilustra a titularidade de Taí:



































A sua fraca utilização adicionada à regularidade de Murça, determinaram a sua saída do plantel portista e o regresso ao Boavista para mais 4 épocas (1978/79 a 1981/82), para terminar a sua carreira em representação do Amarante FC, na época de 1982/83.

Taí representou a selecção nacional por 4 ocasiões (2 enquanto atleta do FC Porto), momentos que pode recordar clicando aqui.

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):

1 Campeonato nacional (1977/78)
1 Taça de Portugal (1976/77)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt