quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 179













DIEGO - Goleador Nº 179

Apontou 7 golos com a camisola do FC Porto, em 63 participações durante as duas temporadas ao seu serviço (2004/05 e 2005/06).

Diego Ribas da Cunha, nasceu no dia 28 de Fevereiro de 1985, em Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, Brasil. Começou aos seis anos a dar os primeiros pontapés na bola, tendo passado por clubes de pouca expressão, da sua cidade natal, nomeadamente o Comercial e o Paulistinha de São Carlos. Mas foi no Santos FC, onde incorporou a equipa de juniores, que Diego mostrou todo o seu potencial e onde se tornou profissional de futebol, em 2002 com apenas 16 anos de idade. No clube de Vila Belmiro o jovem e talentoso médio brasileiro fez dupla com Robinho, tendo ambos conduzido o clube ao título nacional após um jejum de 17 longos anos.

As sua belas performances levaram-no a vestir a camisola principal da Selecção nacional e a ser uma presença constante da Canarinha. Em 2004 venceu a Copa América, disputada no Peru, no mês de Julho, altura em que assinou contrato pelo FC Porto, que entretanto tinha perdido Deco para o Barcelona.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito aconteceu no dia 20 de Agosto de 2004, no Estádio Cidade de Coimbra, frente ao Benfica, em jogo da final da Supertaça Cândido de Oliveira, com vitória portista por 1-0. Treinado pelo espanhol Víctor Fernández, Diego apenas com alguns treinos, jogou os primeiros 21 minutos, dando o seu lugar a César Peixoto.

Não foi fácil a vida do médio brasileiro no Dragão. A responsabilidade de fazer esquecer Deco era enorme, a expectativa era gigantesca, tanto mais por ter sido considerada uma das grandes contratações da temporada, a par com a do seu compatriota Luís Fabiano, ambos internacionais brasileiros.

Mas Diego não era Deco, nem nunca chegou a ser um jogador agressivo e intenso, sobretudo do ponto de vista defensivo. Se com bola foi sempre um craque, sem ela tudo era mais difícil.

Cedo se percebeu, no entanto, todo o seu virtuosismo, capacidade técnica e visão de jogo, colocados quase sempre ao serviço da equipa, apesar da época atípica do FC Porto que começou com a rábula que envolveu, durante a pré-temporada, o então treinador Luigi Del Neri, passando pela destituição do seu sucessor Víctor Fernández, para acabar com José Couceiro e a perda do campeonato. Esta instabilidade afectou obviamente o plantel em geral e Diego em particular.

Ainda assim, o FC Porto conseguiu garantir, em Yokohama, no Japão, em 12 de Dezembro de 2004, a vitória na Taça Intercontinental, disputada frente ao Once Caldas, da Colômbia, por 7-8, nas grandes penalidades, depois do empate sem golos, no tempo regulamentar mais prolongamento.

É desse jogo a imagem que se segue e documenta o onze titular:


























Com a chegada do holandês Co Adriaanse o médio brasileiro foi a pouco e pouco perdendo espaço, face à concorrência do argentino Lucho Gonzalez. Foi por isso menos utilizado, perdendo alguma motivação de forma a não aproveitar algumas oportunidades que lhe foram dadas.

As suas qualidades permaneceram intactas e no final da época 2005/06, surgiram alguns emblemas estrangeiros interessados no seu concurso.








Tendo em conta o pouco rendimento de Diego, o FC Porto, habituado a valorizar os seus jogadores, optou por o vender ao Werder Breman, da Alemanha pelo valor que o tinha comprado ao Santos.

Na Alemanha, Diego recuperou protagonismo, tornando-se um dos jogadores mais influentes da sua equipa, durante três temporadas (2006/07 a 2008/09), que lhe valeu o interesse da Juventus, onde jogou apenas uma temporada (2009/10).

Regressou à Alemanha. na temporada seguinte (2010/11) para defender a camisola do Wolfsburg, clube onde teve alguns problemas e atritos que originaram o seu empréstimo ao Atlético de Madrid (2011/12), com retorno na temporada seguinte (2012/13).

O Fenerbahçe, da Turquia foi a aposta seguinte, mas também aí não se conseguiu impor como titular. Foi uma passagem apagada que o levou a regressar ao Brasil, uma época antes do fim do seu contrato.

Flamengo foi o clube que o acolheu em 2016 e é lá que continua a jogar futebol, onde espera concluir o contrato de três temporadas.

Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):

1 Campeonato Nacional (2005/06)
1 Taça de Portugal (2205/06)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (2003/04)
1 Taça Intercontinental (2005/06)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroZero.pt

sábado, 4 de fevereiro de 2017

VITÓRIA IMPORTANTE DO PRAGMATISMO
















FICHA DO JOGO






























O FC Porto deu hoje um passo importante para a sua candidatura ao título, num jogo atípico, frente a um adversário que jogava os últimos cartuchos da esperança de reentrar na luta e por isso obrigou os Dragões a um trabalho defensivo muito pouco comum. Pode mesmo dizer-se que o Sporting foi quiçá a equipa que neste Campeonato mais dificuldades colocou aos azuis e brancos.

Eficácia e pragmatismo marcaram então esta importante vitória do FC Porto. Eficácia porque em três boas ocasiões fez 2 golos, pragmatismo porque aceitaram a maior posse de bola do Sporting, durante todo o jogo e foram ainda capazes de segurar a vitória com Casillas a brilhar em grande intensidade ao efectuar três espectaculares defesas.

Nuno Espírito Santo procedeu a três alterações na equipa titular, em relação ao jogo anterior, escalando Brahimi, Corona e o estreante Soares, em detrimento de Herrera, André André e Diogo Jota.























O jogo começou com os jogadores de ambas as equipas a acusarem a responsabilidade do mesmo, perdendo muitas bolas pelas laterais. O Sporting num esquema mais apoiado e o FC Porto privilegiando os lançamentos longos. Resultou daí maior posse de bola para a equipa leonina com o FC Porto a tentar explorar a recuperação de bola para caminhar rápido para a baliza contrária.

Foi assim que chegou à vantagem logo aos seis minutos, ajudando a serenar um pouco a entrada algo nervosa. Casillas lançou longo para a direita onde Jesús Corona correu rápido para uma recepção perfeita, bailou na frente de Zeegelaar deixando-o confuso, cruzou com peso, conta e medida, André Silva atraiu os centrais e Soares, nas suas costas, completamente livre de adversários, subiu e cabeceou vitoriosamente para o primeiro da noite.






















A equipa leonina reagiu com o seu futebol mais trabalhado, mas sem ser capaz de incomodar Casillas. O lance mais vistoso pertenceu a Rúben Semedo, por volta dos 27 minutos, com o guarda-redes portista a corresponder com defesa magnífica, apesar do lance ter sido interrompido por falta sobre Marcano.

À incapacidade lisboeta para criar lances de golo, respondeu o FC Porto com novo lance rápido, bem explorado e melhor concretizado. Bola recuperada a meio-campo portista por Brahimi, numa disputa limpinha, apesar do ruído dos lagartos (o argelino ganhou a frente, protegeu a bola e levou um toque de Palhinha, estatelando-se os dois), sobrando para Danilo, que avançou com determinação até à linha de meio-campo, no círculo central, altura em que fez um passe magistral a rasgar entre os dois centrais, para Soares corresponder com um sprint para a área de Patrício, contornando-o e atirando com toda a frieza, fazendo balançar as redes pela segunda vez, perante o gáudio da recheada e vibrante plateia. Estreia de sonho para o ex-Vitória de Guimarães que se tornou no 408º portista a marcar.





















Antes do intervalo, os Dragões ainda vibraram com uma nova jogada prometedora, muito parecida com a do 1º golo, tendo como protagonistas os mesmos elementos. Corona a cruzar, André Silva a atrair os centrais e Soares a aparecer livre a cabecear, mas desta feita ao lado.

O intervalo chegaria com um parcial de 2-0, justo e eficaz.

No segundo tempo as coisas alteraram-se bastante, face à atitude de ambas as equipas. Os azuis e brancos, mais confortáveis com a vantagem conseguida, baixaram o ritmo e cederam mais terreno ao adversário. O Sporting, também fruto da alteração operada por Jorge Jesus, deixando Matheus Pereira nas cabines, fazendo entrar Alan Ruiz, apareceu bem mais perigoso e determinado em alterar o rumo dos acontecimentos, criando muitas dificuldades ao último reduto portista.

Foi uma segunda parte de grande domínio forasteiro, obrigando os da casa a grande pragmatismo, muita coesão, espírito de sacrifício e de luta.

