sábado, 24 de agosto de 2013

IMPORTANTE: O GUARDANAPO VAI ESTAR ATENTO À ARBITRAGEM!








O primeiro jogo oficial desta época no Estádio do Dragão deverá ter uma moldura humana significativa, apesar do período de férias que atravessamos, face à «fome» de futebol que o defeso originou.

O FC Porto vai receber o Marítimo da Madeira, equipa tradicionalmente difícil, apesar dos esporádicos resultados desnivelados de outras épocas. Todos estão conscientes dessas dificuldades e por isso entrarão com o espírito de conquista e a concentração necessária para somar mais três pontos, sempre importantes para alimentar a ambição de seguir na frente da classificação.






















Paulo Fonseca chamou Fucile, Maicon e Iturbe, novidades em relação à anterior convocatória, ficando de fora desta vez Abdulaye, Carlos Eduardo e Ricardo, para além de Silvestre Varela que continua afastado a recuperar de uma mialgia.

LISTA COMPLETA DOS CONVOCADOS






















Em função desta lista, tudo leva a crer que a equipa titular mais provável seja a mesma que iniciou o jogo em Setúbal.

EQUIPA PROVÁVEL






















COMPETIÇÃO: Liga Zon Sagres 2013/14 - 2ª Jornada
PALCO DO JOGO: Estádio do Dragão - Porto
DATA E HORA DO JOGO: Domingo, 25 de Agosto de 2013, às 19:45 h
ÁRBITRO NOMEADO: António Ferreira - A.F. Braga
TRANSMISSÃO: SportTvlive

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 80

ÉPOCA 1981/82

Enquanto nos bastidores, um grupo de associados liderado pelo industrial nortenho Neca Couto prepara a candidatura de Pinto da Costa às eleições da Direcção do FC Porto a realizar em Abril de 1982, com o slogan «SE QUERES UM FC PORTO FORTE EM PORTUGAL E NA EUROPA, VOTA LISTA B, VOTA JORGE NUNO PINTO DA COSTA», a equipa de futebol, ainda orientada pelo austríaco Hermann Stessl, abre a época a 22 de Agosto de 1981, com uma vitória frente ao seu rival Benfica, por 2-1, na 1ª jornada do campeonato nacional, jogada no Estádio das Antas. Parecia ser um bom prenúncio ainda mais alicerçado em mais quatro vitórias consecutivas, nesta prova. Porém, cinco empates nas cinco jornadas seguintes foram suficientes para colocar tudo em causa.

A verdade é que o comportamento da equipa ficou cada vez mais irregular, alternando exibições prometedoras com outras verdadeiramente decepcionantes, que nem a eleição de Pinto da Costa para a presidência do Clube, em Abril de 1982, conseguiu resolver, resultando numa classificação final um pouco aquém do ambicionado.

Jacques e a Bola de Prata
Nas 30 jornadas do campeonato, o FC Porto somou 17 vitórias, 9 empates e 4 derrotas, marcou 46 golos, sofreu 17 e acumulou 43 pontos, quedando-se pela 3ª posição, com menos 1 que o Benfica e menos 3 que o Sporting.

O avançado Jacques, contratado ao Braga, foi o melhor marcador do campeonato ao apontar 27 golos, vencendo a respectiva «Bola de Prata».

Na Taça de Portugal, a equipa portista quedou-se pelos quartos-de-final. Para lá chegar, deixou pelo caminho o União de Tires, da III Divisão Nacional, com vitória nas Antas por 3-0; o União da Madeira, da II Divisão nacional, com vitória nas Antas por 2-0; o Lourosa, da III Divisão nacional e o Espinho, ambos nas Antas, por 2-0 e 5-1, respectivamente; Nos quartos-de-final o FC Porto recebeu o Benfica, tendo sido eliminado após o prolongamento, pela derrota por 0-1.

O único título da época foi através da Supertaça Cândido de Oliveira, na altura jogada a duas mãos, frente ao Benfica. Os jogos foram disputados em 1 e 8 de Dezembro de 1982, primeiro na Luz, com derrota por 2-0 e depois nas Antas, com vitória portista por confortável 4-1, com 3 golos de Jacques e 1 de Costa.

