sábado, 15 de fevereiro de 2014

CORAGEM E DETERMINAÇÃO, O LEMA DO CAMPEÃO








Depois de recuperar um lugar na tabela classificativa, o FC Porto vai deslocar-se a Barcelos com a noção exacta das dificuldades por que vai passar, mas espero, com a atitude certa para ultrapassar um conjunto de obstáculos, colocados pelo adversário, pelas difíceis condições do terreno de jogo e pelas eventuais más condições atmosféricas, já para não falar de outras que neste estádio aconteceram num passado não muito distante.

A equipa continua a não apresentar os índices de confiança e de competência desejados, mas naturalmente espera-se que possa colmatar essas lacunas, com mais entusiasmo, mais ambição e sobretudo mais raça. Só assim poderá almejar manter-se na corrida para a renovação do título. Perder mais pontos seria hipotecar seriamente esse objectivo.

A chamada de Mikel, médio da equipa B, é a novidade na lista dos convocados elaborada pelo técnico Paulo Fonseca. Defour, a braços com uma lesão, ficou de fora e Carlos Eduardo também não regressou ao lote dos eleitos, ainda em recuperação da sua lesão que já o afastou do jogo anterior.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 19ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio Cidade de Barcelos - Barcelos
DATA E HORA DO JOGO: Domingo, 16 de Fevereiro de 2014, às 19:15 h
ÁRBITRO NOMEADO: Paulo Bapista - A. F. Portalegre
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - SÉCULO XXI

2003/04 - PARTE II

Em termos internacionais, a época abriu com a disputa da Supertaça da Uefa, jogada no Estádio Louis II, no Mónaco e que pôs em confronto, o Campeão europeu, AC Milan e o vencedor da Taça Uefa, o FC Porto.





















Perante um colosso do futebol europeu, a equipa do FC Porto teve um comportamento exemplar. Os Dragões fizeram um grande jogo, bateram-se de igual para igual, disputando o jogo pelo jogo. Não se atemorizou com um adversário que entrou de rompante e teve a felicidade de marcar cedo. Sabe-se como é difícil bater as equipas italianas quando se apanham em vantagem no marcador. Foi mais uma vez o que aconteceu, apesar da atitude competitiva dos azuis e brancos. Derrota algo amarga, tendo em conta a performance portista, mas a vida tinha que continuar


A Champions League estava transformada numa prova milionária, talhada para os "tubarões" europeus. Contudo, o sonho comanda a vida e não paga imposto. Depois de Sevilha, o topo da Europa deixara de ser uma miragem para se tornar um objectivo cada vez mais real. Todos nós, adeptos, atletas, equipa técnica e responsáveis portistas, sentimos que adicionando um pouco mais de ambição à organização, classe e trabalho honesto e dedicado, imagem de marca da equipa de Mourinho, teríamos tudo para sermos ainda mais felizes. 

O sorteio colocou-nos no Grupo F com o Partizan (Sérvia), Real Madrid (Espanha) e Marselha (França).

O primeiro embate teve lugar em Belgrado, frente ao Partizan treinado pelo alemão Lothar Matthaus. O Porto fez uma exibição cautelosa com uma primeira parte de domínio que lhe garantiu o ascendente no resultado com um golo de Costinha aos 22'. Outros ficaram por marcar deixando para a segunda metade uma reacção da equipa da casa que pressionou e acabou por igualar a partida aos 54'. O empate final acabou por ser justo.


A segunda jornada, no Estádio das Antas, proporcionou aos adeptos portistas o privilégio de ver evoluir uma autêntica constelação de estrelas, os galácticos do Real Madrid (Figo, Zidane, Ronaldo (o brasileiro), Solari, Roberto Carlos...), comandados por Carlos Queirós.

