quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

SUPERIORIDADE ITALIANA CONFIRMADA

















FICHA DO JOGO































Hoje o FC Porto terá hipotecado as suas aspirações de poder eliminar a forte formação da Juventus, que afinal apenas se limitou a confirmar a sua real superioridade, num jogo quase sem história, principalmente depois da expulsão de Alex Telles, a partir do minuto 27.

Nuno E. Santo mexeu no onze titular, como era espectável, fazendo regressar Danilo Pereira, Herrera e Brahimi, mas mantendo algo surpreendentemente Rúben Neves.























Num estádio quase lotado de vibrantes e entusiastas 49.229 espectadores, com muito azul e branco numa coreografia digna dos grandes jogos, a equipa do FC Porto entrou com grande confiança e ambição, conseguindo fazer recuar até ao seu último reduto o categorizado adversário. Foram cerca de dez minutos muito prometedores mas que não tiveram, nem consequência nem sequência.





















A Juventus, servida por jogadores de classe e experiência, depois desse período tomou conta das operações não dando quaisquer chances de oposição satisfatória e para piorar a situação, Alex Telles cometeu a insensatez de fazer duas faltas para amarelo, num curto espaço de dois minutos, deixando a sua equipa em inferioridade numérica e obrigando o seu treinador a mexer na equipa.





















Nuno teve então de abdicar de um avançado, tirando André Silva para meter Layún, refazendo assim a linha defensiva. A estratégia passou por recuar no terreno, permitindo aos italianos mais espaço e mais posse de bola. Até ao intervalo, os portistas tiveram de sofrer e viram o seu adversário criar algumas boas situações, especialmente a protagonizada por Higuain, desfeita por Casillas e por Dybala, desfeita pelo poste.

Estava na cara que a equipa da casa teria de trazer dos balneários a lição bem estudada para poder contrariar a inferioridade numérica, correndo os menores riscos possíveis. Para tal teria de trocar bem a bola, furtá-la o mais possível ao adversário, baixar o ritmo de jogo e ter a matreirice para fazer correr o tempo.

Era naturalmente pedir demasiado a um conjunto de jogadores sem muita experiência e que me pareceu não trazerem o guião adequado às circunstâncias.

O treinador portista não pareceu disposto a abandonar os seus princípios de jogo e ao invés de reforçar o meio campo, preferiu tirar Rúben Neves para introduzir Corona, quiçá na expectativa de recuperar alguma profundidade atacante, mas sem resultados práticos. A Juve dominava como queria e o golo seria uma questão de tempo.

Brahimi ainda deu o seu lugar a Diogo Jota, mas a troca não só não resultou como enfraqueceu, pois o argelino foi sempre muito mais esclarecido que o jovem português.

Depois aconteceu o inevitável. Dois golos sofridos num espaço de dois minutos. Duas falhas defensivas pouco comuns, mas diga-se em abono da verdade que os transalpinos construíram oportunidades suficientes para merecerem este resultado.

Resta dizer que o árbitro da partida também mereceu as duas monstruosas assobiadelas (no intervalo e no fim do encontro) pela gritante dualidade de critérios no aspecto disciplinar, sempre duro contra o FC Porto e benevolente para a Juventus. Esteve bem na expulsão limitando-se a aplicar as leis do jogo, mas a avaliar pela sua actuação, se as duas faltas tivessem sido cometidas por um qualquer jogador da equipa adversária certamente outro galo cantaria.

A Juventus mereceu a vitória, não teve culpa das infantilidades portistas nem da permissividade do árbitro, confirmando o seu natural favoritismo para seguir na prova.




















terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 181













JUAN QUINTERO - Goleador Nº 181

Apontou 7 golos em 64 participações com a camisola do FC Porto, na equipa principal, durante as duas temporadas em que fez parte do plantel (2013/14 e 2014/15).

Juan Fernando Quintero Paniagua, nasceu no dia 18 de Janeiro de 1993 em Medelin, Colômbia.

