quarta-feira, 8 de março de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 183













DIOGO JOTA - Goleador Nº 183

Leva 7 golos apontados, nas 30 participações com a camisola do FC Porto, nos jogos já disputados nesta temporada (2016/17).

Diogo José Teixeira da Silva (Jota é o diminutivo de José), nasceu no dia 4 de Dezembro de 1996, em Massarelos, cidade do Porto.

Foi no Gondomar que começou a dar os primeiros pontapés na bola na temporada de 2005/06, com 9 anos de idade, clube onde fez a maior parte da sua formação. Começou como médio ofensivo e a marcar muitos golos.

Aos 16 anos foi contratado para integrar a equipa de juniores do Paços de Ferreira, onde continuou com a sua veia goleadora, pelo que depressa chegou à equipa principal.

Na sua primeira época como profissional (2014/15), apontou 4 golos em 12 jogos. Na temporada seguinte (2015/16), 14 golos em 35 jogos, que despertaram a cobiça do Atlético de Madrid, que o adquiriu no Verão de 2016 a troco de 7 milhões de euros e com contrato válido até 2021.

Realizou a pré-temporada com a equipa colchonera, mas o técnico Diego Simeone não o incluiu nas suas opções. 

Considerado um avançado móvel que pode desempenhar várias funções no ataque, com capacidade para jogar nas alas, mas também como segundo avançado e até mesmo ponta de lança, oferecendo a variedade táctica que Nuno E. Santo tanto aprecia, o FC Porto não enjeitou a oportunidade de o receber por empréstimo válido por uma temporada, mas com a opção de compra fixada em 22 milhões de euros, valor demasiado inflacionado, tendo em conta a sua juventude.

























Diogo Jota soma à versatilidade referida a sua capacidade de remate com os dois pés, de facto umas das suas melhores qualidades, para além da sua inegável qualidade técnica, como comprovam a beleza de muitos dos seus golos. Rapidez, facilidade de finta em progressão e irreverência própria da sua idade, são outras características que o fazem partir para cima dos adversários sem qualquer receio. Evidencia ainda uma boa visão de jogo e mostra velocidade de raciocínio e execução. Jota tem tudo para se tornar num caso sério no futebol português.

A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 10 de Setembro de 2016, no Estádio do Dragão, frente ao Vitória de Guimarães, em jogo da 4ª jornada da Liga NOS 2016/17, com vitória portista, por 3-0. O avançado saiu do banco aos 70 minutos a render Otávio.

A sua estreia como titular aconteceu em 1 de Outubro do mesmo ano, no Funchal frente ao Nacional da Madeira, em jogo da 7ª jornada. Jota estreou-se também a marcar, concretizando «apenas» e «só» três dos 4 golos com que os Dragões golearam a equipa insular. É desse jogo a imagem que se segue:
























Esse hat-trick valeu-lhe a titularidade por uma série de jogos consecutivos, mas a aquisição de Soares somada a uma pequena quebra de rendimento relegaram-no de novo para o banco, ainda que com uma utilização apreciável.








Resta acrescentar que Diogo Jota soma 16 internacionalizações nos escalões de formação: 9 Sub19, com 5 golos apontados; 6 Sub21/1 golo e 1 Olímpicos/1 golo.

Fontes: Arquivo do Blogue; site oficial FC Porto; ZeroZero.pt e site da FPF.

sábado, 4 de março de 2017

DRAGÃO ARRASADOR DESBARATOU NACIONAL
















FICHA DO JOGO






























Foi com uma goleada das antigas que o FC Porto despachou o Nacional da Madeira, num jogo que só se tornou fácil depois do primeiro golo portista, aos 31 minutos, tempo que os insulares conseguiram suster o maior caudal ofensivo, graças a uma organização defensiva que acabou por se desmoronar.

O técnico portista, sem poder contar com os lesionados Herrera e Corona, mais o castigado Maxi Pereira, teve de fazer três alterações, em relação ao jogo do Bessa. Felipe e André Silva recuperaram as suas posições e Layún ocupou o lugar de defesa lateral direito.























