sexta-feira, 19 de outubro de 2018

RESSURREIÇÃO DE ADRIÁN LÓPEZ?

















FICHA DO JOGO






























O FC Porto goleou a modesta equipa do SC Vila Real, equipa dos Distritais, como era de sua obrigação, com uma exibição séria que permitiu ao espanhol Adrián López reencontrar-se com os golos, de Dragão ao peito, em dose quadrupla, ele que só tinha conseguido um golo nas 29 participações anteriores, concretizado no dia 17 de Setembro de 2014, frente ao Bate Borisov, em jogo da Liga dos Campeões.

Sérgio Conceição aproveitou a fragilidade do adversário para fazer uma revolução no onze titular, apresentando sete alterações, em relação ao jogo anterior no estádio da Luz. Fabiano, Jorge e Bazoer tiveram a sua estreia, juntando-se a João Pedro, Óliver Torres, André Pereira e Adrián López.

Foi um jogo sem grande história, da luta contra o gato e o rato. O FC Porto encarou a partida com a responsabilidade que a competição pedia, jogando todo o tempo na metade do terreno adversário, fazendo de Fabiano um autêntico espectador.

O grande destaque vai mesmo para os 4 golos de Adrián López, patenteando grande sentido de oportunismo e uma técnica acima da média. Vamos a ver se este desempenho o fortalece animicamente e o recupera definitivamente para um desempenho mais condizente com o rótulo que o fez vestir de azul e branco.

Os reforços tiveram uma noite razoável mas a modéstia do adversário não permitiu tirar grandes conclusões. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 257













HERÉDIA - Goleador Nº 257

Concretizou 3 golos em 7 participações oficiais, com a camisola do FC Porto, ao longo de cerca de meia temporada ao seu serviço (1972/73).

Juan Carlos Herrédia, nasceu no dia 1 de Maio de 1952, em Córdoba, Argentina. Começou a sua carreira de futebolista no clube da sua terra natal, o Belgrano e em 1972 passou para o Rosário Central, que nessa mesma época o vendeu ao Barcelona.

Chegado ao Camp Nou no Verão desse ano, para alinhar sob a orientação técnica do holandês Rinus Michels, viu a sua inscrição ser negada pela Federação Espanhola de Futebol. 

Foi treinando com o plantel, sem poder jogar até Janeiro, altura em que o FC Porto conseguiu o seu empréstimo por meio ano, graças ao conhecimento que o treinador portista Fernando Riera, que tinha orientado o Boca Juniors e o tinha defrontado pelo Rosário Central, possuía relativamente às suas potencialidades.

























A sua entrada na equipa não foi imediata porque teve dois episódios de saúde que o impediram. Uma forte gripe e uma intervenção cirúrgica ao apêndice, retardaram a sua utilização.

Como cabeça de cartaz, Herédia foi apresentado aos sócios portistas num jogo particular frente ao Manchester United (0-0), realizado no Estádio das Antas, no mês de Fevereiro, quando ainda procurava restabelecer-se fisicamente, deixando muito boa impressão, pela sua técnica e estampa física.

A sua estreia oficial aconteceu no dia 11 de Março de 1973, no Estádio Municipal de Guimarães, frente ao Vitória S.C., em jogo da 23ª jornada do Campeonato nacional, com empate a 1 golo. Herédia saiu do banco aos 60 minutos mas acabaria expulso pouco depois. Era um jogador possante, muito temperamental e ai de quem lhe tocasse nos seus cabelos longos. José Carlos, defesa dos vimaranenses, viu-se aflito para o travar e num movimento de recurso puxou-lhe pela farta cabeleira, recebendo de imediato um safanão, entendido pelo árbitro lisboeta Henrique Silva ser motivo para expulsar os dois atletas.

Herédia cumpriu o castigo no encontro seguinte, em 18 de Março de 1973, a contar para os 16 avos-de-final da Taça de Portugal, permitindo ser utilizado na jornada imediata do Campeonato Nacional, frente ao Benfica.

Nesse jogo, disputado no Estádio das Antas, no dia 1 de Abril de 1973, Herédia foi a estrela mais reluzente do firmamento azul e branco. Praticamente sozinho pôs em sentido a defensiva benfiquista, estreando-se a marcar aos 26 minutos, repondo a igualdade no resultado (1-1). Eusébio ainda adiantaria os lisboetas aos 57 minutos, mas Herédia, em mais uma das suas incursões exuberantes na grande área benfiquista, sofreu falta para penalty que Flávio concretizaria, fixando o resultado final num empate a dois golos.

