segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 36












KORDNYA - Goleador Nº 36

Apontou 52 golos em 42 jogos disputados com a camisola do FC Porto, durante as três épocas em que esteve ao seu serviço (1939/40 a 1941/42).

Slavko Kordnya, nasceu em 12 de Abril de 1911, em Zagrebe, na antiga Jugoslávia, hoje território da Croácia. Em termos futebolísticos, terá começado a destacar-se nos profissionais do clube da sua terra natal, o HSK Concórdia, onde jogou três temporadas (1932/33 a 1935/36), ao mais alto nível, antes de emigrar para a Suíça (1936/37), onde representou o Young Boys.

Nas duas épocas seguintes representou as equipas francesas do Saint-Étienne (1937/38) e do Antibes (1938/39).

Chegou ao FC Porto, pelas mão do treinador húngaro Mihaly Siska, para jogar o campeonato nacional da temporada de 1939/40, sagrando-se campeão nacional e foi ainda o melhor marcador do campeonato com a marca de 29 golos.























Estreou-se oficialmente com a camisola do FC Porto em 14 de Janeiro de 1940, em jogo da 1ª jornada do campeonato nacional, disputado no Campo da Constituição, frente ao Vitória de Setúbal, com goleada portista por 11-0. Kordnya contribuiu com três golos.

A segunda temporada não foi tão produtiva e na última fez apenas um jogo e para o campeonato regional do Porto,  em 12 de Outubro de 1941, frente ao Boavista, antes de regressar à sua terra natal.











Regressou em seguida ao HSK Concórdia onde jogou mais duas temporadas (1941/42 e 1942/43).

Kordnya foi internacional pelo seu país, somando 4 internacionalizações.

Fontes: Zero a Zero e Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

domingo, 29 de dezembro de 2013

FABIANO, O DOMADOR DE LEÕES















FICHA DO JOGO

























Para quem ainda tivesse dúvidas quanto à competência ou falta dela, da actual equipa portista, o jogo de hoje em Alvalade teve o condão de as dissipar. A equipa de milhões foi vulgarizada pela equipa dos tostões. Esta é a primeira grande conclusão a tirar do desempenho de ambas as equipas, no jogo desta noite. A segunda é que só a classe e competência de Fabiano evitou uma derrota em Alvalade.

Paulo Fonseca apostou de início num onze titular com apenas três novidades: Fabiano, na baliza em vez de Helton; Herrera, no meio campo, em vez de Lucho e Ghilas, no eixo do ataque, em vez de Jackson.

Os portistas entraram bem na partida e criaram a primeira grande ocasião para marcar, por intermédio de Ghilas, que bem lançado na área por Alex Sandro, atirou por cima da barra.

Depois a exibição portista foi-se perdendo na incapacidade de ligar o jogo, com Carlos Eduardo muito apagado, Herrera a somar uma série de perdas de bola verdadeiramente inocentes com quase todos os companheiros a denotar falta de confiança, incapacidade para romper, para segurar a bola e para a entregar em boas condições. Alas improdutivos e a afunilar o jogo, falta de criatividade e muita incompetência nos movimentos mais basilares do futebol. Assim, fica difícil decidir um jogo a seu favor e muito menos quando pela frente aparece uma equipa de jovens ambiciosos, irrequietos, descomplexados, bem orientados e a praticar um futebol bem mais adulto, acutilante, criativo, ligado e ofensivo. 

E se na primeira parte os Dragões conseguiram de algum modo equilibrar a partida, apesar das constantes perdas de bola, erros primários e outros comprometedores, na segunda parte afundou-se numa mediocridade ainda mais assustadora, obrigando Fabiano a agigantar-se nos seus 1,97 metros, para manter inviolável a sua baliza.























Resultado feliz e lisonjeiro que envergonha qualquer portista consciente.

Resta acrescentar que o árbitro da partida esteve bem, mesmo na expulsão de Carlos Eduardo, apesar do «restolho» da alienada plateia leonina, que entrava em esteria sempre que um jogador da sua equipa se estatelava, mergulhava, era apanhado em fora de jogo, ou sempre que o árbitro apitava contra os seus interesses. Afinal, a doutrina do calimero na sua plenitude.

sábado, 28 de dezembro de 2013

DEPOIS DO NATAL, A "TAL" TAÇA!








