sexta-feira, 14 de março de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - SÉCULO XXI

ÉPOCA 2006/2007

Com os títulos conquistados, Co Adriaanse dissera, à entrada da pré-época, que tais conquistas o fizera sentir-se um «treinador de top» e que com ele, o FC Porto iria espantar a Europa na Liga dos Campeões! Prescindiu dos serviços de Diego, César Peixoto e Hugo Almeida e avalizou a venda de Benni MacCarthy, para "forçar" a sua aquisição fetiche, o holandês Vennegor of Hesselink, um avançado que actuava no PSV e em quem Adriaanse depositava uma confiança ilimitada. O clube holandês exigia oito milhões de euros que a Sad portista considerou um disparate.

Gerou-se à volta desta hipotética aquisição uma telenovela diária de avanços e recuos que terminou com a recusa dos responsáveis portistas em abrir os cordões à bolsa, o aborto da transferência e o amuo do treinador.

Entretanto os Dragões perderam o Torneio de Amesterdão, com o resultado desfavorável de 3-1 frente ao Manchester United e Co Adriaanse surpreendeu ao afirmar que afinal tinha «jogadores com talento limitado. Não há dinheiro para um avançado? Então continuaremos a fazer exibições divertidas mas a perder esses jogos».

Naturalmente que estas palavras rapidamente criaram um ambiente escaldante no seio do plantel que conheceu dias de grande instabilidade. O mau feitio do holandês veio ao de cima e o caldo entornou-se... num jantar! O resultado foi o pedido de demissão apresentado pelo treinador holandês, a 9 de Agosto, seguida de deserção imediata, deixando a equipa entregue a Rui Barros, com o compromisso muito próximo da disputa da Supertaça Cândido de Oliveira e o arranque do campeonato nacional.


Pinto da Costa não perdeu tempo e contratou Jesualdo Ferreira, que se encontrava a treinar o Boavista, contra a indemnização aos axadrezados de um milhão de euros. O plantel não sofreu grandes alterações e depois das saídas já referidas foi reforçado com Ezequias (ex-Académica), Diogo Valente (ex-Boavista), João Paulo (ex-União de Leiria) e o regresso de Hélder Postiga.


















O FC Porto, ainda comandado por Rui Barros iniciou a época oficial em 19 de Agosto, em Leiria com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira, frente ao Setúbal.















Na imagem da esquerda para a direita, em cima: Helton, Marek Cech, Bosingwa, Pepe e Adriano; Em baixo: Quaresma, Raúl Meireles, Alan, Anderson, Ibson e Paulo Assunção.

Foi um triunfo claro e inequívoco. Os Dragões exibiram-se em bom nível. Curiosamente ou talvez não, manteve o sistema de jogo do holandês que estava já mecanizado, rendendo-lhe uma saborosa vitória por 3-0. Adriano, Anderson e Vieirinha foram os marcadores dos golos.























Apesar das contrariedades o FC Porto entrou bem no campeonato obtendo quatro vitórias consecutivas. À 5ª jornada os azuis e brancos conheceram o sabor amargo da derrota na deslocação a Braga, com o resultado a favorecer os minhotos por 2-1.

O primeiro embate frente aos rivais aconteceu à 7ª jornada, em Alvalade onde o FC Porto conseguiu uma igualdade algo lisonjeira para o adversário. Na jornada seguinte receberam o outro rival, o Benfica, que bateram por 3-2, no jogo em que Anderson sofreu uma violenta entrada de Katsouranis merecedora de cartão vermelho que o árbitro desvalorizou, apesar do jovem brasileiro ter sido afastado do jogo com fractura do perónio que o afastou até ao final da época. As atitudes quer do jogador grego quer do árbitro foram dissecadas durante bastante tempo com a habitual tolerância e branqueamento dos "pasquins amestrados" de Lisboa.

Seguiram-se uma série de vitórias até Dezembro que nos deixaram confortavelmente na 1ª posição. A prolongada paragem por alturas do Natal e Ano Novo parece ter influenciado o rendimento da equipa, que apesar de tudo ainda foi vencer o Aves, no reatamento, terminando a 1ª volta com sete pontos de avanço sobre o Sporting, segundo classificado.


