quarta-feira, 18 de outubro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 213













RICARDO COSTA - Goleador Nº 213

Apontou 5 golos em 110 participações oficiais, com a camisola da equipa principal do FC Porto, durante as 6 temporadas ao seu serviço, no plantel principal (2001/02 a 2006/07).

Ricardo Miguel Moreira da Costa, nasceu no dia 16 de Maio de 1981, em Vila Nova de Gaia.

Tendo em conta que foi já objecto de análise individual, neste blogue, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editado em 28 de Novembro de 2011, onde constam algumas das peripécias da sua carreira, até então (pode recordar clicando aqui), vou apenas complementar com dados mais actualizados e algumas outras curiosidades.

























A sua estreia oficial com a camisola da equipa principal do FC Porto, aconteceu no dia 20 de Janeiro de 2002, no estádio do Bessa, frente ao Boavista, em jogo da 19ª jornada do Campeonato nacional, com derrota portista por 2-0.

Defesa central versátil e polivalente, ocupou todas as posições do quarteto defensivo e ainda actuou esporadicamente um pouco mais à frente como médio defensivo. Gostava de discutir o jogo aéreo na área adversária, especialmente nos lances de bola parada e foi assim que conseguiu alguns dos seus golos.

O primeiro foi alcançado no Estádio do Dragão, no dia 20 de Fevereiro de 2003, frente à equipa turca do Denizlispor, em jogo da 1ª mão dos oitavos-de-final da Taça UEFA, com vitória portista por expressivos 6-1. Ricardo Costa foi o autor do 3º golo.

O último dos 5, aconteceu no dia 21 de Agosto de 2005, também em pleno Dragão, frente ao Estrela da Amadora, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional 2005/06, dando assim a vitória à sua equipa, já que o resultado não foi além do 1-0.

Ricardo Costa, não sendo um dos indiscutíveis da equipa, foi sempre de uma grande utilidade, tendo contribuído e participado em 10 títulos portistas.

A imagem que se segue é precisamente do jogo da final da Taça Intercontinental, disputada na cidade de Yokohama, no Japão, frente ao Once Caldas, que o FC Porto venceu e em que Ricardo Costa foi titular e marcou com êxito a penúltima grande penalidade de desempate, fazendo na altura o 7-7. O colombiano Garcia falharia logo a seguir e Pedro Emanuel estabeleceria a vitória por 8-7:




































Depois de ter passado pelos alemães do Wolfsburg (Novembro de 2007 a Janeiro de 2010), pelos franceses do Lille (Fevereiro a Junho de 2010) e pelos espanhóis do Valência (Julho de 2010 a Julho de 2014), Ricardo Costa representou ainda os catarianos do Al Sailiya (Julho de 2014 a Janeiro de 2015), os gregos do Paok de Salónica (Janeiro de 2015 a Janeiro de 2016), os espanhóis do Granada (Fevereiro a Julho de 2016) e os suíços do FC Luzern (Julho de 2016 a Junho de 2017).

Esta temporada (2017/18) assinou pelo Tondela, onde leva 10 jogos disputados e 1 golo marcado.

Em termos de selecção nacional, Ricardo Costa alargou o número de internacionalizações, somando agora 22 (6 pelo FC Porto, 4 pelo Lille, 11 pelo Valência e 1 pelo Al Sailiya - mais 12 que as mencionadas no artigo editado em 2011) e com 1 golo da sua lavra.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; ZeroZero.pt e Worldfootball.net

terça-feira, 17 de outubro de 2017

SUPERIORIDADE ALEMÃ ANIQUILOU DRAGÃO SEM FOGO

















FICHA DO JOGO































Segunda derrota em três jornadas da Champions League parece ser demonstrativo da falta de capacidade actual para o embate europeu.

A equipa alemã, estreante nestas andanças, foi bastante superior e aniquilou quase por completo a equipa do FC Porto de tal forma que a equipa portuguesa nunca foi capaz de esboçar uma reacção convicta, apesar de ter chegado ao empate, depois do primeiro golo sofrido.

