quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 264













RAUDNEI - Goleador Nº 264

Apontou 3 golos em 8 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante a temporada de 1987/88 e 1 jogo da temporada seguinte (1988/89)

Raudnei Anversa Freire, nasceu no dia 18 de Julho de 1965, em Echaporá, município brasileiro do estado de São Paulo.

Iniciou a sua carreira nas escolas de formação do Clube da sua terra natal, o Atlético Juventus, despertando desde logo a cobiça dos melhores clubes da cidade.

O sonho de jogar na Europa foi maior e por isso assinou, no Verão de 1987, pelo FC Porto treinado por Tomislav Ivic.

























Rotulado de avançado com boa relação com o golo, Raudnei não resistiu à forte concorrência do plantel portista sendo utilizado apenas episodicamente.

A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 21 de Novembro de 1987, no estádio do Moura Atlético Clube, em Moura do Distrito de Beja, em jogo da 3ª eliminatória da Taça de Portugal. O FC Porto derrotou por 2-0 esta equipa alentejana que na altura disputava o 3º escalão do futebol nacional. Raudnei foi o autor do 2º golo aos 45 minutos.

Foi o único jogo em que foi titular e logo a tempo inteiro. Esteve presente em mais doze convocatórias, sendo utilizado 1 vez como titular substituído, 6 vezes como suplente utilizado e 5 vezes com suplente não utilizado.

Voltaria a marcar por mais duas vezes, em jogos do Campeonato nacional. Na jornada 32, disputada no dia 1 de Maio de 1988, no estádio Engº Vidal Oinheiro, no Porto, frente ao Salgueiros, na goleada portista por 5-1, apontando o último golo portista, aos 85 minutos, 10 depois da sua entrada em campo para substituir Domingos.

O seu último golo de Dragão ao peito foi concretizado na jornada 37, no dia 2 de Junho de 1988, no estádio Municipal de Coimbra, frente à Académica, dando a vitória ao FC Porto no minuto 79. Raudnei saíra do banco 8 minutos antes, substituindo mais uma vez Domingos.

A foto que se segue é uma raridade e nem sei a que jogo e para que prova contou, mas foi a única a que tive acesso:






















Na temporada seguinte, sob a orientação técnica de Quinito, Raudnei ainda foi titular no jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, disputado no dia 24 de Agosto de 1988, no Estádio das Antas, frente ao Boavista, com empate sem golos. O avançado brasileiro foi titular, tendo sido substituído aos 52 minutos por Rui Águas. Porém, estava quase certa a sua saída do plantel.

Saiu mesmo para Espanha para representar o Deportivo da Corunha, onde alinhou durante duas temporadas (1988/89 e 1989/90).

Jogou ainda no Belenenses (1991/91) e no Gil Vicente (1991/92), regressando em 1992 ao Brasil para fazer um autêntico périplo por vários emblemas brasileiros: Guarani, Santo André, Bahia, Araçatuba, Juventus-SP, América-RN, Ituano, São Caetano, Paraná, Portuguesa Santista, Juventude e União São João, terminando a sua carreira com 34 anos.

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):

1 Campeonato nacional (1987/88)
1 Taça de Portugal (1987/88)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

MAIS UMA VITÓRIA EM JOGO MUITO EXIGENTE

















FICHA DO JOGO






























Que pedir mais deste plantel do FC Porto, superiormente orientado por Sérgio Conceição? Já com o 1º lugar do grupo garantido, esta equipa manteve a ambição indo ganhar com toda a justiça a um estádio muito complicado, frente a uma equipa que lutou sempre por melhor resultado, para mim o adversário mais difícil no conjunto dos dois jogos, alcançar a 12ª vitória consecutiva e amealhar mais uma cifra financeira importante, ficando apenas à distância de 1,8 milhões de euros da verba total e ainda igualar o recorde de pontos (16) na Champions.

Sérgio Conceição, ciente da qualidade do seu plantel, não hesitou em proceder a uma mini revolução no onze titular, alterando cinco unidades mais uma, ao xadrez habitual. Corona, Militão, Óliver Torres, Otávio e Brahimi, mais Soares (não inscrito). Para os seus lugares entraram nesta equação Maxi Pereira, Diogo Leite, Sérgio Oliveira, Hernâni e Adrián López.

