Dado tratar-se de um jogador internacional, enquanto jogador do FC Porto, a sua carreira desportiva foi já abordada neste blogue, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editado em 23 de Julho de 2014, onde se encontram as principais incidências, até então e que poderão ser recordadas clicando aqui.

Por esse motivo procurarei complementar com informações mais actualizadas.

























Quintero estreou-se oficialmente, de Dragão ao peito, no dia 10 de Agosto de 2013, no Estádio Municipal de Aveiro, frente ao Vitória de Guimarães, em jogo da final da Supertaça Cândido de Oliveira, com vitória portista, por 3-0. O jovem médio colombiano foi chamado ao jogo, para substituir Defour, aos 76 minutos, já os azuis e brancos tinham marcado os seus três golos.

O seu primeiro golo, ao serviço do FC Porto, foi obtido oito dias mais tarde, no Estádio do Bonfim, frente ao Vitória de Setúbal, em jogo da 1ª jornada da Liga Zon Sagres. Quintero saiu do banco, aos 59 minutos para render Defour e marcou no minuto seguinte, o terceiro golo da equipa, fechando a contagem do resultado que se cifrou numa vitória por 3-1.

Já a sua estreia como titular aconteceria em 14 de Setembro, no 5º jogo da temporada, mais precisamente na 4ª jornada da Liga Zon Sagres, no Estádio do Dragão, frente ao Gil Vicente, com vitória portista por 2-0. Quintero esteve em campo 77 minutos, dando o seu lugar a Ricardo Pereira. É deste jogo a imagem da equipa, que se segue.
























Quintero sempre se mostrou bastante promissor mas demasiado imaturo e com algumas deficiências na reacção à perda da bola. O técnico Paulo Fonseca tentou insistir com ele, utilizando-o regularmente como suplente utilizado, mas o médio colombiano nunca conseguiu convencer.

Na sua segunda temporada, com Julen Lopetegui as coisa não foram diferentes.

Fez menos jogos (34/30), mas curiosamente jogou mais minutos (1065/1282). Também marcou menos (4/3).









À terceira época, o técnico espanhol decidiu que o atleta deveria sair para «crescer» e foi emprestado ao Rennes, de França, onde as suas performances se mantiveram aquém das expectativas, Participou em 13 jogos e marcou 1 golo tendo regressado antes de terminar a época, por incompatibilidade com o seu treinador.

Nuno Espírito Santo chamou-o para realizar a pré-época, mas não ficou convencido e acabou emprestado ao Indepiendiente de Medelin, da Colômbia, até Dezembro de 2017. O curioso da questão é que antes de partir, viu o seu vinculo com o FC Porto ser prolongado até 2021.

Em termos de selecção, Quintero tem agora 13 internacionalizações.

Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):

1 Supertaça Cândido de Oliveira (2012/13)

Fontes: Arquivo do Blogue e Zerozero.pt

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

FALHAR TANTOS GOLOS CANTADOS E MESMO ASSIM GOLEAR
















FICHA DO JOGO






























O FC Porto cumpriu a sua obrigação com uma goleada, frente a um adversário que foi capaz de complicar em alguns momentos, num jogo que deu para tudo, desde ter de se aplicar em termos defensivos, marcar quatro magníficos golos, desperdiçar de forma pornográfica outros tantos e ainda se dar ao luxo de fazer gestão de plantel. Numa palavra, SURREAL.

Embora Nuno E. Santo tenha feito crer que só pensaria na Juventus depois deste jogo, a verdade é que procedeu a três alterações no onze titular, deixando de fora, em relação ao jogo anterior, Danilo Pereira (nem foi convocado), Herrera e Óliver Torres (ambos estiveram no banco), em detrimento de Rúben Neves, Otávio e Corona.
























Entrada forte dos azuis e brancos, com uma ocasião de golo superiormente negada pelo guarda-redes contrário, a remate de cabeça intencional e com selo de golo, de Soares, logo aos 4 minutos. André Silva (19') e Otávio (26'), bem colocados para fazer balançar as redes, também não conseguiram desfeitear o endiabrado Cláudio Ramos.