O guarda-redes José Sá foi a maior surpresa no onze titular escalado por Sérgio Conceição, que também contou com uma segunda alteração (Layún em vez de Ricardo Pereira), em relação ao onze titular apresentado no Mónaco.























A equipa portista entrou bastante intranquila, desligada, precipitada e até desconcentrada, perdendo todos os duelos, os ressaltos, bolas em zonas complicadas do terreno, permitindo aos alemães «cavalgar» com muito perigo até à sua área de uma forma  muito comprometedora. 

Um erro de José Sá, permitiu à equipa alemã adiantar-se no marcador, logo aos 8 minutos, numa altura em que os jogadores portistas ainda andavam completamente atarantados. Esse espírito manteve-se até ao golo do empate, obtido por Aboubakar, na sequência de um lançamento de linha lateral, com intervenção na área contrária dos centrais portistas, Marcano e Felipe, com a bola a sobrar para o camaronês disparar com êxito.





















A toada frenética do Leipzig continuou a acentuar a péssima exibição portista, com laivos de descoordenação, saindo tudo mal (passes, perdas de bola, tentativas de saída e sobretudo erros defensivos que custaram pelo menos dois golos e mais alguns ameaços).

A perder por 3-1 e com as principais peças azuis e brancas, completamente desinspirados, chegou a temer-se uma derrocada, mas em mais um lance de bola parada, Marcano deu algumas esperanças de recuperação.





















No segundo tempo a equipa portuguesa conseguiu travar um pouco o ritmo alemão, mas nunca foi capaz de manifestar capacidade para virar o resultado. As melhores ocasiões para fazer o resultado voltar a funcionar foram da equipa da casa, pelo que a derrota foi merecida e um justo castigo à bastante fraca performance da equipa do FC Porto.

Continua tudo em aberto, mas vai ser necessário um FC Porto bem mais competente para conseguir chegar à fase seguinte.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

UMA GOLEADA ANUNCIADA
















FICHA DO JOGO






























Conforme o expectável o FC Porto não teve dificuldades para vencer o modesto Lusitano de Évora, que teve de se deslocar ao Restelo para receber os Dragões, por não ter recinto com as condições mínimas para este jogo.

Sérgio Conceição sabia das responsabilidades do confronto, mas também das fragilidades do adversário e por isso fez deslocar a Lisboa uma série de jogadores da equipa B e outros do plantel principal menos utilizados. No onze titular apenas Marcano, Aboubakar e Brahimi, mantiveram os seus lugares.





















Foi um confronto obviamente desigual, com o FC Porto a registar uma exibição sóbria mas ainda assim com ritmo e intensidade bastante positivas que renderam 6 golos e uma série de oportunidades desperdiçadas.

Destaque para os dois golos de Aboubakar, para a estreia esta temporada, de José Sá e para as estreias oficiais na equipa principal de Diogo Dalot, Jorge Fernandes, Luizão e Galeno (este também a marcar).

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 212













CARLOS ALBERTO - Goleador Nº 212

Concretizou 5 golos em 39 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante um ano, que abarcou duas temporadas, ao seu serviço (2003/4 e 2004/05).

Carlos Alberto Gomes de Jesus, nasceu no dia 11 de Dezembro de 1984, no Rio de Janeiro, Brasil.

Médio de ataque muito promissor, dotado de boa técnica individual e faro pelo golo, Carlos Alberto foi revelado pelo Fluminense, clube onde se tornaria profissional em 2001.

Foi uma escolha de José Mourinho, para reforçar a equipa do FC Porto, no mercado de Inverno de Janeiro/2004.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito, aconteceu no dia 17 de Janeiro de 2004, no Estádio 1º de Maio, em Braga, frente ao SC Braga, em jogo da 18ª jornada do Campeonato nacional (1ª da segunda volta), com vitória portista, por 3-0. Foi uma estreia simbólica já que apenas foi chamado ao jogo aos 84 minutos para render Maniche.

