sexta-feira, 20 de setembro de 2019

VITÓRIA JUSTA EM DUAS PARTES DISTINTAS

















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS TÁCTICOS



























Foi com uma vitória que o FC Porto regressou à Liga Europa, após 3 temporadas de ausência (o último encontro disputado nesta prova aconteceu no dia 25 de Fevereiro de 2016, jogo da 2ª mão dos 16-avos-de-final, frente ao Borussia de Dortmund, depois de uma fase negativa na Liga dos Campeões que atirou o Clube para esta prova).

O técnico Sérgio Conceição fez apenas uma alteração ao onze titular que actuou em Portimão, trocando Zé Luís por Soares.
























Entrada autoritária, com a equipa a interpretar da melhor forma a fórmula de dominador, construindo boas jogadas ofensivas, muita lucidez, empenhamento e boa reacção à perda da bola, não permitindo ao seu adversário grandes veleidades.

Marcou cedo, aos 8 minutos num lance em que Otávio fez um passe soberbo para Soares que depois de combinar com Luíz Díaz, evitou um adversário e atirou com convicção, batendo o guardião contrário.
























Continuou a mandar no jogo e a abeirar-se da baliza contrária com perigo, ficando na retina um remate forte de Danilo Pereira, obrigando o guarda-redes Bollmoos a uma defesa complicada, mas aos 14 minutos sofreu um grande revés.  Contra a corrente do jogo, um passe a solicitar a velocidade de Assalé, Pepe e Marcano foram batidos e Marchesín não teve outro remédio que não fosse provocar a grande penalidade. Nsamé não perdoou.

Os azuis e brancos não esmoreceram e aos 20 minutos Danilo Pereira cabeceou ao poste, na sequência de um canto e 9 minutos depois Soares bisou, recolocando a vantagem no marcador. Combinação entre Corona, Luís Díaz, Corona e Soares, numa jogada corrida e de belo efeito.
























Foi com este resultado escasso que o FC Porto foi para os balneários, apesar de uma primeira parte em que só deu Porto.

Esperava-se um segundo tempo similar, mas não foi isso que aconteceu. A equipa suíça reagiu, entrou agressiva, pressionante e a provocar o erro nos jogadores portistas, obrigando-os a correr atrás da bola, sem espaço nem tempo para pensar o jogo.

Sérgio Conceição fez as três substituições da ordem, mas a produção da equipa continuou afectada. Teve momentos em que a vitória portista pareceu ameaçada. Ainda assim, Soares falhou o hat-trick por milímetros (69'), mas também Marchesín se teve de aplicar para evitar a igualdade (71').

Fábio Silva que entrou aos 81' a substituir Soares, tornou-se no jogador mais jovem do FC Porto a disputar as competições europeias.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS













ARMANDO MANHIÇA - Goleador Nº 298

Apontou 2 golos em 76 jogos oficiais com a camisola da equipa principal do FC Porto, ao longo de 3 temporadas (1970/71 a 1972/73).

Armando António dos Santos Manhiça, nasceu no dia 12 de Abril de 1943, em Lourenço Marques, Moçambique (colónia portuguesa ao tempo).

Defesa central, representou a Académica de Chamanculo e o Sporting de Lourenço Marques, antes de rumar ao Continente para representar o Sporting CP, onde jogou durante 6 temporadas (1964/65 a 1968/69).

Na equipa lisboeta tornou-se um, central indiscutível chegando mesmo à selecção nacional, somando duas internacionalizações pela selecção A.

Chegou ao FC Porto na temporada de 1970/71, sob o comando técnico de António Teixeira.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 13 de Setembro de 1970, no Estádio de São Luís em Faro, frente ao Farense, em jogo da 1ª jornada do Campeonato nacional, com derrota por 1-0.

Viveu nas Antas um período difícil da história do FC Porto e por essa razão não conseguiu atingir uma grande notoriedade ainda que continuasse a mostrar boa colocação no terreno, capacidade de antecipação e elevação e boa visão de jogo.

Segue-se uma imagem de uma boa parte do plantel de 1970/71:
























Terminou a sua carreira de forma precoce, devido a um grave acidente de viação, quando seguia atrás de um camião que terá projectado algo que lhe deixou ferimentos irrecuperáveis, regressando à sua terra natal.