Os Dragões, talvez empolgados pela fama dos espanhóis rubricaram uma exibição deveras prometedora só atraiçoada pela eficácia atacante dos categorizados jogadores adversários. O Porto até marcou cedo, aos 5' por Costinha e produziu um futebol vistoso e personalizado. Acabou por sofrer uma derrota tão pesada quanto injusta (1-3) muito à custa da soberba exibição do guardião Casillas e da classe de Solari e Zidane.

O terceiro jogo disputou-se no Estádio Vélodrome frente ao Marselha onde os azuis e brancos voltaram a deixar uma imagem muito positiva, concretizando uma exibição de grande classe, raça, determinação e coragem. Começou a perder aos 24' com golo de Drogba, mas deu a volta ao marcador por Maniche (31'), Derlei (35') e Alenitchev (81'). Marlet (84') encerrou a contagem fixando o resultado em 2-3.

Os franceses deslocaram-se ao Estádio das Antas na 4ª jornada. Era importante vencer para garantir o 2º lugar do Grupo. O Porto não só venceu como convenceu. Explanou no terreno um esquema que lhe permitiu comandar de princípio ao fim todos os parâmetros do jogo. Foi dominadora, controladora e personalizada a exibição portista. Alenitchev (20') foi o autor do golo que ditou o resultado final: 1-0.




















Equipa titular que defrontou o Marselha, nas Antas. Da esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Jorge Costa, , Nuno Valente, Ricardo Carvalho, Benny McCarthy e Costinha; em baixo: Bosingwa, Maniche, Paulo Ferreira, Derlei e Alenitchev.

A 5ª jornada levou às Antas os sérvios do Partizan. O FC Porto apresentou-se coeso, compacto e muito seguro. Tinha a consciência da importância de mais uma vitória em casa, pois esta garantiria definitivamente a passagem aos quartos-de-final. E foi o que aconteceu. McCarthy (23' e 50') fez os golos de um resultado que acabou em 2-1, com o tento forasteiro apontado aos 90' por Delibasic.

A visita a Madrid para defrontar o Real , na 6ª e última jornada da fase de grupos foi um jogo para cumprir calendário já que as equipas em presença tinham já garantido as duas primeiras posições e respectivo acesso à fase seguinte. Havia no entanto o prestígio para defender, um valor monetário para discutir e principalmente um resultado para rectificar. Foi com este espírito que os Dragões pisaram o relvado do Santiago Barnabéu.

Despidos de preconceitos ou complexos assumiram o jogo e nem o golo merengue aos 9', por Solari, conseguiu esmorecer o desejo de construir um resultado positivo e uma exibição dignificante. Apesar do empenho ainda não seria dessa vez que a vitória sorriria, mau grado as oportunidades criadas. Derlei (34') fez a igualdade de grande penalidade, tornando o FC Porto na primeira equipa portuguesa a pontuar no místico Estádio espanhol.

O Estádio do Dragão, estreado oficialmente em competições europeias, foi o palco de um jogo de sonho da 1ª mão dos oitavos-de-final. Nada mais nada menos que o colosso e milionário Manchester United de Cristiano Ronaldo, foi a vítima de um Dragão de luxo, numa noite de inspiração que desbaratou os ingleses. Pena que o resultado (2-1) tenha ficado bem longe do que seria justo, tal o banho de bola com que os portistas brindaram o seu famoso adversário. Fortune (13') inaugurou o marcador e McCarthy (28' e 77') fechou a contagem. O 2-1 acabou por ser um resultado lisonjeiro para os ingleses, deixando tudo em aberto para a 2ª mão.

Old Trafford ia receber pela sétima vez uma equipa portuguesa. As seis anteriores partidas tinham redundado em tantas outras vitórias para o Manchester United, uma das razões que levaram os ingleses a encarar esta eliminatória com muito optimismo. O estádio estava cheio e vibrante, num ambiente infernal com os cânticos característicos dos britânicos. O Porto sabia das dificuldades que iria encontrar e preparou-se anímica e tacticamente. Scholes aos 31' deu vantagem no marcador e na eliminatória, tornando o ambiente ainda mais hostil. Os Dragões sabiam que podiam fazer história e continuaram a lutar com coragem, frieza, calculismo, talento, e cultura táctica. Souberam debelar situações de apuro e puseram à prova a capacidade de sofrimento. A dois minutos do fim Costinha sentenciou a eliminatória com um golo de rara oportunidade, calando Old Trafford e deixando os adeptos ingleses com expressões de incredibilidade. Estavam abertas as portas do quartos-de-final.

