sábado, 31 de agosto de 2013

PASSOS CERTOS EM FELGUEIRAS, SÃO TRILHO DA VITÓRIA








O FC Porto vai defrontar amanhã, em Felgueiras, campo emprestado ao Paços de Ferreira, enquanto as obras no seu estádio se concretizam, uma equipa um pouco diferente daquela treinada na época passada pelo actual treinador portista, Paulo Fonseca.

Apesar de aparentemente mais fraca (conta por derrotas os jogos até agora disputados), não acredito em facilidades e por isso, estou convencido que será necessário um FC Porto dentro da sua bitola habitual, para trazer os três pontos em disputa e garantir a manutenção dos lugares cimeiros da classificação.





















As chamadas de Abdoulaye e Ricardo são as novidades na lista dos convocados para este jogo. Sem poder contar com Mangala, lesionado durante a primeira parte do jogo da jornada anterior, Paulo Fonseca optou por Abdoulaye, aproveitando ainda para substituir Iturbe pelo jovem avançado Ricardo.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS




















Tudo indica que a única alteração no onze titular, relativamente ao jogo da semana passada, será mesmo na zona central da defesa, com Maicon a regressar ao lugar que já ocupou na segunda parte frente ao Marítimo:

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 3ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio Dr. Machado de Matos - Felgueiras
DATA E HORA DO JOGO: 1 de Setembro de 2013, às 17:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: Rui Costa - A.F. Porto
TRANSMISSÃO: SportTvAlive

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

SORTEIO CHAMPIONS LEAGUE



O FC Porto,cabeça de série do seu grupo, vai ter a companhia do Atlético de Madrid, de Espanha, do Zenit, da Rússia e do Áustria de Viena, da Áustria, para discutirem a passagem aos oitavos-de-final, da prova.

Vão ser, em princípio, os regressos ao Dragão de Cristian Rodríguez e Hulk, dois ex-jogadores do FC Porto, que militam no Atlético e Zenit, respectivamente.

Parece-me nitidamente uma luta a três, com os austríacos como out-sider.

A campanha europeia inicia-se precisamente em Viena, uma cidade muito querida dos portistas. Foi lá que o FC Porto venceu o seu primeiro troféu internacional:

1ª Jornada - 18 de Setembro de 2013 - Áustria de Viena - FC Porto
2ª Jornada - 01 de Outubro de 2013 - FC Porto - Atlético de Madrid
3ª Jornada - 22 de Outubro de 2013 - FC Porto - Nenit
4ª Jornada - 06 de Novembro de 2013 - Zenit - FC Porto
5ª Jornada - 26 de Novembro de 2013 - FC Porto - Áustria de Viena
6ª Jornada - 11 de Dezembro de 2013 - Atético de Madrid - FC Porto

Mapa com todos os grupos sorteados:


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

DRAGÃO CATEDRÁTICO - SABIA QUE...
















... o já demolido Estádio das Antas foi inaugurado em 28 de Maio de 1952, com toda a pompa e circunstância, pelo então presidente da República, general Craveiro Lopes?


Obra da responsabilidade dos arquitectos Oldemiro Carneiro e Aires de Sá, constituiu um sonho de todos os portistas e um esforço titânico de um largo conjunto de personalidades que tudo fizeram para que se tornasse realidade.

O sonho começou a crescer no ano de 1949, quando a direcção do FC Porto conseguiu a autorização e respectivo despacho para proceder às expropriações dos terrenos necessários ao empreendimento. As terraplanagens arrancaram em Janeiro de 1950, dando luz verde aos projectos dos engenheiros referidos. Mais tarde veio o arrelvamento e os primeiros muros que iriam circundar as futuras pistas.























O betão era ainda uma técnica invulgar em Portugal, os desenhos da estrutura bastante avançados e a pala uma obra de arquitectura e engenharia ímpares. O anfiteatro do estádio possuía em média 28 degraus, sendo o mínimo de 21, nos extremos, e de 35 junto da cobertura. A bancada tinha um lançamento suave o que fazia do espaço desportivo um dos mais harmoniosos do país. A lotação oficial variava entre os 35 a 40 mil lugares sentados, acrescidos de 48 camarotes para público e três, de seis metros, para entidades oficiais. No dia da inauguração o estádio ainda não se encontrava completamente terminado.

