sexta-feira, 26 de setembro de 2014

DRAGÃO TÍMIDO SÓ CUSPIU FOGO NA 2ª PARTE
















FICHA DO JOGO


























O FC Porto não foi além do empate em Alvalade, uma vez mais, num jogo de duas faces em que os Dragões foram dominados na primeira parte e senhores do jogo na segunda.

Julen Lopetegui apostou num onze inicial alterado pelo castigo de Maicon e a recuperação física de Alex Sandro. Daqui resultou numa  nova dupla de centrais, com Martins Indi sob a direita e Ivan Marcano sob a esquerda. Rúben Neves foi um dos escolhidos para o meio campo e Quaresma para a ala.























Os azuis e brancos entraram mal, com dificuldade em circular a bola, mesmo para trás ou para os lados, já que o adversário fazia pressão muito alta, colocando os jogadores portistas em apuros para endereçarem a bola nas melhores condições aos seus companheiros.

Tal pressão acabou por dar frutos muito cedo. Numa tentativa de sair a jogar, Rúben Neves, falhou um passe, interceptado por Nani que prontamente correu em direcção à área portista aproveitando o desposicionamento da defesa azul e branca. Ganhou um ressalto na luta com Casemiro, lançou para a direita onde Carrillo apareceu livre de marcação, à saída de Fabiano o peruano levantou a bola para o centro da área onde apareceu Jonathan, à vontade, a cabecear para o golo. Jogada corrida, simples e eficaz, perante uma defensiva completamente desbaratada.

Os Dragões sentiram muito este golo, tal como o ambiente hostil vindo das bancadas. O desnorte era evidente, muitas dificuldades em segurar a bola, o meio campo contrário e de suster a avalanche atacante do adversário, que estimulado pelo golo carregou ainda mais, no sentido de voltar a marcar. Não esteve muito longe disso. Poucos minutos depois, João Mário pôs o guardião portista à prova, com um remate violento que Fabiano teve de se aplicar e defender com os punhos.

Com o Sporting a carregar, aos 11 minutos o árbitro da partida, Olegário Benquerença decidiu proteger a equipa da casa, mostrando um cartão amarelo por uma agressão (empurrão violento e ostensivo) de Slimani a Martins Indi.



















É evidente que se o lance fosse ao contrário a cor do cartão seria enevitavelmente vermelho.

Entretanto os leões continuaram ofensivamente perigosos e por volta dos treze minutos João Mário surgiu solto na área portista cabeceando com muito perigo, mas para fora. Carrilho e Nani estavam endiabrados e faziam o que queriam dos laterais portistas, enquanto o FC Porto raras vezes conseguia chegar à área adversária.

O primeiro remate portista digno desse nome pertenceu a Jackson que saltou mais alto que Maurício, mas não acertou com a baliza. Esse remate marcou uma ligeira mudança na tendência do jogo. O FC Porto passou a controlar melhor e a criar lances ofensivos com mais frequência. Até ao intervalo, ainda pertenceu no entanto à equipa da casa mais um remate com algum perigo, desta vez por Nani, aos 38 minutos.

No segundo tempo Óliver Torres e Cristian Tello deixaram Rúben Neves e Quaresma, no balneário e desde então o FC Porto ganhou  personalidade, consistência e ambição. Tomou conta do jogo e partiu decidido à procura de reverter o resultado.

Logo no primeiro minuto, Cristian Tello entrou pela esquerda, foi à linha cruzar atrasado a bola sobrou para Casemiro que foi empurrado pelas costas por Carrillo, com o homem do apito a fazer vista grossa. 

Três minutos depois, Brahimi isolou Jackson Martinez, que atirou contra o guarda-redes Rui Patrício, desperdiçando a mais clara oportunidade de golo. Era agora o FC Porto que carregava.

Aos 54 minutos foi Óliver Torres a desmarcar Herrera, só que o mexicano escorregou no momento de dominar a bola.

O golo do empate veio logo a seguir. Entrada de Danilo pela direita, depois de excelente assistência de Tello, cruzamento e a defesa sportinguista às aranhas com Sarr a desviar a bola para a sua baliza, na tentativa de impedir que a bola chegasse em boas condições a Jackson Martinez. Estava feito o empate.




















O FC Porto queria mais e continuou a carregar à procura do golo da vitória. O meio campo portista com Óliver Torres estava imparável e os Dragões dominavam como queriam.

Só aos 75 minutos o Sporting conseguiu reagir. Na sequência de um livre que Martins Indi afastou para a entrada da área, Capel, que substituíra Carrillo, atirou uma bomba que esbarrou no travessão, já Casemiro tinha dado o seu lugar a Diego Reyes, por lesão.

Aos 81 minutos, em novo ataque portista, Herrera recebeu a bola à entrada da área, enquadrou-se com a baliza e desferiu um remate em arco, obrigando Rui Patrício à defesa da noite. Sete minutos depois, novo caso do jogo, com Olegário a cometer mais um erro e mais uma vez contra o FC Porto. A bola foi cruzada da direita para a esquerda com Óliver Torres a amortecer para Jackson. O colombiano de costas para a baliza, rematou de calcanhar, sendo a bola desviada pelo braço de Maurício.

Já no tempo de compensação, Herrera fez um passe magistral a rasgar para a desmarcação de Tello. O extremo espanhol entrou na área, tirou dois adversários do caminho e decidiu rematar, mas a bola passou a raspar o poste, perdendo a última oportunidade de chegar à vitória. Brahimi e Jackson acompanharam o lance e encontravam-se desmarcados e em boa posição para rematar se a bola fosse para lá dirigida.

O que fica desta partida é a péssima primeira parte do FC Porto, com os seus jogadores demasiadamente nervosos, atarantados e desligados, incapazes de acalmar o jogo e de segurar o adversário. Foi melhorando depois dos 25 minutos, mas sem conseguir organizar o seu meio campo, com Rúben Neves e Herrera perdidos. Quaresma esteve improdutivo e ausente. Danilo e Alex Sandro viram-se e desejaram-se nos confrontos com Nani e Carrillo.

No segundo tempo todos melhoraram chegando a atingir momentos de algum brilhantismo, falhando apenas a eficácia na concretização.

Mais dois pontos perdidos num estádio onde continuamos a não ser felizes. O árbitro teve aquilo que considero uma actuação «normal», com três erros graves, sempre para o mesmo lado, que a Comunicação Social vai certamente branquear. E siga o circo.

2 comentários:

  1. Mais uma 1ª parte miserável. Já não sei o que pensar deste treinador

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  2. Só para falar nos vencedores de campeonatos recentes, André Villas-Boas, Vítor Pereira e mesmo o Jesualdo Ferreira em pleno Apito Dourado não tiveram erros de arbitragem, até muito mais graves do que até agora? Tiveram. Mas ganharam mesmo assim. Vítor Pereira ganhou até sem nenhuma margem de erro dado o equilíbrio com os adversários e até com plantéis sem tantos recursos.

    A única diferença é que o FC Porto actual com um plantel de luxo não joga nada, ou fá-lo esporadicamente e quase sempre em desespero, e por isso coloca-se a jeito. Quando se joga pouco, quando se é inconstante exibicionalmente e na escolha da equipa ideal , constantemente equivocado, claro que todos os lances , todos os erros dos árbitros ganham uma importância imensa. Mas só aqueles com cegueira clubística colocam o ónus nas arbitragens e não na incompetência própria. Digam-me um jogo este ano que tivessem saído do estádio com uma sensação de que esteve completamente controlado do princípio ao fim e que só podemos apontar às arbitragens um desfecho melhor? Só um. Contra o BATE. Do

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