O Tondela, quiçá contagiados pelo seu guarda-redes, lá ia conseguindo trocar bem a bola, ligar com critério o seu futebol, obrigando a equipa da casa a uma maior concentração. Criou alguns bons lances de ataque, mas apenas um com relativo perigo a obrigar Casillas a uma defesa mais aparatosa, aos 38 minutos.

O jogo começou a simplificar-se no momento em que Soares foi travado em falta na área do Tondela, pelo central Osório nas barbas do árbitro da partida que não hesitou, apontando a marca de grande penalidade.

André Silva encarregou-se de dar o melhor seguimento ao lance com uma cobrança irrepreensível (bola para um lado, guarda-redes para o outro).






















Na jogada seguinte os Dragões voltaram a acercar-se da área do Tondela com perigo, André André serviu Soares, o avançado portista recebeu e tocou a bola para a frente, deixando o seu opositor sem hipóteses de disputar o lance, recorrendo à falta para evitar a sua progressão rumo à baliza. O juiz da partida limitou-se a aplicar as leis do jogo, apitando a falta com exibição do 2º amarelo, seguido do vermelho. Logo a seguir veio o intervalo.

A vencer e a jogar contra 10, a segunda parte do FC Porto transformou-se num massacre com o Tondela a abrir brechas por todos os lados e os jogadores azuis e brancos a deslumbrarem-se com tantas facilidades, a ponto de falharem golos cantados. Foi assim aos 46' com Soares, na cara de Cláudio Ramos a atirar rente ao poste e também com André Silva, no minuto seguinte, sem oposição a não conseguir acertar com a baliza, na sequência de um passe açucarado de Corona.

A supremacia territorial haveria de dar os seus frutos. Rúben Neves aos 54 minutos fez os mais de 32.000 espectadores pularem da cadeira, com um remate portentoso de meia distância, sem hipóteses de defesa.






















A equipa do FC Porto não estava ainda satisfeita e continuou a explorar os espaços que o Tondela iam concedendo. Otávio teve o terceiro golo nos pés, aos 56 minutos, mas fez o mais difícil, atirou para fora, mas o terceiro golo apareceria logo a seguir pelo inevitável Soares, num lance concluído com com muita classe.






















A vencer confortavelmente e sem grande oposição do adversário, completamente desbaratado, Nuno E. Santo começou a refrescar a equipa lançando no jogo Óliver Torres e Diogo Jota e pouco depois Miguel Layún, para as saídas de Otávio, Soares e Maxi Pereira.

O ritmo baixou mas os Dragões nunca deixaram de procurar dilatar a vantagem e como consequência viriam a almejar o quarto golo em mais uma bomba, agora de Diogo Jota, numa triangulação com Óliver Torres e André Silva.






















Vitória natural da equipa mais forte perante um adversário que deu a réplica possível.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 180













STEVEN DEFOUR - Goleador Nº 180

Apontou 7 golos em 113 participações com a camisola do FC Porto, durante as três temporadas ao seu serviço (2011/12 a 2013/14).

Steven Arnold Defour, nasceu no dia 15 de Abril de 1988, em Mechelen, na Bélgica. Tendo em conta tratar-se de um atleta internacional, que representou o seu país enquanto jogador do FC Porto, foi já objecto de apreciação individual neste espaço, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editada em 21 de Janeiro de 2013, onde constam as principais incidências da sua carreira, que pode recordar clicando aqui, razão pela qual apenas vou aproveitar esta ocasião para completar a informação então elaborada.

























Defour contava então com apenas 62 participações e 3 golos marcados, para além de 37 internacionalizações, sete das quais como atleta do FC Porto. Daí para cá alguma coisa se alterou.