A primeira equipa adversária a pisar o relvado das Antas foi o Benfica, convidado especial para o jogo de inauguração, que veio vencer por resultado expressivo: 2-8.

O estádio continuou a crescer com o decorrer do tempo. Ainda em 1952 sofreu o primeiro melhoramento com a inauguração da pista de atletismo; em 1960 foi a vez da pista de ciclismo e em 1962 a instalação de quatro torres em ferro, equipadas com potentes holofotes, para permitir espectáculos desportivos durante a noite; em 1976 a famosa «Porta da Maratona» (espaço aberto na zona central nascente) deu lugar à edificação de uma bancada com arquibancada, equipadas com novos camarotes. A pista de ciclismo foi destruída e nos topos, por detrás das balizas surgiu um novo espaço para público, o chamado peão com lugares em pé; em 1986, sob a presidência de Pinto da Costa, aconteceu o rebaixamento do relvado, que permitiu aumentar significativamente a lotação, dada a implantação de mais uma zona de bancadas em todo o perímetro do estádio, tendo sido para o efeito, necessário eliminar a pista de atletismo; Finalmente seguiu-se a colocação de cadeiras nas bancadas, por fases, até cobrirem todo o espaço.
























Em 2004, com a construção do Estádio do Dragão o estádio das Antas foi demolido.

Fonte: Revista Dragões

terça-feira, 27 de agosto de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 80

ÉPOCA 1982/83

Contratar o treinador José Maria Pedroto, era um dos objectivos, que fazia parte das promessas eleitorais de Pinto da Costa, enquanto candidato a Presidente do FC Porto. Pois bem, o Presidente portista, logo que possível concretizou essa promessa, fazendo regressar não só o técnico como também o goleador Fernando Gomes, que tinha saído para o Gijon.

A tarefa de voltar a por a máquina a funcionar não ia ser fácil, tendo em conta os obstáculos externos ao futebol jogado nas quatro linhas. A luta de Pinto da Costa e José Pedroto tornara-se, agora livres de empecilhos internos, ainda mais cerrada e contundente, no sentido de libertar o futebol português do jugo das influências que minavam a verdade desportiva, em favor dos clubes da capital.

As mentalidades e os poderes instalados não se mudam de um dia para o outro e isso acabou por se reflectir nas competições.

A equipa portista entrou bem no campeonato nacional, decidida a lutar pelo título, mas uma vez mais os homens do apito decidiram inclinar os relvados, influenciando decisivamente o destino do vencedor do mesmo. Pedroto queixou-se de Veiga Trigo e Vítor Correia, por à 14ª jornada serem responsáveis pelos 3 pontos perdidos (empate 0-0 em Vidal Pinheiro, na 7ª jornada e derrota 2-1, na Amora, na 14ª jornada) e o chefe de Departamento de Futebol, Fernando Vasconcelos, depois da derrota em Setúbal, por 3-1, na 21ª jornada, saiu a terreiro para denunciar o descaramento, a falta de vergonha e de personalidade, do árbitro desse encontro, Santos Ruivo de Santarém.

Por via disso, o FC Porto terminou na 2ª posição, com 30 jogos, 20 vitórias, 7 empates, 3 derrotas, 73 golos marcados (melhor ataque), 18 golos sofridos, acumulando 47 pontos, menos 4 que o Benfica.

Fernando Gomes, ao apontar 36 golos, venceu o prémio de melhor marcador do campeonato e foi ainda coroado com a bota de ouro, por ser simultaneamente o melhor marcador de toda a Europa.