Apesar das mexidas, a equipa do FC Porto teve um comportamento normal, não se mostrando nada afectado, nem por isso nem pelo ambiente frenético das bancadas afectas à equipa da casa. Desenvolveu o seu futebol trabalhado, pensado e laborado com classe, partindo para uma exibição segura, personalizada e eficaz.

Teve sempre a noção real dos vários momentos do jogo, respondendo com autoridade ao que o mesmo pedia. Atacar de forma eficaz e demolidora e quando necessário defender com unhas e dentes.

Foi desta forma que o FC Porto saiu de Istambul com mais uma vitória saborosa e que enche o Universo portista de enorme orgulho.

Os golos foram uns dos vários pormenores importante, porque sem eles não se constroem vitórias. Por isso parece-me fundamental destacar os seus marcadores.

O primeiro nasceu da marcação de um livre cobrado por Alex Telles para a área a convidar Felipe à desmarcação e ao cabeceamento infalível, para bater Muslera:























O segundo, de grande penalidade a castigar uma rasteira sobre Hernâni, convertida de forma exemplar por Marega:























Finalmente o terceiro, numa jogada trabalhada na direita, com Marega a solicitar a entrada de Hernâni, dando sequência ao lance com um passe atrasado para Sérgio Oliveira atirar com peso, conta e medida para o fundo das malhas. Jogada corrida, muito bem trabalhada e melhor finalizada.

























sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

ENTRADA SONOLENTA SEGUIDA DE DESPERTAR FURIOSO
















FICHA DO JOGO





























O FC Porto alcançou hoje a 11ª vitória consecutiva, ao derrotar o Portimonense por margem confortável, que dissimula de alguma forma as dificuldades iniciais.

O técnico portista Sérgio Conceição promoveu uma alteração no onze titular, relativamente ao jogo anterior no Bessa. Soares foi o eleito em detrimento de Herrera que ficou no banco.

























Entrada sonolenta da equipa do FC Porto, com futebol lento e pastoso e uma atitude passiva que acabou por ter consequências no resultado, logo aos 9 minutos, dado o empenho e competência dos jogadores do Portimonense.

A perder, a turma portista procurou rectificar, mas nos instantes seguintes continuou a sentir dificuldades de construção face ao bloco baixo dos algarvios, com uma linha defensiva muito povoada (3 centrais) e  os outros dois sectores muito recuados.

Numa jogada de bola parada (canto do lado direito do ataque portista), Marega saltou mais alto e fez o empate.

Os campeões nacionais soltaram-se mais e criaram mais três boas ocasiões para reverterem o resultado, mas o guarda-redes Ricardo foi gigante ao desfazer duas dessas tentativas (Soares aos 29' e Otávio aos 40').

No segundo tempo assistimos a um jogo muito diferente. Atitude portista bem mais activa e contundente, dizimaram a muralha algarvia. O FC Porto marcou mais 3 golos mas poderia ter marcado mais alguns.

Vitória justa da melhor equipa e boa réplica do Portimonense.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 263













PAQUITO - Goleador Nº 263

Fez balançar as redes da baliza adversária por 3 ocasiões, em jogos oficiais, com a camisola do FC Porto, durante a época de 1985/86, única em que esteve ao seu serviço.

Francisco José Costa Saura, conhecido no Mundo do futebol pela alcunha de Paquito, nasceu no dia 11 de Setembro de 1960, em Vila do Conde. Começou a sua carreira de futebolista nas escolas de formação da equipa da sua terra natal, o Rio-Ave, percorrendo todos os escalões, tornando-se até internacional nas camadas jovens.

Paquito ocupava preferencialmente a posição de extremo direito, destacando-se pela sua velocidade de movimentação e execução a que aliava a elevada capacidade de desmarcação. Era também muito forte na qualidade de passe e habilidade técnica, pelo que várias vezes foi utilizado como médio ofensivo, organizador do jogo, destacando-se como um bom criador de espaços e óptimo assistente aos companheiros mais adiantados.

Não surpreendeu portanto que tivesse aparecido na equipa principal do Rio-Ave na temporada de 1979/80.