O médio belga fez a sua estreia como titular (a estreia oficial tinha acontecido na jornada anterior), com a camisola azul e branca, no dia 9 de Setembro de 2011, no Estádio do Dragão, frente ao Vitória de Setúbal, em jogo da 4ª Jornada da Liga ZON Sagres 2011/12, com vitória portista por 3-0. É desse jogo a imagem da equipa titular que se segue:

























O seu primeiro golo de Dragão ao peito foi obtido na goleada de 8-0, frente ao Pêro Pinheiro, em jogo a contar para a 3ª eliminatória da Taça de Portugal, realizado no Parque de Jogos Pardal Monteiro, em 15 de Outubro de 2011 e o último, frente ao Atlético, também para a Taça de Portugal (oitavos-de-final), no Estádio do Dragão, com nova goleada, agora por 6-0.

Este prometedor médio belga conviveu, no Dragão, com três treinadores e com nenhum deles conseguiu ser titular indiscutível.

Na primeira temporada, com Vítor Pereira, participou em 37 jogos, mas apenas começou a jogar de início em 19 e somou os 90 minutos em 9. 

Na temporada seguinte (2012/13) fez um pouco melhor. Dos 40 jogos em que participou, 25 foram como titular. 

Na última época de azul e branco, acabou vítima da instabilidade que se abateu na equipa. Começou com Paulo Fonseca e terminou com Luís Castro. Participou em 36 jogos, 30 dos quais como titular e só 15 o tempo inteiro.









No final da temporada Defour regressou ao seu país para envergar a camisola do Anderlecht onde esteve duas temporadas (2014/15 e 2015/16).

Em Agosto de 2016, assinou pelos ingleses do Burnley, recém promovidos à Premier League, com um contrato de 3 temporadas, tornando-se na contratação mais cara do clube (8,7 milhões de euros).

Entretanto, ao nível da selecção, Defour aumentou o seu número de internacionalizações para 51 (somando 2 pelo Genk, 28 pelo Standard de Liège, 15 pelo FC Porto, 3 pelo Anderlecht e 3 pelo Burnley).

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):

2 Campeonatos nacionais (2011/12 e 2012/13)
2 Supertaças Cândido de Oliveira (2011/12 e 2012/13)

Fontes: Arquivo do Blogue, ZeroZero.pt e European Football National Teams.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

TRIUNFO SABOROSO MANTÉM DRAGÕES NA LUTA PELO TÍTULO

















FICHA DO JOGO






























Ao vencer na cidade berço, o FC Porto mantém o sonho de se tornar campeão nacional, num jogo bastante difícil, como são todos frente ao Vitória local, face à réplica de muita qualidade proporcionada pela equipa minhota, tornando este triunfo ainda mais saboroso.

O técnico portista, Nuno E. Santo voltou a mexer na equipa, operando duas alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior. Óliver Torres e Jesús Corona ficaram no banco em detrimento de André André e Herrera.
























A primeira parte do jogo caracterizou-se pelo respeito mútuo, com as duas equipas muito obstinadas em roubar espaços, resultando um futebol muito táctico, a proporcionar muitas perdas e recuperações de bola, muita dificuldade em ligar o jogo e por isso poucas chances de criação de lances perigosos junto às balizas.

A primeira possibilidade de ligar o jogo aconteceu por volta dos sete minutos quando Danilo teve oportunidade de avançar no terreno com algum espaço e perto da grande área desmarcou Maxi Pereira com um passe a rasgar a defesa contrária. O defesa uruguaio correspondeu da melhor maneira, com o pé direito simulou o remate, tirando do seu caminho o defesa e de imediato rematou com o pé contrário, mas demasiado fraco, para uma defesa fácil de Douglas.

Na resposta, Rafael Guerreiro, aproveitando uma das raras ocasiões para rematar à vontade, viu o seu forte remate sair um pouco ao lado, com Casillas a controlar.

Dentro destas características, o golo portista chegaria ao minuto 36. Alex Telles logrou avançar quase à linha de cabeceira, cruzou fazendo a bola descrever um arco, Herrera, perto da pequena área, amorteceu de cabeça para André Silva, que em rotação parece ter querido rematar, acabando por fazer uma assistência para o bem colocado, atento e oportuno Soares bater Douglas sem apelo nem agravo.






















