FICHA DO JOGO
O FC Porto terminou a primeira volta da liga nacional, sem conhecer o sabor amargo da derrota, adicionando mais uma vitória, na deslocação a Ponta Delgada, no confronto frente ao Santa Clara, logrando ainda aumentar a diferença pontual para 7 pontos, relativamente ao seu rival mais próximo.
Foi com apenas uma alteração no onze titular que os Dragões subiram ao relvado do S. Miguel, comparativamente com o jogo anterior frente ao Aves Sad. Rodrigo Mora ficou no banco de suplentes em favor de Gabri Veiga.
Mais uma vez, a equipa portista voltou a sentir imensas dificuldades frente a um bloco baixo, repetindo uma série de defeitos que venho apontando em jogos similares. Lentidão de processos, futebol jogado muito no meio campo, com a bola a ser trocada pelos elementos mais atrasados, sem progressão e sobretudo sem criatividade, incapaz de criar desconforto ao adversário, de tal maneira que o primeiro remate digno desse nome aconteceu só aos 17 minutos, por William Gomes, numa dessas jogadas características, que infelizmente não conseguiu repetir. Aliás, foi ele que voltou a levar perigo à baliza contrária, num contra-ataque que ele protagonizou, mas que também desperdiçou, quiçá por falta de forças no momento do remate.
Tirando estes dois lances, a primeira parte tornou-se um jogo desinteressante, com mais luta do que futebol. Bola muito disputada, de qualquer jeito, muitas vezes com recurso à falta, e portanto muito mal tratada, retirando a beleza estética que o espectáculo merecia.
A segunda parte não foi muito melhor. O jogo recomeçou com as mesmas características e tudo levava a crer que o marcador dificilmente ia funcionar.
Mas eis, senão quando, o guarda-redes Gabriel Batista, que se tinha mostrado bastante atento e competente, até então, na tentativa de repor a bola com o braço, deixou a bola escorregar, oferecendo-a autenticamente a Samu, que não se fez rogado aproveitando para marcar e colocar a sua equipa na frente do resultado.
Ora se o FC Porto já não estava a jogar bem, a partir daí ainda piorou. Permitiu que o seu adversário ficasse dono e senhor da bola, recuou no terreno, como fazem as equipas pequenas, a defender com unhas e dentes o escasso pecúlio caído do Céu.
Os jogadores adversários acertavam os passes, com iniciativas atacantes interessantes, mas felizmente nunca acertaram no remate. Já os jogadores portistas pareciam baratas tontas, não conseguiam ter bola, quando a ganhavam depressa a entregavam ao adversário.
Foram 40 minutos a cheirar a bola, a defender o golito e acabar no sufoco.
No final, tudo está bem quando acaba bem. Mais três pontos e liderança reforçada.




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