Fontes: Almanaque do FC Porto de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

DA TRANQUILIDADE AO SOBRESSALTO COM FIM FELIZ

















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS TÁCTICOS


























De regresso às competições de clubes, o FC Porto deslocou-se a Portimão onde, depois de 75 minutos de tranquilidade e com dois golos à maior, permitiu o empate, teve de suportar momentos de sobressalto, que custou a expulsão de Alex Telles, para acabar com o golo da vitória, no último lance da partida.

Sérgio Conceição não pode apresentar o mesmo onze titular do anterior encontro, por incapacidade física de Romário Baró. Otávio foi o eleito para tomar o seu lugar.

Frente a uma equipa bem organizada e servida por atletas de boa qualidade técnica, os azuis e brancos, neste jogo com o seu equipamento alternativo amarelo, cedo tomou conta do comando da partida, criando alguns lances prometedores.

Foi no entanto de grande penalidade que acabaria por se adiantar no marcador. Jadson cortou um cruzamento de Otávio com o braço e o árbitro da partida assinalou a falta, confirmada pelo VAR. Alex Telles cobrou com boa pontaria enganado o guarda-redes contrário (25').

Os portistas mantiveram a toada à procura de novo golo que só apareceu após duas tentativas (Danilo e Zé Luís falharam por pouco). Cruzamento de Uribe e emenda feliz de Zé Luís (45').

No segundo tempo a equipa do FC Porto entrou com menos pressão, mais confiante de que o resultado conseguido estava seguro e apesar de ter começado a criar algum perigo, com Marega a obrigar Ricardo a uma defesa apertada, por volta dos 74 minutos acabou por permitir o empolgamento da equipa da casa. Dener desviou de cabeça um cruzamento que só parou dentro da baliza de Marchesín.

A partir desse momento os algarvios obrigaram os jogadores portistas a recuar no terreno, acabando por ser bafejados, três minutos depois, por um remate monumental de Anzai, sem hipótese de defesa para o guarda-redes argentino.

Com a igualdade no marcador a equipa do FC Porto ficou aturdida e em mais três momentos a área nortenha sofreu algum abalo, o último das quais teve de ser desfeito com falta de Alex Telles, a merecer o cartão vermelho que o VAR aconselhou (92').

Parecia ter sido o golpe fatal nas aspirações portistas de lutar pelos três pontos. Mas um Dragão nunca desiste nem perde a esperança e a prova disso é que no último lance da partida, Corona apontou um canto e Ivan Marcano desviou de cabeça para a vitória.

Triunfo saboroso, feliz e muito valorizado pelo adversário.


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

SELECÇÃO NACIONAL RECOLOCOU-SE NA ROTA CERTA

Com as vitórias fora de casa frente à Sérvia (adversário directo com quem tínhamos cedido um empate) e à Lituânia, a selecção nacional portuguesa arrepiou caminho, colocando-se em situação privilegiada para garantir a qualificação para a fase final do EURO/2020, passando agora a depender de si própria para atingir tal desiderato.

Nestas duas importantes jornadas, disputadas nos dias 7 e 10 deste mês, com palcos em Belgrado e Vilnius, respectivamente, jogavam-se as ambições portuguesas face ao arranque comprometedor que determinou dois empates frente à Ucrânia e à Sérvia.

O seleccionador Fernando Santos convocou para estes jogos os seguintes atletas:

FC Porto (Portugal): Pepe e Danilo Pereira
Benfica (Portugal): Rúben Dias, Pizzi e Rafa Silva
Sporting (Portugal): Bruno Fernandes
Barcelona (Espanha): Nélson Semedo
Sevilla (Espanha): Daniel Carriço
Bétis (Espanha): William Carvalho
Valência (Espanha): Gonçalo Guedes
Atlético Madrid (Espanha): João Félix
Nápoles (Itália): Mário Rui
Juventus (Itália): Cristiano Ronaldo
Lille (França): José Fonte e Renato Sanches
Borussia Dortmund (Alemanha): Raphael Guerreiro
Wolverhampton (Inglaterra): Rui Patrício, Rúben Neves, João Moutinho e Diogo Jota
Manchester City: João Cancelo e Bernardo Silva
Olympiakos (Grécia): José Sá e Podence
Goztepe (Turquia): Beto

Pepe acabou por ser substituído por Ferro (Benfica) após a sua lesão, sofrida ainda ao serviço do FC Porto, no último encontro frente ao V. Guimarães.