Os franceses do Lyon foram os nossos adversários. Coube-lhes deslocarem-se ao Dragão , na 1ª mão, que encheu de adeptos cada vez mais entusiasmados e esperançados num bom resultado. O FC Porto adoptou neste jogo uma atitude prudente e calculista, fazendo um jogo seguro, pela certa e sem correr riscos. Confirmou o seu favoritismo marcando dois golos, por Deco (44') e Ricardo Carvalho (71').

O jogo da segunda mão não foi propriamente um passeio. Os adeptos franceses, muito ruidosos prepararam um inferno na tentativa de intimidarem os nossos jogadores. No entanto, a estatura anímica da equipa esteve à altura dos acontecimentos e cedo deixou vincadas as suas intenções de querer continuar na prova. Maniche aos 6' fez funcionar o marcador. O Lyon, apesar de mais afastado do objectivo não desistiu e deu réplica igualando o marcador aos 14'.

Vítor Baía foi na primeira parte um obstáculo importante às investidas francesas, transmitindo confiança aos companheiros. Maniche, também ele com exibição inesquecível, voltou a marcar aos 46' lançando os Dragões para uma segunda parte de grande nível onde também Deco sobressaiu. Perto do fim (86') o Lyon obteve o empate (2-2) mas ficava garantida a passagem do FC Porto às meias-finais.

O Dragão vestiu-se de gala para receber o Deportivo da Corunha na 1ª mão. O clube galego apresentou-se muito táctico, com o trabalho de casa bem assimilado, amarrando as peças criativas do FC Porto que desta forma não conseguiu produzir o futebol que estava ao seu alcance.

Mesmo assim criou mais oportunidades de golo que os espanhóis e só a actuação desastrada do árbitro alemão Markus Merk impediu que os Dragões chegassem à vitória ao não assinalar uma grande penalidade evidente. O resultado foi uma igualdade a zero a deixar grandes interrogações para o jogo em Espanha.

























Equipa titular que defrontou o Deportivo La Coruña, no Dragão. Da esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Jorge Couto, Nuno Valente, Ricardo Carvalho e Costinha; em baixo: Deco, Alenitchev, Maniche, Carlos Alberto, Paulo Ferreira e Benny McCarthy.

Na Corunha o ambiente era de festa. A edilidade associara-se ao clube da cidade engalanando o edifício com as cores azuis e brancas do Deportivo e o estádio do Riazor apresentou-se repleto e todo vestido dessas cores onde apenas os emblemas marcavam a diferença. Lindo!

O FC Porto fez questão de mostrar porque se encontrava nesta fase da prova, oferencendo uma exibição esplendorosa e muito personalizada onde o "ninja" Derlei foi um autêntico diabo à solta deixando os galegos de cabeça perdida. O árbitro italiano Pierluigi Colina fez neste jogo o que o seu companheiro alemão não fizera no primeiro jogo. Assinalou bem uma falta merecedora de penalidade máxima que Derlei não enjeitou aos 58', colocando o Porto na final. Chegar a Gelsenkirchen deixou de ser sonho para se transformar em realidade.

De pronúncia aparentemente complicada, o nome da cidade alemã adquiriu repentinamente uma sonoridade musical que os adeptos portistas aprenderam a entoar com a habitual capacidade muito portuguesa.

Gelsenkirchen ficou na memória portista como mais uma página gloriosa a juntar a tantas outras que compõem a riquíssima história do FC Porto.


