sábado, 23 de fevereiro de 2019

SEM ESPINHAS

















FICHA DO JOGO





























Foi com toda a autoridade e classe que o FC Porto ultrapassou mais um obstáculo difícil, na sua deslocação a Tondela, onde conquistou uma vitória inequívoca, assente na competência, rigor e ambição.

Havia grandes expectativas quanto ao onze titular para este jogo, tendo em conta o pelotão alargado de indisponíveis, os já conhecidos lesionados Aboubakar, Marega e Danilo Pereira, a somar à incerteza da recuperação de Brahimi, testado em cima da hora do jogo, engrossado pelo castigo de Soares (acumulação de cartões amarelos) e pelo mais recente afastamento de Éder Militão (a braços com problemas de incumprimento dos regulamentos internos).

A solução encontrada pelo técnico Sérgio Conceição foi a recuperação de Pepe para o centro da defesa, Óliver Torres para o meio campo e Fernando Andrade para o eixo do ataque.

























A equipa portista encarou o jogo com a responsabilidade que se impunha a um candidato ao título e tratou de tomar conta do jogo com determinação, autoridade e competência, desenvolvendo um futebol intenso, variado e incisivo, procurando as redes contrárias e maniatando quaisquer tentativas de contra golpe.

Foram cerca de 25 minutos de bom futebol que renderam apenas um golo, por Pepe aos 11 minutos, na sequência de um livre. O defesa brasileiro ganhou um ressalto, rematando à meia volta, sem hipóteses de defesa. Fraco pecúlio porém, tendo em conta as oportunidades desperdiçadas nesse período (Pepe 1' e Adrián López 25').

Na parte final do primeiro tempo o Tondela tentou equilibrar a partida a meio campo só conseguindo importunar Casillas aos 34' num remate perigoso de Tomané, bem resolvido pelo guardião portista.

No segundo tempo o FC Porto manteve a sua toada dominadora e aos 52' Óliver Torres assinou um golo do outro Mundo, num remate de primeira de fora da área a fazer levantar o Estádio. 

O Tondela sentiu muito este golo e no resto do tempo só deu FC Porto. Os campeões nacionais refinaram processos e o futebol conheceu lances  e jogadas prodigiosas, uma das quais terminou com mais um golo soberbo, quer pela construção da jogada que começou em Casillas e terminou com Herrera a rematar em habilidade.

Vitória importante para manter a liderança com uma exibição muito positiva onde não faltaram golos de grande qualidade.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 274













ÁLVARO PEREIRA - Goleador Nº 274

Concretizou 3 golos em 119 participações oficiais, com a camisola do FC Porto, ao longo das 3 temporadas ao seu serviço (2009/10 a 2011/12).

Álvaro Daniel Pereira Barragan, nasceu no dia 28 de Novembro de 1985, em Montevideu, Uruguai.

Tendo em conta tratar-se de um atleta internacional enquanto jogador do FC Porto, e por essa razão ter sido já objecto de destaque individual na rubrica "INTERNACIONAIS PORTISTAS", editado no dia 10 de Dezembro de 2012, onde constam as principais incidências da sua carreira até então, que poderão ser recordadas clicando aqui, vou apenas complementar informação, para não me repetir.

























Defesa lateral esquerdo, com capacidade para alinhar em zonas mais adiantadas do terreno pelo seu corredor (médio ou mesmo extremo), Álvaro Pereira foi sempre muito mais  vocacionado para colocar a bola nas melhores condições, para os seus colegas concretizarem do que procurar ele chegar ao golo.

A verdade é que ao longo das três temporadas de Dragão ao peito, apenas conseguiu marcar três golos, dois dos quais no Campeonato Nacional (Liga Sagres) e o outro na Taça de Portugal, curiosamente um golo em cada época.

O primeiro da série foi obtido no dia 21 de Fevereiro de 2010, no Estádio do Dragão, frente ao SC Braga, em jogo da 20ª jornada, com goleada portista, por 5-1. O «palito», alcunha por que era conhecido, foi o autor do 2º golo, aos 35 minutos.

