quarta-feira, 20 de março de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 249













ÉDER MILITÃO - Goleador Nº 249

Apontou até ao momento 4 golos com a camisola da equipa principal do FC Porto, em 35 participações oficiais, ao longo da presente temporada, única ao seu serviço, dado que se encontra já cedido ao Real Madrid, pela módica quantia de 50 milhões de euros, a partir da próxima época.

Éder Gabriel Militão, nasceu no dia 18 de Janeiro de 1998, em Sertãozinho, município brasileiro no interior do estado de São Paulo.

Começou a sua actividade de futebolista nas escolas de formação do São Paulo F.C., com 13 anos de idade e fez a sua estreia na equipa principal a 14 de Maio de 2017, frente ao Cruzeiro, com 19 anos. Internacional sub-20 pelo Brasil, Éder Militão já se estreou na selecção principal e encontra-se novamente convocado para os dois próximos compromissos, um dos quais a ser disputado no Estádio do Dragão.

























Chegou ao FC Porto em Agosto de 2018, assinando um contrato válido por 5 temporadas, a troco de 4 milhões de euros.

Elogiado pela sua polivalência, o jovem brasileiro possui capacidades para jogar como defesa central, lateral direito e médio. No FC Porto já fez as duas primeiras posições, mas foi a central onde demonstrou melhor desenvoltura.

A sua estreia oficial aconteceu no dia 2 de Setembro de 2018, no Estádio do Dragão, frente ao Moreirense, em jogo da 4ª jornada do Campeonato nacional (Liga NOS), com vitória portista, por 3-0. É desse jogo a imagem que se segue:
























Apesar da sua juventude, Militão demonstrou desde logo toda a sua classe, patenteando uma maturidade pouco comum em atletas da sua idade.

Até ao momento, fez parte de 39 convocatórias, das 45 possíveis. Foi 4 vezes suplente não utilizado e apenas 1 vez suplente utilizado, sendo titular a tempo inteiro por 32 vezes e titular substituído por 2 vezes.

O seu primeiro golo de Dragão ao peito, aconteceu no dia 28 de Novembro de 2018, no Estádio do Dragão, frente ao Scalke 04, em jogo da 5ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, com vitória azul e branca, por 3-1. Militão foi o autor do 1ª golo portista, aos 52 minutos:






















O seu segundo golo aconteceu no dia 3 de Janeiro de 2019, no Estádio do Clube Desportivo das Aves, em jogo da jornada 15 do Campeonato nacional (Liga NOS), na vitória portista, por 1-0. Éder Militão deu a vitória ao FC Porto ao marcar no minuto 25.

O terceiro golo foi alcançado 27 dias depois, mais precisamente no dia 30 de Janeiro de 2019, no Estádio do Dragão, frente ao Belenenses SAD, em jogo da jornada 19 do Campeonato nacional, com vitória portista, por 3-0. Militão foi o autor do segundo golo portista aos 29 minutos:























Finalmente, o quarto golo que o fez saltar 32 lugares neste ranking de goleadores portistas, fixando-se para já nesta 249ª posição, aconteceu no passado dia 16 de Março, no Estádio do Dragão, frente ao Marítimo, em jogo da jornada 26, na vitória portista, por 3-0. Coube a Militão dilatar o marcador para 2-0, aos 72 minutos:























Entretanto as provas de clubes estão interrompidas para permitir os compromissos das selecções nacionais. Éder Militão, como foi dito logo no início, encontra-se convocado para a selecção principal do seu país.









Fontes: Arquivo do Blogue; Site oficial do FC Porto e Zeroazero.pt

sábado, 16 de março de 2019

NÃO FOI FÁCIL DERRUBAR O MURO
















FICHA DO JOGO





























O FC Porto cumpriu a sua missão, vencendo o Marítimo num jogo de sentido único em que o VAR foi bastante influente e decisivo para a reposição da verdade desportiva.

Pelo terceiro jogo consecutivo, Sérgio Conceição fez alinhar o mesmo onze titular.
