26 de Maio de 2004 foi o dia da concretização do objectivo. A cidade alemã que já todos os portistas pronunciavam com toda a facilidade, foi o destino de uma grande falange de apoio, que por todos os meios ao dispor se deslocou numa romaria entusiasta e confiante, certa de que as finais, mais do que para serem disputadas são para vencer. O adversário era o Mónaco e o Estádio Arena Aufshalk o palco.



























Na imagem da esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Jorge Costa, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Costinha; em baixo: Pedro Mendes, Maniche, Carlos Alberto, Deco e Derlei.

O dinamarquês Kim Nielsen apitou para o início e o Mónaco assustou por duas ocasiões, ambas pelo rapidíssimo Giuly, nos primeiros três minutos do encontro. Vítor Baía, bem concentrado opôs-se com toda a determinação, saindo dos postes para chegar primeiro que o avançado monegasco, numa dessas jogadas. Estas duas intervenções terão sido marcantes para o desenrolar do jogo.

O Porto assentou o seu jogo e equilibrou a partida até que aos 39' se adiantou no marcador por Carlos Alberto num remate, em posição frontal e à meia volta, ao ângulo superior esquerdo da baliza de Roma. O Mónaco bem tentou a reacção mas o Porto dominava.

O segundo golo apareceu aos 71' por Deco. Alenitchev bem lançado na esquerda, aproveitando o desbalanceamento da defesa monegasca, entrou na área e no momento certo endossou a bola a Deco que junto à marca de grande penalidade, liberto de marcação colocou a bola fora do alcance do guarda-redes, obtendo um belo golo.

O adversário acusou muito este golo e quatro minutos após Alenitchev, outra vez solto do lado esquerdo, recebeu o passe de Derlei, invadiu com decisão a área e à saída de Roma fuzilou para o 3º golo. Foi o delírio, a vitória já não podia escapar. A multidão azul vibrava, cantava, festejava.

17 anos depois o FC Porto sagrava-se Bicampeão europeu, para gáudio dos portistas e desespero dos ressabiados.



























































(Clicar no quadro para ampliar)

No conjunto das 5 provas oficiais em que o FC Porto esteve envolvido, num total de 55 jogos,  a equipa técnica liderada por José Mourinho recorreu ao contributo de 33 atletas, aqui mencionados por ordem decrescente de utilização: Paulo Ferreira (52 jogos), Maniche (50), Ricardo Carvalho (48), Benny McCarthy (47), Vítor Baía (46), Costinha e Deco (45), Nuno Valente (42), Pedro Mendes (41), Jankauskas (38), Alenitchev e Jorge Costa (32), Pedro Emanuel (31), Derlei (30), Bosingwa (24), Carlos Alberto (22), Maciel e Ricardo Fernandes (21), Marco Ferreira (19), Ricardo Costa (17), Sérgio Conceição (12), Mário Silva (10), Nuno E. Santo (9), Bruno Moraes (8), Hugo Almeida (7), Secretário e César Peixoto (5), Tiago (4), Evaldo (2), André, Furtado, Bruno Vale e Pedro Ribeiro (1).

Fontes: Baú de Memórias, de Rui Anjos; Revista Dragões; Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - SÉCULO XXI

ÉPOCA 2003/04 - PARTE 1

A época de ouro que acabara de ficar para trás mantinha as expectativas altas, com José Mourinho cada dia mais confiante no trabalho desenvolvido.

Ciente das responsabilidades acrescidas e nas dificuldades crescentes que os seus adversários lhe iriam colocar, o treinador encetou algumas alterações ao plantel, de onde tinham saído Hélder Postiga (Tottenham), Capucho (Glasgow Rangers), Cândido Costa (Derby County) e Clayton (Sporting). Assistiu-se então ao regresso de Sérgio Conceição (ex-Lázio) que se juntou aos novos reforços, Bosingwa (ex-Boavista), Ricardo Fernandes (ex-Sporting), Pedro Mendes (ex-Guimarães), Bruno Moraes (ex-Santos), B. McCarthy (ex-Celta de Vigo), Evaldo (ex-Atlético Pr.), Bruno Vale (equipa B) e mais tarde, em Janeiro, Maciel (ex-U. Leiria) e Carlos Alberto (ex-Fluminense). 






