A segunda volta começou com duas derrotas, primeiro em Leiria e depois no Dragão frente ao Estrela da Amadora que permitiu aos perseguidores acalentarem esperanças de ainda terem tempo de nos despojar do lugar de comando. Na 22ª jornada o FC Porto recebeu o Sporting com o qual perdeu por 0-1, num golo obtido por Tello de livre directo. Os Dragões mantiveram no entanto o primeiro lugar com apenas um ponto de vantagem para o Benfica que era o segundo e 6 pontos do Sporting que era o terceiro.


















Na imagem a equipa titular frente ao Sporting, no jogo da 22ª jornada. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Pepe, Bruno Alves e Lucho Gonzalez; em baixo: Quaresma, Raul Meireles, Fucile, Alan, Marek Cech, Paulo Assunção e Adriano.

A deslocação à Luz era logo a seguir... Os lampiões viveram a semana que antecedeu o jogo verdadeiramente eufóricos. Todos eles, incluindo a chamada comunicação social, vaticinavam uma mudança de posições e a estocada final nas aspirações portistas. Pura ilusão! O FC Porto assumiu o jogo e Pepe logrou marcar aos 40' abalando o entusiasmo e fé dos vermelhos. Valeu-lhes no entanto a infelicidade de Lucho Gonzalez que introduziu o esférico na própria baliza, aos 83', fazendo a igualdade e ainda a azelhice de Renteria que muito perto do fim não foi capaz de acertar com a baliza lisboeta que se encontrava à sua mercê.

Numa nova série de vitórias o FC Porto voltou a alargar a diferença que à 26ª jornada era já de quatro pontos para o Sporting, que tinha recuperado o segundo lugar e de cinco pontos para o Benfica que tinha descido ao terceiro. A ponta final voltaria a ficar perigosamente equilibrada com a derrota dos campeões nacionais no reduto do Boavista (2-1) e o empate em Paços de Ferreira (1-1), na penúltima jornada.

Um ponto era agora a vantagem sobre o Sporting pelo que era obrigatória a vitória no último jogo no Dragão frente ao Aves, para selar o título. Com o Estádio do Dragão completamente cheio e em ambiente de festa, o jogo começou pausado. Sentia-se alguma ansiedade e nervosismo entre os portistas e foi mesmo o Aves a criar os primeiros dois lances de perigo, a dar a sensação que para ganhar os Dragões teriam de apelar a todo o seu empenho e concentração. A ideia confirmou-se, apesar do primeiro golo portista. Não fora a aplicação dos comandados de Jesualdo e dificilmente mudariam o rumo dos acontecimentos quando aos 30' os avenses empataram o jogo. Foi um balde de água fria no Dragão e uma explosão de alegria em pelo menos dois estádios bem longínquos, onde os "sonhadores" davam largas às suas preces, uns fazendo cálculos e contabilizando os segundos em que virtualmente se sentiam campeões e outros na expectativa que o título não se repetisse no Dragão.

Depois do intervalo os Dragões impuseram a sua classe e resolveram o jogo a seu favor colocando o ponto final quer na partida quer no campeonato, ao marcar mais três golos. Vítor Baía foi reclamado pelos mais de 50.000 adeptos que encheram o Dragão e Jesualdo acedeu fazendo-o render Helton sob um forte aplauso que a plateia fez questão de sublinhar de pé.


















Equipa titular que na última jornada se sagrou campeã nacional. Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Anderson, Bosingwa, Pepe e Bruno Alves; em baixo: Quaresma, Raul Meireles, Lisandro Lopez, Fucile, Lucho Gonzalez e Adriano.

Terminado o jogo seguiu-se a festa do 22º título de campeão nacional para o FC Porto, o primeiro na longa carreira de Jesualdo Ferreira como também para Fucile, Vieirinha, Renteria, Lucas Mareque, João Paulo, Castro, Tarik Sektioui, Diogo Valente e Ezequias.























O FC Porto concluiu o campeonato com 30 jogos, 22 vitórias, 3 empates, 5 derrotas, 65 golos marcados (melhor ataque), 20 golos sofridos e 69 pontos, mais um que o Sporting e mais 2 que o Benfica.

Adriano que na reabertura do mercado foi considerado dispensável e que graças à sua determinação continuou de azul e branco, foi o melhor marcador do FC Porto ao apontar 11 dos 65 golos da equipa.

Na Taça de Portugal a equipa portista baqueou logo na primeira tentativa de seguir em frente. Foi a 7 de Janeiro de 2007, no estádio do Dragão, frente ao Atlético. Tarde de infortúnio e surpresa. Mesmo sem jogar muito, teve duas bolas nos ferros, uma delas numa grande penalidade e produziu futebol ofensivo mais que suficiente para seguir em frente. Não só não conseguiu marcar como também ainda acabou por sofrer um golo muito consentido que ditou o afastamento prematuro na prova.


