Entrada forte dos campeões nacionais a obrigar a equipa insular a remeter-se à defesa para evitar que o marcador funcionasse muito cedo. Nos primeiros seis minutos o VAR teve de chamar à atenção do árbitro da partida João Capela para dois lances que o juiz acabou por ter de emendar, depois de recorrer ao monitor de campo. Primeiro uma grande penalidade contra o Marítimo por pretensa mão de Nanu, que afinal não se confirmou e depois a mostragem de um cartão amarelo a Lucas Áfrico que foi revertido para vermelho, pois Marega foi derrubado quando se isolava na direcção da baliza.

Se o Marítimo nesses primeiros minutos não teve tempo para sair da sua área, depois da expulsão ficou condenado a lá ficar.

Assim sendo, competia aos azuis e brancos construir as soluções mais eficazes para chegar ao golo. Foi tentando durante toda a primeira parte por várias formas, mas o melhor que conseguiu foi um falhanço tremendo de Marega a atirar às redes laterais, um valente remate de Herrera ao ferro e um golo de cabeça de Danilo, em fora de jogo. Caso para dizer muita parra e nenhuma uva.

No segundo tempo, o técnico portista deixou no banco o amarelado Pepe, introduzindo Wilson Manafá na lateral direita, derivando Éder Militão para o seu lugar natural de defesa central. A equipa melhorou muito na profundidade que o Manafá proporcionou, criando uma série de jogadas de muito perigo, incluindo a jogada que deu o primeiro golo, num seu cruzamento do lado direito, depois de ganhar a linha de fundo, ao encontro do remate de Soares, desviado pela mão de Gamboa. Grande penalidade validada pelo VAR, com concretização irrepreensível de Alex Telles a fazer entrar a bola no lado contrário da estirada do guarda-redes.

Aberto o activo, a equipa portista serenou, indo à procura de dilatar o marcador. Foi um autêntico massacre com jogadas bastante prometedoras mas geralmente mal finalizadas.

O marcador haveria de funcionar por mais duas vezes. Primeiro por Éder Militão, num desvio de cabeça, na sequência de um canto cobrado por Corona (72'). Mais tarde por Brahimi, que tinha entrado para substituir Otávio. O argelino aproveitou uma incursão na área, enquadrou-se com a baliza e atirou a contar (88'). 

O FC Porto esteve à beira da goleada. Soares acertou no poste e Danilo voltou a ver outro golo bem anulado por deslocação.

Missão cumprida, numa partida complicada mas bem resolvida. O reforço de Inverno, Wilson Manafá, voltou a demonstrar ser o dono natural do lugar de defesa lateral direito, bastante mais rápido e incisivo do que Militão, que rende muito mais a central. Espero que Sérgio Conceição se tenha finalmente convencido.



quarta-feira, 13 de março de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 277













ALEX SANDRO - Goleador Nº 277

Apontou 3 golos em 137 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo das 4 temporadas ao seu serviço (2011/12 a 2014/15 e o 1º jogo da época seguinte).

Alex Sandro Lobo Silva, nasceu no dia 26 de Janeiro de 1991 em Catanduva, cidade do estado de São Paulo, Brasil. 

Trata-se de um internacional brasileiro que enquanto atleta do FC Porto teve várias aparições na sua selecção, pelo que foi já objecto de apreciação individual neste blogue, na rubrica "INTERNACIONAIS PORTISTAS", editado em 11 de Fevereiro de 2013, onde constam as principais incidências da sua carreira, até então e que poderão ser recordadas clicando aqui.

Vou pois cingir-me à actualização dos dados mais significativos.

























A foto que se segue refere-se à estreia oficial do atleta, com a camisola do FC Porto, captada no dia 15 de Outubro de 2011, em Pêro Pinheiro:

























Alex Sandro, como a esmagadora maioria dos defesas laterais, não é um defesa goleador, bem pelo contrário. Jogador bastante ofensivo, privilegia os cruzamentos e assistências em detrimento da finalização.

