terça-feira, 15 de outubro de 2013

BRASIL/2014? QUEM SABE!...








Só a conjugação de resultados, possíveis mas pouco prováveis, afastaria ou classificaria já a Selecção de Portugal para a fase final do Mundial/2014, que se vai disputar no Brasil.

Aparentemente, a equipa das quinas está bem posicionada para garantir a presença no play-off, mas a última exibição veio colocar tudo em causa, inclusivamente a vitória frente ao próximo adversário, o acessível Luxemburgo.




















Matematicamente tudo é possível, mas a equipa portuguesa não apresenta os índices de confiança para se poder acreditar em grandes cometimentos, quanto mais em «milagres». É que para se qualificar directamente, para além da Rússia ter de perder, o que me parece quase impossível, Portugal teria de golear o Luxemburgo por mais de seis golos. Ora, não sei se seremos até capazes de marcar um, quanto mais seis!

Já em sentido contrário, perder a hipótese do play-off, seria no mínimo escandaloso ou mesmo ridículo (onde é que eu já ouvi isto?).

Paulo Bento encontra-se entre a espada e a parede e a conjuntura não o ajuda. Depois de não poder contar com uma série de habituais titulares, para defrontar Israel, perdeu para este jogo Pepe e Cristiano Ronaldo (perdeu não, os atletas forçaram o castigo, a pensar no play-off, mais que provável, derradeira hipótese de qualificação) e ainda Danny, por lesão, ainda que tenha ganho Coentrão e Postiga, já libertos de castigo.

Rolando (Inter de Milão), Bruma (Fenerbhaçe) e Pizzi (Españyol) foram os escolhidos para suprir mais estas três contrariedades. 

COMPETIÇÃO: Mundial/2014 - Fase de qualificação - 10ª Jornada - Grupo F
PALCO DO JOGO: Estádio Cidade de Coimbra - Coimbra - Portugal
DATA E HORA DO JOGO: Terça-feira, 15 de Outubro de 2013, às 18:00 h
ÁRBITRO NOMEADO: Bulent Yildirim - Turquia
TRANSMISSÃO: RTP 1

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 26












AZUMIR - Goleador Nº 26

Apontou 59 golos, em 76 jogos disputados com o emblema do FC Porto, durante as três épocas em que equipou de azul e branco (1961/62 a 1963/64).

Azumir Luís Casimiro Veríssimo, nasceu no dia 7 de Junho de 1935, no Rio de Janeiro, Brasil. Começou a sua carreira no Madureira CS, com passagens pelo Bangu AC, CR Flamengo, Botafogo FR, Fluminense FC e Vasco da Gama.

Ingressou no FC Porto em 1961 e foi chegar, ver e vencer, pois cotou-se desde logo como o melhor marcador da equipa (33 golos) e também do Campeonato (25 golos), tornando-se o primeiro artilheiro portista a arrecadar o Troféu patrocinado pelo jornal «A Bola», a Bola de Prata, instituída desde a época de 1952/53.  Antes, já o FC Porto tinha tido atletas como melhores marcadores do Campeonato, mas sem prémio instituído (Pinga, em 1935/36; Costuras, em 1938/39; Kordnya, em 1939/40; Correia Dias em 1941/42 e António Araújo, em 1947/48).
























Azumir era um jogador eficaz, tanto com os pés como com a cabeça, mas foi perdendo o fulgor, baixando o seu rendimento de época para época, conforme se pode verificar pelo mapa estatístico, em baixo:












No final da sua terceira época, nas Antas, começou um périplo por outras equipas do nosso futebol, começando por rumar ao SC Covilhã (1964/65) e com passagem pelo Barreirense (1965/66 a 1966/67), para terminar no Desp. de Beja (1967/68), antes de regressar ao Brasil.

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar; ZeroaZero.pt

sábado, 12 de outubro de 2013

RUI, O PATRÍCIO DE ISRAEL















FICHA DO JOGO


























Num jogo em que era suposto Portugal querer ganhar, o comportamento da equipa deixou transparecer que estavam já plenamente convencidos que esperar uma eventual escorregadela da Rússia seria um daqueles milagres que só acontecem de 10 em 10 séculos, pelo que toca de fazer os serviços mínimos para garantir o pontito que carimbava a presença no tão esperançoso play-off.

Diga-se em abono da verdade que Israel se mostrou um adversário à medida, tendo em conta a sua menor valia e nenhuma ambição, também eles mais que certos da impossibilidade de se qualificarem, por isso toca de se acantonarem bem lá atrás para desfazerem as fracas tentativas portuguesas de chegarem com êxito às suas redes.

