sexta-feira, 12 de outubro de 2018

ENTRAR A PERDER E REVIRAVOLTA CATEGÓRICA



















FICHA DO JOGO





























Portugal venceu na Polónia, dando um passo significativo para a qualificação da próxima fase.

A selecção nacional tem agora 5 pontos de avanço da Polónia e Itália, num encontro em que até começou a perder quando aos 18 minutos Piatek fez de cabeça, na sequência de um pontapé de canto, o seu primeiro golo pela selecção polaca.

Mas ao intervalo Portugal já tinha dado a cambalhota no resultado (2-1), com um golo oportuno de André Silva numa assistência de Pizzi e aos 42 minutos num autogolo de Kamil Glik, ao tentar evitar que Rafa desse sequência a um passe longo e teleguiado de Rúben Neves.

Um excelente trabalho individual de Bernardo Silva elevou o marcador para 3-1, provocando uma reacção polaca que reduziu para 3-2 pelo suplente chamado ao jogo, Kuba. 

Portugal teve então que defender, resistindo no primeiro impacto e controlando depois, tendo-lhe pertencido as duas mais claras oportunidades para voltar a marcar.

O técnico Fernando Santos teve ainda no banco os seguintes jogadores não utilizados: Cláudio Ramos (Tondela) e Beto (Goztepe); Cédric Soares (Southampton), Luís Neto (Zenit) e Kévin Rodrigues (Real Sociedad); Sérgio Oliveira (FC Porto); Éder (Locomotiv) e Hélder Costa (Wolverhampton): Bruma (Leipzig) também foi convocado mas foi afastado deste jogo aparentemente por indisposição.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 256













CHICO GORDO - Goleador Nº 256

Apontou 3 golos em 35 jogos, com a camisola da equipa principal do FC Porto, em jogos oficiais, ao longo das 3 temporadas ao seu serviço (1968/69 a 1970/71).

Bernardo Francisco da Silva (Chico Gordo), nasceu no dia 2 de Outubro de 1949, em Benguela, Angola. Começou a sua carreira de futebolista ainda muito novo, no FC Lobito, de onde transitou para o FC Porto na temporada de 1965/66 para integrar a equipa de júniores.

























Avançado com futebol subtil, feito de golos acrobáticos que ficavam na retina de quem  o acompanhava, foi integrado no plantel principal na época de 1968/69, pelo «mestre» José Maria Pedroto, que lhe deu a primeira oportunidade logo na segunda jornada do campeonato nacional, jogo disputado no dia 15 de Setembro de 1968, no Estádio do Bonfim, em Setúbal, frente ao Vitória local.  Chico Gordo foi chamado ao jogo depois do intervalo, deixando nos balneários o médio Rolando, quando o FC Porto perdia já por 2-0. O resultado acabaria com a derrota por 3-1, mas o avançado portista ganharia o lugar de titular para as 5 partidas seguintes.

A sua estreia a marcar aconteceu no dia 6 de Outubro de 1968, no Estádio das Antas, frente ao Varzim, em jogo da 5ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 2-0. Chico fechou a contagem aos 55 minutos.

Foi de resto, o único golo seu da temporada, apesar de ter participado em mais 10 jogos.

A segunda temporada de Chico Gordo no FC Porto, ficou marcada pela passagem de três treinadores, após o desenlace com Pedroto nas últimas jornadas da época anterior (EleK Schwartz, Vieirinha e Tomy Docherty), acabando o campeonato no 9ª lugar.

Apesar disso, o avançado continuou a fazer pela vida, tendo sido utilizado em 17 jogos (14 a titular) com mais dois golos da sua lavra.

O primeiro foi conseguido no dia 14 de Setembro de 1969, no Estádio das Antas, frente à Académica de Coimbra, em jogo da 2ª jornada do Campeonato Nacional, no empate a 3 golos. Chico Gordo foi o autor do 2º golo portista, aos 38 minutos, adiantando na altura o FC Porto no resultado (2-1).

O seu último golo de azul e branco vestido, aconteceria no dia 18 de Janeiro de 1970, no Estádio Municipal de Coimbra, mais uma vez frente à Académica, novamente para o Campeonato nacional, 15ª jornada. Chico inaugurou o marcador aos 13 minutos, contribuindo para a vitória portista por 2-1.