Em termos europeus, o FC Porto disputou a Taça das Taças, deslocando-se, na 1ª eliminatória, à Dinamarca, de onde saiu derrotado por 2-1, frente ao Vejle. Na 2ª mão os portistas rectificaram o resultado, vencendo por 3-0, com dois golos de Jaime Magalhães e 1 de Sousa; Na 2ª eliminatória o adversário foi o Roma de Itália, que foi derrotado nas Antas por 2-0, golos de Walsh e Costa e na Itália o resultado foi de um empate sem golos; Seguiram-se os belgas do Standard Liège, com derrota na Bélgica por 2-0 e empate nas Antas por 2-2, golos de Jacques e Walsh, que ditou o afastamento da prova.

Nas 4 provas em que o FC Porto esteve envolvido, num total de 43 jogos, Hermann Stessl, recorreu ao concurso de 23 atletas, aqui referidos por ordem decrescente da sua utilização: Fonseca (43 jogos), Costa (42), Gabriel e Jacques (41), Sousa (40), Jaime Magalhães e Teixeira (35), Freitas (34), Jaime Pacheco e Lime Pereira (29), Romeu (24), Simões (22), Fernando (21), Walsh (17), Júlio (16), Frasco (12), João Pinto (11), Rodolfo (10), Albertino (9), Teixeirinha (8), Penteado (4), Bobó (2) e Bandeirinha (1).

UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA



















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Vítor Hugo (massagista), Gabriel, Freitas, Jaime Magalhães, Lima Pereira, Simões e Tibi; Em baixo: Teixeira, Jaime Pacheco, Rodolfo, Walsh e Costa

AINDA OUTRA

















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Teixeira, Rodolfo, Gabriel, Freitas, Romeu e Fonseca; Em baixo: Jacques, Fernando, Jaime Magalhães, Sousa e Costa

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

MOTA DE ESCAPE LIVRE!

No final do jogo que o FC Porto venceu em Setúbal, por 1-3, onde relembro, João Capela fez uma arbitragem não isenta de erros, mas sem influência no resultado, já que poderá apenas ter falhado na apreciação de dois lances (um para cada lado) em que não há certezas absolutas que a bola tenha ultrapassado o risco da baliza, o treinador sadino José Mota, na entrevista rápida do fim de encontro, queixou-se da arbitragem e acrescentou que nos últimos cinco ou seis jogos em que as suas equipas defrontaram o FC Porto, começaram a perder com golos de grande penalidade.

Ora cá o Dragãopentacampeão que tem memória de elefante ficou com a pulga atrás da orelha por saber que essa imagem não corresponderia exactamente à verdade.

Com a ajuda do arquivo do blogue, confirmei o seguinte: 

O primeiro, dos anteriores seis jogos do FC Porto, contra equipas treinadas pelo José Mota, realizou-se em 25 de Outubro de 2008, no Estádio do Dragão, a contar para a 6ª jornada da Liga Sagres. O FC Porto perdeu por 2-3, frente ao Leixões, com os matosinhenses a marcarem primeiro e o FC Porto a chegar ao empate por Lucho Gonzalez, na marcação de uma grande penalidade. É verdade, foi de penalty que o FC Porto chegou à igualdade, mas não foi por isso que o Leixões deixou de vencer o jogo. (ver crónica aqui);

O segundo realizou-se em 28 de Janeiro de 2009, no Estádio do Dragão, a contar para os Quartos-de-final da Taça de Portugal. O FC Porto venceu por 1-0 o Leixões, treinado pelo referido treinador. O jogo não teve casos  e foi resolvido aos 5 minutos, por Mariano Gonzalez. Não, não foi de grande penalidade(pode ver aqui a crónica);

O terceiro realizou-se em 5 de Janeiro de 2010, no Estádio do Dragão, a contar para 1ª jornada da Taça da Liga, de novo contra o Leixões com vitória portista por 1-0, golo marcado por Silvestre Varela, em cima do intervalo. Não, também não foi de grande penalidade! (ver crónica aqui);