Os Dragões procuraram desde logo ter a supremacia do jogo, ameaçando aos 5 minutos numa jogada concluída com um pontapé de bicicleta de André Silva. A equipa do Nacional trazia a lição bem estudada e foi ocupando com organização o seu último reduto, provocando grandes dificuldades de penetração aos jogadores portistas. Só por volta dos 26 minutos os azuis e brancos voltaram a criar algum perigo, num remate intencional de Brahimi que saiu muito perto do poste.

Era um período complicado, a pedir bastante empenho e paciência aos jogadores da casa, sempre bem apoiados por uma assistência de 39.230 espectadores.

Aos 31 minutos Óliver Torres desatou o nó. Jogada enleante de Brahimi, André André e Alex Telles,  com este a cruzar para a pequena-área onde apareceu com muito oportunismo o médio espanhol a desferir o vitorioso remate de primeira, com o pé esquerdo.





















Derrubado o muro, o FC Porto partiu deliberadamente à procura do segundo, agora com mais confiança e com mais espaço. Aos 37 minutos Soares fez o aviso, com remate que não fez o arco pretendido, mas que assustou. Depois um canto da esquerda com a bola a ser disputada e salva sobre a linha de baliza e já muito próximo do intervalo o golo de Brahimi. Cruzamento da direita de Óliver Torres, Soares saltou mais alto no coração da área fazendo a bola deslocar-se para a esquerda onde surgiu o argelino a imitar o seu colega do primeiro golo, atirando sem preparação e de pé esquerdo para mais um bonito golo.





















No segundo tempo emergiu o futebol de eleição, o tal que todos os portistas aspiram e desejam que se repita em todos os jogos e durante o maior tempo possível. Golos para todos os gostos, tsunami a engolir o adversário que ficou aturdido, desorientado, dominado, arrasado, demolido, atónito, desbaratado...

Foram mais cinco mas até podiam ser mais porque em determinada altura foi tão fácil que todos queriam marcar de qualquer lugar e de qualquer jeito.

Soares e André Silva bisaram e até Layún marcou na cobrança de um livre directo.





















Oitavo triunfo consecutivo no campeonato (melhor série da prova até agora), maior goleada esta temporada no campeonato e 21 jogos sem conhecer o sabor amargo da derrota. A última aconteceu em 28 de Agosto do ano passado, em Alvalade, nas circunstâncias que todos sabemos).

Soares leva 7 golos marcados, em 5 jogos do campeonato e André Silva chegou aos 15, na prova.

Para finalizar dizer que Paixão nem teve hipóteses de inventar. Desta forma não há polvo que resista. É esta a formula que defendo para derreter todos os jogos de bastidores. Pena que nem sempre é possível.

sexta-feira, 3 de março de 2017

PLANTEL 201617, APÓS MERCADO DE INVERNO

Estão encerrados os principais mercados de transferências, incluindo o emergente mercado chinês, capaz de atrair jogadores importantes, nesta janela de Inverno.

No que ao FC Porto diz respeito, podemos dizer que se limitou a um pequeno ajustamento cirúrgico que tem estado a funcionar em pleno. Parece ter sido o chamado tiro no alvo.

Os responsáveis portistas estudaram o plantel, verificaram os excessos e as carências, decidindo dispensar quatro atletas, um a título definitivo (Silvestre Varela) e os outros por empréstimo. Em termos de entradas, verificou-se a promoção do avançado Rui Pedro, atleta que actuava nos juniores e na equipa B, situação que ainda se vai mantendo e a contratação de Soares, avançado que actuava no Vitória de Guimarães.

























O plantel é agora servido por 24 atletas que perseguirão até ao final da temporada o objectivo de se tornarem campeões nacionais.



quarta-feira, 1 de março de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 182













IVÁN MARCANO - Goleador Nº 182

Apontou 7 golos em 100 jogos, com a camisola do FC Porto, ao longo das duas temporadas e meia que leva ao serviço do FC Porto (2014/15 até ao momento).