A nova época abriu oficialmente em 10 de Agosto com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira, frente à União de Leiria, em jogo disputado no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães. Os Dragões entraram mais fortes e foram os que criaram mais oportunidades de golo, tiveram mais posse de bole e maior caudal ofensivo. A vitória por 1-0, com golo de Costinha, aos 54 minutos, não traduz  essa real superioridade, mas foi suficiente para garantir o 13º Troféu, em 25 edições desta prova.























O Campeonato nacional, designado por Super Liga, iniciou-se nas Antas frente ao Braga, com o triunfo portista por 2-0. McCarthy foi o primeiro a marcar neste campeonato e curiosamente haveria de ser o último, ao apontar os três golos com que o FC Porto brindou o Paços de Ferreira, no encerramento da prova.

Os Dragões cedo deram mostras de querer repetir as performances da época anterior, goleando o Sporting por 4-1, na 3ª jornada. Derlei, Jankauskas, Maniche e McCarthy foram os autores dos golos, de um jogo em que o Porto esteve imparável a dominar, a controlar e a marcar. Na 5ª jornada recebeu e bateu o Benfica por 2-0, num início de campeonato exigente, tanto mais pela competições europeias que se alternaram num ritmo sufocante (Supertaça Europeia e Liga dos Campeões), obrigando Mourinho a um exercício de gestão do plantel, sem perda de consistência e eficácia.

A 7 de Fevereiro de 2004, o Estádio do Dragão passou a ser o palco oficial dos sonhos portistas. Depois de inaugurado numa cerimónia especialmente preparada que teve como epílogo um jogo frente ao Barcelona.

Coube ao União de Leiria estrear o bonito e moderno anfiteatro, em provas oficiais. Foi o jogo da 21ª jornada da Super Liga que os azuis e brancos ganharam, por 2-1. O estado lamentável do relvado terá prejudicado a equipa mais tecnicista reflectindo-se no resultado final. Relvado que viria a ser substituído dez dias depois. Para trás tinham ficado os empates em Alvalade e na Luz, ambos por 1-1.

Já no novo e espectacular tapete proveniente da Holanda, colocado por uma empresa inglesa especialista na substituição de relvados, o FC Porto recebeu e goleou o V. Guimarães por 3-0.

O título foi festejado no hotel, antes dos jogadores entrarem em campo para defrontar o Alverca, na 32ª jornada. O Sporting perdera pontos com o Leiria e deixara o FC Porto a uma distância matemática impossível de igualar. Por isso, a equipa subiu ao relvado do Dragão com pose de bicampeão. Venceu por 1-0 com golo de Bosingwa, num jogo que ficou marcado também pelo regresso de Derlei à competição, após prolongada lesão.



















Equipa titular que entrou no Dragão já campeão, na 32ª jornada, para defrontar o Alverca. Da esquerda para a direita, em cima: Benny McCarthy, Deco, Nuno Valente, Nuno E. Santo, Pedro Emanuel e Ricardo Carvalho; em baixo: Maniche, Paulo Ferreira, Bosingwa, Maciel e César Peixoto.

A apoteose aconteceu no Dragão onde os campeões bateram o Paços de Ferreira por 3-1, com os golos já referenciados do melhor marcador do campeonato, o sul-africano Beny MacCarthy. Os jogadores apresentaram-se de caras pintadas e contribuíram para mais uma festa inesquecível. Foi o 20º título de campeão nacional.






















Equipa titular, no último jogo do Campeonato. Da esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Ricardo Costa, Benny McCarthy, Pedro Emanuel e Bosingwa; em baixo: Secretário, Pedro Mendes, Sérgio Conceição, Mário Silva, Alenitchev e Maciel.