Pelo FC Porto apenas marcou 3 golos, todos eles no Campeonato nacional (Liga Zon Sagres), em 3 épocas distintas.

O primeiro da série aconteceu no dia 16 de Março de 2012, no estádio da Madeira, na Choupana - Funchal, frente ao Nacional, com vitória portista, por 2-0, em jogo a contar para a 23ª jornada. Alex assinou o segundo golo aos 93', numa partida em que saiu do banco de suplentes aos 77 minutos.

O seu segundo golo foi obtido no dia 19 de Janeiro de 2013, no Estádio do Dragão, frente ao Paços de Ferreira, em jogo da 15ª jornada, com vitória azul e branca, por 2-0. Foi ele a abrir o activo aos 47 minutos.

Encerrou a sua participação para este ranking no dia 30 de Novembro de 2014, no Estádio do Dragão, frente ao Rio Ave, em jogo da 11ª jornada, com goleada portista, por 5-0. Alex Sandro foi o autor do 3º golo da equipa, aos 89 minutos.

As suas performances não escaparam às atentas observações dos olheiros dos «tubarões» europeus. A cumprir a 5ª temporada de Dragão ao peito, Alex Sandro estava em final de contrato e o processo de renovação encontrava-se parado, pelo que o FC Porto não teve outro remédio senão chegar a acordo com os italianos da Juventus, para a sua transferência que terá rendido a cifra de 25 milhões de euros mais o bónus de cerca de 5 milhões de euros, por objectivos.

Ainda alinhou na primeira jornada do campeonato, frente ao Vitória de Guimarães, seguindo de imediato para Itália, para cumprir pelo menos cinco temporadas.











Soma até hoje 147 participações e 9 golos marcados, em 3 épocas e meia.

Pela sua selecção acumula 13 jogos e um golo.

PALMARÉS AO SERVIÇO DO FC PORTO (3 TÍTULOS):

2 Campeonatos nacionais (2011/12 e 2012/13)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (2012/13)

Fontes: Arquivo do blogue e Zeroazero.pt 

domingo, 10 de março de 2019

VITÓRIA FELIZ EM JOGO CINZENTO

















FICHA DO JOGO





























Depois da derrota caseira frente às toupeiras, o FC Porto regressou às vitórias no Campeonato nacional (Liga NOS), num jogo muito complicado em que começou cedo a perder, num lance em que fica a ideia que a defensiva portista facilitou em demasia, provocando inclusivamente um auto golo.

Apesar do enorme desgaste físico e emocional que o jogo a meio da semana, para a liga dos Campeões provocou na equipa, Sérgio Conceição preferiu não fazer alterações e apresentou o mesmo onze titular.
























A entrada portista no jogo não podia ser pior, pois aos 4 minutos de jogo permitiu que o seu adversário se adiantasse no marcador. Golo muito consentido com a defesa do FC Porto a dar muita liberdade de movimentos, bem aproveitada pelos jogadores da equipa da casa que com toda a simplicidade desenharam o lance que acabou por ser concluído por Filipe, na sua infeliz antecipação a João Silva, desviando a bola para a baliza, traindo Casillas.

Recompôs-se dessa adversidade aos poucos mas nem sempre bem. A equipa mostrava ambição mas pouca intensidade. Marega teve um bom lance para igualar mas rematou fraco e denunciado.

Foi Danilo Pereira, na sequência de um canto cobrado por Alex Telles que restabeleceu a igualdade, cabeceando com convicção, estavam decorridos 18 minutos.

Com o resultado empatado, os campeões nacionais procuraram reverter o resultado e marcar os golos que permitissem encarar a partida com algum conforto.

Chegaram à vantagem aos 35 minutos numa jogada de insistência, com Pepe a conseguir desfeitear Caio Secco.

Antes do intervalo Soares teve uma boa oportunidade para dilatar o marcador, mas o guardião do Feirense foi muito competente defendendo de forma espectacular.

