FICHA DO JOGO
SISTEMA TÁCTICO
Depois de dois empates consentidos em pleno Dragão (um para a liga nacional e o outro para a liga Europa), as vicissitudes do calendário colocou pela frente da equipa do FC Porto um teste tradicionalmente complicado. Defrontar o Estoril na Amoreira seria pois a prova dos nove, quanto à capacidade, quer do colectivo, quer do individual, no que ao factor anímico diz respeito.
A expectativa era enorme. Seria a equipa capaz de reagir positivamente a esses "desaires caseiros", considerando-os de incidentes de percurso, sem reflexos na ambição e na produção do seu futebol?
A resposta foi tão positiva como animadora. A equipa demonstrou que continua crente nos seus processos de trabalho e confiante em levar a nau a bom porto, mesmo que continue a ter de lutar contra o sistema do varandim instalado, que faz de tudo para defraudar a verdade desportiva.
O treinador portista Francesco Farioli, aparentemente alheio aos escândalos que vão acontecendo, continuou com o seu esquema de gestão do plantel, que como se sabe, continua a braços com lesões perlongadas (Nehuén Pérez, Luuk de Jong e Samu), a que se juntou desde o jogo anterior Martim Fernandes, mas também com o castigo de William Gomes, por limite de cartões amarelos.
Assim, promoveu sete alterações no onze titular, relativamente ao jogo anterior frente ao Nottingham Forest, para a liga Europa. Alberto Costa, Jakub Kiwior, Alan Varela, Victor Froholdt, Pepê, Deniz Gul e Oskar Pietuszewski, renderam Martim Fernandes, Thiago Silva, Pablo Rosário, Seko Fofana, William Gomes, Terem Moffi e Borja Sainz.
A necessitar de espantar fantasmas de semanas anteriores, a turma portista encarou este jogo como se de uma final se tratasse, partindo para uma exibição consistente, desmontando muito cedo toda e qualquer intenção do seu tradicional difícil adversário.
Foi uma demonstração de raça, de união, de ambição e de capacidade para tornar o encontro muito mais fácil do que era suposto admitir, de tal forma que, uma goleada das antigas poderia ter mesmo acontecido, não fora a precipitação, a ineficácia ou o inadequado gesto técnico, no momento da finalização, independentemente da boa actuação do guarda-redes Joel Robles ou das habituais distorções das leis do jogo desse famigerado matreco do apito.
Para a posteridade fica uma vitória categórica e insofismável, que só peca por escassa e ainda a manutenção da liderança isolada da classificação.




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