Iván Marcano Sierra, nasceu no dia 23 de Junho de 1987, em Santander, Espanha, tendo cumprido a sua formação no principal clube da sua terra natal, o Racing. Fez a sua estreia na equipa principal em Setembro de 2007, mas só em 2008/09 conquistou definitivamente o seu espaço na Liga Espanhola, alinhando em 43 jogos, tendo conseguindo três golos.

Transferiu-se para o Villareal no final dessa época, acabando por ser emprestado ao Getafe (2010/11) e posteriormente ao Olympiacos da Grécia (2011/12).

Contratado pelos russos do Rubin Kazan em Julho de 2012, voltou a representar o Olympiacos, por empréstimo, na segunda metade da temporada 2013/14, em que se assumiu como um dos esteios da defesa do emblema grego.

Atleta reconhecido pelo técnico basco Julen Lopetegui, Marcano foi reforço do FC Porto para 2014/15, assinando por 4 temporadas. Chegou de forma tardia ao plantel o que atrasou a sua afirmação.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 21 de Setembro de 2014, no Estádio do Dragão, num estranho FC Porto-Boavista (0-0), disputado após um forte temporal, num terreno escorregadio, e em que ficou sozinho no centro da defesa, após a expulsão de Maicon, aos 25 minutos. Logo se evidenciou a tranquilidade com que está em campo e a forma como também trata bem a bola. 

É desse jogo, que contou para a 5ª jornada da Liga NOS 2014/15, a imagem da equipa titular que se segue:

























Essas características tornaram-se ainda mais vincadas a partir do momento em que passou a ser presença habitual no onze, na segunda metade da temporada de estreia (2014/15). Forte fisicamente e no jogo aéreo, para além de um bom posicionamento, Iván Marcano é particularmente eficaz na antecipação às pretensões do adversário e ainda tem tempo para ir lá à frente fazer uns golos, especialmente nas jogadas de bola parada.

Curiosamente, só se estrearia a marcar na temporada seguinte (2015/16), no dia 4 de Outubro de 2015, no Estádio do Dragão, frente ao Belenenses, na goleada de 4-0, em jogo da 7ª jornada da Liga NOS. Marcano apontou o último golo do encontro aos 88 minutos, na sequência de um canto apontado por Layún.






















Apesar de se estrear a marcar, a segunda temporada não lhe correu de feição, passando por algumas dificuldades, apesar de ter sido aposta quase constante quer de Julen Lopetegui, quer de José Peseiro. Apenas não foi utilizado em três encontros.

A sua inegável categoria ressurgiu em todo o seu esplendor na temporada actual, onde Marcano tem vindo a desempenhar um papel fundamental na defesa, que é no momento, a menos batida dos principais campeonatos europeus. Para além disso, já quase triplicou o número de golos obtidos.











Fontes: Arquivo do Blogue, Site oficial do FC Porto e Zerozero.pt

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS (ACTUALIZAÇÃO)

Com o propósito de manter actualizado o registo dos melhores marcadores de golos do plantel desta temporada (2016/17), em conjugação com o ranking dos goleadores portistas de todos os tempos, que vem sendo apresentado semanalmente nesta rubrica e se encontra no patamar dos 7 golos marcados, passarei a editar no final de cada mês o quadro respectivo.

Começo pois com o relativo ao mês que termina hoje, onde sobressai a saída de Silvestre Varela, por já não pertencer ao Clube e a entrada de Danilo Pereira



















André Silva continua a sua caminhada ascensional, subindo 10 lugares em relação ao quadro apresentado em 17 do mês passado, face aos 2 golos que entretanto apontou. Jesús Corona subiu 7 lugares com mais um golo da sua lavra, Hector Herrera baixou um lugar enquanto Óliver Torres e Miguel Layún mantiveram as suas posições, tal como Brahimi, confortavelmente instalado na 79ª posição, sendo agora o líder dos actuais jogadores portistas.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

EM JOGO SUADO, SOARES RESOLVEU

















FICHA DO JOGO






























O FC Porto saiu vencedor no derby portuense, hoje disputado no Estádio do Bessa, num jogo muito disputado em que a raça e a ambição portista foram determinantes para voltar a reduzir para um ponto a sua distância da liderança e manter bem viva a chama do Dragão.