No segundo tempo foi evidente a intenção portista de controlar o jogo e o resultado, baixando o ritmo, procurando deixar passar o tempo e tentar explorar alguma jogada mais bem conseguida para garantir novo golo.

Foi um risco demasiado temerário face a um resultado tão curto e que poderia ter corrido mal. Sendo certo que o FC Porto construiu mais um ou dois lances em que poderia ter marcado e matado definitivamente o jogo, a verdade é que não o conseguiu e acabou por ter alguma fortuna em manter o resultado. Já perto do fim Briseño teve um remate muito perigoso que felizmente não acertou na baliza e Crivellaro, em mais uma incompreensível displicência de Alex Telles, foi desarmado in extremis por Pepe, impedindo-o de rematar, quase na cara de Casillas.

A vitória assenta bem mas foi talvez escusadamente sofrida.

Não costumo fazer destaques individuas, mas hoje tenho que abrir uma excepção para destacar a exibição de Pepe, para mim o jogador mais influente nesta difícil vitória. Foi um Dragão na defesa, evitando o golo do empate no final do jogo e foi dele o golo do triunfo.




sexta-feira, 8 de março de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 276













DJALMA - Goleador Nº 276

Concretizou 3 golos em 20 participações oficiais com a camisola principal do FC Porto, durante a sua curta passagem na temporada de 2010/11 e inicio da seguinte.

Djalma Braume Manuel Abel Campos, nasceu no dia 30 de Maio de 1987, em Luanda, Angola e possui dupla nacionalidade, embora tenha optado pela sua nacionalidade de nascença. 

Trata-se de mais um internacional, enquanto jogador do FC Porto, pelo que foi já objecto de apreciação individual, na rubrica "INTERNACIONAIS PORTISTAS", editado neste blogue em 14 de Janeiro de 2013 e onde constam as principais incidências da sua carreira, até então, que poderão ser recordadas clicando aqui.

Vou portanto apenas complementar com algumas informações que reputo de importantes e que se enquadram nesta rubrica, para além da indicação da progressão do seu trajecto ainda em actividade.

























Apesar de actuar como médio ala, Djalma nunca teve uma relação muito estreita com os golos. Capaz de criar boas situações para facturar e aparecer em zonas de finalização com frequência, o extremo angolano exasperava pela facilidade com que desperdiçava golos cantados.

Essa terá sido a razão para não conseguir cumprir o contrato de 5 temporadas que havia assinado.

Marcou 3 golos, enquanto atleta do FC Porto. Um para o Campeonato nacional (Liga Zon Sagres) e dois para a Taça de Portugal.

Os primeiros dois golos, aconteceram no dia 15 de Outubro de 2011, no Parque de Jogos Pardal Monteiro, em Pêro Pinheiro - Sintra, frente ao Pêro Pinheiro, em jogo da 3ª eliminatória da Taça de Portugal, com vitória portista, por 8-0. Djalma foi o autor dos 4º e 6º golos, aos 41' e 57'.

O seu último golo de Dragão ao peito aconteceu no dia 12 de Maio de 2012, no Estádio dos Arcos, Vila do Conde, frente ao Rio Ave, em jogo da 30ª jornada do Campeonato, com vitória portista, por 5-2. Djalma apontou o segundo golo da equipa, aos 17 minutos.

A imagem que se segue é desse encontro, em que Djalma foi titular:


























Esteve presente em 35 convocatórias, 15 das quais sem qualquer utilização. Foi 10 vezes titular, das quais apenas 4 a tempo inteiro e 10 vezes suplente utilizado.










Saiu ainda em Agosto de 2012 para a Turquia, por empréstimo com a convicção de retornar para se fixar no plantel, o que nunca veio a acontecer.

Começou por defender o emblema do Kasimpasa (2012/13) e as duas temporadas seguintes representou o Konyaspor (2013/14 e 2014/15). Passou ainda pelo Gençlerbirligi (2015/16), antes de se deslocar para a Grécia onde actuou no Paok (2016/17 e 2017/18).

Encontra-se actualmente na Turquia ao serviço do Alanyaspor, onde já leva 23 jogos realizados e 4 golos apontados.

