terça-feira, 22 de outubro de 2013

MAIS UMA PROVA DE FOGO








O FC Porto vai ter mais uma prova de fogo, a segunda desta época, ao receber o FC Zenit, para a Liga dos Campeões.

Depois de perder em casa frente ao Atlético de Madrid, os Dragões não podem voltar a falhar, sob pena de perderem o comboio da qualificação para a fase seguinte.

O momento da equipa é instável, com exibições muito fracas o que não abona nada em seu favor. Só um Porto no seu melhor poderá ambicionar à vitória.














Paulo Fonseca continua com um discurso moralizador, de grande confiança, próprio de um líder que pretende o melhor para o seu grupo de trabalho. Trata-se de um discurso para dentro, mas que está longe de espelhar a realidade actual da equipa.

Como seria de esperar, a sua convocatória volta à normalidade com a entrada de jogadores considerados nucleares e que tiveram direito a descanso no último jogo da Taça de Portugal.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Champions League - 3ª Jornada - Grupo G
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Terça-feira, 22 de Outubro de 2013, às 19:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: Paolo Tagliavento - Itália
TRANSMISSÃO: TVI

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 27












BENNY MCCARTHY - Goleador Nº 27

Apontou 59 golos nas 125 partidas disputadas, com a camisola do FC Porto, durante as quatro épocas em que esteve ao seu serviço (2001/02 a 2005/06 - ver mapa abaixo).

Bennedict Saul McCarthy, nasceu no dia 12 de Novembro de 1977, em Cape Town, na África do Sul e chegou ao FC Porto na temporada de 2001/02.

Tendo em conta que já foi objecto de análise, neste blogue, na rubrica INTERNACIONAIS PORTISTAS (ESTRANGEIROS), editado em 20 de Agosto de 2012, poderão encontrar a sua biografia completa aqui.
























sábado, 19 de outubro de 2013

MEU DEUS, QUE «TENRINHOS»!















FICHA DO JOGO


























EQUIPA TITULAR




















Da esquerda para a direita: Fabiano, Maicon, Ghilas, Fernando, Danilo e Diego Reyes; Em baixo, Carlos Eduardo, Quintero, Ricardo, Víctor García e Silvestre Varela.

Era expectável que Paulo Fonseca operasse algumas modificações no onze titular, como aliás a convocatória sugeria, mas confesso que excedeu as minhas expectativas, já que o técnico portista optou por incluir no onze titular apenas 3 dos habituais titulares (Danilo, Fernando e Varela), com a novidade da troca de posição de Danilo, desviado para a lateral contrária (!).

Tanta modificação haveria de trazer a natural falta de ligação e consequentemente uma exibição cinzentona (mais uma), a reflectir-se no resultado final.

Perguntava eu, na antevisão deste jogo, quem queria mostrar o que vale? Ora a resposta foi arrasadora: NINGUÉM.

Apesar da estatística deste jogo demonstrar uma superioridade absoluta, a verdade é que tal não passou de improfícua. A equipa, constituída por outros jogadores, incorreu nos mesmos erros. Pouca velocidade, ritmo baixo, incapacidade para jogar entre linhas, dificuldade de progressão, falta de criatividade e mais um conjunto de incapacidades técnicas (má recepção de bola, deficiente direcção do remate e excesso de passes falhados).

Os atletas portistas demonstraram que não estão convenientemente preparados para defrontar equipas muito modestas, que recorrem a um bloco muito baixo, roubando espaços, opondo-se com facilidade à previsibilidade do futebol portista.

Ora sem velocidade, sem criatividade, sem movimentação e sem talento, dificilmente se conseguem oportunidades. Ainda assim, na primeira metade do encontro, o FC Porto conseguiu criar três soberanas situações de golo, nas raras vezes em que os seus jogadores despacharam a bola no sítio certo e no momento exacto. A primeira, aos 17 minutos, Ghilas muito bem posicionado para fazer o golo, na entrada da área, recebe um passe magistral de C. Eduardo, mas a péssima recepção de bola, impediu-lhe o remate; Depois, aos 25 minutos, de novo C. Eduardo colocou bem a bola em Varela, que recebeu bem, rodou e disparou a contar, obtendo um golo de belo efeito e finalmente aos 31 minutos, Ricardo entrou pela direita, junto à linha, cruzou atrasado, Ghilas junto à marca de grande penalidade, na passada encostou o pé direito, rematando contra Tiago que evitou o golo. Foram os melhores momentos até ao intervalo.





