O treinador portista teve de mexer na equipa para tentar reequilibrar, mas os lisboetas foram sempre mais perigosos. Tiveram uma bola nos ferros (56'), marcaram (60') e construíram dois lances muito prometedores (81' e 92'), superiormente anulados pelo fabuloso Iker Casillas, enquanto pelo lado azul e branco, André André desperdiçou o 3º golo, aos 71'.





















Vitória muito difícil perante um adversário que valorizou muito  este importante triunfo.

O trabalho do árbitro não foi isento de erros, mas não esteve directamente relacionado com o resultado. Houve três lances (pelo menos) mais discutíveis, mas apenas um mal julgado.

O primeiro, já explicado acima, na jogada do segundo golo (60'), bem ajuizado; o segundo, aos 54', falta feia de Zeegelaar, sobre Soares, para  2º amarelo e expulsão perdoada; e o terceiro aos 77', bola na mão de Corona, a remate de Adrien, muito perto, tendo o mexicano os braços encostados ao peito, pelo que o árbitro esteve bem ao deixar seguir.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 178














MARCO FERREIRA - Goleador Nº 178

Apontou 7 golos em 35 participações com a camisola do FC Porto, em jogos oficiais ao longo das duas temporadas ao seu serviço (2002/03 e 2003/04).

Marco Júlio Castanheira Afonso Alves Ferreira, nasceu no dia 12 de Março de 1978, em Vimioso, Distrito de Bragança. Começou a dar os primeiros pontapés na bola no clube da sua terra natal, o Águia FC Vimioso (1995/96), com passagens pelo Tirsense (1996/97), Atlético Madrid B (1997/98), Yokohama Marinos (1997/98), Paços de Ferreira (1998/99) e Vitória de Setúbal, onde se fixou durante 4 temporadas (1999/2000 a 2001/02), com performances interessantes que o levaram às três internacionalizações A, que registou na sua carreira.

Há muito referenciado pelo FC Porto, Marco Ferreira chegou às Antas na janela de transferências de Inverno, mais precisamente em Janeiro de 2002, já com 14 jogos disputados pelo Vitória de Setúbal e assinando por 4 temporadas.

























Considerado um jogador rápido, dotado de boa técnica, repentista, grande sentido de baliza e poder de remate, José Mourinho acreditou ser o ala que necessitava para o futebol que começara a desenvolver no Clube.

A sua estreia oficial de Dragão ao peito, aconteceu no dia 15 de Janeiro de 2002, no Estádio das Antas, frente ao Gil Vicente, em jogo da 5ª eliminatória da Taça de Portugal, com vitória portista por 2-1.

A sua estreia a marcar foi em 8 de Março de 2003, também nas Antas e para os quartos-de-final da Taça de Portugal, frente ao Varzim, com vitória portista por 7-0, com 3 golos da sua autoria e, por curiosidade, o último a pertencer ao guarda-redes portista, Nuno Espírito Santo, aos 90 minutos, na cobrança de uma grande penalidade.

A imagem que se segue documenta uma das várias ocasiões em que jogou a titular. Refere-se ao jogo frente ao Vilafranquense, disputado no estádio das Antas, em 21 de Janeiro de 2004, a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal, com vitória portista por 4-0. Marco Ferreira contribuiu com um golo, precisamente o seu último ao serviço do FC Porto.


























Daí e até final da temporada, voltaria a ser convocado por Mourinho para mais 7 jogos, dos quais participou em 5, sendo suplente não utilizado em 2.










Apesar das suas reais qualidades, nunca se conseguiu impor como titular indiscutível, ficando aquém do que uma equipa com as responsabilidades de um Clube de dimensão mundial requer, pelo que acabou dispensado no final da temporada 2003/04.

As duas últimas temporadas do contrato com os Dragões foram passadas no Vitória de Guimarães (2204/05) e Penafiel (2005/06), ambos na situação de emprestado.

Surgiu depois o interesse do Benfica, clube ao qual ficou vinculado por duas temporadas e meia (2005/06 a 2007/08), com passagens por empréstimo, pelo Leicester City e pelo Belenenses.

Seguiu-se a experiência grega com as últimas três temporadas da sua carreira, ao serviço do Ethnikos Piraeus (2008/09 a 2010/11).