Sem poder contar com Felipe (castigado) e Herrera (lesionado) o técnico azul e branco Nuno E. Santo, voltou a apresentar um onze com algumas mexidas. Boly rendeu o central brasileiro e regressaram André André, Óliver Torres e Jesús Corona, trio que tinha ficado no banco frente à Juventus.























Entrada muito boa no jogo com os Dragões, a imporem o seu futebol pressionante e eminentemente ofensivo e com Óliver Torres a abrir as hostilidades num remate intencional, logo no primeiro minuto, a obrigar o guardião contrário a uma intervenção aparatosa.

Na sequência dessa entrada autoritária, o mesmo Óliver serviu Corona, no lado direito, o mexicano entrou na área e na passada cruzou para a zona nevrálgica onde surgiu o codícioso e oportunista Soares, entre os centrais a emendar para a baliza, inaugurando o marcador, estavam decorridos apenas 7 minutos.























Em vantagem no marcador, os azuis e brancos, hoje de amarelo, foram perdendo o fulgor, permitindo que o Boavista equilibrasse o jogo e até ameaçassem  de alguma forma a baliza de Casillas que teve de se aplicar com determinação e muita classe, aos 29 minutos a um remate com selo de golo de Anderson Carvalho.

Este lance fez despertar a equipa portista que voltou a acelerar o jogo, criando mais três claras situações de golo.  A primeira num trabalho individual de Brahimi, passando por vários adversários até chegar perto do poste esquerdo, optando por um cruzamento curto para trás, interceptado «in extremis» por um defensor contrário, sobrando a bola para Soares, que na passada atirou forte para uma defesa espectacular de Vagner com a recarga de Óliver Torres a encontrar o corpo do avançado portista (33'). A segunda numa excelente recuperação de bola de André André, a meio campo, perto do circulo central, avançando rápido no terreno, libertando para a entrada de Brahimi que fez um passe a rasgar para a entrada de Soares. O avançado portista tentou o chapéu mas não foi feliz, perdendo uma flagrante oportunidade de dilatar o marcador (35'). A terceira em mais um ataque rápido conduzido por Brahimi. O argelino serviu André André, perto da meia-lua, este lançou mais à direita para a entrada de Corona, que por sua vez cruzou para a entrada da pequena área onde surgiu Brahimi com uma recepção defeituosa a estragar um lance de bola corrida muito promissora.

Perto do intervalo Corona sofreu uma entrada assassina, por trás, do defesa boavisteira Talocha, merecedora de cartão vermelho, mas atendendo às cores das camisolas foi benevolentemente transformado em amarelo pelo artista do apito. Corona teve de ser assistido, jogando os últimos minutos em evidente inferioridade física.

Já depois do apito para o intervalo, o atleta mexicano ainda levou o amarelo por ter reagido com alguma impetuosidade com o seu agressor, gerando-se um sururu, que terminou com a expulsão de Nuno E. Santo e de um arruaceiro do Boavista de nome Alfredo.

A segunda parte prometia um jogo ainda mais intenso e por ventura mais disputado. A rivalidade, o clima quente do términos da primeira parte e a vantagem mínima do FC Porto eram sem dúvida os condimentos certos para que tal acontecesse.

Os Dragões tiveram então de ser pragmáticos, despir o fato de gala, arregaçar as mangas, impor a sua habitual e já famosa organização defensiva, sem nunca perder a noção da baliza adversária. Aos 75 minutos, André André, servido por Soares, livre de adversários e em posição central para a baliza, na meia lua encheu o pé e rematou forte, fazendo a bola passar muito perto da barra com o guarda-redes batido, perdendo-se mais uma ocasião de ouro para matar o jogo.