O vinculo com a equipa durou mais duas temporadas (1980/81 e 1981/82), no fim das quais assinou pelo Vitória de Guimarães, clube que representou em muito bom nível durante as três épocas seguintes (1982/83 a 1984/85).

As suas performances chamaram à atenção dos responsáveis portistas que o contrataram para a temporada de 1985/86, sob o comando técnico de Artur Jorge.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 15 de Setembro de 1985, no estádio das Aves, frente ao Desportivo das Aves. em jogo da 4ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 2-1. Paquito teve uma estreia pouco feliz porque apenas esteve em campo 28 minutos, tendo sido substituído por Vermelhinho.

De resto, a sua utilização durante a temporada foi demasiado escassa. Esteve entre os eleitos de Artur Jorge apenas 14 vezes, das 40 possíveis. Dessas, por 3 vezes não saiu do banco, por 6 foi suplente utilizado, por 3 vezes titular substituído e apenas 2 vezes titular o tempo inteiro.

Estas são razões suficientes para justificarem a quase ausência de fotos de equipa com a presença de Paquito. A única a que tive acesso foi colhida na pré-temporada, em jogo de preparação:

Como já referido, Paquito era muito mais jogador de assistir do que de marcar. Em toda a sua carreira nunca foi um jogador de golo. Ainda assim conseguiu registar o seu nome neste ranking, graças a um jogo de inspiração onde fez os 3 golos que o colocam nesta lista. Aconteceu no dia 14 de Dezembro de 1985, no Estádio das Antas, frente ao Estrela de Portalegre (equipa do II escalão), em jogo a contar para os 1/32 de final da Taça de Portugal, com o resultado histórico de 10-1. O extremo/médio portista apontou o 2º golo do FC Porto, aos 13', o 4º aos 28' e o 9º aos 88'.

A sua escassa utilização foi objecto de análise e na época seguinte já não fez parte do plantel.



Marítimo (1986/87), Varzim (1987/88), Beira-Mar (1988/89 e 1989/90) e Torreense (1990/91), foram os passos restantes do atleta até pendurar as chuteiras.

Palmarés ao serviço do FC Porto (1 título):

1 Campeonato Nacional (1985/86)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroaZero.pt

domingo, 2 de dezembro de 2018

HERNÂNI "OBRIGOU" A BOLA A ENTRAR

















FICHA DO JOGO






























Foi com um golo de Hernâni, no último minuto do tempo de compensação, que o FC Porto conquistou a 10ª vitória consecutiva, num jogo supostamente de futebol que apenas teve uma equipa com interesse em praticar a modalidade. As outras duas equipas (adversário e arbitragem) foram uma farsa e um atentado ao futebol.

Sérgio Conceição fez apenas uma alteração no onze titular, relativamente ao jogo anterior frente aos alemães do Schalke 04. Otávio apareceu, fazendo recuar Jesús Corona para defesa lateral direito. Alguma surpresa ao deixar Soares no banco.

























Os jogos frente ao Boavista são tradicionalmente complicados pela rivalidade própria de um derbi. Ninguém esperaria facilidades, muito menos Sérgio Conceição que teve a possibilidade de viver por dentro, como jogador, alguns desses confrontos.

O Boavista não defraudou as expectativas, encarando o desafio como se de uma luta se tratasse, aliás o seu treinador no final enfatizou isso mesmo, apelidando o jogo da sua equipa de uma boa luta. Só que para ele, boa luta, significou pôr em prática todos os argumentos que normalmente utilizam as equipas que não dominam a técnica nem a ciência do futebol, recorrendo ao invés, à «sarrafada», à manha e ao anti-jogo, encontrando na figura do tipo do apito (um árbitro sem qualquer qualidade nem para apitar o futebol amador), um precioso aliado na execução dessa estratégia.

Desde o começo da partida que se percebeu a disposição trauliteira da equipa axadrezada, bem como a permissividade da equipa de arbitragem, que apesar de ter motivos para intervir disciplinarmente, só aos 25 minutos se decidiu mostrar o primeiro cartão amarelo.

Este clima obviamente influenciou negativamente a performance dos jogadores do FC Porto, enervando-os, tirando-lhes discernimento e principalmente capacidade para acertar nas redes de Helton. 