Pela selecção de Angola soma agora 43 internacionalizações e 7 golos apontados.

Fontes: Arquivo do Blogue e Zeroazero.pt

quinta-feira, 7 de março de 2019

EM NOITE EMPOLGANTE DRAGÃO COLOCA-SE ENTRE OS OITO MELHORES DA CHAMPIONS

















FICHA DO JOGO































Num jogo épico, carregado de emoção e muita expectativa, o FC Porto conseguiu reverter o resultado negativo trazido de Roma e qualificar-se para os quartos-de-final da Champions League, fixando-se na elite do futebol europeu.

Embate muito competitivo, valorizado por um adversário que nunca se deu por vencido, obrigando o jogo a ser resolvido durante o prolongamento, que valeu a 6ª passagem dos azuis e brancos a esta fase da prova.

Alguma surpresa no onze inicial escalonado por Sérgio Conceição, principalmente por deixar Óliver Torres e Brahimi no banco de suplentes. Mas foram 4 as alterações, relativamente ao jogo anterior, frente às toupeiras. Wilson Manafá e Adrián López também foram preteridos e só o espanhol viu o jogo do banco.

A equipa portista ciente das dificuldades que a esperavam, entrou prudente mas autoritária no sentido de não se deixar surpreender e simultâneamente tentar explorar o esquema mais defensivo dos italianos, a jogar com três centrais muito compactos e homogéneos, no seu terço mais recuado.

Forte pressão azul e branca, rápida reacção à perda da bola e alguma capacidade para desequilibrar lá na frente, com Corona a destacar-se nesse pormenor, o FC Porto foi colocando a defensiva contrária em constante alerta. Corona aos 3' e aos 21', Alex Telles aos 10' e Danilo 3' depois, foram ameaçando a baliza de Robin Olsen, sempre muito demorado na reposição da bola, com a conivência do juiz da partida, ambos muito serenos e impermeáveis ao forte coro de assobios vindos das repletas bancadas do Dragão.

O golo muito desejado haveria de chegar, fruto da diferença de estratégias seguidas pelas duas turmas em confronto. Jesús Corona lançou Marega sob o lado esquerdo, o maliano invadiu a área e no momento certo assistiu para a entrada vitoriosa de Soares, a desviar a bola para as malhas da baliza da Roma, provocando um momento de verdadeira loucura entre os adeptos portistas. Estava assim, aos 26 minutos concretizada a reviravolta na eliminatória.























Em desvantagem no jogo e na eliminatória, a equipa da Roma teve de alterar a sua estratégia, abandonar o esquema super defensivo e aventurar-se mais no ataque. O FC Porto por sua vez teve de recuar um pouco e ir desfazendo as tentativas mais ou menos inofensivas do seu adversário.

Os campeões nacionais pareciam ter o encontro controlado, mas num momento de imensa imprudência de Éder Militão (rasteira escusada dentro da área),  a Roma igualou o resultado e passou de novo para a frente da eliminatória, desta vez ainda com maior conforto, pois obrigava o FC Porto a ter de marcar não um, mas mais dois golos para reverter a tendência. Balde de água fria nas bancadas mas não na ambição da equipa azul e branca. Prémio injusto para a equipa italiana que nada tinha feito para merecer o empate ao intervalo.

O «banho» do balneário revelou um FC Porto ainda mais forte, mais ambicioso e mais confiante. Tomou de novo as rédeas do jogo, perante um adversário confortável na eliminatória e mais uma vez escravo da sua estratégia super defensiva que haveria de se revelar desastroso.

Os Dragões voltaram a ameaçar as redes de Robin Olsen e o prémio para essa vontade de marcar, chegaria ao minuto 52, por Marega na sequência de um cruzamento de Corona.
























Empatada a eliminatória (resultados iguais 2-1), o jogo conheceu outros cambiantes. A Roma voltou a ter de fazer pela vida e a partida passou a ser mais dividida mas com o FC Porto a mostrar-se mais perigoso.