Equipa titular que defrontou o Atlético, perdendo 0-1, ditando a eliminação da Taça de Portugal. Da esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Ibson, João Paulo, Fucile e Ricardo Costa; em baixo: Quaresma, Raul Meireles, Paulo Assunção, Bruno Moraes, Vieirinha e Marek Cech.

Na Liga dos Campeões o FC Porto foi incluído no Grupo G, na companhia do CSKA Moscovo, Arsenal e Hamburgo. Um grupo que à partida dava muitas esperanças de qualificação. E assim foi.

O FC Porto não começou bem, empatando no Dragão frente à equipa russa (0-0) e cedendo a primeira derrota em Londres, frente ao Arsenal (2-0). Depois foi o arrepiar caminho com toda a autoridade. Três vitórias concludentes (duas sobre o Hamburgo, 4-1, no Dragão e 1-3 em Hamburgo e uma sobre o CSKA Moscovo, 0-2 em Moscovo) e um empate frente ao Arsenal, garantiram a passagem aos oitavos-de-final.

O FC Porto teve de bater-se com o Chelsea, numa eliminatória onde o equilíbrio foi a nota dominante. Os Dragões não se atemorizaram e bateram-se de igual para igual e foi o factor sorte a determinar a equipa a seguir na prova. Empate injusto no Dragão (1-1) e derrota em Londres (2-1).


































(Clicar no quadro para ampliar)

Nos 40 jogos que o FC Porto disputou, referentes às 4 provas em que esteve envolvido, os treinadores utilizaram 28 atletas, aqui referenciados por ordem decrescente dessa utilização: Helton (39 jogos), Lucho Gonzalez (38), Quaresma e Bruno Alves (36), Lisandro Lopez (35), Raul Meireles e Pepe (34), Bosingwa (32), Helder Postiga e Paulo Assunção (31), Marek Cech (28), Fucile (25), Adriano (24), Jorginho (20), Bruno Moraes e Anderson (19), Ibson (17), Alan (12), Vieirinha e Ricardo Costa (11), Renteria (6), Tarik (5), João Paulo e Mareque (4), Vítor Baía e Ezequias (2), Diogo Valente e Sokota (1).

Fontes: Baú de Memórias, de Rui Anjos e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

quarta-feira, 12 de março de 2014

RESTA-NOS ACREDITAR








Com o Campeonato nacional praticamente perdido, a UEFA Europa League (prova na qual o FC Porto caiu, em resultado de uma prestação muito pobre na Champions League) ganhou natural importância nas prioridades dos objectivos traçados para esta temporada.  

Porém, a equipa não tem vindo a desenvolver um futebol de qualidade, capaz de  a posicionar no lote dos candidatos. A mudança de treinador foi muito recente e ainda não deu para produzir as melhorias que se desejam. Roma e Pavia não se fizeram num dia e por isso, este FC Porto, que teve muitas dificuldades em qualificar-se frente ao acessível Eintracht Frankfurt, vai ver a vida complicar-se frente ao Nápoles, equipa italiana bem mais forte e consolidada.

A este nível, não chega ter atitude, raça e nervo. É também necessário um trabalho técnico competente, classe, confiança, inteligência e eficácia. A conjugação de todos estes factores é normalmente sinónimo de sucesso. Ora a actual equipa portista está reconhecidamente ainda muito longe deste patamar.

Luís Castro tem procurado insuflar nos atletas, confiança, motivação e ambição, para que sejam capazes de demonstrarem o seu potencial, de molde a tornar esta difícil eliminatória suficientemente competitiva.

O regresso de Alex Sandro é a principal nota de destaque, na lista de convocados do treinador portista. Em sentido contrário destaque para as saídas de Abdoulaye, Josué e Kelvin.

QUADRO COMPLETO DO CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Uefa Europa League 2013/14 - Oiatvos-de-final - 1ª Mão
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Quinta-feira, 13 de Março de 2014, às 18:00 h
ÁRBITRO NOMEADO: Pavel Královec - Rep. Checa
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1

terça-feira, 11 de março de 2014

COCÓ, RANHETA E FACADA, OS TRÊS DA VIGAIRADA

Decorreu na Sexta-feira passada em Fátima uma reunião do Conselho de Presidentes da Liga, supostamente para acolherem propostas para a reestruturação do futebol profissional português, bem como para a insistência da destituição do actual presidente da Liga de Clubes, Mário Figueiredo. 

