quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 174













RUSSEL LATAPY - Goleador Nº 174

Apontou 7 golos em 56 participações com a camisola do FC Porto, durante as duas temporadas ao seu serviço (1994/95 e 1995/96).

Russell Nigel Latapy, nasceu no dia 2 de Agosto de 1968 em Port of Spain, Trinidad e Tobago.

Tendo em conta que se trata de um jogador internacional (também enquanto jogador do FC Porto) foi já objecto de apreciação individual, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editado neste blogue em 23 de Abril de 2012, onde constam as incidências biográficas da sua carreira, que poderão recordar clicando aqui, razão pela qual apenas me limitarei a acrescentar pequeníssimos detalhes, como vem sendo habitual em situações similares.

Estreou-se oficialmente de azul e branco sob a orientação técnica de Bobby Robson, à 10ª jornada do Campeonato nacional e apesar das qualidades que lhe eram reconhecidas nunca conseguiu ser um dos indiscutíveis da equipa.

























A imagem que se segue é referente ao jogo da 31ª jornada do campeonato de 1995/96, na deslocação ao Estádio Abel Alves Figueiredo, em Santo Tirso, onde o FC Porto triunfou por 4-2 e Latapy foi titular durante os 90 minutos.



































terça-feira, 3 de janeiro de 2017

FC PORTO, UMA CASA A ARDER!




















FICHA DO JOGO






























Depois de uma demonstração de elevado apoio e crença na equipa, manifestada no treino aberto do primeiro dia do ano, pelos 28 mil adeptos que estiveram no Dragão era espectável uma reacção positiva e categórica dos jogadores azuis e brancos que foram escalados para a deslocação a Moreira de Cónegos, retribuindo de algum modo essa enorme manifestação popular.

Não foi assim. Apesar de uma primeira parte em que a equipa tentou, nem sempre bem, mas algumas vezes  com algum discernimento, falhando na concretização, a segunda parte foi surreal, numa demonstração cabal de faltas de empenhamento, controlo emocional, inteligência e também de capacidade.

As promessas do técnico portista não passam disso mesmo. Muitas desculpas, muita conversa da treta e os objectivos vão-se ficando pelo caminho, sem honra nem glória.

A desilusão é tanto maior quanto é certo que até ao Natal a equipa parecia dar mostras de melhoria acentuada, que estes dois últimos jogos acabaram por desmentir.

Perante isto como é possível acreditar neste grupo de trabalho? Não chegam as desculpas das arbitragens vesgas e enviesadas como a de hoje, coroada com a ridícula expulsão de Danilo Pereira! Neste lance a haver uma expulsão era a do próprio árbitro, que promoveu o choque com o jogador.

Aliás o que está a acontecer com a arbitragem nem sequer é nada de novo. Foi sempre assim. Sempre tivemos que ganhar contra tudo e contra todos. A novidade é que esta equipa não tem o estofo, a classe e a capacidade para superar estas históricas e habituais contrariedades, tal como conseguiram outras equipas no passado. Esta põe-se demasiado a jeito (o golo sofrido hoje é um claro exemplo) e depois vai-se deixando influenciar pelo ambiente criado, perdendo o foco principal, que só pode ser lutar com competência, com empenhamento, com raça, com união, para contrariar essa tendência.

Ai Porto, Porto... quem te viu e quem te vê!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

APAGÃO DEPOIS DO GOLO COMBINADO COM PINHEIRO «CARUNCHOSO» RESULTOU EM EMPATE





















FICHA DO JOGO






























De regresso às competições caseiras, após curtas férias de Natal, o FC Porto não foi além de um empate frente a mais um adversário potencialmente mais fraco e fica a depender, para além de uma vitória na última jornada, do resultado do jogo que envolverá o Belenenses que também conquistou 1 ponto no Dragão. De repente, num grupo em que os azuis e brancos tinham a obrigação de liderar sem quaisquer problemas a possibilidade de ficar pelo caminho é agora bastante real.

O técnico portista Nuno E. Santo entendeu alterar o onze titular habitual para dar minutos a elementos menos utilizados, como vem sendo da praxe nesta competição. José Sá, Boly, Rúben Neves, Herrera, João C. Teixeira e Depoitre foram os contemplados. Casillas, Felipe, André Silva e Diogo Jota nem sequer foram escalados, enquanto Danilo Pereira e Óliver Torres estiveram no banco de suplentes, com utilização para o médio espanhol.
























Os Dragões começaram bem a partida, com determinação e a criar problemas na bem organizada defensiva adversária que viu uma bola bater nos ferros da sua baliza logo aos cinco minutos em remate de Brahimi.

Os azuis e brancos sentiram algumas dificuldades para entrarem na área da equipa do Feirense, mas ainda assim foram criando algumas boas ocasiões para marcarem, algumas bem negadas pelo guarda-redes  Vaná que evitou dois ou três golos com intervenções espectaculares.