O quarto encontro de que fala José Mota, aconteceu em 9 de Janeiro de 2013, ainda no Estádio do Dragão, a contar para 3ª jornada da Taça da Liga, curiosamente apitada (de forma desastrada) por João Capela e que o FC Porto venceu por 1-0, frente ao Vitória de Setúbal, este sim com golo de João Moutinho, na marcação de uma grande penalidade, correctamente assinalada (ver crónica aqui);

O quinto jogo foi em 27 de Janeiro de 2013, no Estádio do Bonfim, a contar para a 12ª jornada da Liga Zon Sagres, com vitória portista por 3-0 e o primeiro golo portista a acontecer em resultado de uma grande penalidade concretizada por Lucho Gonzalez aos 8 minutos. No final o treinador José Mota fez o discurso exactamente igual ao que proferiu no último Domingo, sem tirar nem pôr: os árbitros os penaltys, etc., etc. (ver crónica aqui);

Finalmente o sexto jogo aconteceu em 27 de Abril de 2013, aquando da 27ª jornada da Liga Zon Sagres, no Estádio do Dragão com vitória portista por 2-0 e sem grandes penalidades! (ver crónica aqui).



















Conclusão: A Mota do José tem um escape livre para dizer as baboseiras que quiser. Falou de grandes penalidades, que realmente aconteceram mas não em todos os  jogos como referiu.

Porém, nos desabafos de José Mota há um pormenor que não devemos ignorar: Pode até ter insinuado, mas em momento algum referiu que os penaltys assinalados não existiram!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DRAGÃO CATEDRÁTICO - SABIA QUE...
















... a UEFA (União das Federações Europeias de Futebol Associations) foi fundada em Paris, em 1 de Janeiro de 1950?

Trata-se do importante órgão administrativo e de controle do futebol europeu e representa as federações nacionais da Europa. É uma das seis confederações continentais que integram a FIFA.

As federações que estiveram na base da sua fundação foram a França, Bélgica e Itália, tendo como primeiro presidente o dinamarquês Ebbe Schwartz e como secretário-técnico o francês Henri Delaunay, o pai do Campeonato Europeu de Futebol, cujo troféu tem ainda o seu nome.

A sua primeira sede foi instalada em Paris e por lá ficou até 1959, ano em que foi transferida para Berlim. A partir de 1995 fixou-se definitivamente em Nyon, na Suíça.

Actualmente integram a UEFA, 54 federações europeias, e é liderada pelo conhecido Michel Platini.

Fonte: Histórias de uma primeira vez, de Alfredo Barbosa.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

EQUIPAS DO PASSADO - DÉCADA DE 80

ÉPOCA DE 1980/81

Perdidos o tricampeonato e a Taça de Portugal, disputados até ao último minuto, a confusão instalou-se no seio do Clube.

Dr. Américo de Sá
O Presidente Américo de Sá, teve, segundo a opinião de Nuno Pinto da Costa e José Maria Pedroto, uma série de atitudes demonstrativas de falta de solidariedade na luta encetada pelos dois contra os interesses instalados e o tráfico de influências existentes na Federação Portuguesa de Futebol, que redundavam em critérios de protecção aos clubes de Lisboa que lhes permitiam, ano após ano, lutar pelos principais títulos nacionais.

Pinto da Costa e Pedroto faziam-no de peito aberto, com coragem, lucidez e sem papas na língua. O presidente Dr. Américo de Sá, na altura também deputado pelo CDS, na Assembleia da Republica, passava mais tempo em Lisboa que no Porto e sofria diariamente as pressões de outros deputados, para os desmobilizar dessa luta. Ora Américo de Sá, talvez mais interessado no seu futuro político, foi sensível a essas pressões e tentou mesmo suavizar os termos da mesma, abrindo dentro do clube uma fractura insolúvel que culminou, primeiro com o afastamento de Pinto da Costa da chefia do Departamento de Futebol e depois, na suspensão da equipa técnica, constituída por Pedroto, António Morais, Hernâni Gonçalves e João Mota, por terem contestado o afastamento do seu Chefe de Departamento.