O golo de Varela

No regresso, Paulo Fonseca deixou Danilo no balneário e lançou Alex Sandro. A exibição portista, no entanto não registou qualquer melhoria. Bem pelo contrário. Ao desnorte atacante somaram-se então duas paragens cerebrais defensivas que poderiam ter tido outras consequências, não fora a fraca pontaria dos avançados contrários.

Paulo Fonseca ainda lançou Defour para substituir a desilusão chamada Quintero, mas sem qualquer melhoria e mais tarde Kelvin, para o lugar de Varela, e este sim veio espevitar um pouco mais o jogo.

Na parte final, a equipa acabou a atrasar a bola ao guarda-redes para guardar a vantagem, comportando-se como uma equipa vulgar, esquecendo que estava a defrontar o último classificado da II Liga. Tal atitude valeu-lhe uns merecidos e estridentes assobios.

Nesta amalgama de «tenrinhos» e numa exibição, para mim medíocre, destaque pela positiva para Carlos Eduardo, o mais inconformado e para Kélvin, pela irreverência e velocidade que, nos poucos minutos, trouxe ao jogo.
































Desfasado esteve mais uma vez o técnico portista que, na flash interview fez afirmações deveras preocupantes:  «partida interessante...», «resposta excelente...», «vitória que nos vai moralizar...». Por amor de Deus! Que raio de jogo é que este homem viu?

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

QUEM QUER MOSTRAR O QUE VALE?








De regresso às competições de clubes, o FC Porto vai receber no Dragão, a equipa última classificada da II Liga., para a Taça de Portugal.

Representa pois, uma magnífica oportunidade para que alguns atletas menos utilizados possam mostrar o que valem.

Evidentemente que a equipa não deve ser descaracterizada, sofrendo uma completa alteração. Paulo Fonseca deverá apresentar uma mescla coerente para que a equipa não perca o fio de jogo. O treinador portista fez apenas cinco alterações na sua convocatória, em relação à anterior. Helton, Otamendi, Herrera, Josué e Licá ficaram a descansar, dando lugar a Bolat, Victor Garcia, Diego Reyes, Carlos Eduardo e Kelvin.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Taça de Portugal - 3ª Eliminatória
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Sábado, 19 de Outubro de 2013, às 19:00 h
ÁRBITRO NOMEADO: Desconhecido
TRANSMISSÃO: SportTv1

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 80

ÉPOCA 1989/90

Artur Jorge pressentiu que estava na hora de dotar a equipa com mais competitividade. Para tal, a estratégia passava pela renovação do plantel, dispensando um conjunto de atletas que tinham já esgotado os seus índices de ambição e de capacidades física,  técnica e táctica, substituindo-os por gente nova, porventura desconhecidos, mas com muita vontade de trabalhar e sair do anonimato.

Para além do internacional belga Demol, o plantel recebeu Kiki e Toni (ex-Braga), Tavares e Cândido (ex-Infesta), Abílio (ex-Leixões), Pingo (ex-Espinho), Nascimento (ex-Guimarães), Marito (ex-Académica), Morato (ex-Sporting), Caetano (ex-Penafiel) e ainda os jovens atletas que se encontravam emprestados, Silvino (Espinho) e Jorge Couto (Famalicão). Entre outros, Fernando Gomes foi um dos dispensados, acabando por assinar pelo Sporting.



















Plantel inicial 1989/90 - da esquerda para a direita, em cima: Nascimento, Geraldão, Semedo, Silvino, Jorge Couto, Vítor Baía, Zé Carlos, André, Paulo Pereira e José Luís (enfermeiro); Ao meio: Diamantino (massagista), Agostinho (roupeiro), Rui Águas, Demol, Hernâni Gonçalves (adjunto), Reinaldo Teles (director), Artur Jorge (treinador), Murça, Octávio (adjuntos), Toni, Pingo, Dr. Domingos Gomes, Dr. Jorge Silva (médicos) e Rodolfo Moura (massagista); Em baixo: Ricardo (roupeiro), Kiki, Marito, Morato, Abílio, Caetano, Bandeirinha, João Pinto, Domingos, Jaime Magalhães, Barriga, Madjer e F.Brandão (roupeiro).

A pré-época não tinha sido nada animadora. A equipa tardava a encontrar-se e somava uma série de sete derrotas, instalando na massa adepta alguma desconfiança, para gáudio da alienada CS  que aproveitou o momento para enfatizar a habitual atribuição do favoritismo ao clube do regime.



















