segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ESTRELINHA DE CAMPEÃO!

FICHA DO JOGO

(Clicar no quadro para ampliar)

Mais um jogo de duas faces, como já vem sendo hábito, nas últimas partidas. O FC Porto entrou bem obrigando o Setúbal a trabalho defensivo, durante toda a primeira parte, a ponto de fazer com que os forasteiros abdicassem completamente do ataque. Helton foi pouco mais que um espectador durante os primeiros 45 minutos.

Porém, a falta de Álvaro Pereira e Silvestre Varela ficou bem evidente face à completa pobreza, banalidade e insipiência dos seus substitutos que transformaram a ala esquerda num completo desconcerto. Emídio e Rodríguez bem podem dar a vaga na próxima abertura de mercado.

Com muita posse de bola, mas pouca velocidade e menor inspiração, o FC Porto conseguiu, ainda assim, criar três bons momentos, nesse período. Rodríguez, Moutinho e Belluschi  foram protagonistas de outras tantas boas oportunidades para inaugurar o marcador, negadas, as duas primeiras, pelas boas intervenções, in-extremis, do guardião sadino Delgado, enquanto a terceira foi anulada pela barra, no livre directo de Belluschi.

O golo apareceu já muito perto do intervalo, num lance aparentemente polémico, mas que em meu entender, o árbitro da partida, bem colocado, julgou bem, já que o toque em Falcao o impede de disputar a bola, dentro da área, dando lugar à marcação de uma grande penalidade. Hulk, que também esteve muito abaixo do seu rendimento habitual, chamado a marcar, ao apito do árbitro, não perdoou.

Depois do intervalo, o Setúbal apareceu atrevido e lançado na procura do empate. Criou muitas dificuldades e dispôs de duas boas oportunidades para marcar. Na primeira Zeca, em boa posição não conseguiu acertar com a baliza e na segunda foi Rolando que no último momento desviou a bola para canto.

Os Dragões começavam a acusar o desgaste do jogo de Viena e os erros iam-se acumulando, com os sadinos a acreditar cada vez mais que era possível pontuar no Dragão.

Aos 89' Fucile e Henrique disputam a bola, com braços entrelaçados, já dentro da área portista, com o sadino a cair e Elmano Santos a apontar a respectiva grande penalidade, mostrando o cartão amarelo a Otamendi (!).

Jailson apontou e fez a bola beijar as malhas de Helton, mas o árbitro mostrou-lhe o cartão amarelo por não ter ainda apitado para a sua marcação. Na repetição, o mesmo jogador atirou sobre a barra.

Pouco depois terminaria o jogo, envolto em grande polémica, com mais uma vitória portista, esta bastante lisonjeira, que vai fazer as delícias «dos alegados defensores da verdade desportiva».

O trabalho do árbitro não foi perfeito. Marcou faltas ao contrário, deixou passar outras em claro, numa demonstração da sua habitual incompetência. Porém, creio que os erros mais grosseiros foram o inacreditável cartão amarelo a Fucile, aos 66', num lance em que o uruguaio cortou um ataque, com a maior lisura, tocando apenas na bola, e o lapso na mostragem de um outro cartão amarelo, a Otamendi, no lance do penalty, quando o protagonista foi Fucile que teria de ser expulso por acumulação de amarelos. O uruguaio viu assim escrever-se direito por linhas tortas.

Exibição portista para reflectir. Será que se está a perder o gás ou tratou-se apenas de desgaste do esforço europeu? Começam a ser jogos a mais a jogar no perigoso «ralenti».

6 comentários:

  1. O cansaço não justifica tudo...O problema já vem de trás.

    Falcao estava muito cansado, mas Moutinho, que jogou os 90 minutos em Viena, durou o jogo todo e fez um grande jogo.

