sexta-feira, 25 de maio de 2018

BALANÇO DA TEMPORADA 2017/18

PARTE I

Quatro temporadas a fio sem ganhar o título nacional era obviamente motivo para grande insatisfação do Universo Azul e Branco. Havia pois urgência de mudar a agulha e reorganizar a estrutura de molde a restituir ao plantel, o rigor, a disciplina a competência e a paixão, requisitos essenciais, para fortalecer a capacidade de lutar tenazmente contra tudo e contra todos.

Sim, contra tudo e contra todos, como foi sendo sistematicamente denunciado pelo nosso Director  de Informação e Comunicação, Francisco J. Marques, no Porto Canal, sobre o «modus operandi» do clube do regime e tetracampeão nacional, a que apelidou de «POLVO ENCARNADO», pondo a nu os esquemas, manipulações  e compadrios (emails, toupeiras, cartilheiros e afins), que lhe garantiram todos os títulos dessas 4 épocas.

Pinto da Costa, mais uma vez, fez a escolha perfeita. Conseguiu a contratação de um treinador, ainda jovem é certo, não muito experiente na profissão, mas com um carácter, uma força anímica, uma ambição, uma capacidade agregadora e de liderança que acabaram por ser fundamentais no êxito desta temporada.

Sérgio Conceição, ex-atleta idolatrado pela sua raça, ambição, dedicação e determinação, conhecedor da exigência e mística do Clube, foi apresentado com pompa e circunstância,  deixando transparecer desde logo a confiança na qualidade do seu trabalho e da sua equipa técnica, a coragem para enfrentar os malefícios dos «jogos fraudulentos» de bastidores e sobretudo a mentalidade ganhadora, com a convicção de que em Maio, o Mundo Azul e Branco, iria estar muito feliz.

Afectado pelos regulamentos da UEFA, à conta do incomprimento do fair-play financeiro, em função dos prejuízos obtidos nos 3 anos anteriores, o FC Porto viu-se limitado na contratação de novos jogadores, pelo que o novo técnico teve de olhar atentamente para a «matéria-prima» disponível.

Geridos que foram os activos (8 saídas/vendas e 8 regressos/compras), ficou-se com a ideia que o plantel era curto para tantos compromissos (Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Taça da Liga e Champions League).


CAMPEONATO NACIONAL (LIGA NOS)

Inicio muito prometedor, com sete vitórias consecutivas, interrompidas pelo empate na deslocação a Alvalade, bastante injusto já que a equipa portistas foi de longe a melhor equipa e a que mais oportunidades criou para vencer folgadamente o encontro.

Seguiram-se três vitórias normais, até ao primeiro de dois empates consecutivos, muito marcados pelas actuações desastrosas das equipas de arbitragem, a roçar mesmo o escândalo, contra o Aves e o Benfica. No primeiro caso ficou um penalty claro sobre Danilo Pereira por marcar e no segundo duas grandes penalidades (derrube a Marega e braço na bola intencional de Luizão) e um golo mal anulado por fora de jogo inexistente. 

Aliás, a saga das arbitragens a prejudicar o FC Porto e a beneficiar os clubes da 2ª circular foram uma constante durante todo o campeonato, mesmo em encontros que os Dragões  conseguiram vencer.

Mais cinco vitórias consecutivas, seguidas de novo empate na 20ª jornada em Moreira de Cónegos. Apesar do jogo não ter sido muito bem conseguido pela equipa azul e branca, a verdade é que o resultado final (0-0) ficou ferido por mais uma decisão errada da equipa de arbitragem e do VAR. Golo mal anulado a Warris, por pretenso fora de jogo!

Seis vitórias consecutivas, a liderança isolada com 5 pontos de vantagem e a aproximação do final do Campeonato, começaram a pôr em causa o anunciado penta do polvo encarnado. Era pois necessário e urgente travar esta cavalgada portista rumo ao título. Ora a deslocação à Mata Real, em 11 de Março, na 26ª jornada entrou para a história desta prova, com uma postura indecente dos jogadores e treinador do Paços de Ferreira (anti-jogo ridículo e inimaginável) e sobretudo com a complacência do «apitador» de serviço, o famigerado e intragável Bruno Paixão, resultando na  1ª derrota do FC Porto, no Campeonato fazendo renascer a  esperança do sistema lâmpianico, face ao simultâneo e constante proteccionismo à sua equipa.

Depois de vencer o Boavista, os Dragões deslocaram-se ao Restelo onde foram derrotados sem apelo nem agravo, num jogo que claramente não correu bem, com resultado final justo, a castigar o mau desempenho azul e branco, que lhe valeria a perda da liderança da prova. Sérgio Conceição afirmou recentemente que foi aí que sentiu, pelas reacções dos seus jogadores no balneário, no final do jogo, que a equipa estava realmente focada e determinada em fazer uma recta final de Campeonato irrepreensível.

Foi realmente dessa forma que os azuis e brancos abordaram os  6 jogos finais, apesar das consideradas saídas complicadas à Luz, aos Barreiros e a Guimarães, averbando 6 vitórias claras e justas que lhe garantiram terminar a prova com 7 pontos de vantagem sobre o segundo classificado e 10 sobre o terceiro, com o ataque mais concretizador e a defesa menos batida:
























(Continua)

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