Antes do intervalo a influência negativa do árbitro da partida fez-se notar por duas ocasiões, na senda do desenvergonhado rol de roubos de igreja que tem caracterizado a época do FC Porto. Depois de ter feito vista grossa a um corte com o braço de um defesa do Feirense, a remate de Herrera ainda fechou os olhos a um abalroamento sofrido pelo capitão portista, ficando assim por marcar mais duas grandes penalidades (e vão... sei lá...14 ou 15? Já perdi a conta!)


































No segundo tempo o FC Porto voltou a entrar forte e em consequência surgiria o golo. Jogada de ataque sobre o lado esquerdo, Herrera lançou para a área a solicitar o bom posicionamento de Ivan Marcano, que de cabeça bateu o guardião contrário, inaugurando o marcador.





















A vencer, os Dragões optaram por abrandar o ritmo permitindo o adiantamento do adversário que não se fez rogado. A verdade é que a equipa portista não mais conseguiu a mesma capacidade para incomodar como também se expôs em demasia ao atrevimento forasteiro. Aos 63 minutos José Sá teve de se empregar a fundo para evitar o golo do empate mas aos 74' foi impotente para deter o remate de cabeça de Flávio Ramos, na sequência de mais uma bola parada em que Boly ficou muito mal na fotografia. E o atrevimento do Feirense não se ficou por aqui. Aos 81 minutos Platiny rematou forte e Boly tocou a bola com a mão, mas o Pinheiro «carunchoso» não teve «tomates» para assinalar a respectiva grande penalidade (também era o que faltava). Aos 85 minutos, mais uma vez de livre directo, José Sá voltou a evitar o golo com uma defesa aparatosa e de grande qualidade.

O jogo terminaria com mais um empate, marcado quer pela fraca atitude da equipa como pela incompetência (será isso?) do árbitro da partida.

Apesar de tudo ficam os registos positivos de José Sá, Herrera e João C. Teixeira. Boly e Depoitre, mal e Corona uma nódoa.

Seguir em frente vai depender de muita competência, sorte e... calculadora!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 173













LUBOMIR VLK - Goleador Nº 173

Apontou 7 golos em 42 participações com a camisola do FC Porto, ao longo das 3 temporadas ao seu serviço (1990/91 a 1992/93).

Lubomir VLK, nasceu no dia 21 de Julho de 1964 em Uherské Hradisti, cidade da antiga Checoslováquia, hoje Rep. Checa.

Tendo em conta que este atleta foi já objecto de apreciação individual neste blogue, na rubrica «INTERNACIONAIS PORTISTAS», editado em 2 de Abril de 2012, onde constam os dados biográficos mais importantes da carreira do jogador e que convido a recordar clicando aqui, vou apenas aproveitar para acrescentar uns pequenos pormenores.
























A imagem que se segue é referente ao jogo da final da Taça de Portugal 1990/91, disputada no Estádio Nacional do Jamor, no dia 2 de Junho de 1991, tendo como adversário o Beira-Mar. Vitória portista por 3-1, após prolongamento com o jogador checo a jogar todo o tempo regulamentar para depois ser substituído por Abílio.







































Palmarés ao serviço do FC Porto (4 títulos):
2 Campeonatos nacionais (1991/92 e 1992/93)
1 Taça de Portugal (1990/91)
1 Supertaça Cândido de Oliveira (1990/91)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Zeroazero.pt

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS E FELIZ NATAL






















São os votos sinceros deste vosso Dragão Penta Campeão, para todo o Universo Portista em geral e para os leitores deste espaço em particular.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

RANKING GOLEADORES PORTISTAS - Nº 172













CARLOS MESQUITA - Goleador Nº 172

Apontou 7 golos em 18 jogos de carácter nacional, com a camisola da principal equipa do FC Porto, ao longo das 6 temporadas ao seu serviço (1930/31 a 1935/36).

Carlos Pereira Mesquita, irmão mais novo de Acácio Mesquita, também como ele começou a sua actividade de jogador em criança, nos infantis do FC Porto, clube onde fez toda a sua formação e se tornou sénior na temporada de 1930/31. Viria a ser praticante notável, para além do futebol, de hóquei em campo, atletismo e ténis, num período em que o amadorismo e o amor à camisola eram as principais imagens de marca.
























Recordo que nas temporadas em que este atleta evoluiu como sénior, as competições em Portugal estavam ainda a dar os primeiros passos. A disputa dos Campeonatos Regionais apuravam os clubes participantes no Campeonato de Portugal.

Carlos Mesquita teve bastante preponderância nos Regionais, tendo participado em 38 encontros com o belo registo de 44 golos da sua autoria, conquistando 6 títulos.

A sua estreia oficial na equipa principal dos Dragões aconteceu no dia 26 de Outubro de 1930, no Campo do Ameal, frente ao Salgueiros, em jogo a contar para a 1ª jornada do campeonato regional do Porto, com vitória portista, por 3-2, com um golo da sua lavra.

No Campeonato de Portugal a sua estreia foi no dia 17 de Julho de 1932, no Campo do Arnado, em Coimbra, frente ao Belenenses, em jogo da finalíssima, com vitória portista por 2-1, garantindo o 3º dos quatro títulos que o FC Porto conquistou nesta prova.
