Ainda assim, foram duas vezes à grande área nacional espalhar o pânico. Na primeira tentativa a bola saiu cruzada rente ao poste mais distante de Rui, um Patrício, sempre muito aplaudido pela farta plateia, que retribuiu a simpatia com uma displicência digna de estridentes assobios, que só não aconteceram, por não ser do FC Porto. Tal displicência, do tamanho do Cristo Rei de Almada, valeu a perda de dois pontos, naquilo que dizem ser a caminhada para a fase final no Brasil (!).

De resto o jogo esteve longe de ser interessante, com futebol sem grande ligação, quase sempre mal jogado, mas ainda assim com mais perdidas da parte de Portugal que podia ter ampliado a vantagem em mais, pelo menos dois lances. Não o tendo conseguido expôs-se ao brinde do Patrício de Israel.

Apenas destaco como positivo o facto de Josué ter tido, finalmente, a oportunidade de se estrear na selecção principal, ainda que jogando apenas 21 minutos, tornando-se no 166º internacional portista.


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

GARANTIR PLAY-OFF E REZAR COM FÉ NUM «MILAGRE»








A Selecção nacional de Portugal vai tentar, nos próximos dois jogos, garantir os serviços mínimos, que é como quem diz, um lugar nos play-off de qualificação para a fase final do Campeonato do Mundo/2014, mas ainda com uma ínfima esperança num improvável descuido da Rússia, única hipótese de se qualificar directamente, caso consiga vencer os dois jogos que vão agora ser disputados, primeiro frente a Israel e depois contra o Luxemburgo.






















O seleccionador Paulo Bento, debate-se com algumas contrariedades. Desde logo, com as lesões de João Pereira, Bruno Alves e Raúl Meireles, que tiveram de ficar de fora das opções, mas também com os castigos de 1 jogo, para Fábio Coentrão e Hélder Postiga, que fazendo parte da convocatéria não poderão ser utilizados frente a Israel.

Silvestre Varela e Josué são os atletas do FC Porto em que Paulo Bento depositou a sua confiança para figurarem no lote dos escolhidos para estes dois compromissos.
























Silvestre Varela é já um «habitué» nas lides da Selecção principal e conta com 19 participações, seis das quais na presente fase de qualificação, onde até já apontou 1 golo, frente ao Azerbaijão, na vitória portuguesa, por 3-0. Conta ainda com 5 presenças, pela equipa B, 28 pelos SUB-21, 4 pelos SUB-20, 14 pelos SUB-19 e 5 pelos SUB-18, num total de 75 internacionalizações, nos vários escalões.

Josué, apesar de ter sido chamado ultimamente aos trabalhos da equipa principal, ainda não teve oportunidade para se estrear. Porém, conta com 26 internacionalizações, adquiridas noutros escalões:17 nos SUB-21, 3 nos SUB-20, 3 nos SUB-19 e 3 nos SUB-18.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS

FC PORTO (Portugal): 2 - Silvestre Varela e Josué
SC Braga (Portugal): 3 - Rúben Micael, Custódio e Éder
Sporting CP (Portugal): 3 - Rui Patrício, Cédric e André Martins
SL Benfica (Portugal): 1 - André Gomes
Real Madrid (Espanha): 3 - Fábio Coentrão, Pepe e Cristiano Ronaldo
Valência CF (Espanha): 2 - Ricardo Costa e Hélder Postiga
Sevilla (Espanha): 1 - Beto
Málaga CF (Espanha): 1 - Antunes
Manchester United (Inglaterra): 1 - Nani
O. Lyon (França): 1 - Anthony Lopes
AS Mónaco (França): 1 - João Moutinho
Rennes (França): 1 - Nélson Oliveira
Besiktas (Turquia): 1 - Hugo Almeida
Kayserispor (Turquia): 1 - Sereno
FC Zenit (Rússia): 2 - Luís Neto e Danny
FC Dínamo Kieve (Rússia): 1 - Miguel Veloso

COMPETIÇÃO: Mundial/2014 - Fase que qualificação - 9ª Jornada Grupo F
PALCO DO JOGO: Estádio José de Alvalade Séc. XXI - Lisboa - Portugal
DATA E HORA DO JOGO: Sexta-feira, 11 de Outubro de 2013, às 20:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: Tom Hagen - Noruega
TRANSMISSÃO: RTP 1

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

DRAGÃO CATEDRÁTICO - SABIA QUE...
















