segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

GOLEADORES PORTISTA - Nº 35












Apontou 53 golos em 90 jogos disputados com a camisola do FC Porto, durante as 4 épocas em que representou este Clube (1971/72 a 1974/75).

Flávio Almeida Fonseca nasceu em 9 de Setembro de 1944, em Porto Alegre, Brasil. Desde criança alimentava o sonho de se tornar um goleador como alguns dos seus ídolos brasileiros da época e por isso foi praticando a modalidade num pequeno clube da sua terra natal, curiosamente chamado de Real Madrid de Porto Alegre, onde os seus dotes de concretizador de golos foram admirados pelo seu treinador, conhecido pelo «seu girafa» que o aconselhou a tentar a sua sorte na equipa de formação do SC Internacional.

No teste a que foi submetido nesse clube, em apenas 35 minutos, a sua capacidade goleadora funcionou por três vezes, dissipando quaisquer dúvidas quanto à sua valia. Ao lado da sua mãe assinou o seu primeiro contrato em 1961, fazendo parte do grupo que conquistou o estadual desse ano. Era então conhecido por Flávio bicudo.

Em 1963 Flávio teve a sua primeira convocatória para a Selecção nacional do Brasil, que se tornou habitual ao longo dessa década.

A sua cotação subiu em flecha e em 1964, depois de aturadas negociações, o avançado assinou pelo Corinthias, que já não vencia o estadual há dez anos. Com a camisola do timão, Flávio marcava, mas também perdia golos com a mesma facilidade e por isso, tão depressa era idolatrado como a seguir questionado.

Em 1969 transferiu-se para o Fluminense, logo se transformando num verdadeiro talismã para a torcida tricolor. A sua passagem por este clube proporcionou-lhe a conquista da Taça de Prata de 1970 e do campeonato carioca de 1971. Nesse período o avançado registou a impressionante marca de 92 golos em 115 partidas.

No Verão de 1971, Flávio foi negociado com o FC Porto e em pouco tempo conquistou a massa adepta portista, com os seus importantes golos.























Estreou-se oficialmente com a camisola do FC Porto, em 26 de Setembro de 1971, no Estádio das Antas, contra o Boavista, em jogo da 3ª jornada do Campeonato nacional 1971/72, apontando dois dos seis golos com que os Dragões venceram os axadrezados. Flávio demonstrou desde logo a sua apetência para o golo, realizando as duas primeira épocas com um bom índice de concretizações.

Contudo, nas duas restantes começou a perder influência e a ser pouco utilizado, talvez porque as saudades do seu Brasil lhe retiravam algum discernimento.












Regressou ao Brasil em 1975, sem ter conquistado qualquer título no FC Porto, para representar o SC Internacional, sagrando-se campeão gaúcho, campeão nacional do Brasil e  melhor marcador do campeonato nacional.

Em 1977 mudou-se para o SC Pelotas, voltando a ser o melhor marcador do campeonato gaúcho. Flávio teve ainda uma curta passagem pelo Santos, nesse ano.

Antes de pôr fim à sua longa carreira, ainda actuou no Figueirense FC, no Brasília FC e no Jorge Wilstermann da Bolívia.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Blogue Tardes de Pacaembu.

domingo, 15 de dezembro de 2013

VITÓRIA SEM GRANDE BRILHANTISMO, MAS JUSTÍSSIMA















FICHA DO JOGO

























EQUIPA TITULAR























Da esquerda para a direita, em cima: Helton, Fernando, Maicon, Jackson Martinez, Danilo e Otamendi; Em baixo: Carlos Eduardo, Licá, Lucho Gonzalez, Alex Sandro e Silvestre Varela.

O FC Porto voltou às vitórias, fora de casa,  depois de dois empates (Estoril e Belenenses) e uma derrota (Académica), para o Campeonato nacional.

Paulo Fonseca apostou de início na inclusão de Carlos Eduardo, que muito prometera na segunda parte frente ao Braga, introduzindo ainda Licá, em vez de Josué e Otamendi, este por castigo de Mangala.