O Vitória tentou reagir, mas a defensiva portista foi conseguindo impedir o perigo na sua baliza, com excepção de um remate de Raphinha, em cima dos 45 minutos, intencional e muito perigoso, felizmente para fora, com Casillas já batido.

Na segunda metade os minhotos entraram com a disposição de chegar rapidamente à igualdade, manifestando mais atrevimento e mais intensidade, obrigando o FC Porto a um maior trabalho e concentração defensiva, mas pertenceu aos Dragões, hoje de preto, a melhor oportunidade de golo, num livre na direita, apontado por Alex Telles para o coração da área, ganho de pé esquerdo na pequena-área, sob o lado esquerdo por Marcano, assistindo Felipe que na passada quase fazia golo.

De resto e apesar do maior atrevimento vimaranense continuou a ser a equipa portista a estar mais perto de aumentar a vantagem do que a ver anulada, especialmente depois das substituições operadas por Nuno E. Santo.

As trocas de André André André por Jesús Corona, primeiro e de Brahimi por Diogo Jota, depois, deram ao FC Porto o domínio do meio-campo, pois passou a actuar em 4x3x3. Desta forma a equipa conseguiu dar ao seu futebol maior profundidade e largueza, com Diogo Jota a sobressair. O jovem avançado, depois de dar o aviso em duas jogadas muito bem delineadas, concluídas com dois belos remates plenos de intencionalidade, o primeiro superiormente defendido por Douglas e o segundo em arco que saiu rasar o poste, à terceira não falhou.  Erro do guardião minhoto na reposição da bola, Alex Telles, no circulo central do relvado, recolheu com o peito, avançou rápido no terreno, de cabeça levantada viu a progressão de Diogo Jota, meteu-lhe a bola em profundidade e a corrida decidida para a área, adicionada com a capacidade rematadora, coloriram o resultado final.





















Estavam assim dissipadas as dúvidas que eventualmente ainda pudessem pairar sobre a justa vitória do FC Porto.

Destaques para a capacidade defensiva portista, para o pé quente de Soares, para a união de toda a equipa e também é justo referir para o apoio espectacular e incansável das claques portistas.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 179













DIEGO - Goleador Nº 179

Apontou 7 golos com a camisola do FC Porto, em 63 participações durante as duas temporadas ao seu serviço (2004/05 e 2005/06).

Diego Ribas da Cunha, nasceu no dia 28 de Fevereiro de 1985, em Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, Brasil. Começou aos seis anos a dar os primeiros pontapés na bola, tendo passado por clubes de pouca expressão, da sua cidade natal, nomeadamente o Comercial e o Paulistinha de São Carlos. Mas foi no Santos FC, onde incorporou a equipa de juniores, que Diego mostrou todo o seu potencial e onde se tornou profissional de futebol, em 2002 com apenas 16 anos de idade. No clube de Vila Belmiro o jovem e talentoso médio brasileiro fez dupla com Robinho, tendo ambos conduzido o clube ao título nacional após um jejum de 17 longos anos.

As sua belas performances levaram-no a vestir a camisola principal da Selecção nacional e a ser uma presença constante da Canarinha. Em 2004 venceu a Copa América, disputada no Peru, no mês de Julho, altura em que assinou contrato pelo FC Porto, que entretanto tinha perdido Deco para o Barcelona.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 20 de Agosto de 2004, no Estádio Cidade de Coimbra, frente ao Benfica, em jogo da final da Supertaça Cândido de Oliveira, com vitória portista por 1-0. Treinado pelo espanhol Víctor Fernández, Diego apenas com alguns treinos, jogou os primeiros 21 minutos, dando o seu lugar a César Peixoto.

Não foi fácil a vida do médio brasileiro no Dragão. A responsabilidade de fazer esquecer Deco era enorme, a expectativa era gigantesca, tanto mais por ter sido considerada uma das grandes contratações da temporada, a par com a do seu compatriota Luís Fabiano, ambos internacionais brasileiros.