Equipa inicial que defrontou e venceu o Locomotiv de Plodvid - Da esquerda para a direita, em cima: Rui Águas, Jaime Magalhães, Morato, Semedo, Geraldão e Mlynarczyk; Em baixo: André, Domingos, Madjer, Kiki e Abílio.

Pôr a equipa na rota do título nacional era o objectivo principal, caminhada que foi programada com muita minúcia e com a noção exacta das dificuldades a ultrapassar. Sem partir derrotado, mas também sem embandeirar em arco, o FC Porto começou por receber o Nacional da Madeira, teste complicado que a equipa soube superar.



















Equipa titular da 1ª Jornada do Campeonato Nacional, contra o Nacional - Da esquerda para a direita: Vítor Baía, Demol, Rui Águas, Jaime Magalhães, Zé Carlos, Semedo e João Pinto; Em baixo: Bandeirinha, André, Madjer e Paulo Pereira.

Ao fim de quatro jornadas o FC Porto somava por vitórias os jogos disputados enquanto os «campeões antecipados» deixavam já um ponto em Guimarães.

Mas a quinta jornada traria a primeira e única derrota da primeira volta, em Alvalade, num lance infeliz de André, que introduziu a bola na própria baliza. Logo de seguida outro teste decisivo: a visita do Benfica, do grande Benfica, segundo as vozes da CS que não se cansava de tecer loas à equipa do regime, continuando a apontá-la com a principal candidata ao título. O FC Porto respondeu com a alma de Dragão, vencendo por 1-0, infligindo danos na arrogância dos petulantes «campeões antecipados».

O FC Porto manteve-se 25 jornadas sem perder, alicerçando a sua candidatura ao título, ainda que sem evitar alguns sobressaltos pelo caminho, sobretudo com empates inesperados e algo comprometedores, que apesar de tudo não abalaram a confiança da equipa.

Chegados à 23ª jornada, surgiu o desafio do ano. Benfica e FC Porto encontravam-se no palco da Luz, num jogo decisivo cujo resultado poderia determinar a sorte do campeonato. O empate final, sem golos, confirmou a candidatura portista e a desilusão benfiquista.

Seguiram-se sete vitórias consecutivas que consolidaram a liderança isolada e mais destacada, que permitiu sofrer a segunda derrota, desta vez no Restelo,  sem  consequências para o desfecho final, pois apenas adiou uma jornada o inevitável. Assim, à 32ª jornada, o FC Porto obteve a consagração do título nacional, vencendo nas Antas o Vitória de Setúbal, por 1-0, quando até o empate já seria suficiente.

























Festa do golo e do título - Da esquerda para a direita: Jaime Magalhães, Jorge Couto, Geraldão, Paulo Pereira, André, Madjer (8), Demol, João Pinto e Rui Águas.

As duas últimas jornadas serviram apenas para cumprir calendário. Os Dragões concluíram a prova com o registo de 34 jogos, 27 vitórias, 5 empates, 2 derrotas, 72 golos marcados, 16 sofridos (melhor defesa) e com 59 pontos, mais 4 que o Benfica e mais 13 que o Sporting.

Na Taça de Portugal o FC Porto começou por afastar o Infesta e o Paredes, equipas da II e III Divisões, respectivamente, sem grandes problemas, conforme atestam os resultados, 4-1 e 5-0.

A surpresa aconteceu na 5ª eliminatória, num jogo em que o FC Porto tinha tudo para prosseguir em prova. Recebia nas Antas o Tirsense, a quem havia goleado por 7-0, para o Campeonato, mas numa tarde em que a equipa, embora tivesse produzido um futebol razoável, principalmente na primeira parte, acabou por perder a serenidade, acumulando erros defensivos que lhe saíram caros. Derrota por 0-2 e eliminados da prova por um adversário abissalmente inferior.

Na Taça Uefa o sorteio começou por ser generoso, colocando no caminho do FC Porto a acessível equipa romena do Flacara Moreni, que os azuis e brancos eliminaram com duas vitórias, 2-0, nas Antas e 1-2, em Moreni.





















Equipa titular, nas Antas, frente ao Flacara Moreni - Da esquerda para a direita, em cima: João Pinto, Demol, Jaime Magalhães, Semedo, Zé Carlos e Vítor Baía; Em baixo: Rui Águas, Madjer, André, Bandeirinha e Branco.