Foi uma temporada bastante produtiva para o uruguaio já que foi titular indiscutível, fazendo parte de 47 convocatórias das 51 possíveis, sendo titular a tempo inteiro em 43 jogos, titular substituído em apenas 2 jogos, suplente utilizado em 1 jogo e só uma vez suplente não utilizado.

Começou a época a vencer a Supertaça Cândido Oliveira (2-0, frente ao Paços de Ferreira) e terminou-a a vencer a Taça de Portugal (2-1, frente ao Chaves).

Na época seguinte (2010/11), Álvaro Pereira voltou a ser feliz, ainda que só tenha voltado a fazer um golo. Foi no dia 11 de Dezembro de 2010, no Estádio do Dragão, frente ao Juventude de Évora, em jogo dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, com goleada portista, por 4-0. Álvaro foi o autor do 3º golo, aos 69 minutos.

Foi uma época inesquecível para o «palito» como para todos os portistas. Temporada de sonho! Das 58 convocatórias possíveis, esteve em 39, alinhando como titular a tempo inteiro 37 jogos. Foi expulso frente ao Sevilha (aos 72', no Dragão), tendo sido suplente utilizado, curiosamente frente ao mesmo adversário, no jogo da 1ª mão da LE, no Sanchez Pizjúan.

Temporada coroada com as conquistas da Supertaça C.O. (2-0, ao Benfica), do Campeonato nacional (21 pontos de diferença para o 2º classificado, o Benfica), da Taça de Portugal (6-2, ao V. Guimarães) e da Liga Europa (1-0, ao Braga).

A foto que se segue, refere-se ao jogo da final da Liga Europa, disputada no Dublin Arena, na Rep. da Irlanda:


























Na última época de Dragão ao peito, voltaria a marcar o seu golito da ordem, para encerrar a sua produção. Foi no dia 12 de Fevereiro de 2012, de novo no Estádio do Dragão, frente ao União de Leiria, em jogo da 18ª jornada, em mais uma goleada por 4-0. Álvaro Pereira foi o autor do 3º golo, aos 85 minutos.

Esteve presente em 36 convocatórias de 46 possíveis, das quais 31 como titular a tempo inteiro, 2 como titular substituído, 1 como suplente utilizado e 2 como suplente não utilizado.










O final da temporada foi penoso para Álvaro Pereira, porque sem outra alternativa para sair, criou mau ambiente, provocando motivos para ser considerado «persona non grata» e ser dispensável, como era de sua vontade, acabando por sair pela «porta pequena».

O Inter de Itália ofereceu 10 milhões e o FC Porto aproveitou. Depois de uma época em nível aceitável (2012/13), acabou emprestado aos brasileiros do São Paulo (2014). Seguiram-se os Estudiantes, da Argentina (2015), os espanhóis do Getafe (2016), os paraguaios do Cerro Porteño (2016 a 2018), encontrando-se actualmente no Uruguai a defender o emblema do Nacional.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

sábado, 16 de fevereiro de 2019

REGRESSO À NORMALIDADE 4 JOGOS DEPOIS!
















FICHA DO JOGO





























Foi com toda a naturalidade que o FC Porto regressou às vitórias após 3 jogos em que tal não foi possível.

Sem poder contar com Aboubakar, Marius, Marega e Brahimi, todos entregues aos cuidados do Departamento Médico, Sérgio Conceição voltou a apostar na dupla de centrais que melhor desempenho tinha evidenciado (Felipe e Éder Militão), dando a oportunidade de estreia a titular ao jovem Wilson Manafá, recentemente contratado. Jesús Corona e Adrián López foram as outras novidades no onze inicial.

























Não foi um jogo fácil para os Dragões face à postura super defensiva da equipa do Vitória, a precisar de pontos como de pão para a boca.

Domínio absoluto num jogo de sentido único mas com grandes dificuldades para chegar ao golo, mais do que criar oportunidades, que diga-se, neste jogo não foram assim tantas.

