domingo, 4 de junho de 2017

BALANÇO DA TEMPORADA 2016/17

PARTE II

Na Taça de Portugal, a equipa do FC Porto também não foi capaz de contrariar a arbitragem tendenciosa do famigerado João Capela, um dos ponta-de-lança da equipa do regime.

Depois de uma estreia normal frente ao humilde Gafanha, o jogo da eliminatória seguinte acabou por ser mais do mesmo, ou seja, o FC Porto a não ser suficientemente competente para jogar contra duas equipas.  Os Dragões foram lentos, não tiveram lucidez, criatividade nem intensidade, perturbaram-se e atordoaram-se com os números circenses do adversário e do árbitro. Mais um espectáculo degradante quer para o futebol como para a arbitragem. 











Na Taça da Liga as coisas não foram muito diferentes. O Sorteio colocou o FC Porto, num grupo bastante acessível, com Moreirense, Belenenses e Feirense. 

Mais uma vez a equipa esteve confrangedora e muito longe do que era exigível. A par disso contou com mais duas actuações desastrosas dos árbitros João Pinheiro e Luís Godinho, com duas arbitragens de bradar aos Céus!

























































Em termos internacionais o panorama foi completamente diferente, desde logo porque não tivemos que levar com árbitros portugueses.

O FC Porto teve de disputar o play-off com a equipa italiana da Roma, saindo-se bem especialmente em Itália onde produziu uma exibição de grande personalidade, alcançando um resultado confortável.

Depois foi inserido no grupo G, com Leicester City, FC Kobenhavn e Club Brugge.

Início titubeante pareceu indicar alguma incapacidade, mas depois a equipa acertou o passo e qualificou-se com tranquilidade, na segunda posição do grupo.

O sorteio ditou a formação da  forte Juventus e o resultado foi o que se esperava, a eliminação do FC Porto, ainda assim em dois jogos bem disputados.









sexta-feira, 2 de junho de 2017

BALANÇO DA TEMPORADA 2016/17


PARTE I

Concluídas todas as competições nacionais e internacionais, no que ao FC Porto diz respeito, é tempo para nos debruçarmos na análise detalhada da performance do plantel principal da equipa de futebol.

A temporada começou logicamente a partir do momento em que a SAD liderada por Pinto da Costa resolveu tentar dar um novo alento, no sentido de ultrapassar o fracasso que foram as três temporadas anteriores.

Uma nova equipa técnica, liderada pelo antigo guarda-redes Nuno Espírito Santo, conhecedor da mentalidade ganhadora do Clube,  foi criteriosamente escolhida para colocar a equipa no rumo certo.

Algumas surpresas na escolha do plantel, especialmente no que diz respeito a jogadores emprestados, com destaque para o avançado Aboubakar, em detrimento do regressado Adrian Lopez, bem como a dúvida de manter  ou não Brahimi, foram as notas dominantes da pré-temporada.

Oito dispensas, das quais uma por fim de carreira (Helton) e outra a título definitivo (Maicon) contra dez aquisições e regressos (ver aqui), foram as contas das movimentações do plantel na primeira janela de transferências da temporada.

Casa arrumada, tanques de ambição e confiança de novo atestados e nação azul unida, era tempo de zarpar em busca da felicidade há demasiado tempo perdida.

Primeiras duas jornadas vencidas com naturalidade, seguida da primeira rasteira da APAF em Alvalade. Derrota (2-1) com dois golos feridos de ilegalidade, seriam o pronúncio da forma mafiosa com que os homens do apito haveriam de conduzir a prova, ao ponto de se poder designar como «LIGA SALAZAR».

A verdade é que a par de alguns erros próprios, especialmente de eficácia, da tal indecisão sobre Brahimi e das constantes mexidas na equipa titular, as perdas de pontos estiveram maioritariamente ligados aos péssimos desempenhos dos árbitros, ficando evidente que o FC Porto defrontava em cada jogo duas equipas e não apenas uma como deveria ser.

O jogo em Setúbal, na 9ª jornada, foi apenas mais um exemplo disso mesmo. Neste jogo foi evidente a forma como o árbitro manipulou o resultado, mas também a incapacidade da equipa para ultrapassar essa contrariedade.

Na jornada seguinte a recepção ao clube do regime com a possibilidade de diminuir distâncias. Belo jogo do FC Porto a banalizar de forma categórica o seu adversário, mas a falhar na concretização de forma inconcebível. Mais um empate, este também com o dedo da arbitragem mas igualmente com culpas próprias. Muita ingenuidade, juventude e falta de estofo para ultrapassar as vicissitudes das provas disputadas em Portugal, onde grassa o nacional-benfiquismo, que mais uma vez beneficiou de um regulamento de excepção.

Foi com um golo alcançado aos 95 minutos, da autoria do «bebé» Rui Pedro, que  os azuis e brancos venceram o Braga, relançando a esperança nas hostes portistas. Esta vitória teve o condão de abanar a equipa e dar-lhe alguma da confiança que se perdera. A verdade é que nos 13 jogos que se seguiram só consentiu um empate (0-0 em Paços de Ferreira), atingindo um score de golos bastante interessante, mesmo que continuasse a defrontar duas equipas em cada jogo (o adversário e a arbitragem).

Para tal, muito contribuiu a aquisição de mais um avançado (Soares, ex-Vitória de Guimarães), no mercado de Inverno (ver aqui), que chegou de pé quente, para relançar a equipa para o seu objectivo principal.

Mas a Liga Salazar estava traçada e nada se lhe podia opor. Na 26ª jornada a equipa do regime tinha empatado em Paços de Ferreira e o FC Porto recebia o V. Setúbal. A vitória portista valeria a liderança da prova, em vésperas de ir à Luz. 

Jogo (!?) surreal! A postura dos sadinos, a usar e abusar do anti-jogo de forma primária e descarada (pareciam putos a atirarem-se para o chão, a gemer, a simular lesões, usando de estratagemas ridículos para fazer passar o tempo, com a complacência do árbitro). Os Dragões conseguiram chegar ao golo ainda na primeira parte, mas no reatamento, numa distracção defensiva, permitiram o empate. O clima adensou-se, os jogadores adversários refinaram a estratégia anti-jogo, o árbitro permitiu e ainda fez vista grossa a uma grande penalidade, acabando o jogo com um empate desolador. 

A partir de então passaram a ser cada vez mais despudoradas as ajudas ao clube do regime e os prejuízos ao FC Porto. Nos oito jogos finais os azuis e brancos só conseguiram 3 vitórias e em quase todos os jogos teve motivos para se queixar da arbitragem.

No final, um campeão fabricado, num campeonato mais falso que Judas, como nunca se tinha visto em Portugal.

Sem ter sido brilhante, acumulando algumas deficiências, acusando alguma falta de experiência quer de alguns dos seus jogadores como do próprio treinador, a equipa do FC Porto teria chegado ao título se os regulamentos tivessem sido aplicados uniformemente a todas as equipas, esta é a grande verdade.

Mais uma vez ficou provado que o FC Porto só vence provas em Portugal quando consegue ter uma Super equipa.






quarta-feira, 31 de maio de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 194













EURICO GOMES - Goleador Nº 194

Apontou 6 golos, em 130 participações com a camisola do FC Porto, ao longo das 4 temporadas ao seu serviço (1982/83 a 1985/86).

Eurico Monteiro Gomes nasceu no dia 29 de Setembro de 1955, em Santa Marta de Penaguião, Concelho pertencente ao Distrito de Vila Real.

Foi porém na Zona Sul que se viria a radicar e a dar os primeiros pontapés na bola, mais precisamente no Odivelas F.C.

Não demoraria no entanto a mudar-se para a Luz, passando pelas suas escolas de formação, antes de integrar o plantel principal em 1975/76. Jovem, excelentes condições físicas, senhor de invejável impulsão e sentido posicional, fizeram dele um defesa central de referência.

Impôs-se com relativa facilidade, venceu os seus primeiros títulos e chegou à selecção nacional.

No Verão de 1979, o Sporting, aproveitando uma hesitação do rival na renovação do contrato, aproveitou para o levar para Alvalade.

Do outro lado da segunda circular, Eurico rapidamente se tornou no patrão da defesa, confirmando-se como um defesa-central completo e de classe ímpar. Continuou a coleccionar títulos e a dar o seu contributo à selecção nacional.

Em 1982, Pinto da Costa teve a audácia de o trazer para as Antas, juntamente com Inácio, para formar uma equipa que viria a dar cartas na Europa.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 21 de Agosto de 1982, em Portimão, frente ao Portimonense, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato nacional, com vitória portista, por 2-1.