Dos 27 clubes representados (faltaram os presidentes do Arouca e do Desportivo de Chaves), três abandonaram a reunião, saindo pelas portas dos fundos, não sem antes patentearem de forma arruaceira, as suas reais intenções: provocar, invectivar e insultar.

E quem foram eles? naturalmente o Cocó (none/substantivo que quer dizer excremento), o Ranheta (pessoa rabujenta, impertinente) e o Facada (surpresa dolorosa; ofensa grave; pedido de dinheiro feito por mau pagador), os três da vida airada ou vigairada (que quer dizer: visita rápida; corrida de um lado para o outro; bando de malandros ou vadios; boémia; estúrdia).

Cocó: «... paga o que deves» (para o presidente do Guimarães)

Ranheta, gozou com a prenuncia do presidente do Braga

Facada: «... você é um velho gagá» (para o presidente do FC Porto)

São estas figurinhas que querem mudar o futebol português!

À margem destes episódios, os 24 clubes que continuaram na sala decidiram marcar eleições para o dia 2 de Junho, manifestando a intenção de resolverem os problemas do futebol português, devolvendo à Liga a democracia,  a transparência, a participação dos clubes e um novo modelo de negócio com valor acrescentado.

segunda-feira, 10 de março de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 46












Apontou 46 golos em 182 jogos com a camisola do FC Porto, ao longo das quatro épocas e meia que leva, ao seu serviço (desde a temporada de 2009/10). Faz parte do actual plantel e por isso dispões de margem de progressão para subir mais uns degraus neste raking dos goleadores portistas.

Silvestre Manuel Gonçalves Varela, nasceu a 2 de Fevereiro de 1985, em Almada. Tendo em conta que foi já objecto de análise, neste blogue, em 2 de Janeiro de 2012, na rubrica "INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 2000)", onde poderá recordar a sua biografia, apenas interessa acrescentar mais alguns dados e actualizar outros.

A sua estreia oficial com a camisola azul e branca aconteceu no dia 9 de Agosto de 2009, em Aveiro, frente ao Paços de Ferreira, jogo a contar para a final da Supertaça Cândido de Oliveira, referente à temporada anterior (2008/09), que o FC Porto venceu por 2-0. O médio-ala portista alinhou nos primeiros 74 minutos de jogo, sendo depois substituído por Tomás Costa.






















Varela, depois de uma primeira época de grande fulgor, tem alternado momentos de grande inspiração com outros de total apagamento. Ainda assim tem sido aposta frequente dos vários treinadores que têm passado pelos Dragões (Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas, Víctor Pereira, Paulo Fonseca e agora Luís Castro). Por isso o seu palmarés tem também crescido.









Também Paulo Bento, seleccionador nacional, confia no seu valor e tem-lhe dado várias oportunidades para coleccionar mais algumas internacionalizações. Tudo leva a crer que possa fazer parte do plantel escolhido para a fase final do Campeonato do Mundo, a disputar este ano no Brasil. Varela soma agora 21 internacionalizações, todas enquanto atleta do FC Porto.

Palmarés actualizado, ao serviço do FC Porto (11 títulos):
1 Liga Europa (2010/11)
3 Campeonatos Nacionais (2010/11, 2011/12 e 2012/13)
2 Taças de Portugal (2009/10 e 2010/11)
5 Supertaças Cândido de Oliveira (2008/09, 2009/10, 2010/11, 2011/12 e 2012/13)

Fonte: Base de dados actualizados de Rui Anjos

domingo, 9 de março de 2014

REGRESSO ÀS VITÓRIAS, MAS COM TREMEDEIRA















FICHA DO JOGO


























Luís Castro, novo treinador do FC Porto estreou-se no comando da equipa com uma vitória folgada, no regresso às vitórias, após 4 jogos sem ganhar (2 para o campeonato e 2 para a Liga Europa).

Sem Alex Sandro, castigado, o técnico portista utilizou Mangala no seu lugar e incluiu Defour, em vez de Herrera, voltando ao esquema de um pivot (Fernando) com os outros médios (Defour e Carlos Eduardo) mais adiantados.





