Mas Diego não era Deco, nem nunca chegou a ser um jogador agressivo e intenso, sobretudo do ponto de vista defensivo. Se com bola foi sempre um craque, sem ela tudo era mais difícil.

Cedo se percebeu, no entanto, todo o seu virtuosismo, capacidade técnica e visão de jogo, colocados quase sempre ao serviço da equipa, apesar da época atípica do FC Porto que começou com a rábula que envolveu, durante a pré-temporada, o então treinador Luigi Del Neri, passando pela destituição do seu sucessor Víctor Fernández, para acabar com José Couceiro e a perda do campeonato. Esta instabilidade afectou obviamente o plantel em geral e Diego em particular.

Ainda assim, o FC Porto conseguiu garantir, em Yokohama, no Japão, em 12 de Dezembro de 2004, a vitória na Taça Intercontinental, disputada frente ao Once Caldas, da Colômbia, por 7-8, nas grandes penalidades, depois do empate sem golos, no tempo regulamentar mais prolongamento.

É desse jogo a imagem que se segue e documenta o onze titular:


























Com a chegada do holandês Co Adriaanse o médio brasileiro foi a pouco e pouco perdendo espaço, face à concorrência do argentino Lucho Gonzalez. Foi por isso menos utilizado, perdendo alguma motivação de forma a não aproveitar algumas oportunidades que lhe foram dadas.

As suas qualidades permaneceram intactas e no final da época 2005/06, surgiram alguns emblemas estrangeiros interessados no seu concurso.








Tendo em conta o pouco rendimento de Diego, o FC Porto, habituado a valorizar os seus jogadores, optou por o vender ao Werder Breman, da Alemanha pelo valor que o tinha comprado ao Santos.

Na Alemanha, Diego recuperou protagonismo, tornando-se um dos jogadores mais influentes da sua equipa, durante três temporadas (2006/07 a 2008/09), que lhe valeu o interesse da Juventus, onde jogou apenas uma temporada (2009/10).

Regressou à Alemanha. na temporada seguinte (2010/11) para defender a camisola do Wolfsburg, clube onde teve alguns problemas e atritos que originaram o seu empréstimo ao Atlético de Madrid (2011/12), com retorno na temporada seguinte (2012/13).

O Fenerbahçe, da Turquia foi a aposta seguinte, mas também aí não se conseguiu impor como titular. Foi uma passagem apagada que o levou a regressar ao Brasil, uma época antes do fim do seu contrato.

Flamengo foi o clube que o acolheu em 2016 e é lá que continua a jogar futebol, onde espera concluir o contrato de três temporadas.

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):

1 Campeonato Nacional (2005/06)
1 Taça de Portugal (2205/06)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (2003/04)
1 Taça Intercontinental (2005/06)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroZero.pt

sábado, 4 de fevereiro de 2017

VITÓRIA IMPORTANTE DO PRAGMATISMO
















FICHA DO JOGO






























O FC Porto deu hoje um passo importante para a sua candidatura ao título, num jogo atípico, frente a um adversário que jogava os últimos cartuchos da esperança de reentrar na luta e por isso obrigou os Dragões a um trabalho defensivo muito pouco comum. Pode mesmo dizer-se que o Sporting foi quiçá a equipa que neste Campeonato mais dificuldades colocou aos azuis e brancos.

Eficácia e pragmatismo marcaram então esta importante vitória do FC Porto. Eficácia porque em três boas ocasiões fez 2 golos, pragmatismo porque aceitaram a maior posse de bola do Sporting, durante todo o jogo e foram ainda capazes de segurar a vitória com Casillas a brilhar em grande intensidade ao efectuar três espectaculares defesas.

Nuno Espírito Santo procedeu a três alterações na equipa titular, em relação ao jogo anterior, escalando Brahimi, Corona e o estreante Soares, em detrimento de Herrera, André André e Diogo Jota.