O FC Porto, ao fim dos 34 jogos, somou 82 pontos resultantes de 25 vitórias, 7 empates e 2 derrotas. Marcou 63 golos (melhor ataque) e sofreu 19 (melhor defesa). Benny McCarthy venceu a Bola de Prata (melhor marcador do campeonato) ao apontar 20 golos.

O segundo classificado (Benfica) ficou a 8 pontos e o terceiro (Sporting) a 9.

Na Taça de Portugal, o bom desempenho portista levou a equipa até ao Jamor, para medir forças com o rival Benfica. Para lá chegar, os Dragões deixaram pelo caminho, o Boavista, que nas Antas foi derrotado por 1-0; o Maia, da II Divisão, derrotado, também nas Antas, por 3-0; o Vilafranquense, ainda nas Antas, por 4-0


















Equipa titular, frente ao Vilafranquense. Da esquerda para a direita, em cima: Jankauskas, Mário Silva. Ricardo Costa, Pedro Emanuel, Pedro Mendes e Nuno E. Santo; em baixo: Carlos Alberto, Sérgio Conceição, Alenitchev, Marco Ferreira e Secretário.

Seguiu-se o Rio Ave, em Vila do Conde, com vitória portista, por 1-2 e o Braga, no estádio 1º de Maio, com novo triunfo, por 1-3.

Na final do estádio do Jamor, disputada em 16 Maio, dez dias antes da final da Liga dos Campeões, o FC Porto apresentou-se cauteloso mas algo desconcentrado. Marcou primeiro, por Derlei, aos 44 minutos, mas o Benfica empataria quinze minutos depois, levando o jogo para prolongamento. 

Mais fresco e em superioridade numérica, desde o minuto 71, altura em que Jorge Costa viu o 2º amarelo seguido de cartão vermelho, o adversário imprimiu um ritmo ainda mais ofensivo acabando por virar o resultado a seu favor, com novo golo aos 104 minutos. Derrota 1-2 que não chegou para retirar o brilhantismo de mais uma época para recordar com orgulho.

(Continuação amanhã)

Fontes: Baú de Memórias, de Rui Anjos; Revista Dragões; Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

DRAGÃO CATEDRÁTICO - SABIA QUE...
















... O FC Porto consagrou 46 atletas do futebol principal, como campeões europeus, nas temporadas de 1986/87 e 2003/2004?


Duas vezes campeão europeu, o FC Porto venceu o seu primeiro troféu em Maio de 1987, vencendo o Bayern de Munique, no Estádio do Prater, em Viena de Áustria, por 2-1, com golos de Madjer, de calcanhar e Juary. Artur Jorge, o treinador portista de então, utilizou nessa campanha europeia 23 atletas.

Recorde agora no quadro abaixo, todos eles e os seus desempenhos:

















































17 anos depois, mais precisamente em Maio de 2004, os Dragões voltaram a conquistar a prova rainha da Europa, desta vez sob o comando de José Mourinho, na final disputada na Arena AufSchalke, em GelsenKirchen, na Alemanha, com reultado de 3-0, sobre o AS Mónaco. Curiosamente, Mourinho utilizou também 23 atletas nessa campanha.

Recorde no quadro abaixo todos os envolvidos e as suas performances:

















































Fontes: Revista Dragões e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

CONVERSAS DE TURBANTE...















Hoje, numa das minhas deambulações pelo país profundo fui dar a um célebre restaurante de Canal Caveira, onde reparei em dois figurões, com ar compenetrado em amena cavaqueira.

Sentei-me numa mesa perto e pus-me a ouvir a conversa...

Orelhas: Ainda bem que apareceste para me dar uma preciosa ajuda. Já estava cansado de lutar sozinho contra o cota lá de cima!

Calimero: Pois, eu percebi que o futebol precisava de mim para o pôr nos eixos e não fosse as manigâncias do Godinho eu já tinha posto o Sbording no lugar que ele merece.

Orelhas: Esse foi fácil, agora o outro... ele domina quase tudo, apesar da trama que eu lhe movi, há uns tempos atrás e que de pouco adiantou. Como sabes investi forte nessa trama. Paguei para o travesti reescrever o livro da galdéria, comprei uma catrefada de livros para distribuir pelos pasquins e amigos, acomodei a PJ num dos nossos camarotes da catedral, consegui a ajuda da morgadinha dos canaviais, coloquei os homens certos na Liga, o Leal das Cunhas a controlar o major e o Ricardinho a comê-los de cebolada no CD. Foi um ver se te avias, mas o cota resistiu a tudo! Não percebo o que falhou!

Calimero: O que falhou? queres que te diga? Falhou a estratégia! Essa de fazer as coisas por outro lado tem o que se lhe diga! Além disso faltou-te esta minha voz de bagaceira, que os põe a tremer, cada vez que abro a cloaca. E tem outra, eu sei como se tratar os cotas. O meu pai, que adoro, é uma pessoa com 80 anos. A certa altura tem algumas dificuldades, eu percebo, por isso não ver ser difícil...

Orelhas: É verdade, essa dos dois minutos e quarenta e três segundos de atraso, para a Taça Lucílio Baptista foi de mestre...

Calimero: Tás a ver como se lhes dá nas canelas?... Os gajos pensam que são chico-espertos, mas eu não ando a dormir... não tenho medo do bicho-papão. Não achas que já era demais comerem-nos nos últimos minutos? Na época passada, vocês festejaram no Funchal, reservaram o Marquês, foram ao Dragão em vantagem e aos 92 minutos, aquele imberbe pôs o Jesus de joelhos... Agora, quando nós em Penafiel já festejávamos com os nossos adeptos, a passagem às meias-finais, não é que os gajos marcaram aos 94 minutos, o golo que precisavam? Não achas coincidências a mais? A manigância dos gajos é uma zombaria indisfarçada de credibilidade, mas a mim não me enganam eles!

Orelhas: Realmente! Os gajos estão habituados a controlar tudo. Marcam os golos que querem e quando querem! Olha, estou convencido que se necessitassem de marcar três ou quatro golos, nesses dois minutos e tal de diferença, eles teriam marcado.

Calimero: Isso sei eu, mas comigo ninguém brinca. E não estejas com os dentes afiados, porque esta taça tem de ser minha, nem que para isso tenha que pedir ao Jardim que alinhe com as velhas guardas. E sim, já vetei 4 dos teus árbitros preferidos?

Orelhas: Quem?

Calimero: Então, o Capela, o Paixão, o Mota e o Gomes, tudo lampiões assumidos. A taça da bejeca vai ser minha como prova da regeneração do futebol português.

NOTA DO AUTOR: Esta é uma história ficcionada. Qualquer semelhança com nomes, factos ou locais, são pura coincidência.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 42












DECO - Goleador Nº 42

Apontou 48 golos em 229 jogos oficiais, com a camisola do FC Porto, durante as 6 temporadas em que esteve ao seu serviço (1998/99 a 2003/04).

Anderson Luís de Souza (Deco), nasceu no dia 27 de Agosto de 1977, em São Bernardo do Campo, S. Paulo, Brasil.

Tendo em conta que este magnífico atleta foi já objecto de análise neste blogue, na rubrica INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 2000) , editado em 31 de Outubro de 2011, onde consta a sua biografia que pode ser recordada aqui, apenas vou referir pequenos detalhes que então não foram abordados.

A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 10 de Abril de 1999, no Estádio das Antas, contra o SC de Braga, em jogo da 27ª jornada do Campeonato Nacional, quando o treinador Fernando Santos o colocou em campo, na segunda parte a substituir Chainho. Depois seguiu-se a carreira ascensional e brilhante que todos conhecemos.
























Deco anunciou o fim da sua carreira em 26 de Agosto de 2013, era então jogador do Fluminense.