Em baixo, uma das fotos possíveis a ilustrar a titularidade de Chico Gordo:
























A sua terceira e última época de Dragão ao peito foi a menos produtiva. Nova mudança de treinador (António Teixeira) e destacamento militar para Angola, influíram decisivamente para tal.












Na temporada seguinte (1971/72) passou a representar o Tirsense, onde jogou com mais regularidade (28 jogos/8 golos), mas não conseguiu evitar a descida de Divisão. Seguiu-se uma viagem aos pelados do futebol secundário, com passagem esporádica pelo Lusitânia de Lourosa (1974/75), renascendo finalmente e em força no SC Braga, a partir da temporada de 1975/76 até 1979/80, conseguindo a proeza de marcar 24 golos (1977/78) e 21 golos (1978/79), cotando-se na altura como o melhor marcador de sempre do clube, com a marca de 60 golos.

Uma arreliador lesão levou-o a não ser aposta do treinador bracarense,  abalando até  Setúbal para representar o Vitória local, nas duas temporadas seguintes (1980/81 e 1981/82), mas já sem o mesmo brilhantismo.

Terminou a carreira na temporada de 1982/83 ao serviço do Beira-Mar, na II Divisão.

Faleceu em Novembro de 2000.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroaZero.pt

domingo, 7 de outubro de 2018

TOUPEIRAS VENCEM DRAGÃO, PASME-SE, SEM A INTERFERÊNCIA DO PADRE!

















FICHA DO JOGO






























O FC Porto saiu derrotado na sua deslocação ao Toupeiral, sem a interferência do padre, que até teve a ousadia de, nas barbas de cerca de 58.000 "lampiolhospolvotoupeiras", expulsar o central argentino Lesma, perdão Lema, aos 83 minutos por duplo amarelo.

Sérgio Conceição fez uma única alteração ao onze titular, em relação ao jogo anterior, colocando Soares e remetendo Corona para o banco.
























A primeira parte foi um espectáculo de futebol muito pobrezinho, com as equipas muito receosas uma da outra, muito encaixadas, sem espaços, sem criatividade, com os jogadores muito marcados, originando um futebol sem critério, aos repelões e com muitas faltas. Pareceu-me que os campeões nacionais estavam pouco interessados em puxar dos galões, preferindo deixar correr o tempo, na expectativa de não haver alteração no marcador. Isto obviamente, pela forma como Casillas cedo começou a demorar a colocar a bola, tendo por isso visto o cartão amarelo aos 19 minutos.

Poucos remates e nenhum lance de perigo junto da ambas as balizas, foi o fraco pecúlio do primeiro tempo.

No segundo tempo as toupeiras apareceram mais esclarecidas enquanto os Dragões pareciam menos confortáveis. Seferovic pôs à prova os reflexos de Casillas, aos 60 minutos, no primeiro remate digno desse nome, num lance precedido de fora de jogo que o padre não assinalou, mas dois minutos depois o mesmo jogador acabaria por marcar, perante a passividade da defensiva portista.

Só a partir de então os azuis e brancos tentaram fazer pela vida e aos 74 minuto Danilo Pereira cabeceou com algum perigo. Logo a seguir Lema viu o segundo cartão amarelo, ao tentar travar André Pereira (no primeiro foi por tentar travar Marega) e foi expulso.

A jogar com menos um as Toupeiras recuaram no terreno mas o FC Porto não teve arte nem engenho para alterar o marcador. Brahimi aos 84 minutos foi quem esteve mais perto de o conseguir num remate em arco que falhou o alvo por pouco.

Segunda derrota no Campeonato que atira a equipa para a terceira posição a dois pontos dos lideres.


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - nº 255













FRANCISCO BAPTISTA - Goleador Nº 255

Apontou 3 golos em 9 participações oficiais, com a camisola do FC Porto, durante as duas temporadas ao seu serviço (1966/67 e 1968/69).

Francisco Pereira Baptista, nasceu no dia 13 de Fevereiro de 1946, em Mafamude, Vila Nova de Gaia.