Na Taça de Portugal o FC Porto voltou a chegar à final. A FPF tinha marcado a final da prova para o Estádio das Antas, muito antes de se conhecerem os finalistas. Ora quando estes foram conhecidos, as manobras de bastidores para que o jogo da final fosse transferido para Lisboa começaram com toda a força, tudo levando a crer que a vontade do Benfica, o outro finalista obviamente, fosse satisfeita. A FPF chegou mesmo a anunciar a mudança para o Jamor, ameaçando o FC Porto de descida de Divisão, caso não comparecesse ao jogo.

A 1 de Junho de 1983, numa Assembleia Geral explosiva, os sócios do FC Porto aprovaram por aclamação que o Clube não compareceria à final da Taça de Portugal, desde que a mesma não se realizasse nas Antas.

Em resultado desta decisão, a final da Taça ficou adiada sine die, pelo facto do Conselho de Justiça da FPF considerar legítimas as pretensões do FC Porto, ou seja, manter a primeira decisão da FPF, ainda assim com a ameaça do Benfica de recorrer para os tribunais civis.

O jogo acabaria por se efectuar só a 21 de Agosto, já depois das férias dos planteis!

Para lá chegar, o FC Porto eliminou sucessivamente o Palmelense, dos Distritais; o União de Coimbra, da III Divisão; o Famalicão, da II Divisão; o Espinho; o Braga; e o Académico de Coimbra, da II Divisão (ver quadro de jogos abaixo).

A final discutida frente ao Benfica, no Estádio das Antas, constituiu uma grande desilusão, porque depois de tanta luta, o FC Porto acabou derrotado por 0-1, com um golo feliz de Carlos Manuel, num jogo em que a exibição portista esteve longe do nível habitual. Para Pedroto fora das derrotas mais amargas da sua vida, sobretudo por considerar haver nela algo de subterrâneo. O técnico portista, sem papas na língua como era seu timbre, acusou o Benfica de ter utilizado toda a sua influência para não jogar na data inicialmente marcada (finais de Maio), por reconhecer que nessa altura a sua equipa estava muito mais desgastada e mais fraca.

Na Taça UEFA o trajecto portista voltou a ser bastante curto, não tendo ido além da 2ª eliminatória. Despachou com relativa facilidade os holandeses do Utrecht, com duas vitórias, primeiro na Holanda por 0-1, golo de Sousa e depois na 2ª mão, curiosamente no estádio da Luz, por 2-0, golos de Costa e Fernando Gomes.

Na eliminatória seguinte o adversário foi o incómodo Anderlecht, da Bélgica e a derrota fora por 4-0, sentenciou o desfecho da mesma. Nas Antas o FC Porto não foi além  de uma vitória tangencial, por 3-2, num jogo em que até esteve a perder por 0-2, só conseguindo dar a reviravolta no marcador, a partir do minuto 65, altura em que Costa reduziu para logo a seguir Walsh marcar dois golos.
































(clicar no quadro para ampliar)

José Maria Pedroto utilizou, no conjunto das três provas, num  total de 41 jogos, 27 atletas, aqui referenciados por ordem decrescente da sua utilização: Eurico (41 jogos), Fernando Gomes (40), Sousa (39), Costa e Frasco (37), Walsh (33), João Pinto (32), Rodolfo (30), Jaime Pacheco (29), Quinito (21), Inácio (20), Lima Pereira (19), Amaral (18), JAcques e Romeu (17), Simôes (16), Jaime Magalhães e Zé Beto (13), Eduardo Luís (12), Fonseca e Gabriel (10), Teixeira (7), Júlio (6), Penteado e Teixeirinha (5), Freitas (2) e Vermelhinho (1).


DUAS DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA























Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Eurico, Sousa, Rodolfo, Walsh, Lima Pereira e Amaral; em baixo: Frasco, João Pinto, Fernando Gomes, Jaime Pacheco e Costa





















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Eurico, Rodolfo, Lima Pereira, Walsh, João Pinto e Zé Beto; em baixo: Frasco, Fernando Gomes, Jaime Pacheco, Sousa e Costa

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Fascículos do Jornal A Bola

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 18












RABAH MADJER - Goleador Nº 18

Apontou 73 golos nos 148 jogos de carácter oficial, durante as seis épocas ao serviço do FC Porto.