Voltaria a marcar por mais duas vezes, a primeira das quais no dia 8 de Abril de 1973, no Estádio das Antas, frente ao Beira-Mar, em jogo dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, com vitória portista, por 3-1. O avançado argentino abriu a contagem aos 3 minutos.

Finalmente, em 22 de Abril, ainda no Estádio das Antas, desta vez contra o Montijo, em jogo da 26ª jornada do Campeonato nacional. Herédia encerrou a contagem portista ao apontar, aos 69 minutos o seu último golo de Dragão ao peito, na vitória por 4-1.

Herédia acabou a época com um misto de emoções. As negativas por ter acabado com a equipa no 4º lugar e fora dos lugares de acesso às provas europeias. As positivas por se sentir adorado pela massa adepta portista que o tratava como um príncipe, o elogiava e acarinhava, reconhecendo nele a chancela do craque que realmente era e o levou a ser considerado na maior parte dos jogos, como o melhor em campo.

No final da temporada sentiu-se dividido entre o Porto e o Barcelona, mas o seu preço era demasiado alto para os cofres azuis e brancos, pelo que teve de voltar para Espanha.

Em baixo uma foto (sacada no blogue memória azul, a quem faço uma vénia) da maior parte dos atletas do plantel do FC Porto da temporada 1972/73, com a presença de Herédia:





























De novo em Barcelona, para finalmente fazer parte do plantel, pensava ele. Porém, a chegada de Crujff reduziu-lhe as hipóteses. 

Chegou a pensar em novo empréstimo ao FC Porto, mas o Barcelona tinha outros planos e emprestou-o ao Elche, um clube que lutava pela manutenção.

Só na temporada de 1974/75, Herédia viu finalmente o seu sonho concretizado. Com a aquisição da dupla nacionalidade o possante avançado pôde demonstrar todas as suas capacidades técnicas e físicas, durante 6 épocas a fio (1974/75 a 1979/80), tendo sido inclusivamente internacional pela Espanha por 3 vezes.

Em Fevereiro de 1980 regressou à Argentina, para representar o River Plate (1980 e 1981), passando ainda pelo Argentino Juniores (1981) e Talleres (1982).

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui MIguel Tovar e ZeroaZero.pt

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

ENTRAR A PERDER E REVIRAVOLTA CATEGÓRICA



















FICHA DO JOGO





























Portugal venceu na Polónia, dando um passo significativo para a qualificação da próxima fase.

A selecção nacional tem agora 5 pontos de avanço da Polónia e Itália, num encontro em que até começou a perder quando aos 18 minutos Piatek fez de cabeça, na sequência de um pontapé de canto, o seu primeiro golo pela selecção polaca.

Mas ao intervalo Portugal já tinha dado a cambalhota no resultado (2-1), com um golo oportuno de André Silva numa assistência de Pizzi e aos 42 minutos num autogolo de Kamil Glik, ao tentar evitar que Rafa desse sequência a um passe longo e teleguiado de Rúben Neves.

Um excelente trabalho individual de Bernardo Silva elevou o marcador para 3-1, provocando uma reacção polaca que reduziu para 3-2 pelo suplente chamado ao jogo, Kuba. 

Portugal teve então que defender, resistindo no primeiro impacto e controlando depois, tendo-lhe pertencido as duas mais claras oportunidades para voltar a marcar.

O técnico Fernando Santos teve ainda no banco os seguintes jogadores não utilizados: Cláudio Ramos (Tondela) e Beto (Goztepe); Cédric Soares (Southampton), Luís Neto (Zenit) e Kévin Rodrigues (Real Sociedad); Sérgio Oliveira (FC Porto); Éder (Locomotiv) e Hélder Costa (Wolverhampton): Bruma (Leipzig) também foi convocado mas foi afastado deste jogo aparentemente por indisposição.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 256













CHICO GORDO - Goleador Nº 256

Apontou 3 golos em 35 jogos, com a camisola da equipa principal do FC Porto, em jogos oficiais, ao longo das 3 temporadas ao seu serviço (1968/69 a 1970/71).

Bernardo Francisco da Silva (Chico Gordo), nasceu no dia 2 de Outubro de 1949, em Benguela, Angola. Começou a sua carreira de futebolista ainda muito novo, no FC Lobito, de onde transitou para o FC Porto na temporada de 1965/66 para integrar a equipa de júniores.

