Palmarés ao serviço do FC Porto (6 títulos):
2 Campeonatos nacionais (2002/03 e 2003/04)
1 Taça de Portugal (2002/03)
1 Supertaça Cândido Oliveira (2002/03)
1 Taça UEFA (2002/03)
1 Champions League (2003/04)

Apresento a seguir o quadro dos últimos sete atletas elencados nesta rubrica, agora devidamente actualizada:



















Com a subida de Danilo Pereira ao 172º lugar, todos os outros baixaram um lugar.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroZero.pt

sábado, 28 de janeiro de 2017

DRAGÃO LEMBROU-SE QUE NÃO PODIA FALHAR A 20 MINUTOS DO FIM

















FICHA DO JOGO






























O FC Porto voltou a sentir as tradicionais dificuldades no Estoril, num jogo em que mais uma vez entrou pouco concentrado, demasiado desastrado e completamente inofensivo, em termos atacantes, estragando invariavelmente as poucas jogadas mais prometedoras, com passes e perdas de bola verdadeiramente irritantes.

O técnico portista promoveu duas alterações no xadrez titular, fazendo regressar o recuperado Maxi Pereira, para a lateral direita e apostando em André André, jogando no sistema 4x1x3x2.
























A primeira parte foi marcada pela incapacidade dos jogadores portistas para criarem jogadas de perigo na área adversária, apesar da maior posse de bola. O Estoril, bem organizado na defesa, dificultou com relativa facilidade os intentos azuis e brancos sempre muito tímidos e denunciados. 

Nuno Espírito Santo percebeu que o futebol praticado não fazia mossa nem cumpriria o objectivo e por isso mexeu na equipa, tirando Diogo Jota para introduzir Brahimi já que era notória a falta de gente lá à frente capaz de emprestar alguma criatividade para surpreender. Porém, deu ordens ao argelino para jogar em apoio a André Silva em vez de o colocar na ala. A qualidade do futebol portista pouco ou nada se alterou, mantendo-se as dificuldades de penetração, razão pela qual o 0-0 no fim dos primeiros 45 minutos era o resultado justo.

Apesar de uma ligeira melhoria do futebol azul e branco, a verdade é que as dificuldades para criar situações de golo eram uma constante. 

Aos 55 minutos o árbitro da partida fez vista grossa a um puxão na camisola de André Silva, impedindo-o de disputar um lance na grande área, na sequência de um livre e como a coisa não atava nem desatava, Nuno E. Santo resolveu apresentar soluções, onze minutos depois. Óliver Torres e Herrera deram os seus lugares a Jesús Corona e Rui Pedro e a partir de então, já com extremos, a equipa tornou-se muito mais ameaçadora e a criar realmente verdadeiras situações de golo. Aos 70 minutos Rui Pedro, bem solicitado por Brahimi, introduziu a bola nas redes, mas estava ligeiramente adiantado e o golo foi bem anulado.

Doze minutos depois, mais uma vez Brahimi, agora no seu lugar, desmarcou bem André Silva, Moreira derrubou-o e o árbitro desta vez não teve contemplações. O avançado portista não deu hipóteses, inaugurando o marcador. Estava finalmente desbloqueado um jogo que parecia destinado a novo empate.





















Com os dois alas (Brahimi e Corona) bem abertos, os Dragões renasceram das cinzas e o segundo golo acabaria por surgir com toda a naturalidade. 

Bola recuperada a meio campo, André Silva, aproveitando o adiantamento da defensiva do Estoril, lançou o contra ataque, colocando à direita para Corona. O ala mexicano sentou João Afonso com uma simulação e rematou com precisão, fora do alcance de Moreira, obtendo um golo espectacular.





















O Estoril ainda conseguiu reduzir, num belo gesto técnico de Dankler, mas a vitória e os três pontos da ordem não fugiram.

Destaque para mais uma arbitragem deficiente, com pelo menos dois ou três lances a prejudicar o FC Porto. Uma falsa deslocação assinalada a Diogo Jota, quando se dirigia isolado para a baliza, uma grande penalidade por assinalar sobre André Silva e outra sobre Rui Pedro, transformada em simulação e cartão amarelo.

Em resumo, um jogo algo inconveniente dos azuis e brancos, que não se podem dar ao luxo de esbanjar mais pontos. Não se percebe a aposta de Nuno E. Santo de jogar sem alas, em jogos desta natureza. Felizmente teve tempo de corrigir, mas o melhor é não arriscar tanto.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 172













DANILO PEREIRA - Goleador Nº 172

Com o golo apontado no Sábado passado, frente ao Rio Ave, Danilo acumula já um total de 8 golos, em 71 participações com a camisola do FC Porto, durante a época e meia que leva ao seu serviço, logrando ultrapassar nesta tabela, duma assentada, Carlos Mesquita, Vlk, Latapy, Fernando Mendes e Paredes, os mais recentes apresentados neste ranking, todos com 7 golos apontados.

