segunda-feira, 4 de abril de 2016

JUSTO CASTIGO PARA TANTA INCOMPETÊNCIA
















FICHA DO JOGO





























Perder contra o último classificado do campeonato e no Dragão, era algo que poucos ousariam vaticinar, mas este bando de pardais à solta em que se tornou a equipa do FC Porto, até isso conseguiu.

A luta pelo título estava já fora de causa por todos os motivos, quer de carácter interno como os do foro de bastidores. A luta pelo segundo lugar era também algo um pouco distante, aparentemente possível se a equipa apresentasse uma melhoria significativa que, em abono da verdade nunca deixou transpirar. Com este resultado e esta performance, a luta passou a ser a de garantir a manutenção do terceiro posto.

Peseiro veio para tentar corrigir a trajectória de queda que a equipa começou a evidenciar desde a derrota contra o Dínamo de Kiev, no Dragão, mas a verdade é que a emenda está a sair pior que o soneto. Daí para cá, ainda com Lopetegui a equipa sofreu mais três derrotas (Chelsea, Marítimo e Sporting), cedeu um empate (Rio Ave) e venceu seis jogos (dois ciclos de três vitórias consecutivas - Tondela, U. da Madeira e Paços Ferreira - Nacional, Feirense e Académica).

Rui Barros assumiu a equipa e conseguiu duas vitórias seguidas (duas vezes contra o Boavista) e duas derrotas (Guimarães e Famalicão).

Em 15 jogos, Peseiro já pulverizou todos os recordes negativos, somando 6 derrotas (Feirense, Arouca, Borrussia Dortmund duas vezes, Braga e Tondela), vencendo as restantes 9 partidas, alternando com as derrotas e em ciclos máximos de duas vitórias (três vezes).

É sem dúvida um panorama atípico no Dragão mas que se vai tornando assiduamente preocupante.


























Voltando ao jogo de hoje, Peseiro arriscou a mesma equipa que tinha começado o jogo em Setúbal e os primeiros vinte minutos mostraram alguma desenvoltura, capacidade para chegar perto da baliza adversária com algum perigo mas uma gritante incapacidade para materializar essa disposição, sobretudo pela incompetência na conclusão dessas jogadas, roçando em alguns casos, o ridículo e caricato. Num ou dois punhados de boas jogadas ofensivas, apenas um lance se pode considerar oportunidade de golo falhada. Refiro-me à bola cabeceada ao ferro por Aboubakar, com o guarda-redes batido. O outro lance mais perigoso e muito bem concluído foi o do remate de fora da área de Sérgio Oliveira, que contou com a intervenção espectacular do jovem guardião Cláudio Ramos.

Depois desse período a equipa foi-se desligando, perdendo intensidade e organização, foi acumulando erros de palmatória e os jogadores do Tondela começaram a sentir-se confortáveis no jogo. Sempre mais rápidos, mais aguerridos e mais ambiciosos, anulavam com facilidade as tímidas investidas azuis e brancas, que passaram a tornar-se cada vez mais em fogachos individuais, de tal forma que o nulo no marcador ao intervalo traduzia a verdade do jogo.

Esperava-se um abanão de Peseiro nos balneários, mas a equipa surgiu com a mesma disposição e apatia. Apesar dos discursos prévios de moralização e confiança a postura em campo revela precisamente o contrário. Os jogadores não conseguem demonstrar as suas qualidades, perdem-se com tiques de craques, cometem asneiras, umas atrás das outras, estragam algumas jogadas prometedoras com atitudes e opções caricatas e depois dão pontapés no ar e murros na relva, como se tivessem ficado muito aborrecidos.

De tudo isto aconteceu em toda a segunda parte, que não poderia acabar sem o lance do «golaço» do Tondela, um remate colocado e intencional de Luís Alberto a bater Casillas, sem apelo nem agravo. A isto eu chamo COMPETÊNCIA.

Depois do golo sofrido os jogadores do Tondela defenderam com arreganho a vantagem conseguida, perante uma equipa que voltou a criar lances de golo e a falhar na conclusão, umas vezes por precipitação, outras por falta de convicção, outras por incompetência, enfim numa gritante falta de classe que este emblema não merece.

Os responsáveis que metam a mão na consciência e reflictam no que andam a fazer.

1 comentário:

  1. Não há responsáveis. Se os houvesse já se teriam apresentado.
    Cumprimentos

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