Ainda assim, os azuis e brancos até foram eficazes no primeiro golo, conseguido aos 15 minutos por Herrera, na primeira oportunidade criada para marcar. Porém, no restante tempo de jogo essa eficácia foi-se eclipsando, com  algumas perdidas que foram dando algum alento ao adversário, permitindo manter a sua muralha muito bem montada, adiando por muito tempo o golo da confirmação.

Esse golo surgiu aos 65 minutos e a partir daí os campeões nacionais, fustigados por um calendário bastante exigente, foram controlando e gerindo, não deixando de procurar  aproveitar uma outra possibilidade de alargar o marcador.

Exibição autoritária a que faltou alguma capacidade de fogo, muito por culpa de uma  oposição defensiva bem determinada.

A lamentar mais uma lesão, agora de Danilo Pereira, a engrossar o pelotão dos indisponíveis, enquanto a liderança continuará incólume, seja quais forem os resultados dos rivais perseguidores.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 273













ANDERSON - Goleador Nº 273

Concretizou 3 golos em 24 participações oficiais com a camisola do FC Porto, ao longo de cerca de duas temporadas ao seu serviço (2005/06 e 2006/07).

Anderson Luís de Abreu Oliveira, nasceu no dia 13 de Abril de 1988, em Porto Alegre, município e capital do estado mais meridional do Brasil, o Rio Grande do Sul. Começou a sua actividade de futebolista ainda com tenra idade nas escolas de formação de um dos clubes da sua terra natal, o Grémio de Porto Alegre, onde viria a tornar-se profissional em 2004, com apenas 16 anos de idade

Os olheiros do FC Porto referenciaram-no como um potencial craque, acabando por assinar um compromisso no ano de 2005, mas com a opção de se manter no Brasil até ao final do ano.

























Chegou ao Dragão no início do ano de 2006, sendo então orientado pelo técnico holandês Co Adriaanse.

A sua estreia oficial com a camisola do F.C. Porto aconteceu no dia 5 de Março de 2006, no Estádio do Dragão, frente ao Nacional da Madeira, em jogo da 25ª jornada do Campeonato nacional (Liga Betandwin), com vitória azul e branca, por 3-0. Anderson, ainda em fase de adaptação, começou no banco de suplentes tendo sido chamado ao jogo a partir do minuto 69 para render Benny McCarthy, quando o resultado estava já estabelecido.

Dez dias depois estrear-se-ia como titular, no Estádio dos Barreiros, no Funchal, frente ao Marítimo, num jogo muito complicado a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, apitado pelo famigerado Lucílio Baptista, que acabou com a vitória portista, por 2-1, após prolongamento. O jovem médio brasileiro teve de ser substituído aos 51 minutos, após a expulsão de Pepe, para dar lugar a Bruno Alves, forma de repor a linha defensiva.

Anderson nesta sua primeira fase não foi muito utilizado, mas sempre que foi chamado patenteou grande classe, mostrou ter muita qualidade, inteligência, capacidade física, rapidez de pensamento e execução, enfim, características próprias de um craque, um diamante para ser lapidado.

Esteve apenas em 6 convocatórias e só em uma não foi utilizado. Foi titular quatro vezes (uma a tempo inteiro) e substituto utilizado apenas 1 vez (o tal jogo na Madeira).

Na temporada seguinte (2006/07) era para ser a época da sua efectiva revelação, um sério candidato a melhor jogador do campeonato não fosse a grave lesão sofrida na recepção ao Benfica, no dia 28 de Outubro de 2006. O grego Katsouranis teve uma entrada assassina fracturando-lhe o perónio, afastando-o dos relvados durante uma volta completa. Só  reapareceu no dia 1 de Abril de 2007, precisamente frente ao Benfica no jogo da segunda volta (23ª jornada).

Até então, Anderson vinha a revelar-se um elemento muito importante na manobra da equipa, apresentando um futebol rápido, vistoso, sempre em progressão e com aberturas e assistências de fazer levantar o Estádio.