De regresso às competições, após pausa natalícia, o FC Porto vai dar início à sua participação na famigerada Taça da Liga, competição que nunca venceu e que de algum modo  tem vindo a desvalorizar, em termos de prioridade dos seus objectivos.

O sorteio colocou os Dragões no Grupo B, com a companhia de Sporting, Penafiel e Marítimo.














A 1ª jornada vai levar os campeões nacionais ao reduto da equipa do Sporting, num jogo que se vai disputar amanhã.

O técnico portista Paulo Fonseca, não tendo outros compromissos a meio da semana, parece estar disposto a apostar numa equipa titular muito próxima das últimas que tem utilizado na principal competição nacional.

As principais ausências, na lista dos convocados, são a do guarda-redes Helton e a do médio Quintero, colmatadas por Bolat e Alex Sandro.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Taça da Liga 2013/14 - 1ª Jornada - Grupo B
PALCO DO JOGO: Estádio de Alvalade Séc XXI - Lisboa
DATA E HORA DO JOGO: Domingo, 29 de Dezembro de 2013, às 20:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: Olegário Benquerença - A.F. Leiria
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: TVI

domingo, 22 de dezembro de 2013

UM SANTO E FELIZ NATAL A TODA A FAMÍLIA PORTISTA






















São os votos sinceros do responsável deste humilde espaço, que aproveita para agradecer o vosso simpático acompanhamento.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

CARLOS EDUARDO, A ESTRELA DE NATAL!















FICHA DO JOGO


























Nesta quadra natalícia azul e branca surgiu uma estrela que tem vindo a resplandecer de forma tão intensa que influiu positivamente nas exibições dos Dragões que passaram subitamente da mediocridade em que tinha mergulhado, para algo bem mais condizente com o prestígio e a responsabilidade de um verdadeiro tricampeão nacional. Carlos Eduardo voltou a ser titular, sem surpresa, e mais uma vez pegou na batuta,  comandando com maestria, a equipa portista para uma exibição colorida, tranquila, capaz, ambiciosa e goleadora.

O seu magnífico golo foi a cereja em cima do bolo, coroando mais uma exibição convincente e de classe. Temos homem!

A partida não foi fácil porque a equipa algarvia apresentou-se no Dragão com os seus blocos muito recuados, procurando retirar espaços à manobra ofensiva portista. As dificuldades de penetração forem bem visíveis durante grande parte da primeira parte muito por culpa da debilidade do último passe, de alguma incapacidade para gerar linhas de passe e até de alguma imobilidade de alguns atletas.

Coube a Mangala, hoje a lateral esquerdo, desbloquear o jogo, quando aos 30 minutos correspondeu de cabeça, com grande sentido de oportunidade, ao canto marcado por Carlos Eduardo, fazendo o primeiro da noite. 






















Já antes, Varela, Jackson e Licá tinham ameaçado o guardião Belec, que apesar de ter sofrido 4 golos, fez uma exibição soberba evitando que a goleada atingisse números escandalosos.

O intervalo chegou com a magra vantagem azul e branca, à conta do desperdício dos avançados portistas e da competência/sorte do guarda-redes algarvio.

No segundo tempo o FC Porto voltou a entrar a mandar no jogo e a procurar dilatar o marcador. O segundo golo voltou a surgir na sequência de mais um canto marcado por Carlos Eduardo para a cabeça de Jackson, que acertou com as redes, aos 53 minutos.






















Daí para a frente foi uma cavalgada em direcção à baliza contrária, com os jogadores portistas a desperdiçarem ocasiões flagrantes de golo. Carlos Eduardo, a estrela da noite, acabaria por fazer o gosto ao pé. Kelvin, que entrara a render Licá, sobre a esquerda, endossou a bola ao médio brasileiro que recebeu, levantou a cabeça, atirou colocado fazendo a bola descrever um arco e entrar ao ângulo, sem a mínima hipótese de defesa. Golo de execução soberba.






















Três minuto mais tarde, o mexicano Herrera, que tinha entrado para o lugar de Lucho, também apareceu inspirado e numa combinação com Jackson, atirou decidido, fazendo o quarto golo portista.
