Em Belgrado contra a Sérvia, Portugal alinhou da seguinte forma: Rui Patrício, Nélson Semedo (João Cancelo 65'), José Fonte, Rúben Dias, Raphael Guerreiro, Danilo Pereira, William Carvalho, Bruno Fernandes (João Moutinho 85'), Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo e Gonçalo Guedes (João Félix 70').

Num jogo intenso com Portugal a subjugar a equipa da casa, que apesar de tudo nunca se deu por vencida, valorizando a vitória da equipa das quinas, o resultado foi sofrendo cambiantes  interessantes lançando ao jogo uma expectativa crescente à medida que o tempo ia avançando. 0-1, por William Carvalho (42'), 0-2, por Gonçalo Guedes (58'), 1-2, por Milenkovic (68'), 1-3, por Cristiano Ronaldo (80'), 2-3, por Mitrovic (85') e 2-4, por Bernardo Silva (86').

O portista Danilo Pereira foi utilizado a tempo inteiro, realizando uma exibição de bom nível, atingindo a sua 34ª internacionalização ( 2 enquanto atleta do Marítimo e as restantes ao serviço do FC Porto).

No segundo encontro disputado em Vilnius, contra a modesta Lituânia, Portugal alinhou da seguinte forma: Rui Patrício, João Cancelo, José Fonte, Rúben dias, Raphael Guerreiro, Rúben Neves, William Carvalho, Bruno Fernandes (Rafa Silva), Bernardo Silva (Pizzi 89'), Cristiano Ronaldo (Gonçalo Guedes (79') e João Félix.

Cristiano Ronaldo foi o homem do encontro ao concretizar um Póker (4 golos), num jogo em que a equipa portuguesa sentiu algumas dificuldades, apesar de ter chegado cedo ao primeiro golo. Deixou-se empatar, levando esse resultado para o intervalo e só na segunda parte conseguiu desatar o nó e partir para a goleada de 5-1.

O resultado foi assim construído: 0-1, por Cristiano Ronaldo (7' de grande penalidade), 1-1, por Vytas (28'), 1-2, 1-3 e 1-4, por Cristiano Ronaldo (62', 65' e 76') e 1-5, por William Carvalho (92').

Portugal subiu à 2ª posição somando 8 pontos em 4 jogos, menos um jogo que todos os outros competidores do Grupo B, que é comandado pela Ucrânia 5 jogos/13 pontos.

Portugal necessita vencer os 4 jogos que lhe faltam para somar 20 pontos, sendo que um desses será contra a Ucrânia que em caso de derrota apenas somará 19. Só o vencedor do grupo tem garantida a passagem automática à fase final.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

INTERNACIONAIS PORTISTAS


PEPE - INTERNACIONAL PORTISTA PORTUGUÊS Nº 119

Conta até ao momento com 106 internacionalizações pela principal selecção nacional portuguesa (86 enquanto atleta do Real Madrid, 17 pelo Besiktas e 3 pelo FC Porto).

Brasileiro de nascença, português do coração, Pepe vestiu pela primeira vez a camisola da selecção nacional sob o comando técnico do seu compatriota Scolari, no dia 21 de Novembro de 2007, em jogo de qualificação para o Europeu/2008, disputado no Estádio do Dragão, frente à Finlândia, que terminou com um empate sem golos. Era então atleta do Real Madrid.


Um ano depois, foi dele o primeiro golo português no Euro/2008, frente à Turquia. Curiosamente foi dele também o primeiro golo de Portugal no Euro/2012, frente à Dinamarca. Já no Euro/2016 foi eleito para a equipa ideal da UEFA.

Pepe rapidamente se tornou num dos imprescindíveis e dos mais influentes atletas da equipa, tendo uma presença quase permanente no onze titular da Selecção nacional.

Apesar de ser defesa central, é um jogador atraído pela baliza contrária, somando sete golos da sua autoria.