Rabah Mustapha Madjer nasceu no dia 15 de Dezembro de 1958, em Hussein Dey, nos arredores de Argel, na então colónia francesa da Argélia.

Como foi já objecto de análise individual, neste blogue, na rubrica INTERNACIONAIS PORTISTAS (ESTRANGEIROS), editada no dia 20 de Fevereiro de 2012, não vou repetir a sua biografia, que poderá ser vista ou recordada aqui.

Apenas acrescentar que se estreou oficialmente com a camisola do FC Porto em 27 de Outubro de 1985, no Restelo, frente ao Belenenses, com vitória portista por 2-3, em jogo a contar para a 8ª jornada do campeonato nacional de 1985/86.

































Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e ZeroaZero

domingo, 25 de agosto de 2013

EXIBIÇÃO QUASE PERFEITA















FICHA DO JOGO

























Foi com uma exibição quase perfeita que o FC Porto se mostrou aos seus adeptos, no seu primeiro jogo oficial desta época, no Estádio do Dragão, chegando ao golo por três vezes. Já lá vão 73 jogos consecutivos em casa, sem perder para o campeonato!






















Sem surpresas no onze titular, a equipa entrou determinada e dominadora, com futebol intenso e sólido, até com momentos de de elevado índice técnico que fez arrancar aplausos da apreciável plateia composta por 41.009 espectadores.

Cedo se percebeu que a equipa estava em dia de inspiração e que os golos acabariam por aparecer, sem que a equipa insular pudesse fazer algo para o evitar e muito menos ter veleidades de arriscar sair do seu meio campo.

Com Licá endiabrado no flanco esquerdo e toda a equipa balanceada para o ataque, as jogadas perigosas começaram a sucederem-se e só alguma precipitação no remate adiou o primeiro golo. Lucho Gonzalez (9'), Josué (11') e Jackson Martinez (25'), foram perdulários em situações privilegiadas para fazer o golo.

Mas aos 27' o desconcertante Licá, recebeu a bola na esquerda, entrou na área, percorreu a linha de cabeceira e no momento exacto assistiu Jackson Martinez, que desta vez fez o que tinha a fazer, empurrar a bola para o golo, assim, com a maior das facilidades..






















O segundo apareceu 10 minutos depois. Josué recebeu a bola, aguentou uma carga, abriu para a desmarcação de Danilo que foi à linha cruzar atrasado, para Licá muito oportuno aparecer no sítio certo disparando sem hipóteses de defesa.






















Nesta altura ninguém tinha dúvidas de quem seria o vencedor da partida, tanto mais que a equipa do Marítimo nem conseguia entrar no meio campo portista face à pressão a que estavam a ser sujeitos.

Ao intervalo a única surpresa que podia existir era a escassez do resultado.

Depois do descanso Paulo Fonseca viu-se obrigado a deixar Mangala nos balneários, face às queixas apresentadas pelo jovem central a findar o primeiro tempo. Entrou Maicon que se manteve tão pendular como o seu colega.

O FC Porto manteve a disposição de conseguir mais golos e aos 49' Otamendi foi derrubado, ao que parece dentro da área e o árbitro não teve dúvidas apontando a marca de grande penalidade. Josué, mais uma vez, foi exímio na sua concretização.






















A partir daqui o jogo portista passou a ser menos intenso mas igualmente controlador, permitindo no entanto ao adversário libertar-se um pouco mais do sufoco a que foi até aí submetido.

Ainda assim não faltaram boas ocasiões para que o resultado se avolumasse o que só não aconteceu por manifesta ineficácia dos rematadores e quiçá alguma intenção de adornar algumas delas.

Ainda houve tempo para que Quintero mostrasse o açúcar do seu futebol e de Iturbe se mostrar sem inspiração.

Inspirados estiveram Licá e Josué, em particular e quase toda a equipa no geral.