Foi titular o jogo todo 4 dias depois, no Estádio do Dragão, frente à modesta equipa do Vilafranquense, da II Divisão B, a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, com goleada de 4-0. Carlos Alberto inscreveu o seu nome na lista dos marcadores portistas, em dose dupla. Abriu e fechou o resultado, aos 23' e 76', respectivamente.

A equipa do FC Porto era então servida por um plantel fabuloso onde não era fácil a um miúdo de 19 anos se impor como titular absoluto. Teve por isso que viver na sombra de Maniche, Deco e Alenitchev, entre outros, mas em todos os momentos tratou de mostrar as suas reais potencialidades ao ponto de ser um dos eleitos para jogar a final da Liga dos Campeões  Europeus, em Gelsenkirchen, frente ao Mónaco, jogo que certamente não mais esquecerá, por ter sido ele a marcar o 1º golo, dessa histórica vitória por 3-0 e consequente conquista de mais um troféu europeu. É desse jogo a imagem que se segue, tirada antes do jogo, no Arena AufScalke:




























Com a saída de José Mourinho do comando técnico do FC Porto, Carlos Alberto sentiu mais dificuldades para se impor, apesar da saída de Deco para o Barcelona. Diego, internacional brasileiro, foi contratado para o seu lugar e inicialmente o preferido por Víctor Fernandez, treinador espanhol que começou a época.

Descontente com a sua fraca utilização, Carlos Alberto forçou a sua transferência e em Janeiro de 2005, regressou ao Brasil para defender as cores do Corinthians (2005 e 2006).









Jogador algo instável, dentro e fora dos relvados, o «Feijão», alcunha por que era conhecido, começou o périplo por vários emblemas, com mais ou menos brilho, conforme a sua disposição momentânea: Fluminense (Janeiro a Junho de 2007), Werder Bremen (Julho de 2007 a Agosto de 2008), São Paulo (Janeiro de 2008 a Abril de 2008), Botafogo (Maio a Dezembro de 2008), Vasco da Gama (Janeiro de 2009 a Fevereiro de 2011), Grémio de Porto Alegre (Fevereiro a Abril de 2011), Vasco da Gama (Maio de 2011), EC Bahia (Junho a Dezembro de 2011), Vasco da Gama (Janeiro de 2012 a Julho de 2013), Goiás (Janeiro a Abril de 2014), Botafogo (Maio a Dezembro de 2014), Figueirense (Janeiro de 2015 a Dezembro 2016) e finalmente Atlético Paranaense (Janeiro a Julho de 2017).

PALMARÉS AO SERVIÇO DO FC PORTO (4 TÍTULOS):

1 Campeonato nacional (2003/04)
1 Supertaça C. Oliveira (2003/04)
1 Champions League (2003/04)
1 Taça Intercontinental (2004)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; ZeroZero.pt e Worldfootball.net

terça-feira, 10 de outubro de 2017

RÚSSIA É AGORA UMA CERTEZA



















FICHA DO JOGO




























Um auto-golo de Djourou e um golo de André Silva, deram a Portugal o triunfo que necessitava para garantir a liderança do seu grupo e qualificar-se directamente para a fase final do Campeonato do Mundo a realizar-se na Rússia em 2018.

Portugal que tinha perdido na primeira jornada precisamente na Suíça, somou a sua nona vitória consecutiva e ganhou a primeira posição do grupo no sprint final, já que o seu adversário desta noite foi ganhando todos os jogos até hoje.

Longe de ser um jogo fácil, Portugal conseguiu ter o domínio do jogo e foi, como lhe competia, a equipa que mais procurou a vitória, nem sempre com o discernimento aconselhável, mas com o querer e a convicção de que a vitória tinha que ser alcançada.

Foi no entanto necessária alguma fortuna na forma como chegou à vantagem, que aliás já justificava, num lance de infelicidade e algum atabalhoamento do defensor helvético que foi o último a tocar na bola, antes desta beijar as malhas.