Otávio, aos 31 minutos dispôs de uma boa oportunidade mas falhou na direcção do remate, fazendo a bola tocar nas malhas laterais da baliza e dois minutos depois foi Brahimi a não acertar na baliza, fazendo a bola passar muito rente ao poste. Aos 37 minutos, de novo Otávio entrou pela direita e em vez de rematar cruzou para a boca da baliza, mas a defensiva boavisteira foi mais lesta que os avançados portistas. Aos 42 minutos os campeões nacionais voltaram a ter o golo à sua mercê. Danilo cruzou, Herrera atrapalhou-se com a bola, conseguiu ainda tocar para Brahimi e o argelino em noite desinspirada atirou contra o guarda-redes.

O intervalo chegou assim com o marcador em branco, ao fim de 49 minutos, onde se jogou menos de metade desse tempo, marcado por uma atitude hostil dos jogadores boavisteiros, sempre à procura da confusão, que acabaria por determinar a expulsão de Luís Gonçalves, director desportivo do FC Porto, por mostrar a sua indignação com o que se estava a passar.

No segundo tempo a equipa do FC Porto apareceu mais compenetrada, mais lúcida e menos nervosa. Começou logo a criar jogadas de perigo junto da baliza contrária, mas a ineficácia no remate mantinha-se inalterável. Marega (47'), Felipe (59') e Soares (90'), dispuseram de oportunidades flagrantes de abrir o activo.

Quem acredita até ao fim acaba por ser premiado. Sérgio Conceição apostou na vitória e as substituições operadas acabaram por resultar. O golo de Hernâni no último momento do jogo foi trabalhado pelos três jogadores que saíram do banco. Marega cruzou da direita, a bola foi interceptada por Soares que tocou mais à esquerda para o remate de Adrián López. A bola esbarrou no corpo de Cardoso, ressaltando para Hernâni. O ala portista contrariou a teimosia do esférico «obrigando-o» a ir beijar as malhas e provocando o delírio nos mais de 5000 apoiantes portistas.























Nos festejos do golo Sérgio Conceição foi expulso (!!!) e o jogo terminou logo a seguir com vitória mais que justa do FC Porto que só peca por escassa, mas premeia a única equipa que se preocupou em jogar futebol limpo e leal.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 262













NIROMAR - Goleador Nº 262

Concretizou 3 golos em 21 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante a época de 1980/81, única ao seu serviço.

Niromar Martins Campos, nasceu no dia 11 de Novembro de 1953, no Rio de Janeiro, Brasil.

Chegou a Portugal para representar o Beira-Mar, na temporada de 1978/79, tendo jogado no mesmo clube a época seguinte (1979/80), completando 55 jogos com 12 golos pela equipa aveirense.

As suas performances agradaram aos responsáveis azuis e brancos, que a atravessar uma fase de grande confusão, com o afastamento do treinador José Maria Pedroto e do responsável pelo futebol, Pinto da Costa, em resultado da contestação de ambos em relação à gestão do presidente Américo de Sá, originou uma cisão entre os jogadores, com a maioria do lado do técnico e com o afastamento da equipa de nomes sonantes como António Oliveira e Fernando Gomes, entre outros.

























Niromar surgiu assim como o avançado possível para colmatar algumas das saídas de peso.

Foi sob o comando técnico do austríaco Hermann Stessl, que o avançado brasileiro fez a sua estreia oficial, de azul e branco vestido, no dia 31 de Agosto de 1980, no Estádio das Antas, frente ao Belenenses, em jogo da 2ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 3-1.

É desse jogo a foto que se segue:
























Avançado rápido, bom toque de bola e muito codicioso a aparecer em zonas de finalização, Niromar apenas foi utilizado em cerca de 50% dos jogos da equipa, nas 3 competições em que o FC Porto esteve envolvido. Só foi titular a tempo inteiro em 2 jogos, titular substituído em 3 e suplente utilizado em 16. Não saiu do banco dos suplentes em 6 jogos e nem sequer convocado em 14 partidas.

Os três golos da sua autoria aconteceram todos no Campeonato nacional. A estreia a marcar com a camisola do FC Porto foi dia 19 de Outubro de 1980, no Estádio Municipal 1º de Maio, em Braga, frente ao Sporting local, em jogo da 7ª jornada, com vitória azul e branca por 3-0. Niromar encerrou a contagem aos 71 minutos.