São escassas as informações sobre este atleta, que teve duas passagens esporádicas pelo FC Porto.

A primeira, na temporada de 1966/67, proveniente do Vilanovense, em que alinhou na equipa principal por apenas 6 vezes, tendo obtido os seus 3 golos.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto, teve lugar no dia 20 de Novembro de 1966, no Estádio das Antas, frente à Sanjoanense, em jogo da 7ª jornada do Campeonato nacional, com vitória azul e branca por 4-1. O médio portista estreou-se também a marcar, pois foi dele o 2º golo portista, apontado aos 35 minutos.

O segundo golo aconteceria no dia 18 de Dezembro de 1966, também no Estádio das Antas, frente ao Beira-Mar, em jogo da 11ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista, por 4-1. Também marcou sendo da sua autoria o golo de abertura, estavam decorridos apenas 6 minutos de jogo.

O seu terceiro e último golo, de Dragão ao peito, aconteceria no dia 11 de Junho de 1967, ainda no Estádio das Antas, novamente frente à Sanjoanense, mas agora em jogo a contar para a 1ª mão dos Quartos-de-final, da Taça de Portugal, com  mais uma vitória, por 3-1. Baptista fechou a contagem aos 86 minutos na marcação de uma grande penalidade.

José Maria Pedroto, o técnico de então, apenas o utilizou em 6 dos 38 jogos da equipa, sinal que o atleta não era um dos imprescindíveis.

Talvez por isso, tenha sido dispensado ao Braga, na temporada que se seguiu (1967/68), onde a sua utilização foi mais efectiva (20 jogos/0 golos).

Regressou na época seguinte (1968/69), ainda com Pedroto no comando técnico, mas foi ainda menos utilizado, alinhando num jogo do Campeonato e em dois da Taça das Taças (prova da UEFA), sem registo de mais golos.











Seguiu depois para o Tirsense, clube onde esteve três temporadas antes de terminar a carreira.

Fontes: Almanaque do Fc Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

VITÓRIA DIFÍCIL E IMPORTANTE

















FICHA DO JOGO































Foi com um golo de cabeça de Marega aos 49 minutos, que o FC Porto derrotou a equipa turca do Galatasaray, assumindo a liderança partilhada do Grupo D.

Sem poder contar com o avançado camaronês Aboubakar, lesionado no jogo frente ao Tondela, Sérgio Conceição viu-se obrigado a mexer no onze titular. Não se limitou a substituir o avançado, mas também o médio Sérgio Oliveira, que hoje começou no banco de suplentes. Jesús Corona e Danilo Pereira foram os eleitos.

























Jogo muito equilibrado entre duas equipas que tudo fizeram para vencer o encontro. Ambas  construíram boas ocasiões para marcar, mas foi Marega que esteve mais feliz ao apontar o golo que decidiu a partida, logo a começar a segunda parte.





















Foi um jogo equilibrado, com momentos de muito bom futebol, mas ainda assim, a vitória  acaba por assentar bem para o FC Porto, porque esteve sempre mais perto de dilatar o marcador do que sofrer a igualdade.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

DRAGÕES DE OURO/2018












A festejar a bonita idade de 125 anos da sua fundação, o FC Porto apresentou no passado Sábado, a Gala dos Dragões de Ouro, para distinguir aqueles que mais se destacaram na temporada de 2017/18, nas mais diversas áreas do Clube, que teve lugar no Coliseu do Porto.

A apresentação deste evento esteve a cargo do Porto Canal, que difundiu em directo a cerimónia, apresentada por 3 dos seus melhores jornalistas, o director Júlio Magalhães, Maria Cerqueira Gomes e Rui Cerqueira.






















Cerimónia muito bonita, abrilhantada pelos artistas Miguel Guedes, Teresa Salgueiro, Joana Marques, PopUp - Vozes Portáteis e Marina Pacheco, Daniela Oriz, Gisela João e Alberto Índio.
