Avançado com futebol subtil, feito de golos acrobáticos que ficavam na retina de quem  o acompanhava, foi integrado no plantel principal na época de 1968/69, pelo «mestre» José Maria Pedroto, que lhe deu a primeira oportunidade logo na segunda jornada do campeonato nacional, jogo disputado no dia 15 de Setembro de 1968, no Estádio do Bonfim, em Setúbal, frente ao Vitória local.  Chico Gordo foi chamado ao jogo depois do intervalo, deixando nos balneários o médio Rolando, quando o FC Porto perdia já por 2-0. O resultado acabaria com a derrota por 3-1, mas o avançado portista ganharia o lugar de titular para as 5 partidas seguintes.

A sua estreia a marcar aconteceu no dia 6 de Outubro de 1968, no Estádio das Antas, frente ao Varzim, em jogo da 5ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 2-0. Chico fechou a contagem aos 55 minutos.

Foi de resto, o único golo seu da temporada, apesar de ter participado em mais 10 jogos.

A segunda temporada de Chico Gordo no FC Porto, ficou marcada pela passagem de três treinadores, após o desenlace com Pedroto nas últimas jornadas da época anterior (EleK Schwartz, Vieirinha e Tomy Docherty), acabando o campeonato no 9ª lugar.

Apesar disso, o avançado continuou a fazer pela vida, tendo sido utilizado em 17 jogos (14 a titular) com mais dois golos da sua lavra.

O primeiro foi conseguido no dia 14 de Setembro de 1969, no Estádio das Antas, frente à Académica de Coimbra, em jogo da 2ª jornada do Campeonato Nacional, no empate a 3 golos. Chico Gordo foi o autor do 2º golo portista, aos 38 minutos, adiantando na altura o FC Porto no resultado (2-1).

O seu último golo de azul e branco vestido, aconteceria no dia 18 de Janeiro de 1970, no Estádio Municipal de Coimbra, mais uma vez frente à Académica, novamente para o Campeonato nacional, 15ª jornada. Chico inaugurou o marcador aos 13 minutos, contribuindo para a vitória portista por 2-1.

Em baixo, uma das fotos possíveis a ilustrar a titularidade de Chico Gordo:
























A sua terceira e última época de Dragão ao peito foi a menos produtiva. Nova mudança de treinador (António Teixeira) e destacamento militar para Angola, influíram decisivamente para tal.












Na temporada seguinte (1971/72) passou a representar o Tirsense, onde jogou com mais regularidade (28 jogos/8 golos), mas não conseguiu evitar a descida de Divisão. Seguiu-se uma viagem aos pelados do futebol secundário, com passagem esporádica pelo Lusitânia de Lourosa (1974/75), renascendo finalmente e em força no SC Braga, a partir da temporada de 1975/76 até 1979/80, conseguindo a proeza de marcar 24 golos (1977/78) e 21 golos (1978/79), cotando-se na altura como o melhor marcador de sempre do clube, com a marca de 60 golos.

Uma arreliador lesão levou-o a não ser aposta do treinador bracarense,  abalando até  Setúbal para representar o Vitória local, nas duas temporadas seguintes (1980/81 e 1981/82), mas já sem o mesmo brilhantismo.

Terminou a carreira na temporada de 1982/83 ao serviço do Beira-Mar, na II Divisão.

Faleceu em Novembro de 2000.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroaZero.pt

domingo, 7 de outubro de 2018

TOUPEIRAS VENCEM DRAGÃO, PASME-SE, SEM A INTERFERÊNCIA DO PADRE!

















FICHA DO JOGO






























O FC Porto saiu derrotado na sua deslocação ao Toupeiral, sem a interferência do padre, que até teve a ousadia de, nas barbas de cerca de 58.000 "lampiolhospolvotoupeiras", expulsar o central argentino Lesma, perdão Lema, aos 83 minutos por duplo amarelo.

Sérgio Conceição fez uma única alteração ao onze titular, em relação ao jogo anterior, colocando Soares e remetendo Corona para o banco.
























A primeira parte foi um espectáculo de futebol muito pobrezinho, com as equipas muito receosas uma da outra, muito encaixadas, sem espaços, sem criatividade, com os jogadores muito marcados, originando um futebol sem critério, aos repelões e com muitas faltas. Pareceu-me que os campeões nacionais estavam pouco interessados em puxar dos galões, preferindo deixar correr o tempo, na expectativa de não haver alteração no marcador. Isto obviamente, pela forma como Casillas cedo começou a demorar a colocar a bola, tendo por isso visto o cartão amarelo aos 19 minutos.

Poucos remates e nenhum lance de perigo junto da ambas as balizas, foi o fraco pecúlio do primeiro tempo.