Já o seu primeiro golo viria mais tarde e para a Taça de Portugal. Foi no dia 20 de Fevereiro de 1983, no Estádio das Antas, frente ao Espinho, nos oitavos-de-final. Eurico apontou o segundo golo, dos 3-1 finais.

Em 1984 participou na final da Taça das Taças e foi figura preponderante da selecção nacional que se classificou em 3º lugar no Campeonato da Europa, onde foi considerado o melhor jogador do torneio (recordar clicando aqui).

A imagem que se segue é também de um jogo da Taça de Portugal, mas disputado em 17 de Março de 1985. Oitavos-de-final, Estádio das Antas, vitória por 1-0 frente ao Braga:


























O infortúnio acabaria por ser decisivo no futuro da sua carreira. Uma grave lesão contraída nos inícios da temporada 1985/86 afastou-o imenso tempo dos relvados, tendo apenas realizado um jogo. A época seguinte manteve-o ainda em recuperação mas em realizar qualquer jogo.












Um clube como o FC Porto não pode nem deve ficar refém de um jogador, mesmo que tenha sido de uma incalculável utilidade como foi Eurico Gomes e por isso, em devido tempo acautelou-se com a aquisição de um outro central de classe e Eurico, percebendo que jamais poderia contribuir com a mesma qualidade optou por ir representar o Vitória de Setúbal, clube onde jogou duas temporadas (1987/88 e 1988/89), para depois encetar por uma carreira com treinador.

Palmarés ao serviço do FC Porto (5 títulos):

2 Campeonatos nacionais (1984/85 e 1985/86)
1 Taça de Portugal (1983/84)
2 Supertaças Cândido de Oliveira (1982/83 e 1983/84)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroZero.pt

quarta-feira, 24 de maio de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 193













GABRIEL - Goleador Nº 193

Conseguiu desfeitear os guarda-redes contrários por 6 vezes, em 250 participações com a camisola principal do FC Porto, ao longo das 9 temporadas ao seu serviço (1974/75 a 1982/83).

Gabriel Azevedo Mendes nasceu no dia 30 de Maio de 1954, em Miragaia, Porto.

Oriundo das escolas de formação do FC Porto, onde foi campeão na categoria de juvenis, acabou por ter que ir rodar na equipa do Espinho, por empréstimo, aquando da sua promoção ao escalão sénior.

Regressou na temporada de 1974/75, para se afirmar como um dos melhores defesas laterais direito da história portista, fazendo parte da célebre equipa que terminou com o longo jejum de 19 temporadas sem ganhar o título.

Lateral moderno, rápido no vai-vem pelo seu corredor, integrava-se na perfeição nas acções ofensivas, recuperando com fulgor a sua posição para defender. Foi assim que cativou a confiança dos vários treinadores por quem passou e lhe granjeou a conquista de um lugar na selecção nacional, que representou por 20 vezes (recordar clicando aqui).

























A sua estreia oficial com a camisola principal do FC Porto aconteceu no dia 2 de Outubro de 1974, no estádio Molineux Ground, em Wolverhampton (Inglaterra), frente ao clube com o mesmo nome, em jogo da 2ª mão, 1ª eliminatória da Taça UEFA, com derrota por 3-1, que não obstante não chegou para afastar os Dragões da prova, já que tinham vencido nas Antas por 4-1.

Gabriel não foi um defesa goleador mas ainda assim conseguiu marcar em alturas importantes. Tomou-lhe o gosto na temporada de 1977/78, mais precisamente no dia 14 de Setembro de 1977, no estádio Mungersdorfer, em Colónia (Alemanha), em jogo da 1ª mão, 1ª eliminatória, da Taça das Taças. O FC Porto empatou esse jogo por 2-2, com o defesa portista a restabelecer na altura o empate (1-1). Um mês depois (15 de Outubro), estreou-se a marcar para o campeonato nacional, em Pousada de Saramagos, frente ao Riopele, na vitória portista, por 2-0.

A foto que se segue refere-se ao jogo realizado a 15 de Janeiro de 1978, no estádio da Luz, relativo à 13ª jornada do campeonato nacional, com empate sem golos.







































Depois de 9 temporadas no FC Porto, com 29 anos de idade e face à ascensão meteórica de João Pinto, Gabriel decidiu mudar de ares pois verificou que não teria possibilidades de jogar com a regularidade pretendida, como a temporada de 1982/83 lhe indicara.

