domingo, 2 de agosto de 2026

SUPERTAÇA, MAIS UMA PARA O MUSEU DO DRAGÃO

 






























O FC Porto conquistou a sua 25ª Supertaça Cândido de Oliveira, ao bater em Coimbra o Torreense, equipa vencedora da Taça de Portugal, que milita na divisão secundária.

















FICHA DO JOGO



























Apesar da diferença de argumentos, os Dragões não tiveram vida fácil para levar de vencida a aguerrida equipa de Torres Vedras, a que não será certamente alheia as péssimas condições do relvado, que mais parecia um batatal, pormenor que parece ter sido ignorado pelos (I)responsáveis pela escolha do recinto.

Francesco Farioli, esteve igual a si próprio, apostando apenas num reforço, André Silva, que não foi muito feliz, como de resto quase toda a equipa.


























Mesmo tendo em conta que o adversário, apesar de não ter conseguido subir de divisão, venceu a final da Taça de Portugal, frente ao Sporting, não era expectável que colocasse tantas dificuldades ao campeão nacional.

Não eram expectáveis facilidades, como também não seriam as imensas dificuldades sentidas pelos azuis e brancos, que raramente conseguiram a lucidez necessária para imporem um futebol consistente. Os primeiros vinte minutos foram uma desilusão, com o Torreense a mostrar-se mais organizado, ofensivo e dominador, com algumas aproximações perigosas à baliza portista.

Os Dragões pareciam anestesiados, incapazes de ter bola, de ligar as jogadas, completamente atarantados face ao atrevimento adversário.

Foi depois equilibrando e ganhando alguma supremacia, muito à custa de um futebol aos repelões, com a construção a começar nos dois centrais, a passo, sem criatividade, com toques para trás ou para os lados, sem progressão, para depois acabar de uma forma geral com a perda da bola.

Mesmo assim ainda foram capazes de criar duas excelentes oportunidades, desperdiçadas escandalosamente por André Silva e William Gomes.

Aos 38 minutos, Froholdt deu a pedrada no charco, obtendo um bom golo de cabeça, a passe de Pepê. Foi uma das raras ocasiões em que o campeão nacional se portou como tal.

A vantagem não espevitou a equipa, bem pelo contrário. O futebol praticado manteve a mediocridade e o Torreense ficou a dever a si próprio a falta de pontaria para reverter o resultado, mas que assustou, assustou.

Jogo fraco demais a fazer soar as sirenes. Jogadores em má forma, quiçá extenuados pela carga a que têm sido submetidos. 

Valha-nos ao menos a conquista de mais um troféu.

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