As suas boas performances começaram desde logo na pré-temporada e continuaram no início da época com a conquista da Supertaça, frente ao Vitória de Setúbal. Anderson superou a rábula da saída do treinador holandês e foi naturalmente escolhido pelo técnico interino, Rui Barros, para titular nesse jogo, realizado no dia 19 de Agosto de 2006, no estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria. O médio brasileiro foi o autor do 2º golo, aos 74 minutos, dando o seu lugar a Jorginho, aos 87'. O jogo terminou com a vitória portista, por 3-0.

Anderson, apesar da sua boa técnica não era propriamente um goleador. Fez apenas mais dois golos, ambos no campeonato nacional. Na jornada 24, no dia 6 de Abril de 2007, no Estádio do Dragão, frente ao Vitória de Setúbal, na goleada portista, por 5-1. Anderson foi chamado ao jogo para fazer toda a segunda parte, a substituir Jorginho e acabou a fechar o resultado aos 76 minutos. O último golo de azul e branco vestido aconteceu no dia 5 de Maio, ainda no Estádio do Dragão, frente ao Nacional da Madeira, jogo da 28ª jornada, com vitória portista por 2-0.  Foi um jogo muito fechado mas com muitas oportunidades de golo falhadas. Anderson teve a magia de, numa combinação com Jorginho, abrir o marcador aos 66 minutos.

Mesmo afastado meia temporada por lesão, o médio portista esteve presente em 19 convocatórias, 5 das quais como titular a tempo inteiro, 8 como titular substituído e 6 como suplente utilizado.

A foto que se segue é uma das várias possíveis a ilustrar umas das titularidades de Anderson. Esta foi colhida no Estádio do Dragão, no dia 30 de Julho de 2006, dia da apresentação do plantel azul e branco, antes do jogo contra a Roma de Itália:


































A classe de Anderson não passou em claro nesta montra privilegiada que se chama FC Porto. Foi por isso com alguma normalidade que a sua passagem pelo Dragão se tornasse efémera. 

O Manchester United, de Alex Ferguson, ofereceu a módica quantia de 30 milhões de euros e o FC Porto não teve argumentos financeiros para manter o jogador.

Esteve cerca de 7 temporadas em terras de Sua Majestade (2007/08 a 2013/14), onde não conseguiu impor toda a sua classe, mas pode contribuir para a conquista de 1 Liga dos Campeões, 1 Campeonato Mundial de Clubes e 4 Ligas inglesas. A sua última época (2013/14) foi dividida com a Fiorentina, jogando por empréstimo.

Regressou ao Brasil em 2015 para representar o Internacional de Porto Alegre, que o emprestou ao Coritiba no ano de 2017.

Assinou esta temporada (2018/19) pelos turcos do Adana Demirspor.

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):

2 Campeonatos nacionais (2005/06 e 2006/07)
1 Taça de Portugal (2005/06)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (2205/06)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovare Zeroazero.pt

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

CASILLAS E ADRIÁN GARANTIRAM A ESPERANÇA

















FICHA DO JOGO






























O FC Porto voltou a experimentar o sabor amargo da derrota, 26 jogos depois da anterior, que datava de 7 de Outubro do ano passado.

A sua deslocação a Roma desta vez teve epílogo diferente das anteriores, mas trata-se de uma derrota perfeitamente recuperável no jogo da 2ª mão, no Dragão, onde os azuis e brancos poderão fazer valer o golo marcado fora de casa.

Sem poder contar com Corona (a cumprir castigo) e Marega (lesionado para mais uns jogos), Sérgio Conceição elegeu Otávio e Fernando Andrade para os fazer esquecer.


























A forma como os Dragões  entraram no jogo foi demonstrativo de uma estratégia cautelosa de forma a adormecer o jogo, colocando um ritmo pausado, muito controlo dos movimentos adversários, recorrendo à pressão alta exercida perto da sua área, a fim de dificultar na  zona de construção.