Sérgio Conceição refrescou a equipa com as três alterações da ordem. Jesús Corona (69'), Soares (78') e Otávio (94'), deram os seus lugares a Brahimi, Fernando Andrade e Hernâni, respectivamente, mas o resultado não se alterou.

O jogo foi para prolongamento com alguns jogadores a acusarem o esforço de uma partida muito intensa e desgastante física e emocionalmente. Militão teve de ser substituído, completamente arrasado, entrando para o seu lugar Maxi Pereira (103').

As oportunidades apareceram dos dois lados mas foi o FC Porto a desempatar a partida num lance de grande penalidade clara que só o VAR descortinou, solicitando ao árbitro da partida Cuneyt Çakir para visionar o lance no monitor colocado em local apropriado para esse efeito.

Após alguns segundos de visionamento o árbitro apontou a marca da grande penalidade e Alex Telles, eleito para a sua concretização não falhou. Estava quase garantida a vitória na eliminatória.






















Quase no final do tempo suplementar ainda houve mais um momento de grande expectativa, quando um lance ocorrido na área do FC Porto teve de ser analisado pelo VAR.

Segundos vividos com enorme emoção seguida de uma explosão de alegria quando o árbitro mandou seguir o jogo não encontrando qualquer infracção.

Vitória épica e empolgante num jogo muito bom mas impróprio para cardíacos.


domingo, 3 de março de 2019

TOUPEIRAS CONSISTENTES "ROUBAM" LIDERANÇA
















FICHA DO JOGO





























O FC Porto sofreu um grande rombo nas suas aspirações de bisar o título nacional ao consentir uma inesperada derrota frente ao seu principal rival, sendo destronado inapelavelmente da liderança, ficando agora a dois pontos de distância e em inferioridade no goal avarage  directo, a 10 jornadas do fim.

Sérgio Conceição optou por proceder a três alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior frente ao Braga, com a inclusão de Casillas, Brahimi e Marega, relegando Otávio e Fernando Andrade para o banco de suplentes e Fabiano para a bancada.

























No início do jogo tudo levava a crer que os campeões nacionais facilmente tomariam as rédeas do jogo. Ainda não estava decorrido o primeiro minuto e Alex Telles já tinha obrigado Vlachodimos a uma defesa de grande dificuldade e aos 4 minutos Adrián chegou ligeiramente atrasado para emendar um cruzamento perigoso de Marega.

Na sequência dessa entrada forte e decidida, o FC Porto chegou cedo ao golo (18') na recarga de um livre apontado pelo próprio.

Os azuis e brancos tinham tudo para seguir vencedores, mas inexplicavelmente começaram a cometer erros comprometedores, permitindo às toupeiras ganhar algum alento. Pizzi aos 22' apareceu solto de marcação em situação privilegiada para fazer o golo, negado superiormente por Casillas e três minutos depois João Félix, beneficiando de uma série de erros defensivos marcou mesmo. Casillas, Adrián, Manafá e Pepe ficaram  muito mal na fotografia.

A equipa portista sentiu o golo e aos 44 minutos Seferovic podia voltar a marcar, não fora a grande intervenção de Casillas.

No recomeço os jogadores azuis e brancos voltaram abúlicos e disso se aproveitou o rival para se adiantar no marcador, numa jogada elaborada, com a defesa portista a cheirar a bola e a permitir o remate vitorioso de Rafa (52').

Balde de água fria no Dragão e alguma decepção na equipa que no entanto tentou reagir. Brahimi aos 53' rematou cruzado à entrada da área, mas a bola saiu a rasar o alvo. 

A verdade é que os jogadores do FC Porto nunca tiveram a lucidez nem o discernimento suficientes para concretizar alguns dos lances mais prometedores. Pouco critério e muita precipitação contribuíram para que o resultado não se alterasse, mesmo depois da expulsão de Gabriel.

Derrota que deixa a equipa portista a não depender de si próprio e por isso em grandes dificuldades para revalidar o título.