Vitória gorda e bem conseguida iluminada pela estrela cintilante de Carlos Eduardo, que muito promete.




quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

QUEREMOS UM PORTO DE LUXO NESTE NATAL








Os campeões nacionais vão receber a equipa da Olhanense, uma das que se encontram nos últimos lugares da classificação da Liga, mas nem por isso se pode pensar em vida fácil no Dragão.





















A inclusão de Carlos Eduardo no meio campo portista proporcionou uma dinâmica mais interessante e mais clarividente, catapultando a equipa portista para um nível exibicional muito mais positivo pelo que Paulo Fonseca vai continuar a apostar na sua titularidade.

Na lista dos convocados para este jogo, sobressai o regresso de Mangala, cumprido que foi o castigo de 1 jogo, por acumulação de cartões amarelos e em sentido contrário, a ausência de Alex Sandro, agora ele castigado por ter visto o 5º amarelo.  De fora ficou ainda Diego Reyes, por opção técnica.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 14ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013, às 19:00 h
ÁRBITRO NOMEADO: Hugo Miguel - A.F. Lisboa
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTvLive

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

GOLEADORES PORTISTA - Nº 35












Apontou 53 golos em 90 jogos disputados com a camisola do FC Porto, durante as 4 épocas em que representou este Clube (1971/72 a 1974/75).

Flávio Almeida Fonseca nasceu em 9 de Setembro de 1944, em Porto Alegre, Brasil. Desde criança alimentava o sonho de se tornar um goleador como alguns dos seus ídolos brasileiros da época e por isso foi praticando a modalidade num pequeno clube da sua terra natal, curiosamente chamado de Real Madrid de Porto Alegre, onde os seus dotes de concretizador de golos foram admirados pelo seu treinador, conhecido pelo «seu girafa» que o aconselhou a tentar a sua sorte na equipa de formação do SC Internacional.

No teste a que foi submetido nesse clube, em apenas 35 minutos, a sua capacidade goleadora funcionou por três vezes, dissipando quaisquer dúvidas quanto à sua valia. Ao lado da sua mãe assinou o seu primeiro contrato em 1961, fazendo parte do grupo que conquistou o estadual desse ano. Era então conhecido por Flávio bicudo.

Em 1963 Flávio teve a sua primeira convocatória para a Selecção nacional do Brasil, que se tornou habitual ao longo dessa década.

A sua cotação subiu em flecha e em 1964, depois de aturadas negociações, o avançado assinou pelo Corinthias, que já não vencia o estadual há dez anos. Com a camisola do timão, Flávio marcava, mas também perdia golos com a mesma facilidade e por isso, tão depressa era idolatrado como a seguir questionado.

Em 1969 transferiu-se para o Fluminense, logo se transformando num verdadeiro talismã para a torcida tricolor. A sua passagem por este clube proporcionou-lhe a conquista da Taça de Prata de 1970 e do campeonato carioca de 1971. Nesse período o avançado registou a impressionante marca de 92 golos em 115 partidas.

No Verão de 1971, Flávio foi negociado com o FC Porto e em pouco tempo conquistou a massa adepta portista, com os seus importantes golos.























Estreou-se oficialmente com a camisola do FC Porto, em 26 de Setembro de 1971, no Estádio das Antas, contra o Boavista, em jogo da 3ª jornada do Campeonato nacional 1971/72, apontando dois dos seis golos com que os Dragões venceram os axadrezados. Flávio demonstrou desde logo a sua apetência para o golo, realizando as duas primeira épocas com um bom índice de concretizações.

Contudo, nas duas restantes começou a perder influência e a ser pouco utilizado, talvez porque as saudades do seu Brasil lhe retiravam algum discernimento.












Regressou ao Brasil em 1975, sem ter conquistado qualquer título no FC Porto, para representar o SC Internacional, sagrando-se campeão gaúcho, campeão nacional do Brasil e  melhor marcador do campeonato nacional.

Em 1977 mudou-se para o SC Pelotas, voltando a ser o melhor marcador do campeonato gaúcho. Flávio teve ainda uma curta passagem pelo Santos, nesse ano.

Antes de pôr fim à sua longa carreira, ainda actuou no Figueirense FC, no Brasília FC e no Jorge Wilstermann da Bolívia.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Blogue Tardes de Pacaembu.