O luso-brasileiro regressou ao FC Porto na janela de transferências de Inverno de 2019, depois de ter jogado 10 temporadas no Real Madrid (2007/08 a 2016/17) e uma época e meia no Besiktas (Agosto de 2017 a Novembro de 2018). Clicar aqui para recordar outras incidências da sua carreira.

Enquanto atleta portista, Pepe voltou à selecção nacional no dia 22 de Março de 2019, para concretizar a sua 104ª internacionalização, em jogo de qualificação para o Euro/2020, disputado no Estádio da Luz, frente à Ucrânia, com empata sem golos.

Segue-se uma imagem de uma dessas titularidades, relativamente recente, já que foi captada no dia 5 de Junho deste ano, no Estádio do Dragão, em jogo frente à Suíça, relativo à meia-final da UEFA NATIONAL LEAGUE, com vitória portuguesa por 3-1, precisamente a sua última internacionalização, face à lesão sofrida nesse jogo:



O Seleccionador Fernando Santos continua a depositar nele toda a confiança, seleccionando-o para os dois próximos compromissos, mas uma nova lesão sofrida frente ao Vitória de Guimarães, no passado Domingo, inviabilizou o seu contributo. 

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

RANKING GOLEADORES PORTISTAS


RONALDO - Goleador Nº 297

Concretizou 2 golos em 67 participações oficiais com a a camisola do FC Porto, ao longo das 5 temporadas ao seu serviço (1969/70 e 1972/73 a 1975/76).

Ronaldo Brito nasceu no dia 2 de Janeiro de 1948, em Ituaçu, município do Estado da Bahia, no Brasil.

Chegou ao FC Porto no Verão de 1969 para integrar o plantel liderado pelo técnico romeno Elek Schwartz.

Avançado de boa estampa física, Ronaldo não correspondeu ao que dele se esperava, que era naturalmente marcar muitos golos.


A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 24 de Setembro de 1969, no Idraets Park, em Copenhaga (Dinamarca), frente ao Hvidovre, em jogo da 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça das Cidades Com Feira (hoje Liga Europa), com vitória portista por 2-1. Ronaldo foi o ponta-de-lança eleito para fazer dupla com Custódio Pinto, mas foi um jovem médio da formação (Hélder Ernesto) a marcar os dois golos. Aliás, o avançado brasileiro foi até rendido aos 61 minutos por Séninho.

Nessa temporada de estreia (1969/70), Ronaldo não foi muito utilizado. Apenas colaborou em 11 jogos (ver mapa abaixo).

A sua estreia a marcar foi no dia 15 de Fevereiro de 1970, no Campo Abel Figueiredo, em Santo Tirso, em jogo dos 16 avos-de-final da Taça de Portugal, frente ao Tirsense, clube que militava na II Divisão nacional e que terminou com um surpreendente empate a duas bolas. Ronaldo foi o autor dos dois golos portistas, aos 31 e 34 minutos.

Foram os únicos alcançados enquanto jogador do FC Porto.

Essa primeira época foi bastante trágica para o Clube, terminando o Campeonato nacional na pior classificação de sempre (9ª lugar), com mais derrotas do que vitórias, com mais golos sofridos do que marcados e eliminado da Taça de Portugal à primeira, pelo Tirsense da II Divisão. O treinador romeno foi dispensado em Fevereiro de 1970, substituído, provisoriamente por Vieirinha e posteriormente pelo escocês Tommy Docherty, mas o período negativo não se alterou.

Ronaldo acabou vítima desse «desastre» não sendo um dos escolhidos para fazer parte do plantel na temporada seguinte, sob a orientação de António Teixeira. Foi então cedido por empréstimo ao Boavista.

De regresso ao FC Porto(1972/73), agora comandado tecnicamente pelo chileno Fernando Riera, Ronaldo voltou a não ser muito solicitado. Jogou apenas as 4 últimas jornadas do campeonato) e já na sua nova posição de defesa central, lugar que lhe viria a garantir uma utilização muito mais regular, nas temporadas seguintes.

A sua melhor época foi a de 1973/74, sob o comando técnico do húngaro Bela Guttmann, realizando um total de 31 jogos dos 34 possíveis, em bom plano.

Quando parecia ter finalmente conquistado o seu lugar, uma grave lesão afastou-o durante toda a época de 1974/75.