Aproveitando o bloco baixo do Arouca os Dragões entraram fortes, tomando o comando da partida, de forma segura mas denotando algumas dificuldades de penetração. Jackson cabeceou, quase sem ângulo, à barra e três minutos depois surgiu o lance do primeiro golo. Silvestre Varela entrou na área com a bola controlada, sofrendo carga pelas costas que o árbitro da partida prontamente sancionou. Ricardo Quaresma concretizou, abrindo o marcador.




















Os azuis e brancos continuaram a procurar fazer mais golos e antes de conseguir dilatar a vantagem teve mais um lance digno de registo, com Danilo a executar um belo remate, mas ao lado.

O segundo golo surgiu pouco depois numa jogada bem delineada e em progressão, na esquerda, com Mangala a receber no bico da grande área do Arouca, um bom passe de Carlos Eduardo e o brasileiro a procurar a devolução mais à frente.  O passe saiu ligeiramente comprido, aparecendo Defour a receber a bola com o pé direito, preparando o remate com o outro pé, só que o médio brasileiro, ali muito perto, foi mais rápido e rematou em queda fazendo um golo de belo efeito, estavam decorridos apenas 23 minutos de jogo.





















Os Dragões pareciam embalados para uma goleada. Qual quê! Como tem sido habitual nos últimos jogos, os jogadores portistas não conseguiram sair para os balneários sem sofrer golos. Falta de Maicon (pé alto na disputa da bola) perto da área e em posição frontal. Na cobrança do livre, a bola ressaltou na barreira e sobrou para Rui Sampaio, que à vontade bateu Helton.

A intranquilidade invadiu os atletas portistas e ainda mais quando dispôs de nova grande penalidade (falta sobre Jackson Martinez) que Quaresma desperdiçou, aos 35 minutos. Até ao intervalo a exibição portista caiu na mediocridade que já vem sendo normal.

No recomeço a intranquilidade portista foi notória e o espectro dos últimos jogos chegou a pairar no estádio, ouvindo-se alguns assobios a cada falhanço, aselhice ou incompetência dos jogadores portistas que se iam pondo a jeito para sofrer novo golo. A equipa adversária apareceu mais ambiciosa e foi ganhando cantos atrás de cantos, deixando a defensiva portista em polvorosa.

Luís Castro percebendo o seu adiantamento no campo, fez entrar Quintero e depois Ghilas. O jogo ficou partido, beneficiando a maior capacidade técnica portista.

Aos 83 minutos, aproveitando o adiantamento da equipa do Arouca que procurava o empate, Jackson recebeu a bola a meio campo, correu com ela até próximo da área adversária, lançou Ghilas na esquerda, o argelino perto da linha da área, parou, levantou a cabeça, viu Quaresma a aproximar-se, em boa posição, colocou-lhe a bola milimetricamente, o Mustang encheu o pé e sem preparação fuzilou Cássio, assinando o 3º golo, o da tranquilidade.






















Já nos descontos e com o FC Porto de regresso ao bom futebol, Defour cruzou para Jackson, com o colombiano a receber, a preparar e a rematar para o 4º golo, com a bola a tabelar ainda num defensor do Arouca.






















Vitória gorda, que mascara de alguma forma a intranquilidade por que passou a defensiva portista em alguns momentos do jogo.

Luís Castro vai ter muito trabalho para devolver a confiança completa a estes jogadores e devolver à equipa a segurança que já foi a sua imagem de marca.

sábado, 8 de março de 2014

TREINADOR NOVO, VIDA MELHOR, ESPERA-SE...








Treinador novo, vida nova. Vida melhor é o que se espera da equipa do FC Porto, embora saibamos de antemão que ninguém faz milagres. A nova expectativa afinal, passa muito pela vontade dos jogadores em demonstrarem as suas reais capacidades. Talvez Luís Castro seja muito mais inspirador, mais positivo e mais pro-activo a passar aos seus comandados a mensagem que eles necessitam para elevar a confiança e os níveis anímicos que os conduzam às performances que todos os portistas desejam.

Só Alex Sandro, a cumprir castigo por acumulação de cartões amarelos, vai ficar de fora das opções do actual técnico portista. Os mexicanos Diego Reys e Herrera só treinaram hoje e por isso talvez tenham menos hipóteses de figurar no onze titular. Mangala, de regresso após castigo, deverá ocupar a lateral esquerda.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 22ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Domingo, 9 de Março de 2014, às 19:15 h
ÁRBITRO NOMEADO: Hugo Miguel - A.F. Lisboa
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTvLive