domingo, 6 de janeiro de 2013

RESULTADO ESCASSO

















FICHA DO JOGO
























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O FC Porto entrou hoje e mais uma vez, no relvado do Dragão, para cumprir o seu destino: ganhar. Desde o apito inicial do árbitro, os Dragões «arregaçaram as mangas» e tomaram o comando do jogo, como lhes competia. Com um futebol intenso e eminentemente ofensivo, os azuis e brancos partiram em busca do golo, obrigando o adversário a recuar  e a organizar-se no último terço do campo. Só de longe a longe o Nacional chegava lá mais à frente, quase sempre sem perigo com a excepção de um canto, que deixou a defensiva portista em apuros.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Este provérbio popular bem se pode aplicar ao trabalho portista, principalmente durante toda a primeira parte. Depois de aos 10 minutos, o árbitro Rui Costa ter perdoado uma grande penalidade contra o Nacional, num derrube de Miguel Rodrigues sobre Moutinho e de aos 15 minutos Danilo,  solto na área, não conseguir ter dado o melhor seguimento ao lance, o matador Jakson Martinez, na sequência de um canto, saltou mais alto que a concorrência e enfiou a bola nas redes, estabelecendo o resultado com que terminou o encontro.



















Até ao final da primeira parte, os campeões nacionais ainda criaram soberanas ocasiões para ampliarem o marcador para darem uma expressão mais justa ao resultado, mas a ineficácia no remate acabaram por atraiçoar belos gestos técnicos e jogadas de fino recorte. Estou a lembrar-me de uma jogada  ocorrida por volta dos 30 minutos, em que a bola saiu dos pés de Moutinho para a cabeça de Jackson, que com um toque colocou na frente de Lucho, que em posição frontal e à entrada da área recebeu com o peito e de pronto rematou forte, mas ligeiramente por cima e ainda de uma outra, por volta dos 40 minutos em que o guarda-redes Vladan pontapeou a bola para o meio campo, onde Jackson Martinez, aproveitando o adiantamento do guardião, respondeu prontamente com um chapéu de tão longe, golo evitado no último momento, em cima da linha fatal. Poucos minutos depois foi James Rodríguez que obrigou o guarda-redes contrário a mais uma defesa impressionante para evitar novo golo. Depois disso o jovem colombiano teve de sair do jogo por lesão.

Para a segunda parte, Vítor Pereira meteu no jogo Defour e o FC Porto passou a praticar um jogo mais pausado e menos intenso, mas sempre focado na baliza contrária. Por sua vez, os insulares apresentaram-se mais ousados mas também sem conseguir ludibriar o bloco defensivo portista que se mostrou sempre à altura da situação.

Os azuis e brancos foram controlando o jogo e desperdiçando mais duas ou três situações de golo, sempre com o guardião Vladen em grande estilo. A ele o nacional pode agradecer a magreza do resultado.

A vitória portista é mais do que justa e sobretudo escassa. Boa primeira parte e segunda quanto baste. Destaque para mais uma exibição muito positiva de Jackson Martinez, autor do golo solitário, a impor-se de forma decisiva como um verdadeiro matador.

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