No segundo tempo as toupeiras apareceram mais esclarecidas enquanto os Dragões pareciam menos confortáveis. Seferovic pôs à prova os reflexos de Casillas, aos 60 minutos, no primeiro remate digno desse nome, num lance precedido de fora de jogo que o padre não assinalou, mas dois minutos depois o mesmo jogador acabaria por marcar, perante a passividade da defensiva portista.

Só a partir de então os azuis e brancos tentaram fazer pela vida e aos 74 minuto Danilo Pereira cabeceou com algum perigo. Logo a seguir Lema viu o segundo cartão amarelo, ao tentar travar André Pereira (no primeiro foi por tentar travar Marega) e foi expulso.

A jogar com menos um as Toupeiras recuaram no terreno mas o FC Porto não teve arte nem engenho para alterar o marcador. Brahimi aos 84 minutos foi quem esteve mais perto de o conseguir num remate em arco que falhou o alvo por pouco.

Segunda derrota no Campeonato que atira a equipa para a terceira posição a dois pontos dos lideres.


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - nº 255













FRANCISCO BAPTISTA - Goleador Nº 255

Apontou 3 golos em 9 participações oficiais, com a camisola do FC Porto, durante as duas temporadas ao seu serviço (1966/67 e 1968/69).

Francisco Pereira Baptista, nasceu no dia 13 de Fevereiro de 1946, em Mafamude, Vila Nova de Gaia.

São escassas as informações sobre este atleta, que teve duas passagens esporádicas pelo FC Porto.

A primeira, na temporada de 1966/67, proveniente do Vilanovense, em que alinhou na equipa principal por apenas 6 vezes, tendo obtido os seus 3 golos.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto, teve lugar no dia 20 de Novembro de 1966, no Estádio das Antas, frente à Sanjoanense, em jogo da 7ª jornada do Campeonato nacional, com vitória azul e branca por 4-1. O médio portista estreou-se também a marcar, pois foi dele o 2º golo portista, apontado aos 35 minutos.

O segundo golo aconteceria no dia 18 de Dezembro de 1966, também no Estádio das Antas, frente ao Beira-Mar, em jogo da 11ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista, por 4-1. Também marcou sendo da sua autoria o golo de abertura, estavam decorridos apenas 6 minutos de jogo.

O seu terceiro e último golo, de Dragão ao peito, aconteceria no dia 11 de Junho de 1967, ainda no Estádio das Antas, novamente frente à Sanjoanense, mas agora em jogo a contar para a 1ª mão dos Quartos-de-final, da Taça de Portugal, com  mais uma vitória, por 3-1. Baptista fechou a contagem aos 86 minutos na marcação de uma grande penalidade.

José Maria Pedroto, o técnico de então, apenas o utilizou em 6 dos 38 jogos da equipa, sinal que o atleta não era um dos imprescindíveis.

Talvez por isso, tenha sido dispensado ao Braga, na temporada que se seguiu (1967/68), onde a sua utilização foi mais efectiva (20 jogos/0 golos).

Regressou na época seguinte (1968/69), ainda com Pedroto no comando técnico, mas foi ainda menos utilizado, alinhando num jogo do Campeonato e em dois da Taça das Taças (prova da UEFA), sem registo de mais golos.











Seguiu depois para o Tirsense, clube onde esteve três temporadas antes de terminar a carreira.

Fontes: Almanaque do Fc Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

VITÓRIA DIFÍCIL E IMPORTANTE

















FICHA DO JOGO































Foi com um golo de cabeça de Marega aos 49 minutos, que o FC Porto derrotou a equipa turca do Galatasaray, assumindo a liderança partilhada do Grupo D.

Sem poder contar com o avançado camaronês Aboubakar, lesionado no jogo frente ao Tondela, Sérgio Conceição viu-se obrigado a mexer no onze titular. Não se limitou a substituir o avançado, mas também o médio Sérgio Oliveira, que hoje começou no banco de suplentes. Jesús Corona e Danilo Pereira foram os eleitos.

























Jogo muito equilibrado entre duas equipas que tudo fizeram para vencer o encontro. Ambas  construíram boas ocasiões para marcar, mas foi Marega que esteve mais feliz ao apontar o golo que decidiu a partida, logo a começar a segunda parte.





















Foi um jogo equilibrado, com momentos de muito bom futebol, mas ainda assim, a vitória  acaba por assentar bem para o FC Porto, porque esteve sempre mais perto de dilatar o marcador do que sofrer a igualdade.