Recuperado da lesão o brasileiro fez a época possível, sem no entanto conseguir a regularidade que ambicionara.

Segue-se uma imagem a ilustrar uma dessa titularidades:



O final dessa temporada ditou o terminus da sua ligação ao FC Porto, rumando ao Braga onde jogou as 4 épocas seguintes.


Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

TRIUNFO GORDO EM EXIBIÇÃO MAGRA
















FICHA DO JOGO





























SISTEMAS TÁCTICOS



























O FC Porto recebeu e derrotou o V. de Guimarães, com uma exibição incaracterística em que sentiu grandes dificuldades de penetração e alguns calafrios defensivos, apesar de ter ficado em vantagem numérica desde o 2º minuto da partida, com a expulsão do defesa minhoto Tapsoba. Os Dragões só marcaram o golo da confirmação aos 88 minutos, depois de nova expulsão, desta vez ao avançado Davidson. Pelo meio Marchesín foi evitando o golo do adversário, por três ocasiões.

Sérgio Conceição não tinha motivos para fazer alterações ao onze titular e manteve os mesmos que começaram o jogo no toupeiral.



























Depois de uma exibição categórica na semana anterior, na casa do principal candidato ao título, receber a turma do Vitória, equipa que na temporada passada teve a ousadia de vencer no Dragão e empatar e sua casa, «roubando» 5 dos 6 pontos possíveis, elevava naturalmente a expectativa.

Logo na primeira jogada do encontro, Marega sofreu falta de Tapsoba, quando se dirigia para a baliza (braço nas costas e empurrão), que Carlos Xistra ajuizou bem, marcando a respectiva falta e expulsando o defesa minhoto. Para alguns críticos da nossa praça terá sido uma decisão excessiva, talvez porque estão habituados a arbitragens bem mais bondosas para os nossos adversários, também deste protagonista.

É claro que esta incidência baralhou certamente toda a esquematização programada para este jogo, de um e de outro lado.

Por incrível que pareça, foram os azuis e brancos que pior se adaptaram à nova situação de jogarem em superioridade numérica, ainda que tenham chegado ao golo à passagem do 13º minuto. Passe em profundidade de Corona para o segundo poste, aparecendo Marega a receber de forma deficiente, mas ainda assim a recompor, a deixar Bondarenko no chão, depois de uma simulação e atirar de seguida a contar, batendo Miguel.

Os vimaranenses cada vez mais unidos, souberam organizar-se lá atrás, foram tapando os espaços de penetração, permitiram aos jogadores do FC Porto ter a bola longe da sua baliza e quando a conseguiam recuperar, lançavam ataques rápidos, bem construídos e perigosos, pondo sempre em alerta máxima a defensiva da casa.

Rochinha dispôs de uma boa oportunidade de empatar, aos 18 minutos, mas Marchesín, sempre felino negou-lhe essa possibilidade com mais uma defesa incrível.

Só de bola parada o FC Porto conseguia levar algum perigo à baliza minhota. Marcano aos 29 minutos e Mbemba (entrou aos 44 minutos a substituir Pepe por lesão), aos 55 minutos, cabecearam com muito perigo, na sequência de cantos.

Aos 59 minutos Carlos Xistra voltou ao seu normal e perdoou uma grande penalidade cometida pelo guarda-redes Miguel sobre Marcano (tentativa de afastar a soco num cruzamento, acertando na cara do defesa portista. O VAR terá chamado à atenção e Xistra foi ele próprio visionar o lance, mantendo a decisão de não assinalar a falta.

Aos 68 minutos foi  Sacko a cometer falta dentro da área sobre Luis Díaz, mas mais uma vez Xistra fez vista grossa.

Dez minutos depois O árbitro da partida esteve bem ao expulsar Davidson por reagir extemporaneamente a uma falta bem assinalada. Primeiro levou o amarelo por protestos e de seguida o vermelho por protestos ainda mais refinados.

A partir de então acabou a resistência vimaranense, podendo o FC Porto finalmente respirar de alívio.  Marcano marcou aos 88 minutos o golo do descanso e Marega bisou aos 93 minutos, elevando o marcador para números demasiado pesados para a performance de ambas as equipas.

Vitória justa mas muito suada pela valorosa réplica do adversário.