    Acho que o problema mais que físico é mental. A equipa depois dos 5-0 ao clube do regime pensa que agora tudo é fácil, a vitória vai acontecer, sem ser preciso muito trabalho, a displicência e a descontracção são uma constante, complicam-se jogadas simples, erram-se passes fáceis e depois, como aconteceu ontem, as surpresas podem acontecer. Humildade, chamada à realidade e a mesma atitude e o mesmo espírito sempre. Caso contrário podemos vir a ter surpresas que não desejamos.

    Um abraço

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  2. O comportamento admirável dos heróis das bancadas que compareceram no Dragão, a uma segunda-feira (dia de trabalho, para quem o tem) e com o tempo que fez, foi o melhor que aconteceu na noite de ontem.

    Depois disso, só mesmo o míssil lançado para o Dolce Vita, quando era suposto acabar com o avanço do Dragão invencível.
    Uma noite horrível de insónia insuportável, com reflexos negativos para a economia nacional, mas de regozijo para as farmácias onde haverá rotura do stok dos comprimidos para a dor de...cotovelo.

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  3. Um jogo, no mínimo, estranho.
    Uma primeira parte bastante boa, e aquela segunda parte... Foi o que se viu. Com um pouco de sorte conseguimos segurar a vitória.

    33 jogos sem perder é obra, a ver se ultrapassamos esta marca, que é por sua vez um record conseguido na época de José Mourinho.

    Um abraço.

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  4. Vencemos. O mais importante foi conseguido, que foi vencer e manter a distância para os mouros vermelhos e verdes. Vencemos pela margem mínima, com um susto e suspiro sôfrego de alegria no final.
    Já se sabe que há muita gente descontente, nossos e especialmente dos outros, pois todos contávamos com uma vitória tranquila, e assim vão aparecer desabafos e críticas. No entanto até começamos bem, apenas que aquelas iniciais grandes defesas do guardião sadino nos impediram de partir para a tal exibição normal desejada. Depois foi o que se sabe, ao que não estará alheio o cansaço do jogo da neve e também cansativa viagem a horas impróprias, tendo-se notado falta de frescura, que tolheu o raciocínio. Depois, perante a escassez do resultado e da marcação de um penalty forçado, contra nós, foi um final atribulado, com o setubalense a antecipar-se ao apito do árbitro para a marcação, sem que, portanto, o guarda-redes sequer contasse, e na repetição Deus escreveu direito, felizmente, no torto remate, por alto.
    Sendo assim, tudo acaba bem, não na exibição mas no resultado e, sobretudo, em ter acabado com os nossos adversários /adeptos/comunicação social do contra, todos os contrários a ficarem com uma cabeça de melão. Eu até prefiro assim, antes quero assim, desde que a nossa equipa ganhe e eles, os do contra, fiquem f......
    Não vi o jogo mas gravei-o e já pude ver nas calmas, saboreando a vitória, que é o que interessa. Porque já vi muitas vezes o Porto a jogar bem e não ganhar, que fico contente sempre que se ganha e os outros ficam contrariados.
    Parabéns aos heróis que puderam e quiseram estar presentes, os bons Portista e não assobiadores, que estiveram no Dragão, apesar de ser início de semana e noite murrinhento-invernosa.

    http://www.longara.blogspot.com/

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  5. A jornada 13 foi aziaga na exibição, vá lá que ganhámos. O autêntico Porto não esteve no Dragão e, embora o Setúbal tenha uma equipa muito arrumadinha, metade do que jogou fê-lo porque a nossa equipa deixou.

    O penalti é penalti. Para mim é penalti, e pronto. Pouco me interessa o que os comentadores da CS (sempre prontos a dar o benefício da dúvida ao nosso adversário) dizem. Há árbitros que não os marcam e, aí sim, erram.

    Os técnicos de futebol dizem que as equipas estão sujeitas e/ou tem de se sujeitar a ciclos de forma. Este é o momento (antes da viragem do Campeonato) para a primeira “curva descendente”. O mês de Janeiro vai ser muito exigente e, aí, tem de haver novo pico de forma. Vamos ver se tudo corre como o desejado. Mas exibições como esta devem ser evitadas.

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