Tal estratégia foi dando os seus frutos mas teve como contrapartida a falta de capacidade ofensiva, ficando o futebol portista quase limitado à posse de bola para trás e para os lados, sem progressão e sem condições de poder ferir a equipa da Roma.

O remate portista mais enquadrado com a baliza aconteceu por volta dos 29 minutos, por Fernando Andrade, bem intencionado mas fraco e muito denunciado, não constituindo qualquer dificuldade para o guardião Mirante.

Ao contrário, Dzeco atirou violentamente contra o poste da baliza de Casillas aos 38 minutos, desperdiçando a melhor ocasião de golo até então.

Como a primeira parte até correu bem, o técnico portista manteve a estratégia para a segunda metade, porém a equipa da casa apareceu mais disposta a assumir o jogo ofensivo e a correr mais riscos.

O resultado dessa alteração foi o aparecimento com mais frequência e perigo junto da área portista, com a equipa azul e branca a experimentar maiores dificuldades para manter a sua baliza inviolável.

Algumas falhas de marcação a somar à competência dos rematadores da equipa italiana fizeram o resultado funcionar por duas vezes (70' e 76'), dando a ideia que seria até fácil construir um resultado desnivelado. Casillas teve de se aplicar para que tal não acontecesse.

Sérgio Conceição teve então de mudar a estratégia. Já tinha substituído Brahimi , por lesão para a entrada de Adrián López (68') e mais tarde sairiam Fernando Andrade (76') e Otávio (84'), para as entradas de André Pereira e Hernâni, respectivamente.

Estas mexidas foram bem sucedidas porque o FC Porto a partir de então mostrou-se ambicioso, sem medo e capaz de aparecer com perigo junto da baliza adversária.

Criou oportunidades de golo e marcou aos 79 minutos num belo remate de Adrián López, dando algum alento para encarar com algumas esperanças o jogo do Dragão.

A forma como o FC Porto respondeu aos dois golos sofridos de rajada, deixaram no ar a ideia que a estratégia inicial escolhida foi demasiada castradora e pouco ambiciosa. Respeitou-se em demasia um adversário que, a meu ver, devia ter sido posto à prova com coragem e decisão.

Vamos ver se em casa conseguiremos ser suficientemente competentes para dar a volta à eliminatória.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

EMPATE COM SABOR A DERROTA

















FICHA DO JOGO





























O FC Porto voltou a tropeçar na zona de Guimarães, agora em Moreira de Cónegos, num jogo em que a equipa da casa encontrou a arte e o engenho para entorpecer a habitual desenvoltura ofensiva dos Dragões.

Se no jogo anterior o empate custou a engolir face à forma categórica com que os campeões nacionais se impuseram, falhando "apenas" na finalização, hoje o empate sabe a lisonjeiro pela forma cinzenta com que se exibiram.

Sérgio Conceição foi obrigado a alterar o onze titular, em função da lesão de Marega. Danilo Pereira foi a solução que o técnico portista entendeu ser a melhor para fazer face a essa ausência.

























Num terreno tradicionalmente complicado (faz 4 anos que os azuis e brancos não ganham lá) e frente a um conjunto que vem fazendo história neste campeonato, cedo se percebeu que os jogadores do FC Porto não estavam em dia sim. A entrada no jogo até nem foi das piores, mas aquele pontapé na relva de Soares num lance bastante prometedor, como que indiciou o cariz de quase toda a partida.

Foi o Moreirense a fazer as aproximações mais perigosas à baliza. Chiquinho (5') causou calafrios num remate cruzado que fez a bola sair junto ao poste mais distante da baliza de Casillas e Heriberto (35') dispôs de uma oportunidade soberana atirando contra Casillas. O FC Porto só conseguiu ripostar com algum critério aos 36' por Soares, em remate de calcanhar e depois aos 45' num remate disparatado de Óliver Torres.