Três jornadas depois (10ª), no dia 9 de Novembro de 1980, repetiria a proeza ao apontar o 5º golo do FC Porto, aos 46 minutos, frente ao Amora, na vitória portista por 6-3.

O último golo de Niromar, de Dragão ao peito, aconteceu no dia 12 de Abril de 1981, no Estádio das Antas, frente à Académica de Coimbra, em jogo da jornada 26, com resultado final de 7-0. O avançado brasileiro saiu do banco aos 79 minutos e 10 minutos depois fecharia a contagem da goleada.









Na temporada seguinte (1981/82), Pinto da Costa vence as eleições a Presidente do FC Porto e o Clube ganha novas forças.

Ainda com o austríaco Hermann Stessl no comando técnico, Niromar perde espaço e a sua saída é uma certeza. Esteve emprestado à Sanjoanense (1981/82) e acabou por quebrar o vinculo na temporada de 1983/84, assinando pelo Portimonense.

Passou depois pelo Estrela da Amadora (1984/85) para acabar no Sporting da Covilhã (1985/86 e 1986/87).

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

SEGUNDA PARTE DE LUXO GARANTE LIDERANÇA E MAIS MILHÕES

















FICHA DO JOGO































Ao bater hoje os alemães do Schalke 04, o FC Porto garantiu, a uma jornada do fim, o 1º lugar no grupo D, a passagem aos oitavos-de-final da prova (essa ainda antes de começar o jogo em face da derrota do Galatasaray na Rússia) e ainda mais 11,7 milhões de euros (9 pela passagem e mais 2,7 pela vitória).

Sérgio Conceição fez regressar ao onze titular Iker Casillas, Maxi Pereira, Danilo Pereira, Marega e Brahimi.

























Dificuldades de organizar jogo e sair para a ofensiva, foram a tónica dos dez primeiros minutos, face à pressão muito eficaz da equipa alemã, tirando algum discernimento aos jogadores portistas.

Ultrapassado esse período os azuis e brancos tomaram definitivamente conta do jogo, construindo lances muito perigosos, pondo à prova os reflexos do guarda-redes Fahrmann, que salvou o golo em duas ocasiões, a remates espectaculares de Danilo e Marega.

Sentia-se que o FC Porto era a melhor equipa sob o relvado e que o golo haveria de aparecer mais tarde ou mais cedo. Mesmo jogando bem, o FC Porto foi para os balneários sem conseguir marcar.

Depois veio uma segunda parte de luxo, de encher o olho. Bom futebol, jogadas de belo recorte técnico e golos muito bem elaborados, a deixar a plateia do Dragão em êxtase.

Éder Militão abriu o activo aos 52 minutos, na sequência de um canto da esquerda, curiosamente cobrado por Corona para a entrada da área onde apareceu Óliver Torres que em vez de rematar de primeira, dominou a bola, cruzando de seguida para o central brasileiro cabecear fora do alcance do guarda-redes alemão.























A equipa portista empolgou-se ainda mais e o segundo golo não tardou. Apenas três minutos depois, Corona combinou com Brahimi, aparecendo na pequena área a rematar com êxito.

Lançado decisivamente para a vitória, o FC Porto dominou, controlou e criou outras oportunidades (bicicleta de Felipe com a bola a bater na barra e livre estudado de Óliver para Corona a obrigar Fahrmann a nova defesa espectacular), perante uma equipa alemã combativa mas sem argumentos.

Já na parte final do encontro, quase do nada os alemães chegaram ao golo de grande penalidade a castigar uma bola no braço de Óliver Torres, que não tendo parecido intencional, foi bem assinalado já que o braço do jogador portista estava bem afastado do corpo.

A equipa portista podia ter entrada em stress, mas pelo contrário, continuou à procura de novo golo que viria a conseguir já em tempo de descontos. Aproveitando um ligeiro adiantamento da defesa contrária, Marega galgou terreno e apontou o terceiro golo portista.























Vitória insofismável da melhor equipa do Grupo D, que até ao momento só desperdiçou 2 pontos (em Gelsenkirchen), somando agora 13 pontos contra 8 do seu adversário de hoje.