Hermann Stessl
Américo de Sá contratou então o austríaco Hermann Stessl, para orientar a equipa, mas foi surpreendido por um grupo de jogadores, que solidários com a equipa técnica anterior se recusou a trabalhar com o novo treinador. Em vez de se apresentarem nas Antas, rumaram para Santa Cruz do Bispo, treinando-se em autogestão. O grupo era constituído por Teixeira, Oliveira, Lima Pereira, Frasco, Simões, Fernando Gomes, Freitas, Jaime, Quinito, Octávio, Romeu, Albertino, Costa, Sousa e Tibi. Era o chamado «Verão quente de 1980».

Depois de algumas diligências para demover os jogadores dissidentes, o dia 6 de Agosto ficou marcado como o fim da revolta. Os atletas reconsideraram e voltaram às Antas.

Mas houve quem não cedesse. António Oliveira manteve-se fiel às suas convicções e pediu a rescisão do seu contrato, passando a jogador-treinador do Penafiel, enquanto Octávio regressou a Setúbal. Já Fernando Gomes tinha sido negociado com o Gijon, de Espanha.

Foi pois na ressaca deste clima revolucionário que o FC Porto iniciou a temporada de 1980/81.

Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Walsh, Lima Pereira, Simões, José Luís, Gabriel, Júlio, João Pinto, Sousa, Duda e massagista; Ao meio: Staff técnico (Hermann Stessl e dois adjuntos, Jaime Magalhães, Bandeirinha, Tibi, Fonseca, Teixeirinha, não identificado, Romeu, Dr. Domingos Gomes e Álvaro Braga Júnior; Em baixo: Massagista, Jaime Pacheco, Freitas, Niromar, Jacques, Albertino, Quinito, Coelho, Frasco, Costa e roupeiro.


O FC Porto entrou bem no campeonato, com uma vitória em Alvalade, por 1-2 e cedo se percebeu que seria uma luta a dois com o Benfica. A luta foi mesmo intensa e durou até à antepenúltima jornada, com o FC Porto a ceder um empate (0-0), justamente contra o Penafiel de Oliveira, que já havia empatado nas Antas (2-2), permitindo ao Benfica gerir um avanço de dois pontos até ao final da prova.

Nos 30 jogos, o FC Porto venceu 21, empatou 6 e perdeu 3, marcou 53 golos, sofreu 18 e arrecadou 48 pontos, quedando-se pela 2ª posição com menos 2 pontos que o Benfica.

Na Taça de Portugal logrou chegar à final, mais uma vez contra o Benfica. Antes porém eliminou sucessivamente, o Torres Novas, da III Divisão nacional, por 0-1, em Torres Novas; O Rio Ave, da II Divisão nacional, por 1-0, nas Antas; O Farense, da II Divisão nacional, por 0-2, em Faro; o Nacional da Madeira, da II Divisão nacional, por 0-3, no estádio dos Barreiros; o Famalicão, da II Divisão nacional, por 5-0, nas Antas; e o V. Setúbal, por 2-1, também nas Antas. A final foi jogada no Jamor contra o Benfica, debaixo de mais um ambiente escaldante, jogo que chegou mesmo a estar em dúvida, não fossem as garantias dadas pelo presidente da FPF, quanto à segurança.

A equipa formada por Tibi; Gabriel, Simões, Freitas e Lima Pereira (Romeu 79'); Rodolfo (cap), Jaime Pacheco e Teixeira (Sousa 65'); Jaime Magalhães, Walsh e Costa, perdeu a final por 3-1. 

A prestação portista na Taça Uefa foi muito modesta, ficando aquém das expectativas. Jogando frente a adversários acessíveis, não conseguiu ir além da 2º eliminatória. Na primeira eliminou o Dundalk, da Rep. da Irlanda com os parciais de 1-0, nas Antas, golo de Sousa e 0-0 em Dundalk. Seguiu-se depois o confronto com os suíços do Grasshopper, com vitória nas Antas, por 2-0, golos de Teixeira e Sousa e derrota em Zurique por 3-0, que ditou a eliminação da prova.