... Soares dos Reis foi o primeiro guarda-redes portista a representar a Selecção nacional?

Manuel Soares dos Reis brilhou nas balizas do FC Porto nas décadas de 30 e 40 e foi o seu primeiro guarda-redes internacional.

A estreia na equipa das quinas deu-se a 11 de Março de 1934, em Madrid, contra a Espanha, dia do seu 24º aniversário. A prenda é que não foi a melhor pois Soares dos Reis sofreu três dos 9 golos com que a selecção espanhola goleou Portugal. O guardião portista sofreu uma lesão durante esse jogo e foi substituído pelo benfiquista Augusto Amaro que «encaixou» os restantes seis golos.

Soares dos Reis, antes de chegar ao FC Porto tinha representado o Boavista e o Belenenses, sucedendo a Miguel Siska na baliza portista. Jogava sempre de camisola de gola alta, bordada com as suas iniciais «SR» bem visíveis. Nos treinos, utilizava um método invulgar para exercitar os reflexos: tentava apanhar coelhos!

Fontes: A Bíblia do FC Porto, de João Pedro Bandeira; Fotobiografia do FC Porto, de Rui Guedes

terça-feira, 8 de outubro de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 80

ÉPOCA 1988/89

Tomislav Ivic fizera uma época fabulosa, ao comando do FC Porto, ganhando quase tudo o que era para ganhar, mas, curiosamente ou talvez não, não conseguiu captar a simpatia da maioria da massa adepta azul e branca, pela falta de brilho das exibições da equipa mas também porque, a determinada altura, colocou em causa a qualidade de Fernando Gomes, o «menino querido» de todos os portistas, relegando-o para o banco, com a chancela de «finito».

Tal atrevimento causou mal estar e foi o próprio Ivic a confessar que não tinha condições para continuar e a pedir a sua substituição, logo no final da época.

Quinito foi o escolhido. Treinador jovem e ambicioso, Pinto da Costa não teve dúvidas na hora de escolher. Surpreendido, Quinito mostrou-se deslumbrado e até algo atarantado, perdendo-se em afirmações algo curiosas, como «Os campeões do Mundo, quase não precisam de treinador» ou  que consigo, o FC Porto seria «Gomes mais dez».

A verdade é que a herança era pesada e não seria nada fácil repetir, em termos de êxitos, uma época tão ganhadora.

Apesar de ter perdido Rui Barros, contratado pela Juventus em mais uma transferência «recorde» no futebol português, Quinito recebeu como reforços Rui Águas e Dito, desviados da Luz. Mas em Setembro acabaria por perder Mlynarczyk, lesionado gravemente e jamais recuperado completamente, que acabaria por antecipar-lhe o fim da carreira.



















O plantel com Quinito: Da esquerda para a direita, em cima: Dito, Lima Pereira, Carvalhal, Vítor Baía, Zé Beto, Mlynarczyk, Geraldão, Rui Manuel, Branco e N'Kongolo; Ao meio: Dr. Jorge Silva (médico), Diamantino (enfermeiro), Rui Águas, Bandeirinha, Fernando Gomes, Semedo, Prof. João Mota (adjunto), Quinito (treinador), Murça (adjunto), Madjer, João Pinto, Quim e três elementos do Staff; Em baixo: Fernando Brandão e Agostinho (roupeiros), Frasco, Domingos, Eduardo Luís, Inácio, Vermelhinho, Pinto da Costa (Presidente), Jaime Pacheco, Sousa, André Jaime Magalhães, Raudnei, Zé Luís e Rodolfo Moura (massagistas).
























Equipa que jogou a Pré-época o Torneio Lusitânia: Da esquerda para a direita, em cima: Zé Beto, Lima Pereira, Eduardo Luís, Inácio, Jaime Magalhães e João Pinto; Em baixo: André, Sousa, Fernando Gomes, Jaime Pacheco e Madjer.

O arranque irregular da época, num corolário de erros, de equívocos e opções mal avaliadas que culminaram com uma pesada derrota (5-0), na Holanda frente ao PSV, para a Taça dos Campeões Europeus, precipitaram a renúncia de Quinito ao cargo de treinador do FC Porto, nos primeiros dias de Novembro de 1988, o que prontamente foi aceite.

Pinto da Costa, conhecendo as dificuldades financeiras do projecto francês Matra Racing, que aliciara Artur Jorge, aproveitou para lançar o convite a que o Rei Artur foi sensível, regressando com o intuito de recolocar a equipa portista no trilho das vitórias.

