OS DRAGONADOS:

Casa do FC Porto Nacional do Ano: Dragões Marcoenses - Marco de Canavezes




















Casa do FC Porto Internacional do Ano: FC Porto of London




















Carreira: Fernando Brandão (roupeiro)



















Quadro do Ano: Luís Gonçalves (director desportivo)


















Atleta Amador do Ano: Pedro Cardoso (ténis de mesa - desporto adaptado)




















Sócio do Ano: Pedro Marques Lopes



















Atleta Alta Competição do Ano: Raúl Alarcón (ciclismo)























Atleta Revelação do Ano: Diogo Costa (guarda-redes - futebol)



















Recordação do ano: Rui Teixeira (ex-guarda redes futebol, hoje na formação)




















Atleta do Ano: Iker Casillas (guarda-redes - futebol)


















Atleta Jovem do Ano: Diogo Leite (defesa central - futebol)


















Futebolista do Ano: Alex Telles (defesa esquerdo)



















Treinador do Ano: Sérgio Conceição (futebol)



















Parceiro do Ano: Câmara Municipal do Porto



















Dirigente do Ano: Matos Fernandes (Presidente Assembleia Geral do FC Porto) 



















No final teve a palavra o Presidente, Jorge Nuno Pinto da Costa, que mais uma vez de improviso, fez um discurso emotivo, evocando cada um dos galardoados, sem se esquecer de ninguém.

























sexta-feira, 28 de setembro de 2018

SOFRER À CONTA DA INEFICÁCIA
















FICHA DO JOGO





























Em dia do 125º aniversário da sua fundação, o FC Porto recebeu e venceu o Tondela, num jogo que se tornou emotivo pelo golo tardio (85 minutos), precedido de uma série de oportunidades falhadas, umas vezes pela oposição extraordinária do guardião Cláudio Ramos, outras pela intervenção divina dos ferros da sua baliza e ainda outras pela menor precisão dos rematadores portistas.

Sérgio Conceição fez apenas uma alteração no onze titular, fazendo alinhar Sérgio Oliveira em vez de Danilo Pereira, que para descansar nem sequer esteve no banco.
























Os campeões nacionais entraram fortes, intensos, rápidos e criativos e ao fim do primeiro quarto de hora já tinham posto à prova os reflexos do guarda-redes contrário com dois remates soberbos de Brahimi (8') e Marega (15'), a que Cláudio Ramos correspondeu com duas espectaculares defesas.

O Tondela, sempre bem organizado defensivamente procurava jogar no campo todo mas a equipa portista conseguia cortar toda e qualquer tentativa de saída para o ataque. O jogo foi decaindo de intensidade, mas os azuis e brancos jamais deixaram de procurar o golo. Marega (40'), Aboubakar (42') e Sérgio Oliveira (45'+2'), falharam boas oportunidades. Se Marega não acertou na baliza, Aboubakar a centímetros da linha de golo, atrapalhou-se, tropeçou e não deu seguimento ao cruzamento açucarado do maliano, enquanto Sérgio Oliveira viu o seu remate de cabeça beijar o ferro.

Assim se transformou uma goleada num lisonjeiro empate sem golos.

No segundo tempo a equipa do FC Porto voltou com a mesma disposição mas o golo parecia não querer nada com os jogadores portistas. É certo que houve mais precipitação e menos lucidez, mas as oportunidades continuaram a ser fabricadas. 

O Tondela aproveitou para se atrever em terrenos mais adiantados, com algum critério mas nunca foi capaz de criar perigo na área da equipa da casa e muito menos junto da baliza de Casillas, que teve uma noite descansada.

Aos 60 minutos Aboubakar voltou a ter o golo na cabeça, mas a bola não atingiu o alvo. Foi necessário esperar até ao minuto 85, para o Dragão festejar ruidosamente um golo, já Sérgio Conceição tinha feito as 3 alterações com as entradas de Corona, Soares e Hernâni, para as saídas de Sérgio Oliveira, Aboubakar (por lesão) e Maxi Pereira.

Remate de Brahimi, à entrada da área, defesa incompleta de Cláudio Ramos e recarga, pronta, oportuna e fatal do regressado Soares a dar alguma justiça ao resultado.

Vitória tão justa quanto escassa, com exibição bem positiva, marcada pela fraca pontaria dos rematadores portistas, descontando obviamente as defesas magníficas e meritórias do guardião adversário.