No conjunto das três provas, o FC Porto efectuou 41 jogos, utilizando 23 atletas aqui referenciados por ordem decrescente da sua utilização: Freitas, Gabriel e Sousa (41 jogos), Simões (37), Costa, Lima Pereira e Rodolfo (36), Frasco (27), Teixeira, Tibi e Walsh (25), Niromar (21), Romeu (20), Albertino e Jaime Pacheco (19), Fonseca e Jaime Magalhães (16), Duda (14), Fernando (7), Coelho (6), Quinito (4), José Luís (2) e Cabral (1).


UMA DAS EQUIPAS POSSÍVEIS DESSA ÉPOCA






















Na foto, da esquerda para a direita, em cima: Walsh, Gabriel, Simões, Freitas, Romeu e Tibi; Em baixo: Sousa, Albertino, Frasco, Teixeira e Lima Pereira

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar e Fascículos do Jornal A bola

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

GOLEADORES PORTISTAS - Nº 17












ABEL - Goleador nº 17

Apontou 76 golos, nos 148 jogos em que participou, nas provas oficiais, durante as cinco épocas ao serviço do FC Porto (1970/71 a 1974/75).

Abel Fernando Maglietti nasceu no dia 4 de Março de 1946, em Lourenço Marques, Moçambique, na altura ainda colónia africana sob administração portuguesa e começou a jogar futebol no clube da sua terra natal, o Ferroviário de Lourenço Marques.

Ponta de lança de apreciável estampa e capacidade físicas, era «brigão», ganhando na raça muitas bolas que pareciam perdidas, tinha simultaneamente uma estreita relação com o golo.

Chegou ao FC Porto no início da época de 1970/71, proveniente do rival Benfica, clube que representou durante três épocas e onde venceu dois campeonatos nacionais e duas taças de Portugal.























Estreou-se oficialmente com a camisola do FC Porto em 13 de Setembro de 1970, no Estádio São Luís, em Faro, na 1ª Jornada do campeonato nacional de 1970/71, com derrota portista por 1-0.

De azul e branco vestido não conseguiu juntar ao seu palmarés qualquer título, mas foi neste clube que atingiu a sua plenitude como ponta de lança, que lhe valeu várias chamadas aos trabalhos da Selecção nacional, que representou por 4 ocasiões, todas enquanto atleta do FC Porto. 













Depois de quatro temporadas em bom nível, nas Antas, começou a perder fulgor e espaço, face à concorrência, fazendo uma quinta temporada de nível bem modesto, que lhe valeu a dispensa.

Assim, na época de 1975/76 passou a representar o V. Guimarães, tendo-se mudado na temporada seguinte para Aveiro, para defender o emblema do Beira-Mar, durante duas temporadas.

Em 1978/79 transferiu-se para o FC Penafiel, onde jogou mais duas temporadas.

Finalmente rumou aos Estados Unidos, onde representou o Sport Newark, terminando aí a sua carreira.

Fonte: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

domingo, 18 de agosto de 2013

VITÓRIA CERTA COM EXIBIÇÃO CINZENTA















FICHA DO JOGO
























Num jogo algo incaracterístico, sob um relvado muito seco e mal tratado, o FC Porto arrancou o triunfo número 1500 para o campeonato nacional, depois de estar a perder, contra a aguerrida equipa do Vitória de Setúbal, que se adaptou melhor ao estado do relvado.

Os campeões nacionais até entraram bem no jogo, construindo em pouco mais de dez minutos três lances perigosos, o primeiro dos quais, num chapéu de Jackson Martinez, que Cohene tirou, não se sabe com precisão, se antes ou depois da linha fatal.

Depois veio o golo da equipa da casa, aos 13 minutos, um tanto fortuito e muito consentido, ainda assim muito bem aproveitado pelo seu autor, o avançado Rafael Martins, que dispôs de todo o tempo do mundo para aparecer em zona frontal, receber com o pé esquerdo, rematar dom o direito e ainda fazer a recarga, da defesa para a frente de Helton.