O inevitável André Silva deu maior expressão ao resultado ao apontar o 2º golo de Portugal, ele que nesta qualificação conseguiu a proeza de marcar 9 golos em 10 jogos.

O Portista Danilo Pereira só foi chamado ao jogo ao minuto 91 e não deu sequer para aquecer. 





sábado, 7 de outubro de 2017

FOI NECESSÁRIO RONALDO PARA GARANTIR A VITÓRIA


















FICHA DO JOGO




























Conforme se previa, a selecção nacional de futebol conseguiu averbar a oitava vitória consecutiva, frente a um adversário modesto mas que ultimamente tem vendido caro a derrota no seu Estádio.

Mesmo sem ser brilhante Portugal cumpriu a sua obrigação, somando os três pontos de uma vitória que só chegou depois do intervalo e muito por acção de Cristiano Ronaldo que começou o jogo no banco e entrou para desbloquear o jogo, abrindo o activo aos 63 minutos.

o Dragão Danilo Pereira jogou o tempo todo e assistiu André Silva para o segundo golo.

Terça-feira será frente à Suíça que Portugal terá a oportunidade de se qualificar directamente, em caso de vitória.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 211













RICARDO SILVA - Goleador Nº 211

Apontou 5 golos em 42 participações com a camisola do FC Porto, ao longo de três temporadas ao seu serviço (1999/00 a 2001/02).

Ricardo Emídio Ramalho Silva, nasceu no dia 26 de Setembro de 1975, na cidade do Porto. Fez toda a sua formação no Boavista FC, tendo subido a sénior na temporada de 1994/95. 

Foi cedido na época de 1995/96 ao Esposende, tendo passado pelo Felgueiras (1996/97), Marítimo (1997/98) e União de Leiria (1998/99), antes de chegar ao FC Porto.

























Estampa física apreciável, robustez e força física, bom sentido posicional, eficaz no desarme, boa impulsão que lhe permitia limpar o jogo aéreo na sua área e ainda acorrer com sucesso aos lances de bola parada, na área contrária, fazendo assim alguns golos de cabeça, era também rápido a resolver situações mais complicadas, nem que para isso tivesse de recorrer a métodos menos elegantes.

A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 23 de Outubro de 1999, no Estádio Municipal de Guimarães, frente ao Vitória local, em jogo a contar para a 8ª jornada do campeonato nacional, com empate a um golo, tendo-lhe cabido a concretização do golo portista, aos 62 minutos, que garantia a divisão de pontos. Estreia auspiciosa portanto.

Apesar das qualidades enunciadas, Ricardo nunca conseguiu fixar-se no onze titular face à concorrência de peso (Jorge Costa, Argel e Aloísio), mas sempre que era chamado cumpria cabalmente a sua missão.

A imagem que se segue ilustra uma das várias ocasiões em que foi titular. Trata-se da última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões 2001/02, na deslocação ao Estádio Letná, em Praga (Re. Checa), para defrontar o Sparta de Praga (derrota por 2-0):






















Curiosamente, Ricardo Silva foi mais utilizado nessa época, na Liga dos Campeões do que nas competições nacionais.










José Mourinho, treinador de então, tinha outras opções para o lugar e acabou por prescindir do atleta, pelo que o empréstimo ao V. Guimarães foi a solução encontrada para a época de 2002/03.

Na temporada seguinte (2003/04), a aquisição de Bosingwa ao Boavista teve como moeda de troca a cedência definitiva do central portista, que assim terminou o vinculo com os Dragões.

Depois seguiram-se vários emblemas na sua carreira: Beira-Mar (2004/05), Boavista (2005/06 a 2007/08), Shinnik da Rússia (2008/09), V. Setúbal (2009/10 a 2012/13, Boavista (2013/14) e Padroense (2014/15).

PALMARÉS AO SERVIÇO DO FC PORTO (2 TÍTULOS):

2 Taças de Portugal (1999/00 e 2000/01)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroZero.pt)