Só em 1934/35 se começou a disputar o Campeonato Nacional, mantendo-se a disputa do Campeonato de Portugal nos mesmos moldes, tendo sido extinta em 1938/39 para dar lugar à Taça de Portugal.

Carlos Mesquita estreou-se no Campeonato Nacional (I Liga) em 24 de Fevereiro de 1935. no Estádio do Lima, frente ao Académico, em jogo da 6ª jornada, com vitória portista por 3-0.

O quadro abaixo é paradigmático quanto a estas duas primeiras provas de carácter nacional, com a curiosidade de na temporada de 1933/34, o FC Porto, após ter conquistado o 16º título regional, ter sido impedido pela A.F. do Porto de disputar o Campeonato de Portugal, por se ter negado a ceder jogadores à selecção regional, com vista a um jogo contra Lisboa.















Terminada a prática das modalidades a que se dedicou, Carlos Mesquita foi dirigente do Clube e um dos grandes entusiastas pela construção do Estádio das Antas.

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):
1 Campeonato de Portugal (1931/32)
1 Campeonato Nacional (1934/35)

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

DUAS "BOMBAS" DERRUBARAM EQUIPA DE ARBITRAGEM E CHAVES

















FICHA DO JOGO






























Foi necessário recorrer à raça, à atitude, ao inconformismo e até à raiva para o FC Porto conseguir derrotar um adversário super confiante e competente que complicou imenso a tarefa portista, mas que também beneficiou de mais uma escandalosa arbitragem, que além de ter estado mal técnica e  disciplinarmente teve o topete de anular um golo legal e fazer vista grossa a mais uma descarada grande penalidade, condicionando de forma ardilosa a performance azul e branca.



















O técnico portista voltou a apostar no onze inicial que vem repetindo nas últimas partidas, mas a equipa não conseguiu  impor o seu habitual futebol, durante a primeira parte, a despeito dos bons primeiros cinco minutos.
























Muita lentidão na execução e raciocínio, pouca inspiração, dificuldades de ligação e de penetração a juntar ao bom desempenho do adversário, foram os outros ingredientes que contribuíram para o «apagão» do futebol azul e branco. Como se isto não fosse suficiente, aos 12 minutos Felipe na abordagem a um lance de contra-ataque flaviense, escorregou, permitindo que Rafael Lopes ganhasse a bola e atirasse para a baliza, beneficiando de um ressalto em Danilo Pereira, suficiente para trair Casillas.

Os Dragões procuraram reagir ao infortúnio mas quase sempre de forma precipitada, dando alguns trunfos ao adversário, que bem organizado defensivamente ia facilmente anulando qualquer tentativa e ainda se dava ao luxo de levar algum perigo à baliza de Casillas. O guardião portista esteve em grande estilo a negar o dilatar do marcador aos 32 e 38 minutos.

No segundo tempo tudo se modificou. O FC Porto assumiu-se como efectivo candidato ao título e puxou dos galões, contra tudo e contra todos, ou seja, contra o adversário, contra a vergonhosa arbitragem, contra o «sistema» e contra a falsa verdade desportiva, entrando no relvado com determinação, empenhamento, união, raça, raiva, ambição e eficácia.

Começou a intensificar as suas acções ofensivas, a criar reais problemas na defensiva contrária e aos 52 minutos marcou mesmo, por intermédio de André Silva, que mais rápido e mais alto cabeceou fazendo balançar as redes. Não valeu por determinação da equipa de arbitragem que entendeu que o Chaves não merecia tal castigo, invalidando o golo limpinho, limpinho!

Continuou a carregar a equipa azul e branca. Aos 56 minutos Corona esteve perto do empate e na sequência do seu remate que Filipe rechaçou, a bola sobrevoou na direcção de Maxi Pereira, que ao saltar para cabecear foi albarroado nas «fuças» do artista do apito que achou melhor ignorar as leis do jogo, elevando para uns fenomenais 14 penaltis por marcar a favor do FC Porto!

No minuto seguinte André Silva atirou ao ferro e aos 60 foi Casillas a brilhar pela terceira vez no encontro.

A bola parecia não querer entrar na baliza flaviense e Nuno E. Santo chamou ao jogo Depoitre, numa feliz decisão já que o avançado belga demorou apenas oito minutos para marcar o golo da igualdade, num espectacular e violento golpe de cabeça, fazendo as bancadas do Dragão explodir de alegria.


















O caudal ofensivo era já esmagador e os jogadores portistas sentiam que podiam dar a reviravolta no marcador, mesmo jogando contra 14. As oportunidades foram aparecendo com frequência até que aos 76 minutos Danilo Pereira recebeu em posição frontal um passe à medida de Óliver Torres, disparando de meia distância o míssil da vitória tão ambicionada pelos apaniguados do Dragão, aniquilando simultaneamente a «manobra» de bastidores dos corruptos do futebol português.






















Depois e até final foi só controlar e esperar o último apito do «artista».