Apesar da divisão de lances perigosos, o Moreirense conseguiu ser a equipa mais esclarecida e a que melhor interpretou o esquema táctico estabelecido. Jogando olhos nos olhos, como prometido antecipadamente pelo seu treinador, foi eficaz na forma como espartilhou o conjunto azul e branco (hoje todo de azul), não dando espaços de manobra, impedindo a fluidez habitual dos jogadores do FC Porto.

Os Dragões mostraram-se sempre desconfortáveis com essa atitude, recorrendo a muitos atrasos de bola, a cruzamentos sem nexo, passes transviados em catadupa, futebol aos repelões, sem clarividência nem lucidez, transformando o seu futebol numa verdadeira confusão, com os seus intérpretes mais influentes a perderem-se numa vulgaridade atroz.

Se a primeira parte deixou muito a desejar, que dizer da segunda metade. A exibição portista roçou então o ridículo em alguns momentos do jogo com o Moreirense a crescer, a patentear maior frescura física e a acreditar que não seria muito complicado desbloquear o jogo a seu favor.

A verdade é que isso esteve mesmo quase a acontecer. Heriberto ameaçou aos 49', Arsénio aos 56' e à terceira o Moreirense concretizou. Canto do lado direito do ataque, remate de cabeça à barra e na recarga Teixeira atirou a contar (79'), perante a passividade da defensiva portista que permitiu a recepção e o remate completamente à vontade.

Chegou-se a pensar que o FC Porto tinha caído definitivamente, mas a raça do Dragão renasceu e os azuis e brancos foram à procura da redenção. Sem grande lucidez, mais com o coração do que com a cabeça, mas a verdade é que o golo da igualdade haveria de chegar já em tempo de compensação. Jogada de insistência sobre o lado direito com Otávio a cruzar para a entrada vitoriosa de Herrera (92').

Foi o melhor período portista, que com mais algum discernimento podia até ter dado a volta ao marcador. Fernando Andrade teve o golo da vitória nos pés ao cair do pano, mas a ansiedade acabou por traí-lo.  

Empate com sabor a derrota face à péssima performance portista, com muito mérito do adversário.

Em apenas dois jogos o FC Porto vê diluída a sua vantagem para apenas 1 ponto, isto se se confirmar a vitória mais do que certa do seu mais directo perseguidor.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

ALTERAÇÕES DO MERCADO DE INVERNO

Como já vem sendo hábito, o FC Porto aproveitou a oportunidade de fazer alguns ajustes no seu plantel, na última janela de transferências de Inverno.

Apenas 3 saídas e 4 entradas pontuais, dizem bem dos cuidados da equipa técnica na programação de toda a temporada.

Do lado das dispensas, o caso mais surpreendente foi o empréstimo de Sérgio Oliveira, atleta que na temporada anterior teve performances bastante interessantes, sendo uma boa solução para ocupar o lugar de Danilo Pereira, durante a sua prolongada lesão. Com o regresso do seu companheiro, Sérgio começou a perder espaço, a ser muito menos utilizado e terá perdido alguma motivação. Queria jogar, falou com o treinador e a melhor alternativa encontrada foi a sua dispensa temporária, ainda que com cláusula de rescisão.

Chidozie nunca teve a vida facilitada e a contratação de Pepe retirou-lhe quaisquer hipóteses de discutir o lugar. Saiu naturalmente por empréstimo, para a Turquia.

Bazoer incompatibilizou-se com a equipa técnica e foi devolvido à procedência, uma vez que se encontrava emprestado.

Do lado das entradas, a equipa técnica fez uma escolha muito ponderada, apostando em  3 atletas a actuar no nosso campeonato, jovens com qualidade e com grande margem de progressão. Um defesa lateral (Wilson Manafá), um médio defensivo (Mamadou Loum) e um avançado/ala (Fernando Andrade). A excepção foi Pepe, um experiente central de elevada categoria, que regressa ao Clube que o projectou na alta roda mundial.

























O plantel passa assim a contar com os seguintes 30 atletas (clicar nos quadros para ampliar):















































Contamos com todos eles para enriquecer o nosso Museu.