Os Dragões começaram o jogo como habitualmente, trocando a bola para trás e para os lados, sem grande progressão, com alguns lampejos para chegar à área da bem organizada defensiva do Rio Ave.

O marcador funcionou cedo, numa dessas tentativas, travada em falta sobre Carlos Eduardo, que caminhava rápido, sobre a esquerda, para área. O próprio apontou cruzado, com peso conta e medida para a cabeça de Maicon, que surgiu muito oportuno a fazer o primeiro golo estavam decorridos apenas 6 minutos de jogo.




















Tudo indicava que os azuis e brancos poderiam desde então tirar algum partido para uma gestão mais favorável do jogo, mas o seu futebol, apesar dos bons apontamentos de Carlos Eduardo, ia-se esbatendo na acostumada falta de ligação, nos constantes passes transviados e nas imbecis perdas de bola. Disso se aproveitou a equipa da casa para correr atrás do prejuízo. Aos 21 minutos, numa boa combinação ofensiva, o Rio Ave chegou ao empate, num lance corrido, bonito, bem congeminado e melhor concretizado, beneficiando de mais uma dessincronização defensiva (Maicon não foi rápido a sair para colocar Edimar em fora de jogo). 

Maicon voltou a subir mais alto na área contrária mas viu o seu golpe de cabeça esbarrar no ferro, enquanto  o Rio Ave desfrutou de mais uma boa ocasião para facturar, mas Helton defendeu superiormente o remate venenoso de Braga. O intervalo chegou com uma igualdade perfeitamente aceitável.

O segundo tempo mostrou um FC Porto mais esclarecido e mais dinâmico, ainda e sempre com Carlos Eduardo em bom plano. As oportunidade de golo apareceram com mais frequência e o  avolumar do resultado foi a sequência lógica dessa melhoria global. Assim, aos 51 minutos, Varela, depois de num belo e vistoso bailado sentar Lionn, cruzou perfeito (finalmente depois de ter tentado algumas vezes contra os defesas) para de cabeça, Jackson Martinez acertar com as redes. 























Cinco minutos depois, mais um magnífico passe de Carlos Eduardo para Licá atirar com perigo contra o guarda-redes contrário, desperdiçando uma bela oportunidade. Deveria ter chutado com o pé esquerdo em vez do direito.

O terceiro golo chegaria aos 82 minutos na sequência de um livre batido à entrada da área por Carlos Eduardo. A bola esbarrou na barreira, sobrou para Danilo que prontamente atirou violentamente para o fundo da baliza. Estava feito o resultado. 





















Danilo ainda haveria de pôr à prova o guardião vilacondense que brilhou defendendo mais uma bomba do lateral brasileiro.

Vitória certa e justa, numa exibição ainda assim sem grande brilhantismo, que mostrou o reconhecimento prático do regresso à utilização de apenas um trinco (Fernando), com Lucho um pouco mais na sua frente e com Carlos Eduardo não tão encostado a Jackson, permitindo-lhe deambular com relativa à vontade entre as faixas e as zonas interiores, garantindo assim uma dinâmica bem mais proveitosa.

Por tudo o que foi dito, o meu eleito para destaque na equipa portista é, naturalmente Carlos Eduardo.

sábado, 14 de dezembro de 2013

PERTO DO MAR PARA CONSERVAR O LUGAR?








Os campeões nacionais estão de regresso ao Campeonato nacional, agora na difícil deslocação a Vila do Conde, onde costumam perder pontos.

A equipa estará ansiosa, depois da derrota em Madrid, de corrigir esse resultado negativo e lutar dignamente pela obtenção de mais 3 pontos, para poder segurar o segundo lugar que actualmente ocupa. 






















Mas nem sempre querer é poder. Os azuis e brancos continuam a executar um futebol pouco acutilante e pouco profundo, perdendo-se na habitual posse de bola inconsequente, com passes para trás e para os lados, sem progressão, caindo de seguida em perdas de bola frequentes, algumas das quais comprometedoras, que têm feito mossa na baliza à guarda de Helton.

Paulo Fonseca acha que o problema se situa no fraco aproveitamento ofensivo e nas falhas defensivas, pelo que vai continuar a insistir nos seus conceitos, no seu sistema e nos mesmos atletas. Mais do mesmo, portanto!

Os regressos de Carlos Eduardo e Kelvin são as notas de destaque na lista de convocados, para este jogo, rendendo Mangala (a cumprir castigo por limite de cartões amarelos) e Ricardo (por opção técnica)

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 13ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio dos Arcos - Vila do Conde
DATA E HORA DO JOGO: Domingo, 15 de Dezembro de 2013, às 20:15 h
ÁRBITRO NOMEADO: Bruno Esteves - A.F. Setúbal
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

ECOS DA ELIMINAÇÃO DA CHAMPIONS LEAGUE

A recente eliminação do FC Porto, na fase de grupos da Champions League, esteve na base de umas das piores performances dos Dragões, na prova rainha da Europa, no formato actual, constituído à partida por oito grupos, com o apuramento dos dois primeiros de cada grupo para os oitavos-de-final, em vigor desde a temporada 2003/04, época em que os azuis e brancos se sagraram Campeões Europeus, na final em Gelsenkirchen.

De lá para cá,  os azuis e brancos só falharam a presença nesta prova na temporada de 2010/11, quando venceram em Dublin,  a final da Liga Europa. Qualificaram-se para os oitavos por 6 vezes, das quais uma vez, caíram nos quartos-de-final.

Por três vezes o FC Porto não passou da fase de grupos. Co Adrianse, Vítor Pereira e agora Paulo Fonseca foram os infelizes contemplados.














Os três «manquiteiros». Da esquerda para a direita: Co Adrianse, Vítor Pereira e Paulo Fonseca



O actual treinador livrou-se por uma unha negra de ostentar o pior registo, graças ao 4º lugar de Co Adrianse, em 2005/06, apesar de ter feito uma trajectória semelhante, como pode ser constatado no mapa abaixo














Resta acrescentar que na primeira época de Vítor Pereira já vigorava a entrada directa do 3º classificado de cada grupo para a Liga Europa, calhando ao FC Porto defrontar o Manchester City, com o FC Porto a averbar duas derrotas (1-2, no Dragão e 4-0 em Manchester).

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 90

ÉPOCA 1997/98

As últimas conquistas nacionais tinham deixado os responsáveis portistas e seus adeptos entusiasmados e ansiosos por mais uma época futebolística, cuja meta estabelecida passava pela manutenção da ambição e vontade férrea de voltar a ganhar.

O treinador António Oliveira manteve-se no comando da equipa técnica, avaliou o plantel e fizeram-se algumas aquisições. Oito portugueses e dois estrangeiros entraram como reforços, uns logo no inicio outros já no decorrer da época.

Rui Correia (ex-Braga) e Costinha (ex-Sporting), dois guarda-redes para tentarem fazer esquecer de vez Vítor Baía, um problema ainda não resolvido.

Secretário (ex-Real-Madrid), Neves (ex-Marítimo), Gaspar (ex-Setúbal), Capucho (ex-Guimarães), Kenedy (ex-Paris St. Germain) e Peixe (ex-Sporting), mais o brasileiro Doriva e o marroquino Chippo.






















O título começou a ser desenhado durante a primeira volta, altura em que os Dragões cimentaram uma vantagem confortável de 14 pontos, que lhes permitiu gerir as emoções na recta final do campeonato, onde perderam pontos inesperados que felizmente nunca foram aproveitados pela concorrência.























Equipa que à 2ª jornada derrotou o Belenenses, nas Antas, por 2-0. Da esquerda para a direita, em cima: Lula, Paulinho Santos, Capucho, Aloísio, Jardel e Rui Correia; Em baixo: Rui Barros, Fernando Mendes, Zahovic, Drulovic e Sérgio Conceição.


A primeira derrota só aconteceu à 19ª jornada, no Restelo frente ao Belenenses, por 1-0, num jogo em que os portistas tudo fizeram para ganhar mas não tiveram a sorte pelo seu lado, para além de terem de lutar contra uma arbitragem defeituosa de um "artista" chamado José Pratas. Na jornada seguinte nova derrota, na Reboleira, diante do Estrela da Amadora, por 3-2, com mais uma arbitragem escandalosa da autoria de Jorge Coroado. Era a ajuda tentada aos perseguidores que ganhavam novas esperanças de um campeonato relançado. Voltaria a perder mais três vezes: à 26ª jornada, em Alvalade por 2-0; na 32ª jornada, na Luz por 3-0 e na 34ª e última jornada no Funchal, frente ao Marítimo por 3-2. 






















Equipa titular no jogo da Luz, com derrota por 3-0. Da esquerda para a direita, em cima: Rui Correia, Lula, Kenedy, João Manuel Pinto, Capucho e Chippo; Em baixo: Doriva, Artur, Sérgio Conceição, Paulinho Santos e Rui Barros.

Foram 5 derrotas que no final deixaram os seus adversários directos a uma pequena distância de "apenas" 9 pontos do segundo, o Benfica e 18 pontos do terceiro, o Guimarães. O Sporting acabou em quarto lugar a 21 pontos!

O tetracampeonato foi garantido na 31ª jornada, nas Antas frente ao Boavista. O Estádio das Antas encheu numa prova de confiança dos adeptos que sempre acreditaram nas potencialidades da equipa e quiseram viver a festa. Queriam principalmente "in loco" presenciar um feito histórico só antes alcançado pelo Sporting entre 1950 e 1954.

Foi um grande jogo de campeonato, com festa, espectáculo e muitos golos. Sérgio Conceição foi o primeiro a abrir a contagem, Paulinho Santos de grande penalidade aumentou o pecúlio, Martelinho reduziu para 2-1, Zahovic apontou o terceiro e já em tempo de descontos o ex-dragão Timofte encerrou a contagem em 3-2.

Para não variar, o S. João assentaria arraiais na baixa portuense com dois meses de antecedência. O último jogo nas Antas foi o penúltimo do campeonato. O vizinho Salgueiros foi o visitante. Neste jogo, o FC Porto já com o título no bornal, proporcionou uma despedida carregada de golos, de modo a acentuar nos adeptos a vontade de ver a equipa rapidamente de regresso. Jardel foi a figura do encontro ao apontar cinco dos sete golos, cimentando a sua posição de artilheiro-mor do campeonato. Foi também neste jogo que se estrearam os ex-sportinguistas Costinha e Peixe.

O jogo na Madeira, já acima referido, encerrou um campeonato em que o FC Porto se confirmou como indiscutível e claro vencedor, apesar de um número de derrotas pouco vulgar, todas fora de portas já que nas Antas os azuis-e-brancos apenas consentiram um empate frente ao Sporting. Os Dragões concluíram com 77 pontos, averbando 24 vitórias, 5 empates e 5 derrotas. Foi o melhor ataque com 75 golos marcados, 26 dos quais marcados por Jardel e sofreu 38 golos, cotando-se como a sexta do campeonato! A falta de Baía era por demais evidente. Continuava a faltar um substituto à altura.

O comportamento da equipa do FC Porto, na Taça de Portugal, foi coroada de êxito, na tarde de 24 de Maio de 1998, no Estádio Nacional, com os jogadores portistas a erguerem mais um troféu.

A campanha começou no Estádio das Antas, frente ao Valonguense, da III Divisão, num jogo de sentido único, recheado de golos (8-0) e de futebol vistoso. Seguiu-se, ainda nas Antas, o Juventude de Évora, jogo marcado pela excelente exibição do goleador Mário Jardel, que só entrou depois do intervalo para estabelecer um recorde impressionante, a marcação de 7 golos em apenas 45 minutos. É obra! O resultado final foi de 9-1.

O sorteio colocou no caminho portista, o Maia, da II Divisão. O jogo disputado na Maia, acabou por revelar dificuldades inesperadas, com o resultado num surpreendente 4-4, no final do tempo regulamentar. Os Dragões decidiram a eliminatória a seu favor aos 27 minutos do prolongamento, com golo de Zahovic.

Nos quartos-de-final, o FC Porto foi a Freamunde carimbar o passaporte de acesso às meias-finais. A equipa local, da III Divisão,  não foi um adversário fácil e obrigou a equipa portista a um grande empenho para desenharem uma vitória por 4-0. Fácil também não foi o União de Leiria, adversário que se seguiu, que em sua casa se bateu com muita galhardia, tudo fazendo para tentar vencer o encontro. Os Dragões foram obrigados a trabalho suplementar, num verdadeiro jogo de Taça, com incerteza no marcador e necessidade de prolongamento. Mielcarski, aos 21 minutos desse prolongamento, sentenciou o destino da eliminatória. O resultado final de 2-3 garantia a presença portista na final.

A final entre o FC Porto e o Braga ficou para a história das grandes finais disputadas em Portugal. Duas equipas com elevada capacidade de sofrimento, fizeram uma entrega total ao jogo, construíram momentos de excepcional nível técnico e expressão plástica e provaram a razão pela qual o futebol é o maior espectáculo do mundo. 

Foi um jogo emocionante, com o FC Porto sempre em vantagem, muitas vezes dominador, altivo, e imponente na sua condição de favorito. A vitória por 3-1, assentou como uma luva na exibição de luxo portista, garantindo mais uma «dobradinha».

























Na foto a equipa que disputou a final da taça de Portugal. Em cima: João Manuel Pinto, Kenedy, Rui Correia, Aloísio e Jardel; Em baixo: Paulinho Santos, Zahovic, Drulovic, Doriva, Secretário e Sérgio Conceição.


A Supertaça Cândido de Oliveira voltou a ter honras de abertura da época. Disputada em duas mãos, coube ao FC Porto deslocar-se ao Estádio do Bessa, para esgrimir com o Boavista a 1ª Mão.

Os axadrezados apresentaram-se em estado de preparação bem mais adiantado e foi sem grande surpresa que conseguiu uma vitória tranquila, por 2-0, que no entanto deixava algumas esperanças para o jogo da 2ª Mão.

























Equipa titular, no Bessa, na 1ª Mão da Supertaça. Da esquerda para a direita, em cima: Lula, Jardel, Neves, João Manuel Pinto, Barroso e Rui Correia; Em baixo: Paulinho Santos, Sérgio Conceição, Rui Jorge, Rui Barros e Folha.

O jogo da segunda mão mostrou um FC Porto ambicioso e determinado em marcar o número de golos que revertesse o resultado desfavorável que trazia do Bessa. O início do jogo foi promissor, com um golo logo aos 7 minutos, por Fernando Mendes. Porém, muitas falhas na concretização e uma tremenda falta de sorte, associadas ao sistema ultra defensivo dos axadrezados, impediram que o FC Porto conseguisse o seu objectivo.

Em termos internacionais coube ao FC Porto integrar o Grupo D da Liga dos Campeões, juntamente com Olympiakos, Real Madrid e Rosenborg. Tendo em conta o desempenho portista na anterior edição, tudo indicava que os oitavos-de-final estariam perfeitamente ao alcance. Mas não foi assim. 

A primeira jornada levou o FC Porto até Atenas, para defrontar os gregos do Olympiakos. Sofrendo um golo logo aos 6 minutos, os azuis e brancos tomaram conta do jogo, dominaram, massacraram, mas sem acertar com o caminho para o golo, numa baliza superiormente defendida por Tchouroglou. O Olympikos marcou o golo e limitou-se a defender.


















Equipa titular em Atenas. Da esquerda para a direita, em cima: Sérgio Conceição, Rui Correia, Jardel, João Manuel Pinto, Aloísio e Folha; Em baixo: Zahovic, Drulovic, Rui Barros, Fernando Mendes e Paulinho Santos.

Na 2ª Jornada o FC Porto recebeu o todo poderoso Real Madrid. E como seria de prever, os campeões espanhóis passearam toda a sua classe pelo relvado das Antas, dominaram, estabeleceram os ritmos do jogo e marcaram (0-2) nos momentos decisivos. O FC Porto deu a réplica possível, mas a diferença de orçamento entre as duas equipas ficou bem evidente.






















Equipa titular, frente ao Real Madrid, nas Antas. Da esquerda para a direita, em cima: Kenedy, Barroso, Neves, João MAnuel Pinto, Aloísio e Rui Correia; Em baixo: Paulinho Santos, Rui Barros, Zahovic, Sérgio Conceição e Jardel.

Em condições climatéricas muito desfavoráveis, com muita neve e muito frio, o FC Porto não teve argumentos para o Rosenborg, no Estádio Lerkendal, em Trondheim. Derrota por 2-0, a terceira consecutiva na prova, numa exibição fraca.

Nas Antas, os Dragões deram a ideia que seriam capazes de concretizar a primeira vitória, mas deixaram-na escapar a dois minutos do fim, hipotecando quase definitivamente a possibilidade de se qualificar para a fase seguinte. Jardel marcou cedo, aos oito minutos e o FC Porto desde logo assumiu o comando do jogo, mas quando já ninguém esperava surgiu o golo do empate.

A primeira vitória aconteceria na 5ª jornada frente ao Olympiakos, nas Antas. Ainda assim os gregos voltaram a estar em vantagem no marcador, mas foi Sol de pouca dura. Os portistas reagiram bem, comandaram as operações e depois Jardel fez o resto, marcando os dois golos da equipa.

Na deslocação a Madrid, na última jornada, o FC Porto voltou a não ser feliz. Teve duas bolas no ferro, mostrou-se desinibido e ambicioso, mas a superioridade espanhola acabou por fazer a diferença. A derrota pesada de 4-0, não traduz a verdade do jogo.

O último lugar do grupo a 9 pontos do primeiro, diz bem da decepcionante participação portista.



































(Clicar no quadro para ampliar)

Nos 48 jogos oficiais, relativos às 4 provas em que o FC Porto esteve envolvido, a equipa técnica liderada por António Oliveira utilizou 30 atletas, aqui referenciados por ordem decrescente dessa utilização: Capucho (44 jogos), Drulovic (42), Jardel (41), Artur e Zahovic (40), Rui Correia e Sérgio Conceição (39), Aloísio (38), Paulinho Santos (37), Rui Barros (34), João Manuel Pinto (32), Fernando Mendes (28), Secretário (24), Folha (22), Chippo (20), Barroso (19), Jorge Costa (17), Doriva e Mielcarski(16), Kenedy (14), Gaspar (13), Rui Jorge (11), Neves (10), Costa (8), Lula e Butorovic (7), Eriksson (5), Hilário (4), Costinha e Peixe (1).

Fontes: Baú de Memórias, de Rui Anjos; Revista Dragões; Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

INCOMPETÊNCIA FATAL















FICHA DO JOGO

























CLASSIFICAÇÃO FINAL
















O FC Porto deu o adeus definitivo desta época à Champions League, em Madrid, conforme era espectável, dada a sua frágil participação, que os números na classificação bem ilustram.

Só quem vive no mundo da fantasia e da ilusão poderia acalentar a esperança de uma vitória em Madrid, que conjugada com a derrota do Zenit em Viena, que aconteceu mesmo, poderia recolocar a equipa na 2ª posição do grupo e consequente qualificação para os oitavos-de-final- da prova.

Estava na cara que o futebol que os Dragões têm vindo a produzir se encontra a milhas do nível mínimo exigido para figurar entre a elite da Europa. Mais uma vez, isso ficou demonstrado, agora no relvado do Vicente Calderón, frente a uma equipa do Atlético de Madrid, em evidente gestão de esforço e de plantel.

Diego Simeone, tinha a perfeita noção das actuais incapacidades dos azuis e brancos e por isso ofereceu estrategicamente o comando das operações à equipa portista, sabendo da fragilidade do seu futebol ofensivo e também que mais tarde ou mais cedo a defesa acabaria por entregar o ouro ao bandido.