O jogo começou com os jogadores de ambas as equipas a acusarem a responsabilidade do mesmo, perdendo muitas bolas pelas laterais. O Sporting num esquema mais apoiado e o FC Porto privilegiando os lançamentos longos. Resultou daí maior posse de bola para a equipa leonina com o FC Porto a tentar explorar a recuperação de bola para caminhar rápido para a baliza contrária.

Foi assim que chegou à vantagem logo aos seis minutos, ajudando a serenar um pouco a entrada algo nervosa. Casillas lançou longo para a direita onde Jesús Corona correu rápido para uma recepção perfeita, bailou na frente de Zeegelaar deixando-o confuso, cruzou com peso, conta e medida, André Silva atraiu os centrais e Soares, nas suas costas, completamente livre de adversários, subiu e cabeceou vitoriosamente para o primeiro da noite.






















A equipa leonina reagiu com o seu futebol mais trabalhado, mas sem ser capaz de incomodar Casillas. O lance mais vistoso pertenceu a Rúben Semedo, por volta dos 27 minutos, com o guarda-redes portista a corresponder com defesa magnífica, apesar do lance ter sido interrompido por falta sobre Marcano.

À incapacidade lisboeta para criar lances de golo, respondeu o FC Porto com novo lance rápido, bem explorado e melhor concretizado. Bola recuperada a meio-campo portista por Brahimi, numa disputa limpinha, apesar do ruído dos lagartos (o argelino ganhou a frente, protegeu a bola e levou um toque de Palhinha, estatelando-se os dois), sobrando para Danilo, que avançou com determinação até à linha de meio-campo, no círculo central, altura em que fez um passe magistral a rasgar entre os dois centrais, para Soares corresponder com um sprint para a área de Patrício, contornando-o e atirando com toda a frieza, fazendo balançar as redes pela segunda vez, perante o gáudio da recheada e vibrante plateia. Estreia de sonho para o ex-Vitória de Guimarães que se tornou no 408º portista a marcar.





















Antes do intervalo, os Dragões ainda vibraram com uma nova jogada prometedora, muito parecida com a do 1º golo, tendo como protagonistas os mesmos elementos. Corona a cruzar, André Silva a atrair os centrais e Soares a aparecer livre a cabecear, mas desta feita ao lado.

O intervalo chegaria com um parcial de 2-0, justo e eficaz.

No segundo tempo as coisas alteraram-se bastante, face à atitude de ambas as equipas. Os azuis e brancos, mais confortáveis com a vantagem conseguida, baixaram o ritmo e cederam mais terreno ao adversário. O Sporting, também fruto da alteração operada por Jorge Jesus, deixando Matheus Pereira nas cabines, fazendo entrar Alan Ruiz, apareceu bem mais perigoso e determinado em alterar o rumo dos acontecimentos, criando muitas dificuldades ao último reduto portista.

Foi uma segunda parte de grande domínio forasteiro, obrigando os da casa a grande pragmatismo, muita coesão, espírito de sacrifício e de luta.

O treinador portista teve de mexer na equipa para tentar reequilibrar, mas os lisboetas foram sempre mais perigosos. Tiveram uma bola nos ferros (56'), marcaram (60') e construíram dois lances muito prometedores (81' e 92'), superiormente anulados pelo fabuloso Iker Casillas, enquanto pelo lado azul e branco, André André desperdiçou o 3º golo, aos 71'.





















Vitória muito difícil perante um adversário que valorizou muito  este importante triunfo.

O trabalho do árbitro não foi isento de erros, mas não esteve directamente relacionado com o resultado. Houve três lances (pelo menos) mais discutíveis, mas apenas um mal julgado.

O primeiro, já explicado acima, na jogada do segundo golo (60'), bem ajuizado; o segundo, aos 54', falta feia de Zeegelaar, sobre Soares, para  2º amarelo e expulsão perdoada; e o terceiro aos 77', bola na mão de Corona, a remate de Adrien, muito perto, tendo o mexicano os braços encostados ao peito, pelo que o árbitro esteve bem ao deixar seguir.