Seguiu-se a formação espanhola do Valência que deu muito trabalho ao conjunto azul e branco. Numa eliminatória muito equilibrada, o FC Porto foi mais realizador, conseguindo um ligeiro ascendente na diferença de golos (5-4), resultantes da vitória nas Antas, por 3-1 e da derrota no Luís Casanova, por 3-2.






















Equipa titular que nas Antas derrotou o Valência, por 3-1 - Da esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Zé Carlos, Semedo, Jaime Magalhães, Branco e João Pinto; Em baixo: Demol, Madjer, Bandeirinha, André e Rui Águas.

Na eliminatória seguinte as dificuldades avolumaram-se, ou não tivesse saído no sorteio os alemães do Hamburgo. A derrota portista na Alemanha, por 1-0, depois de uma exibição segura e sólida, fazia acalentar as esperanças da reviravolta nas Antas.

A verdade é que a turma portuguesa mostrou-se claramente superior, criou uma infinidade de oportunidades de golo, marcou dois e sofreu 1, construindo um resultado insuficiente para passar à fase seguinte. O jogo ficou marcado pela incompetência do árbitro suíço Rothiberger, que sonegou uma claríssima grande penalidade, cometida aos olhos de todos, por um defesa alemão que, em cima da linha de golo, meteu deliberadamente a mão à bola, substituindo-se ao seu guarda-redes, evitando o terceiro golo portista.


























Equipa titular que defrontou o Hamburgo, nas Antas - Sa esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Demol, Semedo, Nascimento, Branco e João Pinto; Em baixo: Geraldão, Bandeirinha, André, Jorge Couto e Madjer.



































(Clicar no quadro para ampliar)

Artur Jorge utilizou 26 atletas, nas três provas em que o FC Porto esteve envolvido, num total de 43 jogos, aqui referenciados por ordem decrescente da sua utilização: Vítor Baía (43 jogos), Semedo (41), André, Demol, João Pinto e Rui Águas (39), Branco (34), Bandeirinha, Geraldão, Madjer e Jaime Magalhães (33), Jorge Couto (31), Paulo Pereira (23), Domingos (21), Kiki (15), Nascimento (14), Zé Carlos (9), Marito (8), Pingo (5), Abílio (4), Barriga e Edu (3), Caetano e Morato (2), Silvino e Toni (1).

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; Revista Dragões.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

DRAGÃO CATEDRÁTICO - SABIA QUE...
















... o primeiro golo de baliza a baliza, marcado em Portugal por um guarda-redes, foi marcado por um atleta do FC Porto?

Ainda que não tenha sido intencional, Acúrsio, no dia 23 de Março de 1958, no Restelo, frente ao Belenenses, fez um pontapé  longo para o centro, que se destinava aos colegas mais adiantados, mas com o vento, a bola ganhou altura e velocidade, bateu no relvado, sobrevoou José Pereira, guardião do Belenenses, e só parou no fundo da baliza.

Este golo, de gostinho especial, foi o segundo do FC Porto, da vitória portista por 1-3 onde, curiosamente, Acúrsio fracturou um braço, num choque acidental com Matateu.

Naturalmente que este feito teria tido uma maior repercussão se fosse cometido pelo guardião da equipa do regime, assim acabou no esquecimento e mais ninguém fala nele.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

NO PLAY-OFF, COMO PREVISTO















FICHA DO JOGO

























EQUIPA TITULAR
























Da esquerda para a direita, em cima: André Almeida, Hélder Postiga, Ricardo Costa, Luís Neto, Silvestre Varela e Rui Patrício; Em baixo: João Moutinho, Josué, Fábio Coentrão, Nani e Miguel Veloso.

A selecção nacional portuguesa confirmou hoje, em Coimbra a sua presença nos Play-off de qualificação para a fase final do Mundial/2014, como cabeça de série, ao vencer a modesta equipa do Luxemburgo.

Portugal voltou a não conseguir uma exibição brilhante, mas cumpriu os mínimos que lhe eram exigidos, vencer.

Silvestre Varela e Josué, os dois atletas portistas envolvidos nos trabalhos da equipa das quinas, foram titulares e durante os noventa minutos. Exibiram-se dentro da normalidade, com alguns bons apontamentos, com destaque para o golo de abertura da autoria do «Dogba da Caparica», que esteve primoroso na execução do lance.



















Portugal fica agora à espera do sorteio para saber com quem vai ter de discutir a qualificação, em jogos a disputar em 15 e 19 de Novembro.


CLASSIFICAÇÃO FINAL