Danilo Pereira é um dos mais recentes internacionais portistas, por sinal o único campeão europeu da história portista, em termos de selecção principal e teve por isso o justo destaque neste espaço, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editado em 12 de Julho de 2016, onde constam as principais incidências da sua carreira, que poderá recordar clicando aqui.

Por essa razão e para não me repetir, vou apenas acrescentar algumas curiosidades.

Proveniente do Marítimo, onde jogou duas temporadas (2013/14 e 2014/15) em muito bom nível, foi disputado por vários emblemas tendo sido o FC Porto a conseguir o seu concurso.

























A sua estreia oficial de Dragão ao peito coincidiu com o arranque do Campeonato (Liga NOS 2015/16), em jogo realizado no dia 15 de Agosto de 2015, no Estádio do Dragão, frente ao Vitória de Guimarães, com triunfo azul e branco, por 3-0. A imagem abaixo é desse jogo.

























A sua adaptação aos novos processos e à equipa foi relativamente fácil de tal modo que a partir de Outubro, Danilo conseguiu fixar-se como o trinco principal do plantel e da equipa.

O seu primeiro golo foi obtido no dia 2 de Dezembro de 2015, no Estádio da Madeira, Choupana, Funchal, frente ao União da Madeira, em jogo da 9ª jornada da Liga NOS 2015/16, com vitória portista, por 4-0.  O médio portista apontou o último golo do jogo aos 91 minutos, na sequência de um livre indirecto cobrado por Miguel Layún, a que Danilo correspondeu com um soberbo remate de cabeça, como a foto abaixo documenta.
































Falta agora colorir o seu palmarés com os títulos que todos os portistas ambicionam.

sábado, 21 de janeiro de 2017

SONOLÊNCIA INADMISSÍVEL QUASE ACABAVA EM PESADELO
















FICHA DO JOGO






























No virar do Campeonato e com quatro pontos para recuperar em relação à equipa do regime, líder artificial da prova, o FC Porto recebeu a equipa do Rio Ave, agora comandado pelo conhecido Luís Castro, perante uma excelente plateia de 43.328 espectadores.

Era suposto a equipa entrar com o fato macaco e procurar rapidamente resolver a contenda a seu favor. Ao invés, os Dragões apresentaram-se de pijama e pantufas, atacados de forte sonolência que ocasionou jogadas bastante confusas, com futebol sem nexo, sem organização e completamente desconcentrado. Foram 15 minutos de inexplicável desorientação onde os portistas acumularam erros uns atrás dos outros, bem demonstrativos de como não se deve jogar futebol.

Miguel Layún foi a única alteração no onze titular, em relação ao jogo anterior, jogando no lugar do lesionado Maxi Pereira. E melhor fora que não tivesse sido utilizado já que a sua prestação foi deveras medíocre.
























A entrada dormente do FC Porto permitiu aos vilacondenses jogar no campo todo e dividir o jogo da forma mais natural que se possa imaginar. É verdade que nesse período não dispuseram de uma única real oportunidade de marcar, apesar de uma tímida ameaça de Roderick, que num cruzamento meteu mal a cabeça à bola, não constituindo qualquer perigo.

Só ao 16 minutos os azuis e brancos despertaram e criaram a sua primeira grande oportunidade de abrir o activo, com Jesús Corona a arrancar bem para a área mas a rematar defeituosamente, desperdiçando um golo quase certo.

Pouco depois, num livre marcado por Alex Telles, Felipe saltou mais alto que a concorrência e não perdoou, abrindo o marcador, numa altura em que os Dragões começavam a justificar a vantagem.






















Aos 21 minutos o FC Porto poderia até ter aumentado a contagem se Diogo Jota, apenas com Cássio pela frente e em posição frontal, tivesse tido a serenidade e classe para escolher o lado e atirar a contar, em vez do remate forte e precipitado para o ferro horizontal. Aliás Jota tem vindo a comportar-se nos últimos jogos como um i grego, tal o desacerto que vem evidenciando.

Pouco depois desta jogada a sonolência voltou a abater-se nos azuis e brancos, de forma que, depois de uma perda de bola absolutamente irresponsável de Layún, pela lateral, e da fraca oposição do mexicano, a permitir o cruzamento-remate, o Rio Ave chegou ao golo do empate também com a colaboração de Casillas, mal colocado na baliza, a meter os punhos à bola numa defesa de emergência, fazendo-a ressaltar para o centro da pequena área onde Guedes, livre de oposição, se limitou a encostar para o golo do empate.

