quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - SÉCULO XXI

ÉPOCA 2003/04 - PARTE 1

A época de ouro que acabara de ficar para trás mantinha as expectativas altas, com José Mourinho cada dia mais confiante no trabalho desenvolvido.

Ciente das responsabilidades acrescidas e nas dificuldades crescentes que os seus adversários lhe iriam colocar, o treinador encetou algumas alterações ao plantel, de onde tinham saído Hélder Postiga (Tottenham), Capucho (Glasgow Rangers), Cândido Costa (Derby County) e Clayton (Sporting). Assistiu-se então ao regresso de Sérgio Conceição (ex-Lázio) que se juntou aos novos reforços, Bosingwa (ex-Boavista), Ricardo Fernandes (ex-Sporting), Pedro Mendes (ex-Guimarães), Bruno Moraes (ex-Santos), B. McCarthy (ex-Celta de Vigo), Evaldo (ex-Atlético Pr.), Bruno Vale (equipa B) e mais tarde, em Janeiro, Maciel (ex-U. Leiria) e Carlos Alberto (ex-Fluminense). 






















A nova época abriu oficialmente em 10 de Agosto com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira, frente à União de Leiria, em jogo disputado no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães. Os Dragões entraram mais fortes e foram os que criaram mais oportunidades de golo, tiveram mais posse de bole e maior caudal ofensivo. A vitória por 1-0, com golo de Costinha, aos 54 minutos, não traduz  essa real superioridade, mas foi suficiente para garantir o 13º Troféu, em 25 edições desta prova.























O Campeonato nacional, designado por Super Liga, iniciou-se nas Antas frente ao Braga, com o triunfo portista por 2-0. McCarthy foi o primeiro a marcar neste campeonato e curiosamente haveria de ser o último, ao apontar os três golos com que o FC Porto brindou o Paços de Ferreira, no encerramento da prova.

Os Dragões cedo deram mostras de querer repetir as performances da época anterior, goleando o Sporting por 4-1, na 3ª jornada. Derlei, Jankauskas, Maniche e McCarthy foram os autores dos golos, de um jogo em que o Porto esteve imparável a dominar, a controlar e a marcar. Na 5ª jornada recebeu e bateu o Benfica por 2-0, num início de campeonato exigente, tanto mais pela competições europeias que se alternaram num ritmo sufocante (Supertaça Europeia e Liga dos Campeões), obrigando Mourinho a um exercício de gestão do plantel, sem perda de consistência e eficácia.

A 7 de Fevereiro de 2004, o Estádio do Dragão passou a ser o palco oficial dos sonhos portistas. Depois de inaugurado numa cerimónia especialmente preparada que teve como epílogo um jogo frente ao Barcelona.

Coube ao União de Leiria estrear o bonito e moderno anfiteatro, em provas oficiais. Foi o jogo da 21ª jornada da Super Liga que os azuis e brancos ganharam, por 2-1. O estado lamentável do relvado terá prejudicado a equipa mais tecnicista reflectindo-se no resultado final. Relvado que viria a ser substituído dez dias depois. Para trás tinham ficado os empates em Alvalade e na Luz, ambos por 1-1.

Já no novo e espectacular tapete proveniente da Holanda, colocado por uma empresa inglesa especialista na substituição de relvados, o FC Porto recebeu e goleou o V. Guimarães por 3-0.

O título foi festejado no hotel, antes dos jogadores entrarem em campo para defrontar o Alverca, na 32ª jornada. O Sporting perdera pontos com o Leiria e deixara o FC Porto a uma distância matemática impossível de igualar. Por isso, a equipa subiu ao relvado do Dragão com pose de bicampeão. Venceu por 1-0 com golo de Bosingwa, num jogo que ficou marcado também pelo regresso de Derlei à competição, após prolongada lesão.



















Equipa titular que entrou no Dragão já campeão, na 32ª jornada, para defrontar o Alverca. Da esquerda para a direita, em cima: Benny McCarthy, Deco, Nuno Valente, Nuno E. Santo, Pedro Emanuel e Ricardo Carvalho; em baixo: Maniche, Paulo Ferreira, Bosingwa, Maciel e César Peixoto.

A apoteose aconteceu no Dragão onde os campeões bateram o Paços de Ferreira por 3-1, com os golos já referenciados do melhor marcador do campeonato, o sul-africano Beny MacCarthy. Os jogadores apresentaram-se de caras pintadas e contribuíram para mais uma festa inesquecível. Foi o 20º título de campeão nacional.






















Equipa titular, no último jogo do Campeonato. Da esquerda para a direita, em cima: Vítor Baía, Ricardo Costa, Benny McCarthy, Pedro Emanuel e Bosingwa; em baixo: Secretário, Pedro Mendes, Sérgio Conceição, Mário Silva, Alenitchev e Maciel.

O FC Porto, ao fim dos 34 jogos, somou 82 pontos resultantes de 25 vitórias, 7 empates e 2 derrotas. Marcou 63 golos (melhor ataque) e sofreu 19 (melhor defesa). Benny McCarthy venceu a Bola de Prata (melhor marcador do campeonato) ao apontar 20 golos.

O segundo classificado (Benfica) ficou a 8 pontos e o terceiro (Sporting) a 9.

Na Taça de Portugal, o bom desempenho portista levou a equipa até ao Jamor, para medir forças com o rival Benfica. Para lá chegar, os Dragões deixaram pelo caminho, o Boavista, que nas Antas foi derrotado por 1-0; o Maia, da II Divisão, derrotado, também nas Antas, por 3-0; o Vilafranquense, ainda nas Antas, por 4-0


















Equipa titular, frente ao Vilafranquense. Da esquerda para a direita, em cima: Jankauskas, Mário Silva. Ricardo Costa, Pedro Emanuel, Pedro Mendes e Nuno E. Santo; em baixo: Carlos Alberto, Sérgio Conceição, Alenitchev, Marco Ferreira e Secretário.

Seguiu-se o Rio Ave, em Vila do Conde, com vitória portista, por 1-2 e o Braga, no estádio 1º de Maio, com novo triunfo, por 1-3.

Na final do estádio do Jamor, disputada em 16 Maio, dez dias antes da final da Liga dos Campeões, o FC Porto apresentou-se cauteloso mas algo desconcentrado. Marcou primeiro, por Derlei, aos 44 minutos, mas o Benfica empataria quinze minutos depois, levando o jogo para prolongamento. 

Mais fresco e em superioridade numérica, desde o minuto 71, altura em que Jorge Costa viu o 2º amarelo seguido de cartão vermelho, o adversário imprimiu um ritmo ainda mais ofensivo acabando por virar o resultado a seu favor, com novo golo aos 104 minutos. Derrota 1-2 que não chegou para retirar o brilhantismo de mais uma época para recordar com orgulho.

(Continuação amanhã)

Fontes: Baú de Memórias, de Rui Anjos; Revista Dragões; Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

DRAGÃO CATEDRÁTICO - SABIA QUE...
















... O FC Porto consagrou 46 atletas do futebol principal, como campeões europeus, nas temporadas de 1986/87 e 2003/2004?


Duas vezes campeão europeu, o FC Porto venceu o seu primeiro troféu em Maio de 1987, vencendo o Bayern de Munique, no Estádio do Prater, em Viena de Áustria, por 2-1, com golos de Madjer, de calcanhar e Juary. Artur Jorge, o treinador portista de então, utilizou nessa campanha europeia 23 atletas.

Recorde agora no quadro abaixo, todos eles e os seus desempenhos:

















































17 anos depois, mais precisamente em Maio de 2004, os Dragões voltaram a conquistar a prova rainha da Europa, desta vez sob o comando de José Mourinho, na final disputada na Arena AufSchalke, em GelsenKirchen, na Alemanha, com reultado de 3-0, sobre o AS Mónaco. Curiosamente, Mourinho utilizou também 23 atletas nessa campanha.

Recorde no quadro abaixo todos os envolvidos e as suas performances:

















































Fontes: Revista Dragões e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

CONVERSAS DE TURBANTE...















Hoje, numa das minhas deambulações pelo país profundo fui dar a um célebre restaurante de Canal Caveira, onde reparei em dois figurões, com ar compenetrado em amena cavaqueira.

Sentei-me numa mesa perto e pus-me a ouvir a conversa...

Orelhas: Ainda bem que apareceste para me dar uma preciosa ajuda. Já estava cansado de lutar sozinho contra o cota lá de cima!

Calimero: Pois, eu percebi que o futebol precisava de mim para o pôr nos eixos e não fosse as manigâncias do Godinho eu já tinha posto o Sbording no lugar que ele merece.

Orelhas: Esse foi fácil, agora o outro... ele domina quase tudo, apesar da trama que eu lhe movi, há uns tempos atrás e que de pouco adiantou. Como sabes investi forte nessa trama. Paguei para o travesti reescrever o livro da galdéria, comprei uma catrefada de livros para distribuir pelos pasquins e amigos, acomodei a PJ num dos nossos camarotes da catedral, consegui a ajuda da morgadinha dos canaviais, coloquei os homens certos na Liga, o Leal das Cunhas a controlar o major e o Ricardinho a comê-los de cebolada no CD. Foi um ver se te avias, mas o cota resistiu a tudo! Não percebo o que falhou!

Calimero: O que falhou? queres que te diga? Falhou a estratégia! Essa de fazer as coisas por outro lado tem o que se lhe diga! Além disso faltou-te esta minha voz de bagaceira, que os põe a tremer, cada vez que abro a cloaca. E tem outra, eu sei como se tratar os cotas. O meu pai, que adoro, é uma pessoa com 80 anos. A certa altura tem algumas dificuldades, eu percebo, por isso não ver ser difícil...

Orelhas: É verdade, essa dos dois minutos e quarenta e três segundos de atraso, para a Taça Lucílio Baptista foi de mestre...

Calimero: Tás a ver como se lhes dá nas canelas?... Os gajos pensam que são chico-espertos, mas eu não ando a dormir... não tenho medo do bicho-papão. Não achas que já era demais comerem-nos nos últimos minutos? Na época passada, vocês festejaram no Funchal, reservaram o Marquês, foram ao Dragão em vantagem e aos 92 minutos, aquele imberbe pôs o Jesus de joelhos... Agora, quando nós em Penafiel já festejávamos com os nossos adeptos, a passagem às meias-finais, não é que os gajos marcaram aos 94 minutos, o golo que precisavam? Não achas coincidências a mais? A manigância dos gajos é uma zombaria indisfarçada de credibilidade, mas a mim não me enganam eles!

Orelhas: Realmente! Os gajos estão habituados a controlar tudo. Marcam os golos que querem e quando querem! Olha, estou convencido que se necessitassem de marcar três ou quatro golos, nesses dois minutos e tal de diferença, eles teriam marcado.

Calimero: Isso sei eu, mas comigo ninguém brinca. E não estejas com os dentes afiados, porque esta taça tem de ser minha, nem que para isso tenha que pedir ao Jardim que alinhe com as velhas guardas. E sim, já vetei 4 dos teus árbitros preferidos?

Orelhas: Quem?

Calimero: Então, o Capela, o Paixão, o Mota e o Gomes, tudo lampiões assumidos. A taça da bejeca vai ser minha como prova da regeneração do futebol português.

NOTA DO AUTOR: Esta é uma história ficcionada. Qualquer semelhança com nomes, factos ou locais, são pura coincidência.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 42












DECO - Goleador Nº 42

Apontou 48 golos em 229 jogos oficiais, com a camisola do FC Porto, durante as 6 temporadas em que esteve ao seu serviço (1998/99 a 2003/04).

Anderson Luís de Souza (Deco), nasceu no dia 27 de Agosto de 1977, em São Bernardo do Campo, S. Paulo, Brasil.

Tendo em conta que este magnífico atleta foi já objecto de análise neste blogue, na rubrica INTERNACIONAIS PORTISTAS (ANOS 2000) , editado em 31 de Outubro de 2011, onde consta a sua biografia que pode ser recordada aqui, apenas vou referir pequenos detalhes que então não foram abordados.

A sua estreia oficial com a camisola do FC Porto aconteceu no dia 10 de Abril de 1999, no Estádio das Antas, contra o SC de Braga, em jogo da 27ª jornada do Campeonato Nacional, quando o treinador Fernando Santos o colocou em campo, na segunda parte a substituir Chainho. Depois seguiu-se a carreira ascensional e brilhante que todos conhecemos.
























Deco anunciou o fim da sua carreira em 26 de Agosto de 2013, era então jogador do Fluminense.

Fontes: Revista Dragões e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

domingo, 9 de fevereiro de 2014

RESULTADO GORDO COM EXIBIÇÃO MAGRA















FICHA DO JOGO


























O FC Porto voltou a vencer com um resultado enganador, não tanto em função das oportunidades criadas, mais pela pobre exibição (mais uma), frente a um adversário pouco mais que inteligente na ocupação dos espaços.

O técnico portista, Paulo Fonseca, surpreendeu com a utilização de Abdoulaye a titular, em vez de Maicon que ficou no banco.

EQUIPA TITULAR




















Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Mangala, Abdoulaye, Jackson Martinez e Danilo; em baixo: Quaresma, Herrera, Josué, Alex Sandro e Silvestre Varela.

Falar do jogo, é falar de um espectáculo enfadonho, a que eu só consegui assistir até ao fim por se tratar de uma equipa do clube do meu coração. De resto, futebol só se viu na última meia dúzia de minutos, quando finalmente alguns (poucos) jogadores azuis e brancos despertaram de uma letargia insuportável e arrepiante.

A equipa de Henrique Calisto trazia a lição bem estudada e soube ocupar organizadamente os espaços, criando grandes dificuldades aos intuitos portistas, que voltaram a cair num futebol lento, denunciado, sem ligação, não sendo capazes de construir uma jogada com principio, meio e fim. Jogadores sem confiança, sem alma, sem raça, que se limitaram a arrastar-se com demasiada indolência e pouca competência, fazendo lembrar um jogo de matraquilhos.

Verdade seja dita que não esperava melhorias significativas, face ao contentamento do treinador, que depois de exibições medíocres tem afirmado que a equipa joga «à Porto»!

Enfim, sinto-me insultado na minha inteligência.

É que até o Paços de Ferreira, um dos últimos classificados do campeonato, conseguiu chegar ao Dragão e, durante a primeira parte, controlar o jogo e criar as melhores oportunidades de golo. Mas foram os Dragões que saíram para o intervalo em vantagem, graças a uma grande penalidade, que existiu mesmo (Seri meteu a mão à bola dentro da área de rigor) e que Quaresma se encarregou de converter. Aliás, Cosme Machado já perdoara uma outra, também por mão na bola de um defensor do Paços. De todo o modo, o FC Porto não justificou a vantagem que trouxe para o segundo tempo.






















Depois do intervalo as coisas pouco ou nada melhoraram. O Paços não conseguiu esticar o jogo como até aí e o futebol desceu ainda mais de qualidade. Confesso que já vi equipas de amadores a oferecerem melhores espectáculos de futebol.

O marasmo parecia ir durar até ao fim, mas não. Cerca de seis minutos do fim, alguns atletas portistas decidiram acordar, meter um pouquinho de velocidade e competência no jogo e num ápice, as fragilidades pacenses transformaram o resultado numa máscara de Carnaval, dando a ideia, para quem não viu o jogo, que a vitória dos tricampeões nacionais foi conseguido à custa de um passeio. Nada mais falso.

O segundo golo nasceu de uma recuperação de bola de Fernando. O médio portista lançou rápido na esquerda para Licá, substituto de Quaresma aos 78 minutos, o avançado entrou na área, centrou milimetricamente para a entrada oportuna de Jackson Martinez, que fez o que lhe competia. Finalmente um lance corrido e bonito de bom futebol.























Já no expirar da partida, Ricardo, mais uma daquelas substituições que jamais vou perceber, quando se tratar de equipas grandes (já em cima dos 90 minutos!), aproveitou da melhor maneira uma fífia do guarda-redes Degra, depois de um remate cruzado de Licá, para fazer o resultado final.






















Vitória justa mas por números exagerados, especialmente pelo mau desempenho de quase todos os atletas portistas.

Para terminar, manifestar a minha preocupação pelo momento caricato que a equipa atravessa, especialmente nesta altura das grandes decisões.

Quero dar os meus parabéns aos cerca de 20.000 adeptos que enfrentaram a intempérie para assistir a tão medíocre espectáculo.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

SEM MARGEM DE ERRO








O FC Porto vai receber o Paços de Ferreira para a Liga Zon Sagres, num jogo em que os tricampeões nacionais estão obrigados a vencer, para encurtarem distâncias para um ou dois dos seus rivais, que nesta mesma jornada se vão defrontar.





















Vencer e só vencer é pois a palavra de ordem para que o objectivo traçado no início da época seja conseguido.

A equipa tarda a encontrar a estabilidade de que tanto necessita, mas enquanto isso não sucede, tem de lutar com as armas que possui e a crença que a tem caracterizado.

O adversário, apesar de se encontrar nos lugares do fundo da tabela, não vai ser por isso presa fácil.

A chamada do médio Fernando (recuperado de lesão e finalmente com a renovação oficializada), do central Abdoulaye (de regresso após empréstimo) e avançado Ricardo, constituem as novidades na lista dos convocados para este jogo. De fora ficaram Carlos Eduardo, por lesão e Diego Reyes e Mikel, por opção.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 18ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Domingo, 9 de Fevereiro de 2014, às 18:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: Cosme Machado - A.F. Braga
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv Live 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CARTAS FORA DO BARALHO VS ÁS DE TRUNFO

Encerrada a última janela de transferências da época, o FC Porto concluiu os ajustes ao plantel, dispensando os que o treinador, sintonizado com os interesses financeiros da SAD, achou que não provocavam diminuição de qualidade e opções, para atacar os objectivos traçados.

Assim, logo no início da época, Tiago Rodrigues foi emprestado ao seu anterior clube, o Vitória de Guimarães, uma vez que não tinha grandes possibilidades de jogar na equipa principal face às várias opções para o seu lugar. Também Juan Iturbe, que ainda teve a possibilidade de jogar 13 minutos contra o Marítimo, na 2ª jornada da Liga Zon Sagres, acabou emprestado ao Hellas Verona, de Itália, com cláusula de opção de 15 milhões de euros. o FC Porto dispõe apenas de 45% dos direitos económicos sobre o jogador.

Já o caso de Jorge Fucile é bem diferente. Em clara incompatibilidade com o treinador, o defesa uruguaio está afastado do plantel e não conseguiu chegar a acordo para jogar noutro clube. É um activo pronto a abandonar a custo 0, no final desta época, altura em que termina contrato. 

O guarda-redes turco Sinan Bolat, contratado com alguma surpresa, no inicio da época, ainda que a custo 0, teve uma efémera passagem pela equipa B, onde jogou apenas 379 minutos, acabou agora emprestado ao Kayserispor, do seu país natal. O contrato com o FC Porto é válido até Junho de 2018.


























Marat Izmaylov que tem contrato com o FC Porto até Junho de 2015, acabou emprestado ao FK Qabala, do Azerbaijão, até ao final desta época, depois dum um longo interregno em que o atleta esteve afastado, aparentemente para tratar de assuntos familiares. Izmaylov tinha sido utilizado apenas durante os 23 minutos finais da partida da Liga dos Campeões, frente ao Áustria de Viena.

O médio argentino de 33 anos, Lucho Gonzalez, que ainda não tinha renovado contrato a seu pedido, para poder aquilatar das suas capacidades físicas, acabou por assinar pelo Al Rayyan do Qatar, por uma época e meia, a troco de 4,5 milhões de euros. Lucho era uma referência da equipa portista, quer em campo quanto no balneário. Foi por isso uma transferência inesperada e surpreendente, ele que esteve em quase todos os jogos da equipa.

Finalmente, Nicolas Otamendi, após quatro anos de ligação ao FC Porto, o defesa central argentino, de 25 anos, assinou contrato com o Valência de Espanha, mesmo em cima da hora do fecho do mercado de Inverno, a troco de 12 milhões de euros, que poderá chegar aos 15 milhões, se forem cumpridos objectivos definidos.

Em termos de entradas apenas o registo para dois regressos.














Ricardo Quaresma, extremo que esteve ligado ao FC Porto durante 4 temporadas (entre 2004 e 2008), tendo participado em 158 jogos, nos quais apontou 31 golos, voltou assinando um contrato válido por duas épocas e meia (termina em 2016) e é já uma figura influente da equipa.

Quanto ao defesa central senegalês Abdoulaye Ba, que esteve emprestado ao V. Guimarães, desde o início da época, regressou ao plantel portista, em função da saída de Otamendi.