Até ao último apito do «craque» Veríssimo, Maxi Pereira ainda viu o segundo amarelo seguido de vermelho, ficando mais uma vez claro que jogar de Dragão ao peito não lhe garante a mesma impunidade de que gozou durante oito temporadas com o emblema da equipa do regime.

Vitória justa da equipa mais ambiciosa e competente, num jogo bastante complicado, num estádio onde o apoio de cerca de dez mil vibrantes portistas foi fundamental.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

SUPERIORIDADE ITALIANA CONFIRMADA

















FICHA DO JOGO































Hoje o FC Porto terá hipotecado as suas aspirações de poder eliminar a forte formação da Juventus, que afinal apenas se limitou a confirmar a sua real superioridade, num jogo quase sem história, principalmente depois da expulsão de Alex Telles, a partir do minuto 27.

Nuno E. Santo mexeu no onze titular, como era espectável, fazendo regressar Danilo Pereira, Herrera e Brahimi, mas mantendo algo surpreendentemente Rúben Neves.























Num estádio quase lotado de vibrantes e entusiastas 49.229 espectadores, com muito azul e branco numa coreografia digna dos grandes jogos, a equipa do FC Porto entrou com grande confiança e ambição, conseguindo fazer recuar até ao seu último reduto o categorizado adversário. Foram cerca de dez minutos muito prometedores mas que não tiveram, nem consequência nem sequência.





















A Juventus, servida por jogadores de classe e experiência, depois desse período tomou conta das operações não dando quaisquer chances de oposição satisfatória e para piorar a situação, Alex Telles cometeu a insensatez de fazer duas faltas para amarelo, num curto espaço de dois minutos, deixando a sua equipa em inferioridade numérica e obrigando o seu treinador a mexer na equipa.





















Nuno teve então de abdicar de um avançado, tirando André Silva para meter Layún, refazendo assim a linha defensiva. A estratégia passou por recuar no terreno, permitindo aos italianos mais espaço e mais posse de bola. Até ao intervalo, os portistas tiveram de sofrer e viram o seu adversário criar algumas boas situações, especialmente a protagonizada por Higuain, desfeita por Casillas e por Dybala, desfeita pelo poste.

Estava na cara que a equipa da casa teria de trazer dos balneários a lição bem estudada para poder contrariar a inferioridade numérica, correndo os menores riscos possíveis. Para tal teria de trocar bem a bola, furtá-la o mais possível ao adversário, baixar o ritmo de jogo e ter a matreirice para fazer correr o tempo.

Era naturalmente pedir demasiado a um conjunto de jogadores sem muita experiência e que me pareceu não trazerem o guião adequado às circunstâncias.

O treinador portista não pareceu disposto a abandonar os seus princípios de jogo e ao invés de reforçar o meio campo, preferiu tirar Rúben Neves para introduzir Corona, quiçá na expectativa de recuperar alguma profundidade atacante, mas sem resultados práticos. A Juve dominava como queria e o golo seria uma questão de tempo.

Brahimi ainda deu o seu lugar a Diogo Jota, mas a troca não só não resultou como enfraqueceu, pois o argelino foi sempre muito mais esclarecido que o jovem português.

Depois aconteceu o inevitável. Dois golos sofridos num espaço de dois minutos. Duas falhas defensivas pouco comuns, mas diga-se em abono da verdade que os transalpinos construíram oportunidades suficientes para merecerem este resultado.

Resta dizer que o árbitro da partida também mereceu as duas monstruosas assobiadelas (no intervalo e no fim do encontro) pela gritante dualidade de critérios no aspecto disciplinar, sempre duro contra o FC Porto e benevolente para a Juventus. Esteve bem na expulsão limitando-se a aplicar as leis do jogo, mas a avaliar pela sua actuação, se as duas faltas tivessem sido cometidas por um qualquer jogador da equipa adversária certamente outro galo cantaria.

A Juventus mereceu a vitória, não teve culpa das infantilidades portistas nem da permissividade do árbitro, confirmando o seu natural favoritismo para seguir na prova.