Até ao intervalo a equipa portista andou à deriva, ansiosa, desorientada e sem talento.

A estadia nas cabines não foi suficiente para os jogadores azuis e brancos corrigirem o que não estava a correr bem. Corona já não reentrou, supostamente por se ter ressentido de um toque que o obrigou a assistência médica, entrando para o seu lugar André André, mas o futebol dos da casa continuou lento e sem nexo. Para piorar, Layún teve uma entrada  tão desastrada quanto escusada, provocando grande penalidade nas barbas do árbitro.

Roderick não teve dificuldades em colocar o Rio Ave em vantagem no marcador, batendo Casillas sem apelo nem agravo.

Os Dragões bem apoiados pelo seu público voltaram a acordar e recomeçaram à procura do golo do empate que surgiu em mais uma bola parada. Alex Telles a cobrar uma falta para a área contrária e desta vez Ivan Marcano a dar seguimento ao lance com cabeçada certeira, restabelecendo a igualdade.





















Embalada pelo entusiasmo das bancadas, a equipa azul e branca voltaria a festejar o golo de nova vantagem. Alex Telles a cobrar um canto na direita para Danilo Pereira cabecear com maestria e deixar o Dragão em efervescência.





















Parecia estar encontrada a fórmula para a equipa do FC Porto encarar o resto da partida com autoridade e empurrar o Rio Ave para o seu último reduto, mas infelizmente a bipolaridade dos azuis e brancos voltou a fazer-se sentir. A equipa comandada por Luís Castro nunca se rendeu, nunca baixou os braços e continuou a jogar olhos nos olhos. Se aos 85 minutos Diogo Jota obrigou Cássio a uma defesa vistosa, também Marcelo, dois minutos depois quase marcava.

O golo da confirmação surgiu na combinação de dois dos substitutos introduzidos por Nuno. João C. Teixeira desenhou uma excelente jogada pela esquerda, entrou na área, levantou a cabeça, cruzou para a entrada da pequena área onde Rui Pedro, de cabeça, apontou o quarto golo portista. Estava finalmente selada mais uma vitória importante.





















Destaque para Alex Telles, para mim o jogador VIP deste encontro. Esteve nos três primeiros golos e foi sempre um dos mais inconformados.

O negativo deste jogo vai mais uma vez para o fraco rendimento da equipa em momentos largos do jogo, a manifestar pouca personalidade e uma bipolaridade atroz. A jogar desta forma, mais cedo do que tarde os objectivos que ainda restam serão rapidamente uma miragem.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 176













CARLOS PAREDES - Goleador Nº 176

Apontou 7 golos em 92 participações com a camisola do FC Porto, durante as duas temporadas ao seu serviço (2000/01 e 2001/02).

Carlos Humberto Paredes Monges, nasceu no dia 16 de Julho de 1976, em Assunción Paraguai.

Atendendo ao facto de se tratar de um atleta internacional que foi já objecto de destaque individual neste blogue, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editado em 23 de Julho de 2012, onde constam as incidências biográficas deste atleta, que convido a recordar clicando aqui, pouco sobra para acrescentar.

























Vou apenas lembrar, já que estamos na rubrica dos goleadores portistas, o seu primeiro golo de Dragão ao peito, obtido no dia 30 de Dezembro de 2000, no Estádio Machado Matos, em Felgueiras, frente ao clube local, em jogo da 5ª eliminatória da Taça de Portugal, com vitória portista por 3-0. Paredes inaugurou o marcador aos 14 minutos e bisaria aos 32, como corolário de uma grande exibição.

A imagem que se segue foi captada no dia 10 de Junho de 2001, no Estádio nacional do Jamor, antes do jogo da final da Taça de Portugal, frente ao Marítimo, com vitória azul e branca, por 2-0. Paredes foi titular, substituído por Paulinho Santos aos 45 minutos.






















O último dos 7 golos apontados pelo médio paraguaio, aconteceu no dia 3 de Março de 2002, no Estádio Vidal Pinheiro, frente ao Salgueiros, em jogo da 25ª jornada do Campeonato nacional, com vitória portista por 3-0. Paredes marcou aos 37 minutos, elevando para 2-0, enquanto os outros dois foram da autoria de McCarthy.









Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar.