segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 38












GOMES DA COSTA - Goleador Nº 38

Apontou 50 golos em 107 jogos oficiais, nas provas de carácter nacional, disputadas com a camisola do FC Porto, durante as 10 épocas em que esteve ao seu serviço (1936/37 a 1945/46, com a época de 1938/39 de interregno).

Francisco Gomes da Costa nasceu no dia 25 de Fevereiro de 1919, em Vila Pouca de Aguiar, no Distrito de Vila Real.

Ingressou na equipa principal do FC Porto na temporada de 1936/37 com 17 anos de idade, numa altura em que tentava conciliar o futebol com os estudos, com a firme intenção de vir a ser médico dentista.

Seria um jogador «enorme» se quisesse, mas a sua primazia pelos estudos acabou por prejudicar a sua carreira desportiva. Foi, ainda assim, de uma dedicação invulgar ao FC Porto e um exemplo digno de ser apreciado, pois apesar de pressionado para representar a Académica, ao abrigo do seu estatuto de estudante universitário, nunca cedeu mantendo-se fiel ao seu Clube do coração, preferindo parar de jogar um ano para se dedicar a tempo inteiro aos estudos.

























Era um avançado voluntarioso, com boa capacidade técnica e afinidade com o golo, mas nunca pôs o futebol como a sua principal preocupação.

Para além das provas nacionais, Gomes da Costa foi também preponderante na conquista de 8 campeonatos regionais do Porto, contribuindo com 13 golos em 20 jogos.

Na última época ao serviço do FC Porto (1945/46) participou ainda na festa de despedida do companheiro e amigo Pinga.




















Vestiu a camisola da Selecção nacional principal, apenas uma vez, em jogo contra a Espanha, na Corunha, em 6 de Maio de 1945, que terminou com um empate a duas bolas.

No futebol, o Dr. Gomes da Costa não quis ser muito, mas foi o que quis: jogador de muita classe.

Conceituado Médico dentista, foi Presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar (eleito no ano de 1964). Faleceu em 1987.

Palmarés ao serviço do FC Porto (2 títulos):
1 Campeonato nacional (1939/40)
1 Campeonato de Portugal (1936/37)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; História Oficial do FC Porto, de Alfredo Barbosa; European Football.

domingo, 12 de janeiro de 2014

EUSÉBIOS 2 FONSEQUINHAS 0















FICHA DO JOGO

























EQUIPA TITULAR























Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Jckson Martinez, Mangala, Danilo e Otamendi; Em baixo: Carlos Eduardo, Licá, Lucho Gonzalez, Alex Sandro e Silvestre Varela.

Em tarde de homenagem à memória de Eusébio, Paulo Fonseca não mexeu na habitual composição da equipa titular, apostando nos atletas que lhe parecem dar mais confiança, neste momento.

O jogo acabou por gorar as expectativas, uma vez que se esperava de ambas as equipas uma performance de mais elevado nível. O jogo foi pouco interessante, sob o ponto de vista do espectáculo. Primeira parte de mau futebol, com o FC Porto a manifestar dificuldades em ligar o seu jogo, pelas constantes entregas de bola ao adversário, defeito que tem vindo a acentuar-se de forma preocupante, principalmente porque permite ser apanhada em contra golpe, colocando a sua linha defensiva em trabalhos complicados para corrigir.

Os Dragões, que mais pareceram uns «Fonsequinhas» (jogadores à imagem do seu sorumbático treinador), abusaram do futebol previsível, lento, sem criatividade e fácil de anular, mostrando-se quase inofensivos no ataque.























Ainda assim, numa primeira parte de escassas oportunidades de golo, os azuis e brancos criaram duas, mas Jackson foi pouco expedito, enquanto a agremiação dos Eusébios (hoje todos eles tinham este nome nas suas camisolas), souberam aproveitar muito bem a única oportunidade que tiveram.

No segundo tempo o FC Porto voltou a entrar desconcentrado e os Eusébios apareceram mais perigosos junto à área de Helton.

Depois de algumas ameaças, surgiu o segundo golo. Na sequência de um canto, o Eusébio 21, saltou mais alto e cabeceou com Mangala na sua frente a meter a mão enquanto a bola saiu para novo canto, já que foi isso que o árbitro (mal) assinalou. No marcação deste canto, o Eusébio 24, Saltou mais alto, entre Otamendi e Mangala, cabeceando com êxito, com Helton também a sair e a falhar.

A partir daqui terminou o futebol e começou a tourada. Os jogadores de ambas as equipas perderam a cabeça, entraram no jogo duro e o árbitro, consciente da asneira que tinha cometido, entrou numa espiral de más decisões, que só terminou com o chegar do fim do mesmo.

Entretanto, pelo caminho ficaram uma expulsão ridícula a Danilo e duas grandes penalidades cometidas pelos Eusébios, que diga-se em abono da verdade, mereceram o triunfo, não tanto pelo futebol que praticaram, mas principalmente por terem sabido aproveitar a fragilidade da turma dos «Fonsequinhas». De resto, em minha opinião, o único que tentou ser sempre um verdadeiro Dragão foi Fernando.

sábado, 11 de janeiro de 2014

GANHAR NA LUZ SERÁ HOMENAGEM DE CAMPEÕES








O Campeonato nacional está de regresso, após uma longa paragem de 22 dias. Cabe ao FC Porto defender a sua posição de liderança partilhada no reduto de um dos seus acompanhantes dessa liderança.





















Os campeões nacionais vão encontrar um ambiente escaldante, agitado e influenciado pela morte de Eusébio, acontecimento aproveitado de forma descarada,  vergonhosa e alienante, pela  propaganda lampiónica, levada a cabo pela Comunicação Social em geral e a desportiva em particular, com o patrocínio do clube do regime.

O recado foi dado. Eusébio pediu, antes de morrer, a vitória do seu clube neste jogo. Como património de Estado, é dever das instituições responsáveis cumprir este último desejo, até como forma de homenagem.

O circo está montado, o espectáculo vai começar. Vai abrir com o habitual (nestas circunstâncias) minuto de silêncio, que a família enlutada pretende (e bem) que não seja acompanhado de palmas (concordo plenamente). Depois, a pedido do presidente da agremiação, o público deverá gritar em uníssono, EUSÉBIO, EUSÉBIO, EUSÉBIO. Consta que até a águia vitória tem vindo a ser treinada por um papagaio (não sei se pelo João Malheiro) para se juntar ao coro, para depois se lançar no voo circense. 

Enfim, só espero e desejo, que tudo corra bem, que as claques portistas se comportem com dignidade, primeiro deslocando-se para o estádio com correcção, depois respeitando a memória do falecido e finalmente, incitando incessantemente os campeões nacionais, FC Porto; que o árbitro não se deixe influenciar pelo ambiente e produza um trabalho sem mácula; e por último que a equipa azul e branca seja capaz de honrar a memória de Eusébio com uma bela exibição e uma vitória clara e inequívoca.

Paulo Fonseca pode já contar com a nova aquisição Ricardo Quaresma e chamou, para além dele, Helton e Maicon, que não entraram na convocatória do último encontro, para a Taça de Portugal, bem como Carlos Eduardo que cumpriu o castigo de 1 jogo.

QUADRO COMPLETO DOS CONVOCADOS



















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 15ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio da Luz - Lisboa
DATA E HORA DO JOGO: Domingo, 22 de Janeiro de 2014, às 16:00 h
ÁRBITRO NOMEADO: Artur Soares Dias - A.F. Porto
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: Benfica TV

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 90

ÉPOCA 1999/2000

Fernando Santos, «o engenheiro do Penta», cumprira o sonho mas sentiu terem crescido as responsabilidades. Com a nova época bem delineada na sua cabeça, o treinador portista queria que a equipa começasse o campeonato a jogar da mesma forma como terminou. Pretendia uma equipa determinada, agressiva, pressionante e sempre capaz de correr mais e melhor que os adversários.

O plantel sofreu alguns ajustes, sendo as notas mais dominantes a saída de Zahovic e o regresso de Domingos.




















A época abriu com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira, disputada em duas mãos, opondo o Campeão nacional (FC Porto) ao vencedor da Taça de Portugal (Beira-Mar).

O primeiro jogo, em Aveiro, foi muito sofrido e suado. Os aveirenses começaram por estar a vencer, mas dois minutos depois Domingos empatava, para logo a seguir Esquerdinha estabelecer o resultado final, resultado construído entre os 65 e os 69 minutos.

No Estádio das Antas, os Dragões partiam em vantagem e acabou por confirmar o favoritismo, num jogo em que a superidade portista nunca foi posta em causa. Jardel inaugurou o marcador, logo aos 5 minutos. O Beira-Mar ainda conseguiu chegar ao empate, contudo não conseguiu resistir à maior classe do campeão. Jardel voltou a marcar aos 82 minutos e dois minutos depois um auto-golo de Lobão selou o resultado final.

11ª Supertaça Cândido de Oliveira para o museu das Antas.



















Numa época altamente desgastante, não foi fácil a gestão dos objectivos a que a equipa do FC Porto se propunha alcançar.

O Campeonato nacional haveria de ser percorrido com altos e baixos, com alegrias e tristezas, mas sempre com a chama e a ambição de continuar a fazer história. A equipa bem tentou dar essa felicidade aos seus adeptos, mas por vicissitudes várias o título acabaria por fugir nas últimas jornadas. O FC Porto quedou-se pelo 2º lugar com o registo de 34 jogos, 22 vitórias, 7 empates, 5 derrotas, 66 golos marcados (melhor ataque do campeonato), 26 golos sofridos e 73 pontos, menos 4 que o Sporting.

Jardel foi, pela 4 vez consecutiva, o melhor marcador do campeonato, com o registo de 37 golos marcados.

Na Liga dos Campeões Europeus, disputada em moldes diferentes, duas fases de grupos, a primeira  constituída por 8 grupos, saindo para a segunda fase os dois primeiros classificados de cada grupo e a segunda constituída por 4 grupos, qualificando os dois primeiros para os quartos-de-final da prova.

O FC Porto, representante português na prova, começou por ser integrado no grupo E, na companhia de Molde, Olympiakos e Real Madrid.

Começou bem, com duas vitórias consecutivas, a 1ª em Molde, na Noruega, por 0-1, com golo de Deco e a segunda, nas Antas, frente ao Olympiakos, por 2-0, golos de Esquerdinha e Jardel.

























Equipa titular, frente ao Olympiakos FC. Da esquerda para a direita, em cima: Jardel, Peixe, Argel, Vítor Baía, Capucho e Jorge Costa; Em baixo: Chainho, Drulovic, Deco, Esquerdinha e Secretário.

Seguiram-se os dois confrontos com o Real Madrid. Os Dragões foram derrotados no Santiago Barnabéu, por 3-1, mas nas Antas impuseram a primeira derrota na prova, aos madridistas. 2-1 foi o resultado final, com os golos portistas a serem apontados por Jardel e o do Real Madrid, por Peixe, na própria baliza.

Depois seguiu-se o Molde, nas Antas. Vitória portista clara, por 3-1, com  2 golos de Deco e 1 de Jardel. Com o FC Porto já qualificado para a fase seguinte, os Dragões foram a Atenas com uma equipa constituídas por atletas menos utilizados e  acabou por perder, por 1-0.

Na segunda fase de grupos, o FC Porto teve a companhia de Sparta de Praga, Hertha de Berlim e Barcelona, no Grupo A.

Os azuis e brancos não deixaram os seus créditos por mãos alheias. Nos 6 jogos, consentiu 2 derrotas, frente ao Barcelona e 1 empate com o Sparta de Praga, nas Antas, terminando na 2ª posição do grupo, com confortável vantagem para o 3º.

Mais uma vez duas vitórias consecutivas. Primeira em Praga, frente ao Sparta, 0-2, com golos de Drulovic e Jardel e a segunda nas Antas, frente ao Hertha de Berlim, por 1-0, golo de Drulovic.

Os confrontos frente ao Barcelona, apesar de uma boa réplica,os Dragões não foram felizes e acabaram derrotados nos dois jogos (4-2) no Camp Nou e 0-2, nas Antas).

Seguiu-se o tal empate, nas Antas, frente ao Sparta de Praga (2-2), num jogo em que os portistas estiveram a vencer por 2-0, golos de Jardel e Capucho, acabando por consentir a igualdade nos últimos minutos da partida.

A fase de grupos fechou com a visita do FC Porto a Berlim, onde triunfou por 0-1, golo de Clayton.

























Equipa titular em Berlim. Da esquerda para a direita, em cima: Jardel, Vítor Baía, Jorge Costa, Capucho, Chainho e Aloísio; Em baixo: Deco, Paulinho Santos, Secretário, Drulovic e Esquerdinha.




























Apurado para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, coube ao FC Porto bater-se com o colosso Bayern de Munique.

Eliminatória muito equilibrada que ficou marcada pelo habilidoso árbitro escocês Hugh Dallas, que «ofereceu» a passagem às meias-finais aos alemães.

No jogo da 1ª mão, disputado no Estádio das Antas, o FC Porto libertou-se de hipotéticos receios, explorou o seu futebol e conseguiu uma das melhores exibições da época.

Os alemães nunca foram capazes de se imporem e em longos momentos da partida foram meros espectadores do espectáculo proporcionado pelos jogadores portistas.

Depois de desperdiçarem algumas boas oportunidades para marcar, o s Dragões chegaram à vantagem com um golo nascido de uma jogada muito bem construída. A bola circulou de Esquerdinha para Chainho, este endossou a Drulovic, que cruzou milimetricamente para a cabeça de Jardel, que com a sua performance habitual a colocou no fundo das malhas.

Quando tudo apontava para um segundo golo azul e branco, aos 79 minutos o Bayern empatou. Falta a meio campo favorável aos alemães, desconcentração momentânea do bloco portista, Effenberg aproveitou bem esse momento, marcando rapidamente, a bola chegou ao avançado Paulo Sérgio, que sem oposição atirou a contar, lançando um balde de água gelada nas hostes portistas. Empate imerecido e injusto face à exibição de gala do FC Porto.

Em Munique, no jogo da 2ª mão, a figura do jogo foi o árbitro escocês Hugh Dallas. O homem do apito parecia apostado em tudo fazer para favorecer o trabalho da equipa alemã. O árbitro não assinalou duas grandes penalidades, teve sempre um duplo critério na amostragem dos cartões e ainda inventou a falta de que resultou o segundo golo da vitória do Bayern. Com uma arbitragem deste calibre de nada serviu a excelente exibição portista. O resultado final foi de 2-1,  mais falso do que Judas.

Mas a época acabaria com motivos para festejos. A conquista da Taça de Portugal frente ao já campeão Sporting, no Estádio Nacional.

Para lá chegar o FC Porto teve de eliminar o Ribeira Brava, da II Divisão B (0-4 em Ribeira Brava); o Braga (4-1, nas Antas); o Fafe, da II Divisão B (3-0, nas Antas) e o Rio Ave (3-0, nas Antas).

Na final, disputada em Lisboa, no mítico Estádio do Jamor, o FC Porto apresentou-se sem complexos e começou a vencer o jogo com golo de Jardel, logo aos 3 minutos. Perdeu bons ensejos de dilatar a vantagem antes do Sporting começar a equilibrar a partida. O empate surgiu  na sequência da marcação de um livre, em que o guardião portista Hilário não foi feliz e introduziu a bola na própria baliza, aos 56 minutos. Como o empate não se desfez após o prolongamento foi necessário jogar uma finalíssima.





















Na imagem, as equipas titulares perfiladas. Da esquerda para a direita (só do FC Porto): Chainho, Capucho, Drulovic, Esquerdinha, Jardel, Rubens Júnior, Paulinho Santos, Ricardo Silva, Hilário e Aloísio. Secretário estará encoberto pois também foi titular e não é visível nesta foto.

Quatro dias depois a finalíssima, no mesmo palco, foi marcada pelo regresso de Vítor Baía à equipa portista, depois de um prolongado afastamento por lesão.

O Sporting começou melhor, mas foi Sol de pouca dura. Os azuis e brancos sacudiram a pressão e partiram para uma exibição confiante com a articulação da equipa a funcionar como um harmónio. O domínio portista foi absoluto, a exibição subiu de nível ao ponto dos mais virtuosos futebolistas portistas ensaiarem jogadas do mais belo recorte técnico. Exibição de luxo colorida com dois golos, Clayton, aos 48 minutos e Deco aos 75 minutos.














































































(Clicar no quadro para ampliar)

Nos 56 jogos oficiais, relativos às 4 provas em que o FC Porto esteve envolvido, Fernando Santos utilizou 29 atletas, aqui referenciados por ordem decrescente dessa utilização: Drulovic (53 jogos), Capucho e Jardel (51), Aloísio e Jorge Costa (49), Chainho (47), Esquerdinha (44), Paulinho Santos e Secretário (42), Deco (38), Alessandro e Peixe (34), Domingos (33), Hilário (29), Clayton, Vítor Baía e Rubens Júnior (28), Rui Barros (16), Nélson e Romeu (13), Ricardo Silva (11), Argel (10), Fehér (9), Rodolfo (7), Folha e Ricardo Sousa (5), João Manuel Pinto (4), Duda (3) e Caju (2).

Fontes: Revista Dragões e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

DRAGÃO CATEDRÁTICO - SABIA QUE...
















...68 jogadores portistas participaram na conquista do único pentacampeonato do futebol português, entre 1994 e 1999, mas apenas seis estiverem presentes nos 5 títulos?

Foram muitos os atletas que em cinco temporadas (1994/95 a 1998/99) contribuíram para que o FC Porto conseguisse um feito inédito no futebol português, a conquista do pentacampeonato.

No entanto, desses, só seis estiveram nesses cinco campeonatos:










Aloísio foi dos seis o que participou em maior número de jogos (149), seguido de Drulovic (146), seguem-se Paulinho Santos (132), Rui Barros (125), Jorge Costa (106) e Folha (87).

Fontes: Bíblia do FC Porto, de João Pedro Bandeira e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 37












DUDA - Goleador Nº 37

Apontou 52 golos em 148 jogos oficiais, disputados com a camisola do FC Porto, durante as cinco épocas em que esteve ao seu serviço (1976/77 a 1980/81).

José Francisco Leandro Filho (Duda) nasceu em 4 de Agosto de 1947, em Maceió,  Estado de Alagoas, Brasil.

Duda chegou a Portugal na temporada de 1971/72, proveniente do Sport Club do Recife, com destino ao Vitória Futebol Clube (Setúbal), então treinado pelo «mestre» José Maria Pedroto. Foi, durante as 4 temporadas em que representou os sadinos, o melhor marcador da equipa, patenteando a sua capacidade goleadora. Senhor de pontapé forte e espontâneo e de um bom jogo de cabeça, este avançado brasileiro sobressaía pela sua capacidade para descair pelas alas e aparecer em zonas de finalização com oportunismo e eficácia, obtendo assim muitos e bons golos.

Pedroto, que o havia treinado em Setúbal, reconhecia-lhe valor,  e mesmo sabendo que a sua performance em Espanha, ao serviço do Sevilha, na temporada de 1975/76, não tivesse sido muito regular, não hesitou em recrutá-lo para o FC Porto na temporada de 1976/77.






















Duda estreou-se oficialmente com a camisola do FC Porto, em 4 de Setembro de 1976, no Estádio das Antas, frente ao Portimonense, em jogo a contar para a 1ª Jornada do Campeonato nacional 1976/77, com vitória portista por 3-0. Duda começou o jogo no banco e entrou aos 30 minutos, a render Oliveira, sendo o autor do 3º golo.

Na primeira época de dragão ao peito foi um dos protagonistas da conquista da Taça de Portugal e nas duas épocas seguintes da conquista do bi-campeonato nacional.

Duda esteve também em destaque na UEFA, sendo o protagonista de um memorável hat-trick que conseguiu frente ao poderoso Manchester United, para a Taça das Taças (1977/78), em jogo que o FC Porto venceu por 4-0, bem como frente ao AC Milan, para a Taça dos Campeões Europeus (1979/80), tendo marcado no Estádio Giuseppe Meazza, o golo da vitória portista que garantiu a passagem à 2ª eliminatória da prova.

Na última época (1980/81) apenas fez 14 jogos, acabando por regressar a Setúbal na temporada de 1981/82, para jogar uma temporada.












As últimas duas temporadas da sua carreira (1982/83 e 1983/84) foram passadas ao serviço do Clube de Futebol de Oliveira do Douro.

Títulos ao serviço do FC Porto (3):
2 Campeonatos Nacionais (1977/78 e 1978/79)
1 Taça de Portugal (1976/77)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroaZero.pt

sábado, 4 de janeiro de 2014

NOS QUARTOS, COMO SE IMPUNHA















FICHA DO JOGO


























EQUIPA TITULAR






















Da esquerda para a direita, em cima: Fabiano, Kelvin, Ricardo, Jackson Martinez, Diego Reyes e Otamendi; Em baixo: Defour, Josué, Lucho Gonzalez, Alex Sandro e Silvestre Varela.


O FC Porto qualificou-se hoje, ao fim da tarde, de forma natural, para os quartos de final da Taça de Portugal ao derrotar com uma goleada a frágil equipa do Atlético, que não apresentou quaisquer argumentos para oferecer uma réplica mais condigna dos pergaminhos do Clube de Alcântara.

Paulo Fonseca apresentou um onze titular mesclado de jogadores habituais (4) e outros menos utilizados.

Para evitar surpresas, os Dragões entraram decididos a tomar conta do jogo e a tentar ganhar vantagem no resultado. Cedo se percebeu a fragilidade da turma lisboeta para estender o jogo no campo todo, acantonando-se no último terço do relvado de forma a tentar evitar a óbvia tendência ofensiva portista.

A resistência durou até aos 24 minutos, altura em que Silvestre Varela, dentro da área decidiu rematar forte, com o guardião contrário numa primeira fase a oferecer o corpo à bola mas de seguida a cometer uma fífia, deixando escapar a bola para o interior da sua baliza. Antes já Jackson Martinez tinha rematado forte contra a barra e Kelvin desperdiçado outra boa ocasião, atirando muito por alto.





















A exibição portista sem ser brilhante era no entanto bastante ofensiva, face à fraca oposição contrária que ia acumulando alguns erros. 

O segundo golo chegou de forma mais natural. Kelvin foi à linha cruzar curto e Defour, antecipando-se ao guarda-redes, desviou a bola para as redes.




















Os azuis e brancos dominavam e controlavam a partida a seu belo prazer, numa toada de treino, sem grande esforço e foi com a vantagem de dois golos que se atingiu o intervalo.

No segundo tempo Alex ficou no balneário e em seu lugar surgiu Danilo. O golo não se fez esperar. Varela cruzou da direita, Jackson e Kelvin não conseguiram desviar, a bola bateu no corpo do defesa  Marinheiro e seguiu para dentro da baliza, enganando o seu guarda-redes.

A turma lisboeta sentiu muito este golo, foi perdendo frescura física e os Dragões aproveitaram para intensificar o seu domínio e dilatar o marcador. Os golos que se seguiram foram na sequência lógica de uma maior facilidade portista para chegar ao último reduto lisboeta. Otamendi, Varela e Kelvin concretizaram os três restantes, fechando o marcador com uma goleada das antigas.




















Resultado certo, num jogo fácil, sem história, jogado frente a uma equipa muito modesta, que deu para manter até ao fim um ritmo de treino. Por isso não vou fazer destaques individuais.