terça-feira, 26 de outubro de 2010

PORTO DEMOLIDOR, ARRASA LEIRIA


FICHA DO JOGO


(Clicar no quadro para ampliar)

Foi um Porto demolidor o que hoje pisou o relvado do Dragão.  Em noite de quase acerto geral, os Dragões entraram famintos de golos e partiram para uma exibição trituradora, eficaz e com muitos momentos de futebol do melhor quilate.


AndréVllas-Boas procedeu a apenas três alterações no xadrêz, em relação à equipa que jogou em Istambul. Fucile, em vez de Sapunaru, Rúben Micael, no lugar de Belluschi e Silvestre Varela na posição de C.Rodriguez.



Falcão deu o mote, fazendo estremecer a trave, num forte e colocado remate, que merecia melhor sorte, estavam decorridos 8' de jogo. O que se seguiu foi uma «cavalgada» em direcção da baliza leiriense. Varela teve o golo à mercê mas também não foi feliz.

Até que, entrou em cena, o verdadeiro artista, o incrível Hulk, pois então. O brasileiro decidiu abrir o livro, marcando um golo soberbo. Rúben Micael, lançou-lhe a bola para o espaço vazio, Hulk meteu a rapidíssima e à saída do guarda-redes leiriense aplicou-lhe uma chapelada.

O segundo golo não tardaria. Cinco minutos após, João Moutinho recuperou uma bola, ainda próximo da sua área, serviu Hulk, no meio campo, este lançou Falcao em corrida. O colombiano foi progredindo no terreno em direcção à área, foi contemporizando e quando pressentiu o brasileiro à sua ilharga, serviu-o magistralmente. Hulk que vinha embalado, tocou a bola por debaixo do corpo do guardião que saíra ao seu encontro. Segunda obra de arte, colectiva.

Pouco depois da meia hora, apareceria o terceiro golo da noite. A raça e a inteligência de João Moutinho estiveram na génese. Primeiro ao não dar por perdido um lance que viria a ganhar sob a linha de cabeceira, perto da bandeirola de canto, obrigando o seu opositor a cometer falta, depois, ao marcar de imediato a respectiva falta, permitindo a Silvestre Varela receber a bola nas melhores condições, aproveitando para serpentear na área e atirar a contar, em mais um belo golo.

Uma primeira parte onde a máquina se apresentou bastante afinada.

No segundo tempo, o FC Porto pode abrandar o ritmo, mas continuou insaciável. Faltava ainda qualquer coisa. Falcao já se vê!

O Colombiano, que dera o lamiré no início da partida, teve então os seus momentos de glória. No primeiro acorrendo de cabeça a um cruzamento tele-guiado de Álvaro Pereira, sobre a esquerda e mais tarde, numa jogada de entendimento com Hulk, Falcao, à entrada da área, não perdoou.

Entre os golos de Falcão, o U. Leiria aproveitaria uma «oferta» do árbitro Vasco Santos, para reduzir, ao concretizar uma grande penalidade falsa com Judas, pois a falta de Fernando sobre Pateiro foi cometida fora da área. O árbitro portuense já estivera mal, quando na primeira parte, perdoou, esse sim, um penalty real, cometido sobre Varela, bem dentro da área.

Vitória volumosa, mas ainda assim lisonjeira para o adversário, face ao volume de oportunidades criadas.

Quase todos estiveram em bom plano, mas para mim Hulk, que foi justamente distinguido como o melhor jogador do mês, pela Liga, voltou a ser o melhor jogador em campo. É o melhor marcador do campeonato, com oito golos.

3 comentários:

  1. Foi um jogo de encher o olho ... que prazer em assistir a um Porto destes, jogadores determinados, com entrega, raça, não dão um lanca como pordido, defendem e atacam todos, marcam golos fabulosos !!! qua podemos pedir mais, assim dá gosto ver futebol.

    Um abraço

    http://fcportonoticias-dodragao.blogspot.com/

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  2. Mais uma enorme exibição com Hulk a ser, para mim, o melhor em campo.

    É continuar a trabalhar para vencermos os jogos frente à Académica e ao Besiktas.

    Um abraço

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  3. Eu gostei...muito!

    E gostei muito, porque o F.C.Porto teve hoje, tudo aquilo que se pede a uma grande equipa: pressão alta, sufocante, que não deixou o Leiria respirar; domínio total do jogo; futebol bonito, alicerçado num colectivo forte, que, tal como disse Villas-Boas, potencia o talento individual; jogadas a toda a largura do rectângulo de jogo, num tic tac que galvaniza a plateia; e tudo isto, tirando um pequeno adormecimento, natural, durante um pouquinho da segunda-parte, depois de uma viagem longa e um jogo desgastante na Turquia.

    Pressão, por jogar depois dos principais rivais terem conquistado os três pontos? Nenhuma! Esta equipa está fortíssima, confiante, joga como respira, motiva, mobiliza, deixa os adeptos satisfeitos e com vontade de regressar.

    Como dizia um amigo meu, no final do jogo, "assim, vai ser muito difícil perdermos". E nem quando lhe lembrei a facilidade com que o árbitro tinha marcado um penalty contra o F.C.Porto e ignorado outro a nosso favor, ele vacilou: "ganhamos até contra o árbitro!"

    Foram cinco e ninguém pode dizer que é um resultado exagerado, antes pelo contrário, tivemos várias oportunidades, claras, para marcar, pelo menos, mais outros tantos golos, enquanto Helton, na primeira-parte não fez uma defesa e na segunda, tendo mais algum trabalho, não foi muito posto à prova.

    Quando jogamos assim, quando a exibição atinge esta qualidade, não faço referências individuais, mesmo correndo o risco de estar a ser injusto, com quatro ou cinco jogadores, que foram brilhantes. Vocês, como dizia o outro, sabem de quem estou a falar, não sabem?

    Cumprimentos

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