Fontes: Revista Dragões e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

domingo, 9 de fevereiro de 2014

RESULTADO GORDO COM EXIBIÇÃO MAGRA















FICHA DO JOGO


























O FC Porto voltou a vencer com um resultado enganador, não tanto em função das oportunidades criadas, mais pela pobre exibição (mais uma), frente a um adversário pouco mais que inteligente na ocupação dos espaços.

O técnico portista, Paulo Fonseca, surpreendeu com a utilização de Abdoulaye a titular, em vez de Maicon que ficou no banco.

EQUIPA TITULAR




















Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Mangala, Abdoulaye, Jackson Martinez e Danilo; em baixo: Quaresma, Herrera, Josué, Alex Sandro e Silvestre Varela.

Falar do jogo, é falar de um espectáculo enfadonho, a que eu só consegui assistir até ao fim por se tratar de uma equipa do clube do meu coração. De resto, futebol só se viu na última meia dúzia de minutos, quando finalmente alguns (poucos) jogadores azuis e brancos despertaram de uma letargia insuportável e arrepiante.

A equipa de Henrique Calisto trazia a lição bem estudada e soube ocupar organizadamente os espaços, criando grandes dificuldades aos intuitos portistas, que voltaram a cair num futebol lento, denunciado, sem ligação, não sendo capazes de construir uma jogada com principio, meio e fim. Jogadores sem confiança, sem alma, sem raça, que se limitaram a arrastar-se com demasiada indolência e pouca competência, fazendo lembrar um jogo de matraquilhos.

Verdade seja dita que não esperava melhorias significativas, face ao contentamento do treinador, que depois de exibições medíocres tem afirmado que a equipa joga «à Porto»!

Enfim, sinto-me insultado na minha inteligência.

É que até o Paços de Ferreira, um dos últimos classificados do campeonato, conseguiu chegar ao Dragão e, durante a primeira parte, controlar o jogo e criar as melhores oportunidades de golo. Mas foram os Dragões que saíram para o intervalo em vantagem, graças a uma grande penalidade, que existiu mesmo (Seri meteu a mão à bola dentro da área de rigor) e que Quaresma se encarregou de converter. Aliás, Cosme Machado já perdoara uma outra, também por mão na bola de um defensor do Paços. De todo o modo, o FC Porto não justificou a vantagem que trouxe para o segundo tempo.






















Depois do intervalo as coisas pouco ou nada melhoraram. O Paços não conseguiu esticar o jogo como até aí e o futebol desceu ainda mais de qualidade. Confesso que já vi equipas de amadores a oferecerem melhores espectáculos de futebol.

O marasmo parecia ir durar até ao fim, mas não. Cerca de seis minutos do fim, alguns atletas portistas decidiram acordar, meter um pouquinho de velocidade e competência no jogo e num ápice, as fragilidades pacenses transformaram o resultado numa máscara de Carnaval, dando a ideia, para quem não viu o jogo, que a vitória dos tricampeões nacionais foi conseguido à custa de um passeio. Nada mais falso.

O segundo golo nasceu de uma recuperação de bola de Fernando. O médio portista lançou rápido na esquerda para Licá, substituto de Quaresma aos 78 minutos, o avançado entrou na área, centrou milimetricamente para a entrada oportuna de Jackson Martinez, que fez o que lhe competia. Finalmente um lance corrido e bonito de bom futebol.























Já no expirar da partida, Ricardo, mais uma daquelas substituições que jamais vou perceber, quando se tratar de equipas grandes (já em cima dos 90 minutos!), aproveitou da melhor maneira uma fífia do guarda-redes Degra, depois de um remate cruzado de Licá, para fazer o resultado final.






















Vitória justa mas por números exagerados, especialmente pelo mau desempenho de quase todos os atletas portistas.

Para terminar, manifestar a minha preocupação pelo momento caricato que a equipa atravessa, especialmente nesta altura das grandes decisões.

Quero dar os meus parabéns aos cerca de 20.000 adeptos que enfrentaram a intempérie para assistir a tão medíocre espectáculo.