Este golo deu ânimo aos setubalenses que passaram a defender com mais agressividade, roubando todo o seu espaço perto da área, complicando ainda mais o futebol denunciado, mal pensado, mal executado e algumas vezes confuso que os portistas teimavam em praticar.

Em cima do intervalo, Jackson teve nova oportunidade para bater Kieszek, mas o guardião evitou o golo com uma defesa instintiva, segurando a vantagem ao intervalo.

O FC Porto necessitava de marcar para reverter o resultado e foi com essa intenção que regressou dos balneários. Embora denotando o mesmo tipo de dificuldades, a verdade é que aos 49 minutos,  o goleador portista Jackson Martinez sofreu um toque no pé de apoio, dentro da área de rigor e o juiz da partida assinalou a respectiva infracção, debaixo de um coro de protestos dos responsáveis do Setúbal e dos seus adeptos. A falta foi clara e bem assinalada.























Josué chamado a marcar não só não perdoou, restabelecendo a igualdade no marcador como logo a seguir correu para a baliza, no sentido de ir buscar a bola e rapidamente a levar para o centro do terreno. Foi então que Kieszek tentou impedir o médio portista que o empurrou, enquanto o guardião setubalense lhe respondeu com uma cabeçada. Ora, para espanto de todos, não é que o João Capela, decidiu julgar o caso com a aplicação dos regulamentos? Pois foi, cartão amarelo para Josué pelo empurrão e cartão vermelho para Kieszek pela agressão. Claro, preciso e conciso! Estivesse ele assim sempre que apita um certo clube e a verdade desportiva estaria mais salvaguardada.
























Quem não gostou nada desta justa decisão foram os «fundamentalistas» sadinos que até final não pouparam o árbitro, chamando-o de gatuno, não pouparam o Presidente Pinto da Costa, que na tribuna assistia com a calma habitual ao desenrolar dos acontecimentos, dirigindo-lhe impropérios e até o treinador José Mota, que no final da partida lá veio com o «choradinho» habitual de quem viu o jogo com palas de Penafiel.

Reposta a igualdade e a jogar contra dez, o futebol portista tornou-se mais perigoso mas igualmente pouco esclarecido. O Setúbal foi menos vezes à frente, mas quando podia colocava sérias dificuldades ao último reduto portista que insistia em complicar o que é fácil,,jogando com atrapalhação e alguma desconcentração. O meio campo repetia jogadas denunciadas, passes longos sem direcção, perdas de bola sem sentido e muito jogo para os lados e para trás. No ataque Jackson desperdiçava ingenuamente as poucas oportunidades que lhe surgiam enquanto Licá se perdia no muro sadino, sem honra nem glória.

Aos sessenta minutos Paulo Fonseca decidiu mexer no jogo, lançando o jovem criativo Juan Quintero para tirar Defour. Bingo! Um minuto depois Quintero surgiu oportuno em zona de finalização e fez o segundo golo do Porto.

























Até final o Setúbal ainda tentou responder e criou até um lance, que tal como na primeira parte, pareceu ter sido tirada para lá da linha do golo, desta vez por Otamendi, mas o árbitro auxiliar voltou a considerar que foi antes. O FC Porto ficou mais confiante e capaz de lutar por dilatar o resultado. Foi o que aconteceu. Danilo perdeu duas boas ocasiões com remates enrolados e já perto do final, Jackson assinou o ponto. Estava feito o resultado num jogo que os jogadores portistas dificultaram, com uma exibição sofrível e pouco esclarecida.

























O meu destaque vai para o jovem Quintero por lhe pertencerem as jogadas mais incisivas e o golo da reviravolta.

Não quero deixar de manifestar a minha estranheza pelo facto de Silvestre Varela, que fazia parte do lote dos convocados, nem sequer se sentar no banco, tendo sido substituído por Carlos Eduardo que tinha jogado na véspera pela equipa B! Mudaram os regulamentos?