O plantel com Artur Jorge: Da esquerda para a direita, em cima: Mllynarczyk, Dito, Rui Águas, Geraldão, Branco, Vítor Baía, Lima Pereira, N'Kongolo e Zé Beto; 2ª fila: Fernando Gomes, Carvalhal, Everton, Semedo, André, Rui Manuel e Jaime Pacheco; 3ª fila: Diamantino (massagista), Dr. Domingos Gomes (médico), Reinaldo Teles (director), Prof. Hernâni Gonçalves (adjunto), Artur Jorge (treinador), Octávio (adjunto), Murça (adjunto), Luía César (secretário), Rodolfo Moura e Zé Luis (massagistas); Em baixo: Agostinho (roupeiro), Frasco, Sousa, Eduardo Luís, Bandeirinha, Inácio, Quim, João Pinto, Domingos, Jaime Magalhães, Madjer, Vermelhinho e Fernando Brandão (roupeiro).

Artur Jorge acertou o passo à equipa, reacendeu o sonho do título que se esfumou à 28ª jornada, com o inesperado empate do FC Porto no Restelo, ficando a 6 pontos do Benfica, com o qual empatou, na semana seguinte.






















Equipa titular que na 26ª Jornada foi empatar 0-0, contra o Marítimo, no Funchal: Da esquerda para a direita: Sousa, Vítor Baía, Rui Águas, Semedo, André, Branco, Dito, Geraldão, Paulo Pereira, Bandeirinha e João Pinto.

O FC Porto terminou a longa maratona de 38 jornadas, na segunda posição, com o registo de 21 vitórias, 14 empates, 3 derrotas, 52 golos marcados, 17 sofridos e 56 pontos, menos 7 que o Benfica.

Na Taça de Portugal, o FC Porto não foi além dos oitavos de final, sendo aí afastado pelo Belenenses, no Restelo, por 1-0 após prolongamento.

Também na Supertaça não foi feliz, tendo perdido em Guimarães por 2-0 e empatado nas Antas a zero.

Na Taça dos Campeões europeus, depois de ter eliminado os finlandeses do HJK Helsínquia, com os parciais de  3-0, nas Antas e 0-2 em Helsínquia, a goleada de 5-0, sofrida em Eindhoven, na Holanda, sentenciou a eliminação na prova, apesar da vitória portista, por 2-0, nas Antas.

























Equipa titular em Eindhoven: Zé Beto, Madjer, N'Kongolo, Geraldão, Rui Águas e João Pinto; Em baixo: Inácio, Jaime Pacheco, Bandeirinha, André e Sousa.





































Depois de uma época de quatro títulos em 4 provas seguiu-se uma época sem qualquer título, coisa  já rara, nesses tempos.

Foram 30 os atletas utilizados durante a época, pelos dois treinadores, nos 48 jogos disputados, nas 4 provas em que o FC Porto participou,  aqui referenciados por ordem decrescente da sua utilização: André (45 jogos), João Pinto (44), Rui Águas (41), Sousa (37), Branco (35), Bandeirinha e Domingos (31), Geraldão, Madjer e Semedo (30), Zé Beto (28), N'Kongolo e Vermelhinho (24), Jaime Pacheco (22), Fernando Gomes, Jaime Magalhães e Paulo Pereira (20), Dito (19), Inácio e Vítor Baía (16), Rui Manuel (13), Everton (11), Eduardo Luís (6), Frasco (5), Mlynarczyk (4), Quim (2), Carvalhal, Evaldo, Lima Pereira e Raudnei (1).

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 25












LUCHO GONZALEZ - Goleador Nº 25

Ora cá está o primeiro atleta do actual plantel, neste ranking de goleadores portista e com grandes possibilidades, de até ao final da época, melhorar a sua posição e subir uns bons lugares, isto se pelo menos mantiver a sua média de golos por temporada.

Luís Óscar González, imortalizado para o futebol como Lucho González, nasceu em 19 de Janeiro de 1981, em Buenos Aires, Argentina.

Tendo em conta que foi já objecto de análise individual, neste blogue, na rubrica INTERNACIONAIS PORTISTAS (ESTRANGEIROS), editada em 17 de Setembro de 2012, poderá encontrar a sua biografia aqui.












Referir apenas que o mapa de participações acima se encontra actualizado, incluindo o último jogo frente ao Arouca.

Em relação ao seu palmarés, enquanto jogador do FC Porto, Lucho juntou, para já, relativamente ao apresentado em Setembro, mais 1 Campeonato nacional (2012/13) e mais uma Supertaça Cândido de Oliveira (2012/13).