Assinou então pelo Sporting, clube que passou a representar a partir da temporada de 1983/84 e onde foi quase sempre titular. Por lá ficou 4 épocas sem repetir a conquista de títulos.

Gabriel ainda jogou uma temporada no Sporting da Covilhã (1987/88), onde encerrou a sua brilhante carreira de futebolista, com 34 anos de idade.

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 Títulos):

2 Campeonatos nacionais (1977/78 e 1978/79)
1 Taça de Portugal (1976/77)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1980/81)

Fontes: Almanaque do FC Porto de Rui Miguel Tovar e ZeroZero.pt

domingo, 21 de maio de 2017

HUMILHAÇÃO OU FRETE? DECIDAM VOCÊS!

















FICHA DO JOGO






























Foi com uma vergonhosa exibição que a equipa do FC Porto se despediu deste  falso campeonato, ajudando inclusive a branquear de algum modo a oferta em bandeja de ouro deste título à equipa do regime.

Demonstração clara da falta de argumentos, perante uma equipa que lutava desesperadamente para não descer, muito por culpa de uma nítida falta de atitude, falta de orgulho e amor próprio e de uma clara falta de consideração pela massa adepta que nunca faltou com o seu apoio e sobretudo de uma enorme falta de respeito pelo emblema que ostentam.

Esta exibição foi esclarecedora quanto à incompetência da equipa técnica, que foi capaz de se manter impávida e serena, durante todo o jogo, demonstrativo de uma incapacidade atroz.

Parabéns ao Moreirense pela atitude, o arreganho e principalmente pela capacidade técnica patenteada, merecedoras deste resultado.

E por aqui me fico para não ser mais corrosivo.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 192













ALFREDO MURÇA - Goleador Nº 192

Concretizou 6 golos com a camisola do FC Porto, em 203 participações, ao longo das 7 temporadas ao seu serviço (1974/75 a 1980/81).

Alfredo Manuel Ferreira da Silva Murça, nasceu no dia 17 de Janeiro de 1948, na Costa da Caparica, Almada. Os seus primeiros passos como futebolista foram num modesto clube da sua terra natal, o Grupo Desportivo dos Pescadores da Costa da Caparica. Curiosamente, começou a jogar na linha avançada, como ponta-de-lança marcando bons golos, que cativaram a atenção dos responsáveis do Belenenses que o levaram para as camadas de formação, tendo-se estreado na equipa principal  da equipa da cruz de Cristo no dia 8 de Setembro de 1968, para substituir Freitas, ocupando o lugar de defesa-central. Foi até nesse lugar que fez a estreia a titular, algumas semanas depois.

A mudança de treinador no Restelo, levou-o a nova experiência. Agora como defesa lateral esquerdo, posição onde acabaria por ser mais vezes utilizado, apesar da sua apetência polivalente o ter feito actuar também no lado contrário.

Depois de 6 temporadas de boas performances na equipa lisboeta, surgiu o convite do FC Porto, rumando às Antas no Verão de 1974.

























A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto, coincidiu com o inicio do Campeonato 1974/75, no estádio das Antas, no dia 8 de Setembro de 1974, frente à CUF do Barreiro, com vitória portista por 2-1. Murça começou a época como defesa direito mas acabaria por terminar no lado oposto.

O seu primeiro golo foi obtido na 24ª jornada, em 2 de Março de 1975, frente ao Vitória de Setúbal, no empate 1-1, no estádio das Antas.

Na temporada seguinte, com a mudança de treinador, Murça foi chamado para actuar como central, fazendo toda a temporada nessa posição.

Com a chegada de José Maria Pedroto (1976/77), fixou-se então como lateral esquerdo. Foi nesta posição que voltou a representar a selecção nacional, por mais 4 vezes (ver clicando aqui).

A foto abaixo é da temporada 1978/79, no jogo da 9ª jornada do campeonato nacional, disputada em Alvalade, em 5 de Novembro de 1978, com empate a zero:








































Com a chegada de Hermann Stessl, no Verão quente de 1980, Alfredo Murça não chegou a ser utilizado, saindo para o Vitória de Guimarães no final dessa temporada, com 33 anos de idade e onde acabaria a sua carreira de futebolista, após três temporadas, já com 36 anos.

