domingo, 16 de agosto de 2026

O PRAGMATISMO QUE RENDE TRIUNFOS. ATÉ QUANDO?

 

















FICHA DO JOGO



























SISTEMA TÁCTICO
























O FC Porto foi a Vila do Conde somar três pontos, ao derrotar o Rio Ave, por duas bolas sem resposta.

O técnico portista apresentou três alterações no onze principal, relativamente ao jogo anterior, frente ao Alverca. Nehuén Peréz, Pablo Rosário e Deniz Gul, surgiram em vez de Martim Fernandes a Alan Varela, a recuperar de lesões bem como André Silva, ainda que este tenha recuperado, mas a começar no banco talvez por precaução.
























Numa deslocação sempre complicada, o FC Porto actuou no sistema Farioli, que sem ser vistoso, tem dado para seguir em frente na defesa dos seus objectivos, ou seja, assente numa defensiva coesa, onde sobressaem a grande classe do guarda-redes Diogo Costa, um muro quase intransponível, com defesas espectaculares, a conferir grande segurança aos companheiros e uma dupla de centrais competentes, que se complementam.

A boa performance defensiva tem sido, seguramente a base fundamental de um esquema que não privilegia a beleza estética do seu futebol, nem a vertigem ofensiva capazes de  transformarem um jogo num espectáculo. 

Em Vila do Conde, como na passada semana no Dragão, a equipa mostrou-se lenta na construção, com passes entre os centrais, quiçá numa tentativa de adormecer o adversário, para de repente fazerem lançamentos em profundidade para as alas, mas geralmente mal medidos e por isso nada eficazes.

Hoje já houve mais Gabri Veiga, mas ainda aparentemente demasiado displicente, com algumas (poucas) assistências de bom nível, quase sempre mal aproveitadas. Também voltou a haver muito pouco de alas. William Gomes desastrado e Pepê sempre igual a si próprio, bom domínio de bola, boas intenções mas péssimas definições, a borrar a pintura que parecia vir a ser excepcional. Deniz Gul teve mais uma hipótese, mas não está feliz e por isto o trio atacante foi pouco mais que um grande ZERO.

A equipa demora a afinar e a desenvolver um futebol escorreito, com bola a girar entre os seus jogadores de forma segura, criteriosa e eficaz. Enquanto isso não acontece vamos assistindo a alguns fogachos que têm rendido vitórias e, neste início de temporada, já lá vão três, nos três jogos disputados. Valha-nos ao menos isso. 

Nehuén Peréz (11') e Borja Sainz (82') foram os autores dos golos.

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