quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

DRAGÕES EMPENHADOS, COM UM PÉ NO JAMOR
















FICHA DO JOGO



























Ao vencer de forma categórica em Barcelos, o FC Porto deu um passo quase decisivo para se apresentar pela 29ª vez no estádio do Jamor, para discutir mais uma final da Taça de Portugal.

Longe de realizar uma exibição perfeita, os Dragões souberam superiorizar-se de forma clara frente a um adversário nitidamente com menores argumentos mas que lutou muito pelo resultado, aproveitando algumas falhas que os azuis e brancos ainda vão cometendo.

José Peseiro, com dois jogos por semana, entendeu gerir o esforço dos seus jogadores, apresentando um onze inicial com seis alterações, em relação à equipa tipo em que tem apostado desde que chegou.

Casilhas, Martins Indi, Herrera, André André, Jesus Corona e Aboubakar, foram poupados, dando lugar à entrada de Helton, Maicon, Rúben Neves, Marega, Suk e Silvestre Varela.



























O FC Porto começou cedo à procura da vantagem, mas nem sempre com grande eficácia. Suk, aos 14 minutos foi bem assistido na área, mas calculou mal o tempo de salto e o remate de cabeça acabou por sair longe do alvo.

Na primeira parte o Gil Vicente ainda conseguiu dar alguma réplica e aos 24 minutos colocou a bola na barra da baliza de Helton, com algum estrondo.

Apesar do maior domínio portista, a bola teimava em não entrar, muito por culpa da má direcção dos remates portistas. Marega e Suk desperdiçaram três boas oportunidades para abrir o marcador que só viria a funcionar já em cima dos descontos, na sequência de um canto marcado na esquerda por Layún. A bola percorreu toda a área, descrevendo um arco de dentro para fora, surgindo de trás Rúben Neves a rematar de primeira, abrindo o activo.























Logo a seguir chegou o intervalo.

No reatamento o Gil Vicente ainda causou um calafrio, quando numa jogada de ressaca de um canto Renan apareceu isolado na cara de Helton (dessincronização da defesa portista na tentativa de o colocar em fora de jogo), rematando de cabeça com a bola a roçar a barra. Nove minutos depois o desengonçado Simy, voltou a aparecer na área bem colocado, em mais uma má cobertura defensiva, mas o seu remate desastrado acabou por não ter consequências.

A partir de então só deu Porto. Aos 59 minutos Layún, no bico da área, do lado esquerdo, serviu na perfeição a desmarcação de Suk, que mais rápido surgiu isolado para bater Serginho com um magnífico remate de cabeça.





















Os Dragões continuaram na tentativa de ampliar o resultado e deixar resolvida a eliminatória. Silvestre Varela, aos 63 minutos falhou por pouco o terceiro golo. Suk do lado direito colocou-lhe a bola redondinha para a entrada da pequena área e o ala portista na passada rematou fazendo a bola passar muito perto do poste.

A intensidade ofensiva portista haveria de sortir os efeitos desejados. Seis minutos volvidos, Varela numa tentativa de colocar a bola em Suk, bem colocado em posição central à entrada da área, permitiu a intervenção de um defensor gilista, a bola ressaltou para a entrada da área, sob a esquerda onde surgiu rápido Layún a isolar-se, mas imediatamente derrubado por Bruno Silva que viu por isso o cartão vermelho.

Peseiro aproveitou a paragem do jogo para substituir Brahimi, mais uma vez muito apagado, por Sérgio Oliveira que saiu do banco cheio de confiança para a marcação do respectivo livre directo.

O jovem médio portista colocou a bola no relvado, deu dois passos atrás, olhou a baliza, correu para a bola, aplicou um remate colocado, fazendo a bola entrar na gaveta. Belo golo!






















Até ao final o FC Porto ainda dispôs de mais algumas boas oportunidades, mas mais uma vez, a fraca pontaria fez com que o resultado não sofresse alteração.

Vitória justa da equipa mais forte, numa exibição com ainda muitas falhas, que frente a equipas com mais argumentos poderão ser fatais.

Vantagem confortável para o jogo da 2ª mão que se realizará no dia 2 de Março, às 20:00 h, no Estádio do Dragão.

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