Dedicou-se de seguida à vida de treinador.

Palmarés ao serviço do FC Porto (3 títulos):

2 Campeonatos nacionais (1977/78 e 1978/79)
1 Taça de Portugal (1976/77)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroaZero.pt

domingo, 14 de maio de 2017

TÍTULO ENTREGUE, ARBITRAGEM ATENTA!
















FICHA DO JOGO






























Oferecido definitivamente em bandeja de ouro, pela APAF/CD e quejandos, ao clube do regime, o título nacional,  a somar à imutabilidade da classificação no 2º lugar do FC Porto, o jogo de hoje no Dragão não suscitava qualquer pressão a não ser a de vencer, como em qualquer encontro que os Dragões disputem.

Talvez por isso e por alguma insatisfação, o estádio apresentou uma das mais baixas assistências da temporada (25.416 espectadores).

O técnico portista estava apenas impedido de utilizar o central Felipe, castigado por acumulação de cartões amarelos, escalando por isso Boly, mas decidiu proceder a duas outras alterações no onze titular. Maxi Pereira retomou o seu lugar na ala direita, após castigo e Jesús Corona, deixando no banco os trincos Danilo Pereira e Rúben Neves.






















Os azuis e brancos interpretaram a primeira meia hora com demasiada descontracção, de tal modo a permitir dois avisos sérios da turma dos castores (13' e 14'). A primeira na sequência de um canto e a outra numa perda de bola de Herrera em zona proibida, com a defesa desposicionada.

O terceiro descuido foi fatal. Estavam então decorridos 31 minutos. Contra-ataque rápido sob o lado esquerdo, cruzamento atrasado para o centro da entrada da área, recepção e remate em rotação de Andrezinho, bola a ressaltar nos pés de Ricardo Valente, a tirar as hipóteses de defesa a Casillas em queda para o lado contrário. 

Este lance foi a pedra de toque para a imediata reacção portista, despertada finalmente para uma toada enérgica, decidida e eficaz, dando a volta ao marcador em apenas 5 minutos.

Livre sobre Brahimi a meio-campo, cobrança rápida pelo argelino tocando para Soares, este para Herrera, sempre em progressão, depois para Corona mais à direita, recepção e imediata assistência para o seu compatriota a aparecer a cabecear com êxito, no limite da pequena área (35'). 





















Três minutos depois, Brahimi recebeu na esquerda, de Otávio, correu para a área, levando atrás de si o defesa contrário, que o derrubou, ocasionando grande penalidade, imediatamente assinalada pelo juiz da partida, com direito a explicação por gestos. É caso para dizer:  titulo entregue, arbitragem atenta!

O argelino colocou a bola na marca e atirou a contar (39'), com a bola a ressaltar no guardião contrário.






















O FC Porto foi assim para as cabines a vencer por 2-1.

No reatamento da partida Diogo Jota surgiu no lugar de Corona com uma entrada surpreendente que lhe permitiu marcar o 3º golo, ainda não tinha decorrido o primeiro minuto. Lançamento longo, lateral do lado direito efectuado por Maxi Pereira, Herrera de costas para a baliza e em queda solicitou a entrada de Diogo Jota que rematou lesto e colocado, sem hipótese de defesa. 





















Foi por assim dizer o golo da tranquilidade porque depois e ainda que os Dragões tivessem procurado dilatar o resultado, o jogo conheceu nova fase de descontracção e Casillas teve de se empregar a fundo aos 53 minutos para evitar novo golo dos pacenses.

Nuno E. Santo aproveitou então para fazer as duas últimas substituições. Saíram Brahimi e Soares e entraram Danilo Pereira e André Silva.

A equipa voltou a criar situações de golo para dilatar o resultado. André Silva (69') e Otávio (77') estiveram muito perto.

O 4º golo acabaria por chegar aos 89 minutos em nova grande penalidade (título entregue, arbitragem atenta!). Lançamento de linha lateral por Maxi Pereira para dentro da área, Diogo Jota foi impedido de receber a bola e Artur Soares Dias não hesitou!

André Silva teve então ensejo de poder regressar aos golos, com um remate forte e colocado.





















Vitória justa num jogo fácil e explicavelmente bem arbitrado! Se é que me faço entender...