A verdade é que à grande percentagem de posse de bola dos Dragões, correspondeu um futebol inconsequente, inofensivo, repetitivo e fácil de anular. É verdade que os campeões nacionais tiveram 4 bolas nos ferros e ainda falharam um penalty, mas a bem da verdade, a não ser o remate de Licá, já na segunda parte e a perder 2-0, que foi o único bafejado pelo azar, todos os outros falhanços ficaram à conta da incompetência que se estendeu ao primeiro golo dos colchoneros, pela permeabilidade de Maicon e Helton, que não fizeram o que deviam para o evitar. Helton, ainda se redimiu evitando dois golos quase certos.

O jogo acabou por ser mais do mesmo. Muita posse de bola, desta vez mais consentida que conquistada, ao contrário do jogo da 1ª volta, muita incapacidade para criar lances de ruptura, falta de criatividade, pouco jogo pelas alas, avançado quase sempre mal servido e jogadores nada confiantes nas suas capacidades, falhando sucessivamente os gestos mais básicos do futebol. A teimosia do treinador, na aposta de jogadores abúlicos e num sistema táctico que a equipa não assimila, ajuda em muito ao quadro actual, ou seja, equipa sem nível para jogar quaisquer das provas da UEFA.

Esta é pois uma equipa à imagem do seu treinador, que antes dos jogos tece os mais rasgados elogios aos adversários, como que a justificar antecipadamente os prováveis fracassos.













terça-feira, 10 de dezembro de 2013

ADEUS CAMPIONS LEAGUE, ATÉ JÁ LIGA EUROPA








Com as posições na classificação do grupo G, praticamente definidas, o FC Porto desloca-se ao reduto do Atlético de Madrid, que ainda não conheceu o amargo sabor da derrota, para cumprir calendário, tentar não voltar a perder (desportiva e financeiramente) e defender de algum modo o seu pretígio.













Mesmo que consiga vencer, tarefa muito difícil, tendo em conta o momento de instabilidade que a equipa atravessa, só uma surpresa vinda de Viena, possível mas muito pouco provável, recolocaria os Dragões no 2º lugar, com direito a continuar na prova.

A carreira portista tem sido de molde a não configurar essa possibilidade. Inserido num grupo em que inicialmente se previa uma luta a dois (FC Porto e Atlético Madrid), a verdade é que a indefinição do futebol dos Dragões fez ruir o sonho inicial, encontrando-se agora preste a cair para a Liga Europa, onde, por melhor que consiga fazer, não conseguirá recuperar os milhões que a passagem aos oitavos-de-final da CL lhe proporcionaria. Rombo no prestígio internacional, bem como no Orçamento, que foi projectado, para além dessa hipótese, também com a receita de maior número de vitórias, que não aconteceram.

Ora se em condições normais, é certa a necessidade da venda de algumas jóias da coroa, para equilibrar as contas, este falhanço nos objectivos inicialmente traçados, agravarão essa necessidade, pelo que até ao fecho da nova janela de transferências, seja mais que provável a cedência de alguns dos «craques».

Em termos meramente desportivos, Paulo Fonseca, que não pode contar com Carlos Eduardo e Kelvin, por não estarem inscritos, nesta prova, tem ainda uma outra contrariedade que ainda não se encontra completamente resolvida. A lesão de «El comandante» Lucho Gonzalez, que determinou a sua substituição, ao intervalo do jogo contra o Braga. Apesar de fazer parte do grupo que se deslocou a Madrid, não é certa a sua recuperação. Talvez esta dúvida explique a presença de 19 atletas, em vez dos 18 habituais. Fernando e Diego Reyes, são as novidades, em relação à convocatória anterior.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS




















EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Champions League - Grupo G - 6ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio Vicente Calderón - Madrid - Espanha
DATA E HORA DO JOGO: Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013, às 19:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: Deniz Aytkin - Alemanha
TRANSMISSÃO TELEVISIVA: SportTv1